Transmissão acontece terça-feira (08), no Facebook da Unimed São Carlos
SÃO CARLOS/SP - Na próxima terça-feira (8/12), a partir das 18h, a Unimed São Carlos irá realizar uma live do Dezembro Laranja, em alusão ao mês de prevenção ao Câncer de Pele.
A live terá a participação do Dermatologista Moyses da Costa Lemos e abordará assuntos como: o que é câncer de pele, quais os tipos de câncer de pele e sintomas e prevenção.
A ação é voltada a toda população que queira saber mais sobre os cuidados com a pele, tipos de tratamento e, até mesmo, entender quando é a hora de procurar um especialista.
Acompanhe a transmissão pela página do Facebook da Unimed São Carlos(www.facebook.com/unimedsaocarlos), compartilhe e envie suas perguntas.
Dezembro Laranja
O termo Dezembro Laranja surgiu em 2014 e foi criado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. É uma iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele.
Segundo dados disponíveis no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, estima-se mais de 180 mil casos novos da doença a cada ano. Isso significa que uma em cada quatro novas ocorrências de câncer no Brasil, é de pele. Quase 90% dos casos são de carcinomas. Esses tumores têm letalidade baixa, mas provocam cerca de 1.900 óbitos a cada ano no nosso país. Muito menos comum, o câncer melanoma é o tipo mais agressivo de tumor da pele, registrando mais de 1.700 óbitos a cada ano.*
*Dados – Sociedade Brasileira de Dermatologia
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria de Saúde informa que mensalmente repassa a Santa Casa de São Carlos o valor de R$ 1.107.000,00 para o pagamento de médicos plantonistas que atendem no Serviço Médico de Urgência (SMU) do hospital.
Além desses valores, o município mantém outras contratualizações com o hospital para atendimento de pacientes SUS, inclusive de alta complexidade, o que eleva o repasse de recursos para aproximadamente R$ 5 milhões mensalmente, além de verbas para atendimento da COVID-19. Em alguns meses desse ano, como, por exemplo, em maio, o valor, contabilizando as verbas para tratamento do novo coronavírus, ultrapassou R$ 7,7 milhões.
"A demanda aumentou em todas as unidades de saúde do município, além da COVID-19 os pacientes com comorbidades estão retornando as unidades para retomar os tratamentos, portanto não foi somente na Santa Casa que aumentou. O município também instalou um centro de atendimento de síndrome gripal no Ginásio Milton Olaio Filho para atender somente as pessoas com suspeita do novo coronavírus, desviando dessa forma o atendimento da Santa Casa e das UPAS. Estamos atendendo em média 140 pacientes/dia no centro. Também coletamos amostras para realização do exame tipo PCR no próprio Ginásio e temos leitos de estabilização", afirma o secretário de Saúde, Marcos Palermo.
O secretário de Saúde ressalta, ainda, que o hospital atende outros 5 municípios da região, como Ibaté, Dourado, Descalvado, Ribeirão Bonito e Porto Ferreira. "Claramente a demanda não é somente de São Carlos. A Santa Casa atende alta complexidade de todas essas cidades".
Para o próximo ano a Ficha de Programação Orçamentária (FPO) foi atualizada e o repasse mensal somente para o SMU (urgência e emergência) da Santa Casa deve chegar a R$ 1,4 milhão. O repasse para outros serviços contratados também devem ser atualizados.
Espaço, patrocinado pelo Grupo Roche, tem luzes e música para comemorar a vitória dos pequenos pacientes e foi inaugurado nessa terça-feira
JAÚ/SP - A Pediatria do Hospital Amaral Carvalho (HAC) inaugurou na terça-feira (1º/dez) o Cantinho da Vitória, espaço para crianças e familiares celebrarem o término de uma etapa do tratamento oncológico. Dois pequenos comemoraram pela primeira vez a vitória no local.
"Eu fiquei muito impressionada. Está lindo demais o cantinho. Estou feliz por ter vencido a leucemia", festeja Franciely Santana de Castro, de 11 anos. A mãe, Solange Santana de Castro, contou que a filha ficou pouco mais de dois anos entre idas e vindas ao hospital para o tratamento da doença. "Foi um período difícil. Agora, é uma sensação de vitória mesmo. É como se minha filha tivesse nascido de novo. Muito bom poder comemorar e marcar esse momento de felicidade aqui", disse.
