BRASÍLIA/DF - A aprovação da reforma do ensino médio pela Comissão da Educação do Senado representa mais um passo para mudanças bastante significativas não apenas na rotina de profissionais da educação e de alunos, mas também para as famílias desses estudantes e para as comunidades. Para que seja de fato implementado e garanta a qualidade e equidade na educação, será necessário o empenho e articulação dos entes federados, assim como da comunidade escolar e de universidades, visando a formação de professores para o novo currículo.
Como o texto aprovado do PL 5.230/23 na comissão é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso se confirme a aprovação no plenário do Senado. O texto aprovado prevê a ampliação da carga horária mínima total destinada à formação geral básica (FGB), das atuais 1,8 mil horas para 2,4 mil. A carga horária mínima anual do ensino médio passa de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos.
Há a possibilidade de essa carga ser ampliada progressivamente para 1,4 mil horas, desde que levando em conta prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), respeitando uma distribuição que seja de 70% para formação geral básica e 30% para os itinerários formativos – disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo a serem escolhidos pelos estudantes nos três anos da etapa final da educação básica.
Segundo o substitutivo aprovado, da relatora do PL no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), a partir de 2029, as cargas horárias totais de cursos de ensino médio com ênfase em formação técnica e profissional serão ampliadas, de 3 mil horas para 3,2 mil; 3,4 mil; e 3,6 mil quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos com carga específica de 800 horas, 1 mil horas e 1,2 mil horas.
Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figura a inclusão da língua espanhola como componente curricular obrigatório, além do inglês. Outros idiomas poderão ser ofertados em localidades com influências de países cujas línguas oficiais sejam outras, de acordo com a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos, estudantes e pais ou responsáveis).
A ampliação da carga horária e a inclusão da língua espanhola entre as disciplinas a serem ministradas são pontos positivos da reforma, segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. Ela chama atenção para alguns problemas que podem decorrer da forma como serão implementadas.
“O texto aprovado pela comissão do Senado apresenta alguns avanços, ainda que insuficientes, na comparação com o texto enviado pela Câmara”, disse a educadora à Agência Brasil. “Trazer o espanhol de volta é algo positivo, se levarmos em consideração nossa identidade continental. Mas é preciso estabelecermos uma divisão clara das cargas horárias, uma vez que horas dedicadas a espanhol são horas a menos para outros conteúdos”, disse ela ao destacar ser necessário, também, que haja clareza, no novo ensino médio, com relação não apenas à carga horária de cada disciplina, mas também aos conteúdos que serão apresentados.
Segundo a educadora, o substitutivo manteve brechas especialmente relativas à educação profissional, uma vez que não ficou claro quais seriam as disciplinas que vão compor tais áreas. “É preciso dizer as áreas do conhecimento e, dentro delas, definir disciplinas e carga horária. A nova legislação precisa apresentar e detalhar isso; pegar as áreas de conhecimento e dizer o que vai compor em termos de disciplinas".
Diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa diz que a obrigatoriedade da língua espanhola no ensino médio será provavelmente um ponto de discordância, quando a matéria retornar à Câmara.
“É possível que a Câmara não acate todas mudanças feitas pela senadora Dorinha no texto. Antevejo discordância de alguns com relação à obrigatoriedade do espanhol no ensino médio. O problema, talvez, seja colocá-lo na parte comum, como mais uma disciplina obrigatória, porque implicaria na diminuição da carga horária de outras disciplinas importantes”, disse.
A solução, segundo ele, seria a de colocar o espanhol como disciplina opcional, em vez de obrigatória. “Se as escolas já funcionassem em tempo integral, não haveria esse problema, porque a carga horária seria maior”, complementou ao lembrar que essa obrigatoriedade foi publicamente criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – o que certamente será usado como argumento pelos contrários.
Criados com o objetivo de aprofundar áreas de conhecimento ou de formação técnica profissional – levando em conta a importância desses conteúdos para o contexto local e as possibilidades do sistema de ensino –, os itinerários formativos terão carga horária mínima de 800 horas nos três anos de ensino médio.
Na avaliação de Catarina de Almeida, da UnB, o aumento da carga horária do técnico profissionalizante acabaria por resultar na diminuição da formação básica, o que, segundo ela, não seria bom.
