Treinados desde filhotes, animais reforçam a segurança nos presídios e atuam em operações contra o crime organizado em SP
RIBEIRÃO PRETO/SP - Localizar aparelhos em uma parede falsa, dentro de um colchão ou escondidos faz parte da rotina de nove cães farejadores da Polícia Penal de São Paulo. Especializados na detecção de eletrônicos, os animais atuam tanto em buscas dentro dos presídios quanto em operações policiais fora das unidades prisionais.
Oito deles entraram em campo na Operação Frankmobile, que desarticulou uma cadeia de roubo, furto e receptação de celulares na região central da capital paulista. A ação do Governo de São Paulo mobilizou 1,7 mil policiais e resultou na apreensão de mais de 50 toneladas de aparelhos e peças eletrônicas.
Durante as buscas, os cães vasculharam depósitos e comércios irregulares em busca de aparelhos escondidos. Parte deles estava embalada individualmente em papel-alumínio e era guardada dentro de caixas de isopor para driblar os sistemas de localização dos celulares.
A detecção de eletrônicos, no entanto, é apenas uma das especialidades. A Polícia Penal tem ainda animais para localizar entorpecentes e armas, além de cães de intervenção, que atuam em presídios.
A formação dos recrutas começa por volta dos 45 dias de vida, quando chegam ao canil da Polícia Penal. Os animais podem vir de criadores especializados ou nascer em um dos canis da polícia. A seleção leva em conta características genéticas dos pais e o comportamento dos filhotes.
Desde o início, os animais são estimulados a procurar objetos de forma lúdica, como em uma brincadeira de esconde-esconde. "O cão pensa que está em uma brincadeira porque oferecemos brinquedos como recompensa sempre quando ele responde a um estímulo que esperamos", explica Marcos Vinícius de Moraes Hondo, Cinotécnico da Polícia Penal de São Paulo.
Os cães passam por etapas de socialização e ambientação. Eles precisam se adaptar a diferentes situações, como locais escuros, superfícies escorregadias, espaços reduzidos e circulação de pessoas.
Os filhotes são apresentados a diferentes odores, entre eles os compostos presentes na fabricação de aparelhos eletrônicos, o que permite reconhecer celulares escondidos, mesmo que desmontados.
A Policial Pena utiliza as raças pastor-belga-malinois, pastor alemão e pastor holandês, comuns nos canis do Exército americano e israelense.
Com a ajuda dos animais, as equipes conseguem localizar objetos escondidos com mais rapidez, o que facilita a busca em presídios e operações em campo. "A capacidade olfativa do cachorro é muito superior à humana. Com o auxílio dos animais, é possível identificar odores através de paredes falsas e objetos ocultos, o que agiliza o trabalho de busca da equipe", explica Hondo.
O treinamento de cães para localização de equipamentos eletrônicos começou em São Paulo em 2010, quando a Secretaria da Administração Penitenciária treinou o cão Fuzil para esse tipo de busca. Na primeira operação em que participou, no Anexo de Progressão Penitenciária de Ribeirão Preto, o animal encontrou 13 aparelhos celulares escondidos.
O profissional que acompanha o cão também tem um papel importante. Ele precisa interpretar e conduzir o animal, e a conexão entre os dois é crucial para que ele fique confortável durante as buscas. O vínculo começa ainda no treinamento e se fortalece ao longo da vida profissional.
A carreira como cão farejador dura, em média, de seis a dez anos. Quando um animal se aproxima da aposentadoria, a Polícia Penal inicia, com cerca de três anos de antecedência, a preparação para substituí-lo por outro cão. O condutor tem preferência para a adoção. "É uma relação de muita confiança. O profissional acompanha todo o processo de treinamento e desenvolve uma conexão muito próxima com o cão", conclui Hondo.
Cantor apresenta a turnê "Inesquecível Classics" no dia 19 de setembro, reunindo sucessos da carreira e músicas nacionais e internacionais que atravessaram gerações.
RIBEIRÃO PRETO/SP - Uma das vozes mais marcantes da música romântica brasileira chega a Ribeirão Preto em setembro para uma noite embalada por sucessos, nostalgia e canções que fazem parte da história de diferentes gerações. Maurício Manieri se apresenta no Multiplan Hall RibeirãoShopping no dia 19 de setembro, com a turnê “Inesquecível Classics”.