Ao contrário de muitos hospitais, onde as crianças apenas batem o sino para demonstrar o fim do tratamento, o Hospital Amaral Carvalho resolveu inovar. No local, foi instalado um botão que, ao ser pressionado pelo paciente, aciona luzes coloridas e a famosa música "Tema da Vitória", composta por Eduardo Souto Neto e tocada nas transmissões de Fórmula 1 da TV Globo. O espaço foi patrocinado pelo Grupo Roche, que fez uma campanha em 2019 para ajudar na revitalização da ala pediátrica do hospital.
O Pedro, de seis anos, também pôde festejar sua vitória no Cantinho. "É um momento muito aguardado por todos, principalmente por nós, pais e mães. É, literalmente, uma vitória", disse Elisangela Pacheco Goulart, mãe do Pedro.
Benefícios ao tratamento
A médica oncopediatra responsável pelo setor, Larissa Polis Moreira, ressalta que o espaço servirá de estímulo para as outras crianças da unidade. "É uma forma de mostrar para os pacientes que essa fase difícil de internações prolongadas, de precisar abrir mão de atividades da rotina, um dia vai terminar. Se eles tiverem uma boa resposta ao tratamento, como acontece na maioria dos casos da oncologia pediátrica, logo serão eles que estarão aqui comemorando", enfatiza.
Projeto
O Cantinho faz parte de um projeto de melhorias da Pediatria, custeado pelo Grupo Roche. A parceria ainda envolve a instalação da lan house, inaugurada em fevereiro de 2020, e o desenvolvimento da versão 2.0 do Ursinho Elo, projeto de humanização do hospital lançado em 2014. O espaço foi projetado pela arquiteta Marina Brandão, que pensou em todos os detalhes para que o momento fosse único.
A arquiteta Marina Brandão comenta que o projeto foi um desafio. "É um momento muito importante na vida de cada criança, de cada familiar, e que deve ficar guardado na memória com muita felicidade. Fizemos com muito amor e carinho. Fico feliz em imaginar a emoção de uma criança comemorando ali a sua vitória", comenta.
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta sexta-feira (04/12) mais duas mortes por COVID-19 no município, totalizando neste momento 64 óbitos.
Trata-se de uma mulher de 89 anos, internada em 21/11, com resultado positivo para COVID-19 e que morreu na noite desta quinta-feira (03/12). Também foi registrado o óbito de uma mulher de 94 anos que deu entrada nesta quinta (03/12) na urgência e emergência já com parada cardiorrespiratória, realizado exame, o resultado foi positivo para o novo coronavírus.
São Carlos contabiliza neste momento 4.564 casos positivos para COVID-19 (48 resultados positivos foram divulgados hoje), com 64 óbitos confirmados e 92 descartados.
Dos 4.564 casos positivos, 4.232 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 4 óbitos sem internação, 328 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 255 receberam alta hospitalar e 60 positivos internados foram a óbito. 4.262 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 17.329 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (122 resultados negativos foram divulgados hoje).
Estão internadas neste momento 40 pessoas, sendo 23 adultos na enfermaria (10 positivos, 9 suspeitos e 4 negativos). Na UTI adulto estão internadas 11 pessoas (8 positivos, 2 suspeitos e 1 negativo). Na enfermaria 5 crianças estão internadas, 3 com resultado negativo e 2 com suspeita da doença. Na UTI pediátrica 1 criança está internada com resultado negativo para COVID-19. Oito pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 32,1% (9 pessoas estão internadas em leitos de UTI/SUS). Na enfermaria/SUS estão internadas 18 pessoas. Na rede particular 10 pessoas estão internadas na enfermaria e 3 na UTI.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 23.772 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 21.198 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 2.574 ainda continuam em isolamento domiciliar.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre - mesmo que referida -, calafrios ou dor de garganta ou dor de cabeça ou tosse ou coriza ou distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos), sendo que 14.585 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 11.484 tiveram resultado negativo para COVID-19, 2.906 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 195 aguardam resultado de exame.
O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
BELO HORIZONTE/MG - Para tentar conter a alta no número de casos de covid-19, a prefeitura de Belo Horizonte (MG) determinou uma “lei seca”. A partir de segunda-feira, 7, fica proibido o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes.
O decreto, publicado hoje, 4, no Diário Oficial, também altera o funcionamento do comércio na capital mineira. Padarias e lanchonetes poderão funcionar diariamente, entre 5h e 22h, com consumo no local liberado, exceto de bebidas alcoólicas).