“Levando em consideração o atual quadro de professores e a infraestrutura limitada das escolas, o correto seria não fazer essa divisão [entre áreas de conhecimento e técnico profissionalizante], e sim focar exclusivamente em uma formação básica, comum a todos. Isso, na verdade, significa os dois tipos para todos. Ao separar o processo, teremos estudantes com menos informação do básico”, argumentou.
Se for para implementar com essa divisão, que seja, na avaliação dela, aumentando a carga horária total. Nesse caso, ela sugere que se postergue a implementação das novas regras. “A pressa pode atrapalhar a perfeição. Se o Brasil está atrasado nessa reformulação, ficará ainda mais com a necessidade de, depois, ter de fazer mais uma reforma. Isso prejudicaria mais gerações. O melhor é centrar esforços em uma reforma robusta que possa ficar por muito tempo”.
Com relação aos itinerários formativos, a grande preocupação manifestada por parlamentares durante a tramitação do texto foi a de resultarem em conteúdos e atividades de pouca relevância para a formação do estudante. Foi inclusive citado o caso de uma aula dedicada a ensinar estudantes a prepararem brigadeiro gourmet.
A ideia proposta prevê que os itinerários têm de estar articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia.
As diretrizes nacionais que aprofundarão cada uma das áreas do conhecimento ficarão a cargo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com os sistemas estaduais e distrital de ensino.
O projeto em tramitação no Senado aponta para a importância do tempo integral, e isso certamente constará na lei, segundo Gabriel Corrêa, da ONG Todos pela Educação. Enquanto isso não acontece, o Senado propôs a ampliação da carga diária atual, de 5 horas, no caso dos estudantes que optarem por curso técnico. Já a Câmara defende cargas horárias iguais para os dois grupos – técnico profissionalizante e áreas de conhecimento.
“Há alguns problemas com relação ao tempo integral. Um deles é que as redes [de ensino] das secretarias de educação terão de ofertar estrutura para alunos ficarem mais tempo na escola, o que resulta em mais trabalho, recursos e contratações de professores. Outro ponto está relacionado ao risco de os estudantes optarem por uma frente, apenas pelo fato de ficarem menos tempo em sala de aula. Em outras palavras, desestimularia a escolha pelos cursos técnicos, caso a carga horária diária deles seja maior”, argumentou o diretor.
A ONG Todos pela Educação defende que não haja essa distinção entre as duas frentes, até porque mais carga atrapalha a oferta do poder público para a expansão da rede. “O ideal é que todos tenham a mesma carga horária, independentemente do caminho a ser escolhido. Com isso, a escolha é em função da vocação e dos interesses, e não da preguiça de fazer menos aulas. Por fim, isso pode confundir os estudantes, levando-os a acreditar que uma maior carga horária indicaria maior relevância”.
Um outro ponto polêmico do texto substitutivo aprovado na comissão do Senado é o que trata da possibilidade de algumas aulas serem ministradas por pessoas sem diploma de licenciatura específico para a disciplina, mas que tenham notório saber e experiência comprovada no campo da formação técnica e profissional. Algo similar já ocorre, por exemplo, quando engenheiros dão aula de matemática.
Segundo a relatora Dorinha Seabra, a atuação desses profissionais de notório saber será “em caráter excepcional, mediante justificativa do sistema de ensino e regulamentação do Conselho Nacional de Educação (CNE)."
Essa possibilidade preocupa a educadora Catarina de Almeida Santos, da UnB. Segundo ela, esse tipo de situação implica risco de, ao autorizar aulas ministradas por pessoas de notório saber, a nova legislação coloca à frente das salas de aula pessoas leigas, em vez de profissionais habilitados da área. “A meu ver, notório saber não tem relação com saber prático”.
Essa possibilidade foi também criticada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Um ponto considerado negativo foi a permanência do notório saber, embora o texto aponte para a normatização nacional e excepcional da contratação desses profissionais para atuarem no itinerário da formação técnico-profissional”, ponderou a entidade.
A relatora Dorinha Seabra disse à Agência Brasil que, para ser implementada de forma adequada, a nova proposta vai requerer esforço do estado e do governo federal, para melhorar a estrutura das escolas. Em especial, as estruturas de laboratórios e bibliotecas.
“Será necessário um aprofundamento em relação às disciplinas básicas. Quando se trata da educação profissional, requer uma estrutura ainda maior de investimento em laboratórios e livros; em atividades extras. Temos um grande desafio, a exemplo dos profissionais e de funcionamento das escolas”, disse.