O espetáculo marca um novo momento da carreira do cantor e propõe uma verdadeira viagem pela memória afetiva do público. No repertório, Manieri reúne sucessos de sua própria trajetória e interpretações de grandes clássicos nacionais e internacionais, em um show pensado para cantar junto, recordar histórias e celebrar momentos especiais.
Dono de uma carreira consolidada e de uma identidade musical fortemente ligada ao romantismo, Maurício Manieri atravessou gerações com músicas que se tornaram trilha sonora de relacionamentos, encontros e histórias de amor. No palco, essa conexão ganha ainda mais força com banda ao vivo, produção refinada e uma atmosfera criada para aproximar artista e público.
A proposta de “Inesquecível Classics” vai justamente além de uma sequência de músicas. O espetáculo busca transformar cada canção em uma lembrança, misturando romantismo, nostalgia e grandes momentos da música.
A apresentação integra a programação de 2026 do n que vem recebendo grandes nomes da música brasileira e consolidando Ribeirão Preto na rota de importantes turnês nacionais.
Experiência especial
Para quem deseja viver a noite ainda mais perto do artista, o show conta também com o Setor Classics, uma experiência exclusiva com localização privilegiada e maior proximidade do palco. Os ingressos desse setor incluem ainda um momento especial após a apresentação: uma foto exclusiva com Maurício Manieri. A quantidade é limitada.
O Multiplan Hall está integrado ao RibeirãoShopping, permitindo ao público aproveitar a estrutura de estacionamento, gastronomia, lojas e serviços antes e depois da apresentação.
Serviço
Maurício Manieri – Tour “Inesquecível Classics”
Data: 19 de setembro de 2026
Local: Multiplan Hall RibeirãoShopping
Abertura da casa: 19h
Show: 21h
Endereço: Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540 – Ribeirão Preto (SP)
Classificação: 18 anos – menores de 18 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos: Ticketmaster e bilheteria oficial do Multiplan Hall RibeirãoShopping
A bilheteria funciona de segunda a sábado, das 14h às 22h, e aos domingos, das 13h às 20h.
Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp registra queda de 3,2% no custo médio da cesta básica em Agosto; diferença média entre regiões passa os R$ 100,00
RIBEIRÃO PRETO/SP - O custo da cesta básica em Ribeirão Preto caiu, em média, 3,2% no mês de agosto em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp).
O valor médio baixou de R$ 828,90 em julho para R$ 802,31 em agosto. Pela primeira vez no ano, a pesquisa registrou queda por dois meses consecutivos. A coleta foi realizada pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp) no dia 21 de agosto.
Maior redução
Entre as principais variações de preços observadas no período, destacaram-se as quedas da batata inglesa (-18,9%), do tomate italiano (-12,4%), do feijão carioca (-10,6%) e do café em pó (-5,3%). As reduções observadas nesses produtos contribuíram para o recuo do custo total da cesta.
No caso da batata, a oferta seguiu em expansão desde julho, sobretudo com o início da safra de inverno nas principais regiões produtoras, como Vargem Grande do Sul, o Cerrado e o Sul de Minas. Em agosto, período de pico da temporada, houve aumento de volume, acompanhado de ganhos de produtividade e qualidade nas regiões produtoras.
No tomate, a queda também acompanhou a maior oferta, resultado da intensificação da colheita da safra de inverno, da maior produtividade e da elevação das temperaturas, que favoreceu a maturação antes atrasada pelo frio de junho.
Variação regional
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 858,50), registrou recuo de 4,49%.
A região Norte apresentou o menor valor médio (R$ 758,23), com recuo de 4,03% - uma diferença de R$ 100,27 entre os extremos de custo. Nas demais regiões, observou-se variação de -6,39% na Leste (R$ 810,46), -4,75% na Sul (R$ 810,79) e alta de 3,78% na Oeste (R$ 791,67), única região a subir no mês.
Os dados reforçam a relevância espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto e a importância da pesquisa antes da compra para fazer o dinheiro do mês render.
Pesos no orçamento
A alta do açúcar cristal (+6,6%) e do pão francês (+4,9%) atenuaram parcialmente o recuo do custo total da cesta no mês, mas o kit geral se manteve estável - são considerados 13 itens pelo estudo.
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 43,30% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (23,28%), farináceos (20,14%), laticínios (6,48%), leguminosas (4,22%), cereais (1,79%) e óleos (0,79%).