Já restaurantes, cantinas, sorveterias, bares e similares podem funcionar de segunda a sábado, entre 11h e 22h, para consumo no local, exceto de bebidas alcoólicas.
A venda de bebidas alcoólicas nestes estabelecimentos para consumo em casa está permitida.
Até ontem, Belo Horizonte somava 55.039 casos confirmados do novo coronavírus e 1.675 mortes em decorrência de complicações da doença.
*Por: CATRACA LIVRE
As vagas são para Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia. As inscrições podem ser feitas até 3 de janeiro de 2021
SÃO CARLOS/SP - As inscrições para o Programa de Residência Multiprofissional da Santa Casa estão abertas. São 2 vagas para Enfermagem, 2 vagas para Fisioterapia, 2 vagas para Nutrição e 2 vagas para Psicologia. O foco do programa é a atenção ao paciente em estado crítico.
As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de janeiro de 2021 pelo site www.consesp.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 280,00.
Importante ressaltar que no momento da matrícula, é preciso apresentar o diploma ou declaração de conclusão do curso de graduação na categoria profissional e possuir o registro no respectivo órgão de classe.
A duração do Programa de Residência Multiprofissional é de dois anos e foi estruturado com uma carga horária semanal de 60 horas, distribuídas entre prática-assistencial, aulas teóricas e pesquisa, conforme preconizado pelo MEC. O corpo docente teórico é 100% composto por professores doutores ou mestres. Os preceptores assistenciais são especialistas em suas áreas de atuação e possuem ampla experiência na assistência ao paciente crítico. O candidato selecionado terá direito a bolsa de R$ 3.330,43, concedida pelo Ministério da Saúde.
O Processo de Seleção será realizado em duas fases. Na primeira fase, a prova é objetiva, por meio de questões de múltipla escolha e será realizada no dia 13/01/2021. Na segunda fase, no dia 04/02, o candidato vai ser submetido à análise e arguição curricular e entrevista.
O resultado final do processo seletivo vai ser divulgado no site www.consesp.com.br no dia 05/02/2021. E o Programa de Residência Multiprofissional começa no dia 01/03/2021.
Os programas de pós-graduação – modalidade residência – tem como objetivo especializar o profissional de saúde através de treinamento em serviço. O residente multiprofissional da Santa Casa de São Carlos atua na assistência ao paciente crítico adulto em diferentes cenários, focado na excelência do cuidado. O objetivo é poder acompanhar o paciente crítico desde a sua chegada no ambiente hospital, até sua reabilitação ou alta”, explica a coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional da Santa Casa, Chris Mayara Tibes Cherman
A coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional reforça que o investimento no Ensino pode melhorar o atendimento do hospital à população. A Santa Casa de São Carlos não tem medido esforços para melhorar a formação de profissionais em diferentes níveis. E esses esforços refletem diretamente na assistência à saúde da população”, comenta.
SERVIÇO:
INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL
DATA: ATÉ 03/01/2021
TAXA DE INSCRIÇÃO: R$ 280,00
INSCRIÇÕES: www.consesp.com.br
Neurocientista luso-brasileiro, membro da Federação Européia de neurociência, Fabiano de Abreu alerta para o perigo que estamos correndo mediante a saúde mental
SÃO PAULO/SP - Que a covid-19 poderia trazer consequências além da própria doença já todos esperávamos. A conjetura socioeconômica alterou por conta de todas as restrições e os longos períodos de confinamento fizeram os seus estragos. Já no início da pandemia o neurocientista Fabiano de Abreu alertou para as consequências que ela traria para a saúde mental e, nove meses depois ele reforça o alerta.
"Neste momento começamos a sentir as consequências a médio prazo e haverá muita gente que não saberá lidar com a realidade. No mês passado, no Japão, suicidaram-se mais pessoas do que aquelas que morreram durante todo o ano por covid-19.", alerta o cientista.
Este padrão encontrado no Japão pode alargar-se a outros países uma vez que todos estão a receber um impacto muito semelhante.
"O aumento dos suicídios deu-se especialmente entre as camadas mais jovens da população e, as mulheres foram o grupo crescente. Socialmente sabemos que infelizmente estes serão os grupos que mais depressa perdem a sua estabilidade econômica e de empregabilidade durante uma crise.", explica Abreu.
O neurocientista relembra ainda que o Japão devia ser tomado como um alerta.