Dorinha acrescentou que o aumento de carga horária vai requerer mais dedicação também de alunos e professores. “O tempo integral fica no foco de todo conjunto, [passando por] ampliação da carga horária e permanência na escola”.
Ainda segundo a senadora, o olhar do novo do ensino médio tem que estar cada dia mais inserido no seu espaço; na sua localidade. “Requer a participação da comunidade nesses espaços coletivos de formação e leituras em relação ao meio em que está inserido, bem como aos espaços no mundo do trabalho.”
A ONG Todos pela Educação alerta que “sem o apoio do governo federal ao estado, e dos estados às escolas, o abismo entre escolas públicas e privadas permanecerá mesmo com o país tendo sua legislação melhorada.”
A aprovação pelo Legislativo, segundo Corrêa, é apenas um primeiro passo para novos desafios. “Na sequência teremos outros desafios, até que consigamos, de forma gradual, fazer as mudanças que melhorarão o ensino médio do país. Será uma fase complexa e não rápida, tomando pelo menos os anos de 2025 e 2026”, afirmou.
Segundo ele, os desafios para a implementação das novas regras passam pela preparação de infraestruturas, profissionais, materiais e pelas avaliações que são necessárias para identificar o que pode ser melhorado.
“Além disso, será necessário estabelecer uma nova comunicação [das autoridades] com estudantes e famílias sobre as mudanças que virão. Apoiar os estudantes inclusive para que eles apoiem a escola. Não adianta o poder público se preparar e as comunidades não se apropriarem desse modelo”, complementou.
Além de campanhas midiáticas, será necessária muita atuação no ambiente escolar, no sentido de preparar professores e diretores. “Serão momentos de debates sobre projetos de vida e opções disponibilizadas pelo ensino médio. Não é apenas o governo chegar e expor suas intenções. Será necessário ouvir, dialogar e envolver o jovem nesse processo de escolha. Não será algo fácil. Por isso precisaremos de uma coordenação muito boa entre MEC e secretarias estaduais/distrital de educação”.
Outra sugestão apresentada no relatório da parlamentar é a obrigatoriedade de os estados manterem pelo menos uma escola com ensino médio regular noturno em cada município, caso haja demanda comprovada.
O relatório prevê, ainda, formação continuada de professores, de forma a garantir que eles estejam preparados para as novas diretrizes e metodologias, “com foco em orientações didáticas e reflexões metodológicas, assegurando o sucesso das transformações propostas para o ensino médio.”
O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou pelas redes sociais a aprovação do substitutivo na comissão do Senado. Em tom de agradecimento aos parlamentares, ele destacou, entre os avanços, a manutenção das 2,4 mil horas, conforme proposto pelo governo federal, para a formação geral básica e fortalecimento da formação técnica de nível médio.
Segundo ele, esta foi uma vitória para a educação e para a juventude do Brasil. "Prevalece o interesse maior, que é comum aos que trabalham por um país de mais oportunidades: a construção de um ensino médio capaz de contribuir para tornar a escola pública mais atrativa, gratuita e de qualidade para todas e todos”, disse.
POR AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Terminam na próxima sexta-feira (7) as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. Interessados devem acessar a Página do Participante e utilizar o cadastro na conta Gov.br. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e tratamento por nome social. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro.

A taxa de inscrição custa R$ 85 e pode ser paga por boleto, pix, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança até o dia 12 de junho. Os resultados de recursos sobre isenção da taxa foram divulgados no último dia 24, assim como de recursos que tratam das justificativas de ausência no Enem 2023 para candidatos que estavam isentos da taxa.
No Rio Grande do Sul, em razão da situação de calamidade pública provocada pelas enchentes, a população terá um prazo extra para se inscrever no exame. Um calendário estendido ainda será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Moradores de municípios gaúchos têm isenção da taxa de inscrição.
Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. O exame é considerado como a principal porta de entrada para a educação superior no país.
Os resultados da prova podem ser usados para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni), além de serem aceitos em instituições privadas e de outros países de língua portuguesa que tenham acordo com o Brasil.
Estudantes que não concluíram o ensino médio podem participar do Enem na condição de treineiros, para autoavaliação nos anos anteriores ao término da educação básica.
