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Evento ocorre neste sábado (15) com Sebrae Móvel, exposição de máquinas, oportunidades de negócios e atrações para toda a família

 

RIO CLARO/SP - O Sebrae Móvel estará no 3º Dia de Campo – Rio Claro na Rota do Agro, neste sábado (15), com atendimento gratuito ao público. O evento ocorre das 8h às 16h30, no Sobradão Eventos, e conta com palestras organizadas pelo Sebrae-SP.

No Sebrae Móvel, o público poderá receber orientações sobre formalização de empresas, regularização, Declaração Anual do Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI), gestão e outros assuntos relacionados ao dia a dia dos negócios. O atendimento é gratuito e aberto a todos, inclusive a quem não atua no agronegócio.

Promovido pelo Sindicato Rural de Rio Claro, o Dia de Campo chega à terceira edição com palestras, exposição de máquinas e tecnologias, demonstrações de produtos e serviços, feira com empresas ligadas ao agronegócio, praça de alimentação, show musical e atividades para toda a família. A participação é gratuita e aberta ao público.

Neste ano, a programação traz palestras sobre sucessão familiar, Reforma Tributária e pecuária de corte de ovinos. A proposta é compartilhar informações que contribuam para a gestão das propriedades, a continuidade dos negócios rurais e a identificação de novas oportunidades no setor.

O encontro também cria um espaço para aproximar produtores, empreendedores e empresas que oferecem produtos e serviços para o agronegócio. Os participantes poderão conhecer equipamentos e tecnologias, trocar experiências e fazer novos contatos.

As inscrições antecipadas podem ser feitas na recepção do Sindicato Rural de Rio Claro, na Avenida 11, nº 709, no Centro. Para retirar o ingresso, é solicitada a doação de dois litros de leite longa vida, que serão destinados ao Fundo Social do município.

Também é possível fazer a inscrição na entrada do evento, conforme a disponibilidade de vagas.

Programação

8h – Abertura oficial do evento
8h30 – Palestra sobre sucessão familiar
9h30 – Coffee break
10h30 – Palestra sobre Reforma Tributária
11h30 – Palestra sobre pecuária de corte de ovinos
12h30 – Palavra do presidente da Faesp, Tirso de Salles Meirelles
12h50 – Almoço
13h10 – Apresentação do Programa de Viola Caipira 2025 e 2026
13h30 – Show com Bia Cavalcante e Banda
15h – Palavra dos patrocinadores e sorteios
16h30 – Encerramento

Serviço

3º Dia de Campo – Rio Claro na Rota do Agro

Data: sábado, 15 de agosto
Horário: das 8h às 17h
Local: Sobradão Eventos, em Rio Claro
Participação: gratuita e aberta ao público
Inscrições antecipadas: Sindicato Rural de Rio Claro – Avenida 11, nº 709, Centro
Ingresso: doação de dois litros de leite longa vida
Inscrições no dia: na entrada do evento, conforme a disponibilidade de vagas

BRASÍLIA/DF - O Senado aprovou na última semana o Projeto de Lei 172 de 2.020, que permite que projetos governamentais de telecomunicações sejam financiados pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

Em tramitação há 13 anos, o PL garante que os recursos do fundo - criado em 2000 - possam cobrir, de forma parcial ou integral, iniciativas, programas, projetos e ações para levar serviços de telecomunicação a zonas rurais com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH). Na prática, áreas remotas e pouco habitadas do interior do Brasil poderão receber investimentos massivos em conectividade e internet, o que ampliará as possibilidades de negócios agrícolas com o uso de internet 5G e modernizará os centros rurais e isolados do país com o acesso à conexão rápida.

Segundo o texto, que foi aprovado por 69 votos, a verba do Fust também poderá ser utilizada para cobrir o acesso à internet de escolas públicas fora de áreas urbanas até 2024 - mudança que acelera a inclusão e amplia a qualidade de ensino dos pequenos centros escolares que atendem a vastas populações rurais. Os recursos do fundo também incluem a construção da infraestrutura necessária para garantir o acesso à rede.

 

Mudança necessária

Pela lei que define o Fust atualmente, as verbas não poderiam ser aplicadas em serviços oferecidos pela esfera privada, entre eles o fornecimento de sinal de internet de alta velocidade e telefonia móvel. “Houve muito esforço para a aprovação desse projeto de lei. Com a mudança, os recursos poderão ser utilizados para levar a conectividade ao meio rural, para que agricultores, incluindo os cooperados, acessem diversas tecnologias que trarão mais competitividade e sustentabilidade aos seus negócios”, destacou o ministro das Comunicações Fábio Faria.

 

Comitê gestor

Vinculado ao Ministério das Comunicações, o Fust será gerido por um conselho com integrantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações; da Economia; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Educação e da Saúde. O Ministério das Comunicações detém a gestão principal do comitê. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e representantes da sociedade civil também terão assentos no grupo.