"Toda essa atmosfera negativa mexe com os mensageiros neuronais que estabilizam e nos equilibram emocionalmente. Quando não cuidados, levam a problemas que podem chegar à depressão. O suicídio, como alguns dizem, não é um ato covarde e sim uma falta de razão mediante ao "bloqueio" de informações de regiões do cérebro. Essa doença mundial, que interfere na saúde mental, precisa ser vista de forma urgente ou perderemos mais vidas do que qualquer pandemia vista até hoje.", explica.
Segundo Fabiano de Abreu, "o Japão foi até branco nas suas medidas restritivas quando comparado a outros países europeus ou americanos, portanto, devemos esperar aumentos noutros lugares do mundo. Infelizmente o Japão não é caso único mas os dados boa países asiáticos são mais divulgados quando se trata deste tema."
Em jeito de conclusão Abreu destaca que " infelizmente ainda não damos a importância merecida à saúde mental das populações. Principalmente em situações como aquela que vivemos em que muitos mais transtornos podem surgir.”.
Fabiano de Abreu é precursor no estudo do comportamento humano e a inteligência com relação ao uso da internet. Também tem artigos científicos publicados em revistas científicas internacionais sobre a fadiga, doenças mentais da atualidade, inteligência e terapia.
Referência: https://www.dn.pt/mundo/japao-
Biografia / Formações
Fabiano de Abreu Rodrigues
Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de L'Homme de Paris
Doutor e Mestre em Ciências da Saúde com ênfase em Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University
Mestre em Psicanálise Freudiana e Lacaniana pelo Instituto e Faculdade Gaio
Especialização em Propriedades Elétricas dos Neurônios em Harvard
Especialização em Nutrição Clínica pela TrainingHouse
Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos
Pós Graduação em Neurociência pela Faveni
Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo, Psicanalista, Jornalista e Filósofo - integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European Neuroscience Societies - PT 30079.
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A sobrecarga de atendimentos se deve à falta de regulação da saúde no município. 70% dos pacientes poderiam ter sido atendidos nas UPAs, UBs e AME, mas foram encaminhados ao hospital
SÃO CARLOS/SP - Os 30 leitos disponíveis no Pronto-Socorro da Santa Casa voltaram a ficar lotados nesta quarta-feira (2). E mais de 20 pacientes tiveram que esperar por uma vaga em macas no hospital.
“Nos últimos dias, a gente tem visto um fluxo de pacientes bastante grande, tanto dos pacientes que dão entrada no hospital através do Pronto-Atendimento quanto daqueles que são trazidos pelo SAMU ou por ambulâncias das outras cinco cidades da região atendidas pela Santa Casa. E grande parte desses pacientes, poderia ter sido atendida na UPA, em uma Unidade Básica de Saúde ou no AME, mas acaba vindo para Santa Casa, tomando lugar de quem precisa de uma atendimento mais complexo”, afirma o gerente médico da Santa Casa, Roberto Muniz Junior.
O Pronto-Socorro da Santa Casa conta com 7 macas na Sala Amarela para os casos de emergência, 3 macas na Sala Vermelha para os casos de urgência e 20 macas e poltronas para aqueles pacientes que estão aguardando internação ou que ficam em observação depois de tomarem algum medicamento. Além da falta de organização do fluxo de saúde do município, a pandemia é outro agravante.
“Devido à COVID-19, pacientes com doenças graves, como insuficiência cardíaca, câncer, infartos, têm procurado por atendimento, por conta do agravamento dessas doenças, o que contribui para o aumento da nossa demanda”, explica o gerente médico.
Além da espera por atendimento, uma das consequências dessa lotação, é a retenção de ambulâncias no hospital. Há uma semana, três ambulâncias do SAMU ficaram retidas na Santa Casa, porque não havia macas disponíveis para acomodar os pacientes e, assim, liberar as macas de transporte.
“Como a porta do hospital não é referenciada, os pacientes chegam “sem aviso”. A Santa Casa não tem outra opção a não ser reter as macas do SAMU ou da ambulância que está transportando o paciente para a Santa Casa, até conseguir um leito para acomodar adequadamente o paciente. E isso prejudica a todos. Prejudica a Santa Casa, prejudica o serviço do SAMU, que está fazendo o transporte do paciente e fica com uma maca retida e prejudica a população, que precisa do atendimento.
