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Cesta Básica sobe 2,3% em setembro, em Ribeirão Preto

Cesta Básica sobe 2,3% em setembro, em Ribeirão Preto

Escrito por  Set 30, 2026

Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp registra alta no custo médio da cesta básica

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - O custo da cesta básica em Ribeirão Preto subiu, em média, 2,3% no mês de setembro de 2026 em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp). O valor médio passou de R$ 802,31, em agosto, para R$ 821,01, em setembro. A coleta de dados foi feita nos dias 16 e 17 de setembro.

Maiores altas
      Entre as principais variações de preços observadas no período, destacaram-se as altas do tomate italiano (+11,6%) e da carne bovina (+2,2%), movimentos que responderam, em grande parte, pelo aumento do custo total da cesta básica na cidade.
     De acordo com os analistas do IEMB-Acirp, a diferença de preço do tomate refletiu a menor disponibilidade após a intensificação da colheita em agosto e a transição da safra de inverno. Já a carne bovina, por sua vez, acompanhou a valorização do boi gordo e o aumento dos custos de reposição do rebanho, que pressionaram as margens dos pecuaristas.

Produtos que registram queda
     A farinha de trigo (-3,8%) e do café em pó (-2,9%) foram os produtos com maior redução no período analisado. Este último acompanha o recuo das cotações do grão. O IEMB informa, contudo, que as quedas apenas atenuaram parcialmente a subida do custo geral da cesta no mês.

Variação regional
      A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 844,16), foi a única a registrar recuo no mês, de 1,67%.
     A região Oeste apresentou o menor valor médio (R$ 796,42), com alta de 0,6%. Nas demais regiões, observou-se variação de 9,65% na Norte (R$ 826,45), 1,28% na Leste (R$ 820,80) e 2,19% na Sul (R$ 828,52).

Orçamento
     As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 43,25% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (24,93%), farináceos (18,81%), laticínios (6,34%), leguminosas (4,17%), cereais (1,72%) e óleos (0,78%).
   No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 54,75% da renda mensal apenas com gastos alimentares em setembro. Nesse cenário, para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 120,46 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 2,74 horas em relação a agosto.

Metodologia
    A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).

Redação

 Jornalista/Radialista

Website.: https://www.radiosanca.com.br/equipe/ivan-lucas
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