 

 

*Por Pedro Ivo de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

SÃO CARLOS/SP - Se um drone sozinho já foi associado a um filme de ficção científica, imagine um esquadrão desses aparelhos em diferentes formas e tamanhos povoando o espaço aéreo, executando tarefas como pulverização da lavoura, numa velocidade muito maior do que seria feito apenas por um.

O uso desse novo formato ainda está em fase inicial, mas vários experimentos já estão sendo conduzidos pelo mundo afora e com aplicações diversificadas. No Brasil, a Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) iniciou os estudos numa área com grande potencial de uso – a agricultura de precisão.

O pesquisador Lúcio André de Castro Jorge conta que a robótica de enxame ou inteligência de enxame já é alvo de pesquisa no País, envolvendo grupo de produtores de café e área florestal. "Em ambos os casos, a Embrapa foi demandada por produtores para realizar um estudo visando a escolha da melhor plataforma de drones para trabalho em comboio", afirma o pesquisador, à frente da iniciativa.

No caso do café, o estudo conta com o apoio de uma rede de pesquisa em robótica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, e institutos de pesquisa da Itália. O projeto é focado em pulverização de áreas adensadas.

Segundo Lúcio Jorge, no caso da área florestal, a demanda está pautada na realização de inventários qualitativos em áreas plantadas. "Uma tendência muito forte está indicando que o crescimento no tamanho das aeronaves não deverá ser alterado, mas a operação de aeronaves menores dera ser realizada por apenas um controlador ao mesmo tempo", avalia.

Exemplo vem da natureza

Itália e Holanda são exemplos de países que estão apostando nessa tendência, eles se uniram para produzir e testar o primeiro protótipo no controle de ervas daninhas usando a robótica de enxame ou inteligência de enxame, segundo informações da Universidade e Pesquisa de Wageningen.

Especialistas acreditam que a aplicabilidade da robótica de enxame na agricultura de precisão vai trazer mudança de paradigma e impacto considerável, pelas vantagens que o conjunto de drones vai oferecer, entre elas, a redução de tempo para executar as tarefas e a geração de dados para tomada de decisões. Eles estimam que operações usando a inteligência de enxames vão aumentar drasticamente na próxima década.

Lúcio Jorge, que estuda o uso de drones na agricultura, processamento de imagens captadas pelas câmeras embarcadas nos aparelhos, há mais de 20 anos, diz que o "bando" de drones será capaz futuramente de avaliar alvos para aplicação de insumos agrícolas, distribuir tarefas e executá-las praticamente sem intervenção humana.

O exemplo vem da natureza, de enxames de abelhas, bando de pássaros ou cardumes de peixes, que usam a inteligência coletiva para se comunicar e resolver tarefas. "Vamos precisar dar apenas um comando para que o esquadrão se organize, assim como fazem os pássaros e de forma descentralizada", explica.

Uso de drones se expande no País

Assim como está ocorrendo em outros países, entre eles, os Estados Unidos, onde a Federal Aviation Administration (FAA) projeta um número de unidades de drones em quase quatro milhões para 2021, no Brasil o crescimento também vem se expandindo e deve chegar a 400 mil aparelhos no próximo ano.

Na era das fazendas conectadas, o pesquisador afirma que os drones estão gerando milhares de informações, de forma muito rápida, assim como outros dispositivos, como satélites que contam com sensores inteligentes para cumprir tarefas."O drone é uma ferramenta auxiliar, um complemento para tomada de decisão", constata.

De acordo com um levantamento do começo deste ano realizado pela consultoria McKinsey&Company, a aplicação de insumos em taxa variável (VRA) e drones são as tecnologias mais adotadas pelos produtores atualmente. A empresa ouviu cerca de 750 produtores de 11 estados, sendo 53% deles afirmaram que já utilizam pelo menos uma tecnologia ou estão dispostos a adotar pelo menos uma nas próximas duas safras.

"Ainda há muito espaço para crescer, tem demanda, são esperados ganhos de produtividade, redução de custos, mudança no próprio gerenciamento da fazenda com o uso de drones. A tecnologia está em todas as áreas", avalia Lúcio Jorge.

Mas o pesquisador chama atenção para a necessidade de convergência de várias áreas do conhecimento, como computação, engenharia,agronomia, biologia, entre outras, para analisar as camadas de informação geradas pelos aparelhos para tomada de decisão posterior. "Não é um único fator que é utilizado e analisado para fornecer um mapeamento ao produtor, por isso, é preciso vários saberes juntos", diz.

A operação dos chamados drones cooperativos foi abordada por Lúcio Jorge durante apresentação virtual no DroneShow, encerrado na quarta-feira (30/09).

 

 

*Por: Joana Silva

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