Segundo o diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim, não adianta ampliar leitos ou comprar macas, se não houver a regulação do fluxo da saúde no município. “Ampliar leitos ou comprar macas demanda um espaço físico e a contratação de mais profissionais. Se houver uma organização do fluxo de atendimento na cidade, encaminhando os pacientes com demandas menos urgentes para as unidades básicas de saúde e UPAs e os casos mais complexos para a Santa Casa, a capacidade instalada do hospital seria suficiente para absorver as demandas do município e os recursos destinados à saúde seriam mais bem geridos”, explica.
Para ajudar nessa reestruturação, a Santa Casa equipou as UPAs com aparelhos de Raio-X. Além disso, a Instituição tem fornecido exames laboratoriais, que são coletados nas UPAs e analisados na Santa Casa, com apoio do serviço de motoboys que leva e traz esses exames.
Em outubro, dos 16 mil pacientes atendidos nas UPAs, apenas 30 foram submetidos a esses exames. Em novembro, dos quase 18 mil pacientes, apenas 260 fizeram os exames.
“Nós disponibilizamos motoboys 24 horas, para que todos os pacientes possam passar por atendimento médico adequado. Mas se a gente pensar nesses dois meses em que a Santa Casa tem oferecido esse serviço, com recursos repassados pela Prefeitura, apenas 0,8% dos pacientes têm sido submetido a exames. Ou seja, a Secretaria de Saúde desembolsa recursos para tentar melhorar o atendimento nas UPAs e mesmo assim esse paciente é encaminhado para a Santa Casa. Um indicador da falta de regulação dos atendimentos em saúde no município”.
Segunda edição de estudo sobre o perfil do turista mostra radiografia do consumidor atual de viagens de países latino-americanos, com importantes alertas para destinos, bem como para meios de transporte e de hospedagem
SÃO PAULO/SP - A Interamerican Network e o Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizaram, de 26 de outubro a 9 de novembro de 2020, a segunda edição da pesquisa O Novo Viajante, a fim de entender como a pandemia de covid-19 afetou e mudou os perfis e os hábitos dos viajantes latino-americanos, além de captar informações sobre o novo cenário dos consumidores de viagens. A sondagem foi realizada com 833 respondentes no Brasil, no México, na Colômbia, no Chile, na Argentina, no Peru e outros.
Na primeira edição da pesquisa, realizada em junho de 2020, 46% dos respondentes dos países pesquisados declararam que planejam fazer uma viagem ainda em 2020. Como estamos próximos ao fim do ano e a pandemia se estende, o índice caiu, agora, para 23%. A opção mais escolhida (26%) foi a de viajar somente quando houver uma vacina amplamente disponível. No entanto, há um bom equilíbrio ainda entre pessoas que se sentirão seguras em viajar somente no primeiro (21%) ou no segundo (22%) semestre de 2021.
“A maior preocupação dos viajantes continua sendo com lugares que tenham políticas de segurança sanitária, saúde e higienização. Lugares que não sejam muito cheios foi uma nova opção que incluímos no questionário, que acabou recebendo a segunda melhor colocação, à frente de ‘flexibilidade caso os planos necessitem ser mudados’, que aparecia em segundo lugar em junho”, comenta Danielle Roman, presidente e CEO da Interamerican, que aplicou a pesquisa nos seis países. Preço continua sendo uma equação importante no processo de escolha do destino, ao contrário de lugares que ofereçam bom atendimento hospitalar, que figurou, novamente, em último lugar. Tal fato é confirmado quando se pergunta sobre os cuidados extras que as pessoas passarão a ter para viajar sob as novas circunstâncias: as opções que privilegiam efetivos protocolos de segurança e higiene foram as duas mais escolhidas.
Outro hábito famoso parece ter sido duramente atingido pela pandemia: resolver tudo na última hora – 27% dos entrevistados disseram pretender resolver a viagem com, pelo menos, seis meses de antecedência. No cômputo geral, três meses de antecedência foi a segunda opção mais votada (21%). “Um e dois meses de antecedência apareceram logo atrás, e é importante que estes números sejam considerados, dada a característica instável da pandemia”, alerta Danielle.