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
IBATÉ/SP - Nos últimos dias, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) “João Trevizan” contou com a alegria e a curiosidade dos estudantes e professores da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Ibaté, que embarcaram em uma jornada de conhecimento e sensibilização sobre a importância do cuidado com os animais.
Ao adentrarem as instalações do CCZ, os alunos foram imersos em um ambiente que não apenas abriga animais, mas também promove seu bem-estar e saúde. Guiados pelos profissionais dedicados que compõem essa unidade, os estudantes puderam entender a dimensão do trabalho ali realizado e como ele impacta positivamente a comunidade.
A visita não se limitou a observar de longe; pelo contrário, os alunos tiveram a oportunidade de interagir diretamente com os animais residentes no CCZ. Essa proximidade proporcionou uma experiência única, repleta de aprendizado e empatia, à medida que os estudantes entenderam a importância de cuidar e respeitar os nossos companheiros de quatro patas.
Essa iniciativa não teria sido possível sem o engajamento dos professores e profissionais que organizaram e acompanharam a visita. Além disso, o apoio do prefeito José Luiz Parella foi crucial, demonstrando o compromisso da administração municipal com a educação e o bem-estar animal.
Ao encerrar essa visita enriquecedora, fica evidente que investir na educação das futuras gerações sobre a importância do cuidado com os animais é um passo fundamental para construirmos uma sociedade mais compassiva e responsável. Que iniciativas como essa continuem a florescer, inspirando cada vez mais pessoas a agirem em prol do bem-estar animal e da harmonia entre humanos e animais em nossa comunidade.
ADOÇÃO CONSCIENTE
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) "João Trevizan" não apenas desempenha um papel vital no controle populacional e na saúde dos animais, mas também se tornou um ponto de encontro para aqueles que desejam fazer a diferença na vida de um animal de estimação. Com um compromisso fervoroso à adoção responsável, o CCZ incentiva ativamente as pessoas a considerarem a opção da adoção ao invés da compra de animais de estimação.
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, as portas do CCZ, localizado na rua José Donatoni, 656, Jardim Mariana, estão abertas para aqueles que desejam conhecer os animais disponíveis para adoção.
Ao adotar um animal do CCZ, as pessoas estão não apenas ganhando um novo membro da família, mas também estão fazendo uma escolha que salva vidas. Os animais abrigados no CCZ muitas vezes vêm de situações difíceis, e ao adotá-los, os indivíduos estão oferecendo a eles uma segunda chance de felicidade e amor.
BRASÍLIA/DF - O cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 foi divulgado. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro, e o gabarito oficial será divulgado em 20 de novembro. A previsão é de que os resultados sejam divulgados em 13 de janeiro de 2025.
De acordo com o edital, as inscrições começam no próximo dia 27 e vão até 7 de junho. A inscrição deve ser realizada pelo endereço enem.inep.gov.br/participante. A taxa de inscrição (R$ 85) deve ser paga de 27 de maio até 12 de junho. As solicitações para tratamento por nome social e para atendimento especializado devem ser apresentadas até 7 de junho.
O resultado inicial do pedido de atendimento especializado será publicado em 17 de junho, quando inicia o período para apresentação de recursos, que vai até o dia 21. Já o resultado final, em resposta aos recursos apresentados, está previsto para 27 de junho.
É também na Página do Participante que será disponibilizado o Cartão de Confirmação da Inscrição, em data ainda a ser divulgada. O cartão informa o número de inscrição; a data, a hora e o local do exame; a opção de língua estrangeira, e as indicações para atendimento especializado e tratamento por nome social.
O edital do Enem 2024 foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13), data que coincide com a divulgação dos resultados sobre os pedidos de isenção da taxa de inscrição, na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – entidade organizadora do certame.
Inscrições: 27 de maio a 7 de junho
Solicitações (nome social e atendimento especializado): até 7 de junho
Resultado do pedido de atendimento especializado: 17 de junho
Pagamento da taxa de inscrição: 27 de maio a 12 de junho
Provas: 3 e 10 de novembro
Gabarito oficial: 20 de novembro
Resultado da prova: 13 de janeiro de 2025
O edital prevê que o exame será constituído de quatro provas objetivas (cada uma com 45 questões de múltiplas escolhas) e uma redação em língua portuguesa.