Organizar a viagem sozinho, diretamente com hotéis, companhias aéreas, entre outros, segue sendo a opção mais escolhida na América Latina (58%) – aumento de 13 pontos porcentuais em relação a junho. Na média do continente, agentes de viagens foram a segunda opção mais votada (28%), muito à frente das OTAs (Operadoras de Turismo Online), com 7%, margem que foi alargada ainda mais em comparação à primeira pesquisa. Quando perguntados em quais circunstâncias comprariam com agentes de viagens, 45% disseram que para adquirir pacotes completos, com hotel, passagens, passeios e atrações; resposta que cai para 19% quando o caso for comprar em uma OTA.
Pode-se confirmar este hábito solitário de se organizar sozinho na pergunta sobre quem mais inspira o viajante na hora de escolher um destino. Ainda que a recomendação dos amigos continue sendo a principal inspiração (24%), a diferença é pequena para a opção “Eu procuro na internet” (23%), porcentagens quase idênticas à da pesquisa de junho. Dicas dos agentes de viagens perderam terreno em comparação a junho: a opção passou de terceiro para quinto lugar. Ganharam relevância, desta vez, o Instagram e as dicas de influenciadores ou blogueiros de viagem. Em seguida, vêm publicidade, quase empatada com dicas de jornalistas especializados, e Facebook e YouTube na sequência.
Sobre o tipo de viagem mais desejada, destinos dentro do próprio país continuam em primeiro lugar, ainda que tenham passado de 60%, em junho, para 47%, em outubro. Europa continua em segundo lugar, mas crescendo de 14% para 21%, talvez por uma certa aceitação desta nova maneira de viajar. Destinos que foram riscados do mapa em decorrência da pandemia, segundo as respostas, são, na sua maioria, na Europa e nos Estados Unidos.
A praia segue sendo o destino preferido, ainda que tenha caído três pontos porcentuais. Viagens culturais e de ecoturismo ou contemplação vêm logo em seguida, como na pesquisa de junho. Um novo dado agregado a esta segunda edição da pesquisa foi a companhia preferida para a viagem: a família está bem à frente (48,38%), seguida por par romântico (29,05%), amigos (14,77%) e sozinho (7,8%).
“Os hábitos de consumo dos turistas também foram medidos, e outro lugar-comum parece ter caído por terra: além de transporte, hospedagem e alimentação, o que as pessoas menos dizem consumir nos destinos, inclusive no Brasil, são compras (18,85%) e vida noturna (9,37%)”, revela Danielle. “Atrações turísticas e culturais (30,46%), atrações na natureza (22,72%) e serviços do setor, como traslados e guias turísticos (18,85%) ocupam os primeiros lugares”, diz.
Olhando para o futuro, quando perguntados sobre o impacto da pandemia nas viagens, apenas os brasileiros acreditam que as mudanças serão poucas e não muito significativas (53,94%). No total, a maioria dos turistas da América Latina acredita que as viagens serão totalmente diferentes (53,78%).
Análise dos resultados no Brasil
No Brasil, o índice de pessoas que diz querer viajar, ainda em 2020, foi o mais alto em toda a América Latina, com 34%. Entretanto, 53% ficam preocupados se os destinos escolhidos têm políticas de segurança sanitária e se não são lugares que atraiam aglomerações. Além disso, 21% disseram se preocupar com flexibilidade, caso haja necessidade de alteração de planos de viagem.
“Estes números iniciais já indicam claramente as estratégias que os empresários do turismo devem traçar na retomada das viagens. A comunicação precisa ser clara, com informações em sites oficiais e parceiros, além das mídias sociais, de como está a situação da região em relação ao covid-19 e às medidas que a cidade e a empresa estão tomando de proteção, bem como as condições de cancelamento e remarcação”, afirma Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP. “Não é o momento de deixar estes pontos nas ‘letras miúdas’, escondidas nos sites, pois estas variáveis estão sendo fundamentais na decisão de reservar viagem completa, transportes (aéreo, rodoviário, locação de veículos) e meios de hospedagem”, complementa a especialista.
Para endossar a estratégia, 35% dos entrevistados disseram ter cuidados extras, como reservar em meios de hospedagem com efetivos protocolos de segurança sanitária, ao passo que 25% afirmaram o mesmo para meios de transporte. E 17% priorizarão viagens com carro próprio, na linha do que tem se configurado como tendência: o turismo de proximidade.
As viagens estão sendo programadas, em sua maior parte, com seis meses ou mais de antecedência (28%). Para uma parcela menor, a programação é iniciada três meses antes de viajar (22%). Para a opção “entre um e dois meses”, o porcentual foi de 37%. “Esses números merecem uma ponderação, pois os que decidem por viagens na véspera, diante de um cenário de pandemia, são os que vão para destinos mais próximos – por exemplo, famílias paulistanas que decidem ir ao litoral ou ao interior para passar um feriado. Quem programa com mais antecedência são aqueles que fazem buscas de passagens aéreas com preços mais baixos, que reservam hospedagem após longas pesquisas na internet, etc.”, comenta Mariana.
Dada a restrição da entrada de brasileiros nos Estados Unidos e na Europa, 51% dos entrevistados responderam que desejam viajar pelo Brasil. Muitos turistas estão aproveitando para conhecer lugares que não tinham em mente antes da pandemia. “É um gancho que os empresários podem utilizar na comunicação, com incentivos a conhecer locais novos dentro do próprio país, ajudando na recuperação do turismo nacional”, destaca Mariana. Para 23%, há um desejo de viajar para a Europa, seguido de 9% para destinos na América do Sul, onde gradativamente as fronteiras estão se reabrindo.
O destino preferido dos brasileiros é a praia, conforme responderam 35% – mais que o dobro da segunda e da terceira opções mais escolhidas, tecnicamente empatadas: o turismo cultural, com 16,62%, e o ecoturismo, com 16,03%. “Várias pesquisas divulgadas ao longo da pandemia, pelos sites de buscas de passagens e de agências de viagens, mostraram que o Nordeste é o destino mais procurado. São inúmeras as opções de praias, desde as mais isoladas no litoral sul baiano até as que ficam em capitais (como Maceió), para que o turista decida conforme o gosto e, sobretudo, o bolso”, diz Danielle Roman.
Outro ponto interessante da sondagem foi que 70% disseram pretender organizar os detalhes da viagem sozinhos, diretamente com hotéis e empresas aéreas. Apenas 19% optam por agentes de viagens tradicionais e 6% se orientam pelas OTAs, as agências online. No entanto, é importante ponderar que muitos acreditam estarem comprando pela internet de maneira isolada, sem saber que, na verdade, estão utilizando uma agência online.
Tanto que 43% dizem que farão compras pela internet apenas para acomodação e 31% para o pacote de meios de hospedagem e avião. Os que utilizarão esses sites apenas para compra das passagens aéreas são 13%. Os casos nos quais o consumidor realizaria a compra por meio de uma agência de viagem seria na compra de pacotes completos (hotel, avião, passeios, atrações, etc.) para 36%, e o combo de hospedagem e aéreo, para 30%.
“Assim, é importante, neste momento de pandemia, as agências se comunicarem com os consumidores e mostrarem a importância dos seus serviços, uma vez que podem oferecer hotéis, transportes e seguros, reduzindo a chance de surgirem problemas exatamente no momento mais esperado do ano: a hora de viajar”, diz Mariana. “Até mesmo porque a maioria dos entrevistados (44%) disse preferir viajar com a família. E quanto mais pessoas viajando juntas, principalmente com crianças, maior o desejo de evitar erros numa viagem”, finaliza. Para 30%, a preferência é fazer com o par romântico, e 15%, com amigos.
Logo, a comunicação clara e a digitalização dos negócios são essenciais para continuar no mercado de turismo. Isso porque, para 27%, a busca na internet é o que mais inspira na escolha do próximo destino. Na sequência, 21% preferem recomendação de amigos, 15% seguem o Instagram e 13% optam pelas dicas de influenciadores ou blogs de viagem.
Haverá muita mudança no perfil do viajante no pós-pandemia. Embora 53% disseram acreditar que teremos apenas algumas mudanças, mas não muito significativas, 43% responderam que as viagens serão totalmente diferentes depois da pandemia. “E aqui cabe a atenção do empresário ao fato de que essas mudanças não serão necessariamente no perfil de compra do turista (de hotel para pousada, de campo para praia, etc.), até porque os números mostram que, no geral, não deverá ter muitas alterações do gênero. O diferente será na preocupação com protocolos sanitários do destino (cidade, hospedagem, transporte, etc.) e nas condições de compra (remarcação e cancelamento). Por isso, a palavra ‘comunicação’ é o grande destaque neste momento”, finaliza Mariana.
Por fim, não se pode esquecer que o Brasil é um país com 8 mil quilômetros de praias. Os milhares de negócios, de todos os portes, dependentes deste grande atrativo turístico, podem usar a experiência, nos próximos meses, para fidelizar clientes e abrir novos mercados, garantindo demanda com promoções para os períodos de baixa ocupação. É o momento ideal para fazer uma boa gestão de preços – atraindo um público mais propenso a escolher períodos de baixa temporada – e já ampliar a previsão de receita para o próximo ano.