São quatro áreas de conhecimento a serem avaliadas. A primeira, de linguagens, redação, códigos e suas tecnologias, tem como componentes curriculares as disciplinas língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação.
A segunda área de conhecimento (ciências humanas e suas tecnologias) tem como componentes curriculares as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia. Na área de ciências da natureza e suas tecnologias, serão cobrados conteúdos de química, física e biologia. A quarta área de conhecimento é a de matemática.
De acordo com o Ministério da Educação, o exame é estruturado a partir de matrizes de referências disponibilizadas no portal do Inep.
No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens; redação; códigos, ciências humanas e suas tecnologias. Os candidatos terão cinco horas e 30 minutos para responderem as questões.
O segundo dia será dedicado à aplicação das provas de ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. A aplicação terá cinco horas de duração.
Há mais de duas décadas, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e representa a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. Isso porque as instituições de ensino públicas e privadas adotam as notas do Enem para selecionar estudantes, nos processos seletivos.
Os resultados servem também para seleções de beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).
Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas. Algumas universidades lusitanas possuem convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame.
Por Pedro Peduzzi* – Repórter da Agência Brasil
Mostra será realizada no Espaço Cultural Bauhaus Brasil, em Ribeirão Preto, de 15 de maio até 8 de junho, com entrada gratuita
RIBEIRÃO PRETO/SP - Ribeirão Preto recebe, de 15 de maio até 8 de junho, uma exposição coletiva com obras feitas por alunos e ex-alunos do curso de Artes Visuais da Instituição Aparecido Savegnago. O evento tem entrada gratuita e será realizado no Espaço Cultural Bauhaus Brasil, localizado na Rua Mariana Junqueira, 623, no Centro.
A mostra conta com 60 telas de temas livres que fazem parte do acervo da entidade. Parte dos quadros foi pintada por jovens que fizeram o curso na IAS, enquanto a outra é de atuais estudantes do módulo avançado, que têm entre 12 e 16 anos.
O trabalho é conduzido pelo professor Edivaldo Abreu, que atua na instituição há 15 anos, coordenando os trabalhos de artes. Já a coordenação da exposição é de Mirian Ruth, professora da Escola de Arte Bauhaus.
Abertura da mostra
A abertura da exposição acontece no dia 15, próxima quarta-feira, às 19h30, com a participação dos alunos do curso avançado de Artes Visuais da IAS.
A entidade atende crianças e adolescentes de Sertãozinho e é dedicada a oferecer atividades culturais gratuitas, como aulas de música, teatro, dança e outras. No curso de Artes Visuais, além do módulo avançado, há ainda o intermediário e o iniciante, totalizando 60 alunos entre 7 e 17 anos.
Serviço
Exposição de arte “Jovens Talentos”
Onde: Espaço Cultural Bauhaus Brasil – Rua Mariana Junqueira, 623, Ribeirão Preto
Abertura: no dia 15 de maio, quarta-feira, às 19h30
Até quando: a mostra acontece até 8 de junho, durante o horário de funcionamento da Escola de Arte Bauhaus
Entrada: gratuita
SÃO CARLOS/SP - Pais de alunos entraram em contato com a Rádio Sanca para relatar briga na porta da escola Arlindo Bittencourt, em São Carlos.
De acordo com vídeos que circulam nas redes sociais, uma briga em um ônibus que faz o transporte escolar. Além do alvo, o qual foi o aluno do 8º ano, o motorista, ao tentar separar a briga, foi atingido por alguns sopapos.
SEMANA PASSADA
Na semana passada, outro vídeo foi postado nas redes sociais, onde um pai agrediu um aluno na saída da aula e o coordenador da escola teve que intervir e proteger o aluno.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (CEFPE), realiza nos dias 29 e 30 de abril, a 2ª Parada Pedagógica da Educação Infantil.
O evento que faz parte do calendário escolar desde 2017 e tem como objetivo a valorização, reconhecimento e formação continuada dos docentes.
Desta vez os profissionais da educação serão divididos em grupos para as palestras que acontecerão repetidamente nos dois dias. Nesta segunda-feira (29/04), os trabalhos acorrem das 13h às 17h e na terça (30/04) das 7h30 às 11h30.
Confira a programação completa da 2ª Parada Pedagógica da Educação Infantil:
PROFESSORES PI - Fases 1 e 2
Dia 29/04 - das 13h às 17h
Dia 30/04 - das 7h30 às 11h30
Palestra: Acompanhar o brincar dos bebês e crianças pequenas - A perspectiva da Abordagem Pikler
Palestrante: Leila Oliveira Costa
Abertura do Curso Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI)
Local: CPP - Centro do Professorado Paulista - Rua Lúcio Rodrigues, 11 - Vila Prado
PROFESSORES PI - Fases 3, 4, 5 e 6
Dia 29/04 - das 13h às 17h
Dia 30/04 - das 7h30 às 11h30
Formação: Abertura do Curso Leitura e Escrita na Educação Infantil – LEEI. Filme/Apresentação do LEEI
Local: Salesianos São Carlos – Rua Padre Teixeira, nº 3649 – Vila Nery
PROFESSORES PIII - Educação Especial
Dia 29/04 - das 13h às 17h
Dia 30/04 - das 7h30 às 11h30
Palestra: Altas Habilidades/Superdotação: limites e possibilidades inclusivas
Palestrante: Danitiele Calazans
Abertura do Curso Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI)
Local: CeFPE - Centro de Formação de Profissionais da Educação - Rua Treze de Maio, 1930 - Centro
PROFESSORES PIII - Educação Física da Educação Infantil
Dia 29/04 - das 13h às 17h
Palestra: Lei Lucas: a palavra de ordem é PREVENÇÃO!
Palestrante: Rafael de Jesus dos Santos (Bombeiro Civil-Nível III e Condutor Socorrista do SAMU)
Local: Paço Municipal - Rua Episcopal, 1575 - Centro
Dia 30/04 - das 7h30 às 11h30
Formação: Circo na Escola
Palestrante: Carolline Capellato Melo
Local: CEMEI Dom Ruy Serra - Rua Marechal Deodoro, 3795 - Vila Nery
AGENTES EDUCACIONAIS
Dia 29/04 - das 13h às 17h
Dia 30/04 - das 7h30 às 11h30
Palestra: Lei Lucas: a palavra de ordem é PREVENÇÃO!
Palestrante: Rafael de Jesus dos Santos (Bombeiro Civil- Nível III e Condutor socorrista do SAMU)
Local: Paço Municipal - Rua Episcopal, 1575 - Centro
SERVENTES MERENDEIROS E AUXILIARES DE COZINHA
Dia 29/04 - das 13h às 17h
Dia 30/04 - das 7h30 às 11h30
Palestra: Boas Práticas e Alimentos Seguros
Palestrante: Renata Siqueira Fonseca Neves
Local: SINDSPAM - Rua dos Ferroviários, 81 - Vila Prado.
IBATÉ/SP - A Biblioteca Municipal de Ibaté promoveu uma visita diferente aos alunos da APAE, no dia 23 de abril, para apreciar a exposição sobre Monteiro Lobato, em alusão ao Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado no dia 18 de abril, dia do aniversário do escritor, considerado o “pai da literatura infantil brasileira”.
Durante a visita os alunos puderam conhecer o espaço da Biblioteca, ouvir sobre a vida e as obras de Monteiro Lobato, realizar atividades de pinturas, e ainda assistiram ao curta metragem “Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore”, que trata sobre a temática dos livros e a importância da leitura na vida das pessoas.
A bibliotecária Letícia Silveira, destaca que o contato com as obras, a experiência de poder manusear um livro, foi algo marcante, diferente e inovador que os alunos gostaram de experimentar. “É um prazer receber a APAE, que é uma entidade parceira do município, e reforçamos que as portas da biblioteca estarão sempre abertas para a população. Queremos que todos tenham acesso à informação e ao conhecimento, e que se sintam acolhidos e bem-vindos neste espaço cultural tão importante para a nossa cidade”, finalizou.
Sua primeira história infantil, A Menina do Narizinho Arrebitado, foi publicada em 1920, e o sucesso do livro fez com que outros tantos surgissem, imortalizando as personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia, Emília, Visconde de Sabugosa, entre outros, que posteriormente seriam eternizados no famoso programa de TV “Sítio do Pica-pau Amarelo”, produzido do final dos anos 1970 até meados dos anos de 1980 e retomado entre o final dos anos de 1990 e meados dos anos 2000.