Tenha acesso completo aos resultados e gráficos neste link.
Sobre a pesquisa
O questionário foi aplicado de 26 de outubro a 9 de novembro de 2020, gerando 833 respostas completas, na maioria, de mulheres (65,43%). As origens dos respondentes foram: Brasil (40,58%), México (29,65%), Colômbia (17,05%), Chile (5,40%), Argentina (5,04%), Peru (0,72%) e outros (1,56%). Faixas etárias: de 45 a 54 anos (28,57%), de 35 a 44 anos (26,05%), de 25 a 34 anos (23,17%), de 55 a 64 anos (12,12%), de 65 anos ou mais (5,16%) e de 18 a 24 anos (4,92%).
Sobre a Interamerican Network
Fundada em São Paulo, em 1984, e com bases na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia e no México, a Interamerican Network é a agência de comunicação líder na América Latina dedicada exclusivamente a clientes da indústria do turismo. Com soluções estratégicas, criativas e integradas em relações públicas, marketing e digital para destinos turísticos, hotéis e resorts, parques temáticos, centros de compras, companhias aéreas, aeroportos e produtos turísticos em geral, oferece planejamento e atendimento personalizado para cada cliente. A Interamerican Network faz parte de alianças globais, sendo braço da Travel Consul na América do Sul e da APG Airlines no Brasil.
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O índice da última semana supera as médias registradas no ápice da pandemia
SÃO CARLOS/SP - A média móvel de casos de COVID-19 em São Carlos vem subindo desde o último feriado prolongado, segundo análise feita pelo Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde (SCIRAS) da Santa Casa.
De 9 de março a 13 de julho, a média móvel de São Carlos foi aumentando paulatinamente até chegar ao índice 30 (o que significa 30 novos casos de COVID-19 registrados, em média, por dia). De agosto a 26 de outubro, a média móvel oscilou entre 12 e 30. No dia 2 de novembro, o índice caiu para 3 (por conta do feriado prolongado, não foram feitos testes). De lá para cá, a média móvel disparou, chegando a 32 no dia 29 de novembro.
“Os números começaram a subir logo depois do feriado prolongado de Finados e aniversário de São Carlos, provavelmente porque muita gente viajou ou passou a folga em lugares com aglomeração. E a gente sente os reflexos disso agora. Assim como em outras cidades do interior e também na capital paulista, onde já houve aumento das internações. Então, não é hora de relaxar e sim de reforçar as medidas de segurança, como uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social”, explica a infectologista e coordenadora do SCIRAS/Santa Casa, Carolina Toniolo Zenatti.
Na Santa Casa, a taxa de ocupação dos leitos de UTI COVID vinha se mantendo entre 15 e 30% desde 12 de outubro. Mas na última semana, chegou a 51%. De 21 a 28 de outubro, foram registrados 5 óbitos.
Apesar disso, a taxa de letalidade da Santa Casa é 18%. Isso quer dizer que em cada 10 pacientes diagnosticados com COVID-19 que recebem tratamento no hospital, menos de 2 faleceram. O que contribuiu para que São Carlos se tornasse o município com menor número de mortes no Estado, segundo o último levantamento da Comissão de Estudos Epidemiológicos para enfrentamento da Covid-19 da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
“Nós contamos hoje com 14 leitos de UTI e 14 leitos de enfermaria na ALA COVID. Além de 24 leitos que montamos recentemente numa nova ala que, numa eventual necessidade, também podem ser usados. Também contamos com uma equipe altamente capacitada formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, que trabalham incansavelmente para garantir o melhor atendimento aos nossos pacientes. A baixa letalidade é resultado disso”, afirma o gerente médico da Santa Casa, Roberto Muniz Júnior.
Mas o gerente médico da Santa Casa reforça que a população também precisa fazer parte dessa força-tarefa contra a COVID-19. “Temos estrutura e profissionais qualificados, mas é preciso que a população também colabore e faça a sua parte. Diferentemente de outros lugares do país, aqui em São Carlos não faltaram leitos para atendimento. Mas a população também ajudou respeitando as medidas de segurança e de isolamento social. E essa parceria precisa continuar acontecendo”, reforça.
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