SÃO PAULO/SP - O governo de São Paulo planeja utilizar inteligência artificial, como o ChatGPT, para a elaboração de aulas digitais ofertadas aos alunos da rede pública de ensino. O governador Tarcísio de Freitas disse que a ferramenta será um “facilitador” na produção das aulas, e negou que irá substituir o papel do professor em sala de aula.

“Acho que as ferramentas estão aí e a gente tem que usar a tecnologia para facilitar a nossa missão. A gente não pode deixar de usar a tecnologia por preconceito, por qualquer razão. Obviamente, tem que usar a tecnologia com parcimônia, tem que usar com todas as reservas que são necessárias”, disse o governador ao participar de evento na quarta-feira (17).
Segundo ele, os conteúdos a serem elaborados pela inteligência artificial terão de passar pelo aval dos professores antes de serem entregues aos estudantes.
“Você pode usar uma ferramenta que pode facilitar o esforço inicial, mas isso vai passar pela revisão, vai passar pelo olhar, vai passar pela inteligência dos nossos professores. Nós temos excelentes conteudistas, nós temos excelentes profissionais. Eu acredito muito na melhoria da qualidade do ensino”, acrescentou.
No ano passado, o governo paulista enfrentou problemas com os materiais digitais escolares. Na ocasião, foram encontrados graves erros factuais nos slides, usados pela rede estadual de educação. A Justiça de São Paulo chegou a suspender a distribuição dos conteúdos.
Em um dos trechos, era dito que, em 1888, Dom Pedro II assinou a Lei Áurea, quando, na verdade, a lei que encerrou a escravidão institucionalizada no Brasil foi assinada pela filha do monarca, a Princesa Isabel. Em outro trecho, era dito, também de forma equivocada, que o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade são transmissíveis pela água.
Professores estaduais criticaram o projeto de uso do ChatGPT na produção de conteúdo digital. A segunda presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e deputada estadual, Professora Bebel (PT), argumenta "que as tecnologias e informação e comunicação (TICs) são ferramentas auxiliares no processo educativo e jamais podem substituir o trabalho do professor".
Em nota, a parlamentar informou ter protocolado uma representação no Ministério Público Estadual contra a iniciativa.
O uso do ChatGPT na produção de conteúdo das aulas digitais é uma das pautas de assembleia da categoria, convocada para 26 de abril.
* Com informações da TV Brasil
Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil*
SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Vigilância em Saúde, por meio da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, promoveu na terça-feira (16/04), no auditório do Paço Municipal, a capacitação de alunos de escolas estaduais que farão parte de uma brigada contra o mosquito Aedes aegypti. Eles serão multiplicadores das informações de prevenção e eliminação de possíveis focos do mosquito da dengue, junto à população.
O principal objetivo foi conscientizar os participantes acerca do cenário epidemiológico da cidade, assim como identificar, tratar e eliminar criadouros. Com o treinamento, a conscientização e o conhecimento adquirido, os chamados embaixadores ambientais vão desenvolver e implantar nas escolas estaduais brigadas contra o mosquito Aedes aegypit.
“Os embaixadores ambientais vão identificar dentro das escolas estaduais quais são os pontos em que podem ser encontrados os criadouros do mosquito, indicar para os professores, fazer a remoção e a prevenção para que estes locais não tenham mais criadouros”, ressaltou Denise Scatolini, chefe de Seção de Informação, Educação e Comunicação do Departamento de Vigilância em Saúde.
Sacatolini explica, ainda, que se forem criadouros móveis é mais fácil fazer a remoção, mas assim como os recipientes fixos, ambos os criadouros podem ser tratados com produto sanitário, evitando que haja desenvolvimento de larvas nestes locais.
Sobre os benefícios da capacitação para os alunos das escolas estaduais, Scatolini destacou, que além do desenvolvimento das brigadas a meta é dar continuidade ao ciclo preventivo e de multiplicação das informações. “É uma continuidade de tudo o que eles aprenderam aqui, fazer mapa de risco, conhecer qual é o ciclo do mosquito, quanto tempo dura, que doenças ele pode transmitir, quais são os sintomas da dengue, enfim, os alunos, considerados educadores e/ou embaixadores ambientais podem levar as informações para a casa, conversar com os pais e fazer a ação de multiplicação destas informações para que possamos ter em São Carlos uma diminuição no surgimento de criadouros do mosquito Aedes aegypit.
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