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 53,51% da renda mensal apenas com gastos alimentares em agosto e precisou de aproximadamente 117,72 horas de trabalho para adquirir o kit mínimo de alimentos.
O montante representa redução de 3,90 horas em relação a julho, indicando recomposição parcial do poder de compra no período.
Metodologia
A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).
Sobre o IEMB
Criado em 1954, aniversário de 50 anos da Acirp, o IEMB surgiu com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região. Em 1979, o departamento foi rebatizado em homenagem ao empresário Maurílio Biagi. Tem como objetivos oferecer suporte para decisões estratégicas e entendimento da economia local. Atualmente é comandado pelo economista Nelson Rocha, economista-chefe do IEMB-Acirp e diretor presidente do BRP.
Núcleo Multissetorial de Empreendedores palestra sobre gestão financeira em 1º/9; presidente da entidade, Sandra Brandani, fala sobre negócios sustentáveis
RIBEIRÃO PRETO/SP - A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), apoiadora de longa data da Feira Internacional do Livro da cidade, vai estar presente em dois eventos da programação deste ano - a FIL 2026 acontece de 30 de agosto a 5 de setembro em espaços diversos da região Central.
No dia 3, a presidente da entidade, Sandra Brandani Picinato, é painelista convidada do bate-papo “Diálogo entre gerações: quais os caminhos para um futuro mais sustentável? Como as empresas podem colaborar mais?”
O encontro reúne representantes de diferentes setores para discutir práticas de sustentabilidade, responsabilidade social e os desafios para a construção de um futuro ambientalmente equilibrado.
“A FIL não é só cultura. Ela é desenvolvimento. Um evento desse porte estimula diversos tipos de negócios e traz vida para nosso Centro. Participar deste encontro permite à Acirp apresentar o quanto acredita nessa ideia e no debate com as novas gerações”, afirma Brandani.
A presidente destaca ainda a importância da agenda ESG para entidade que apoia e promove diversas ações e projetos ligados ao empreendedorismo sustentável, como a compostagem de grandes geradores de resíduos lançado este ano em parceria com Bares e Restaurantes, e a participação em conselhos municipais como os de segurança alimentar e o de patrimônio. O encontro acontece na Biblioteca Sinhá Junqueira, às 17h, e a entrada é livre.
Programa Empreender na FIL
O Núcleo Multissetorial de Empreendedores (Simples Empreender), do Programa Empreender da Acirp, também levam conhecimento aos empreendedores que passarem pela 25ª FIL. Os grupos empresariais promovem no dia 1º/9, às 9h, no Calçadão, a palestra “Gestão Financeira: de iniciantes a grandes empreendedores.”
A atividade é gratuita e aborda os principais pilares da gestão financeira que todo empreendedor precisa dominar para iniciar e desenvolver um negócio com consistência.
SERVIÇO
Acirp na 25ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto – FIL
1) Bate-papo “Diálogo entre gerações: quais os caminhos para um futuro mais sustentável? Como as empresas podem colaborar mais?”
Quando: 3 de setembro, às 17h
Onde: Biblioteca Sinhá Junqueira – Auditório
Participação: Sandra Brandani Picinato, presidente da Acirp
Realização: Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL)
2) Palestra “Gestão Financeira: de iniciantes a grandes empreendedores”
Quando: 1 de setembro, às 9hrs
Onde: Calçadão do Centro – Ribeirão Preto (SP)
Realização: Núcleo Multissetorial de Empreendedores (Simples Empreender), do Programa Empreender da Acirp
Mobilização realizada durante a 23ª edição do festival beneficiará famílias, organizações sociais e moradores afetados pelo recente temporal na cidade
RIBEIRÃO PRETO/SP - O João Rock entregou, nesta terça-feira, 18 de agosto, 28 toneladas de alimentos ao Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Preto. As doações foram reunidas durante a 23ª edição do festival, realizada no dia 1º de agosto, e representam o maior volume já registrado pelo evento. Os alimentos serão repassados a famílias atendidas pela entidade, pessoas em situação de vulnerabilidade, organizações sociais e moradores afetados pelo recente temporal que atingiu a cidade.
A entrega se soma às arrecadações realizadas pelo Fundo Social. Em 2025, a entidade recebeu 27 toneladas de alimentos em doações. Na edição deste ano, o João Rock reuniu 28 toneladas destinadas à instituição.
“Grandes eventos têm uma capacidade muito forte de mobilizar pessoas, e acreditamos que essa força também pode contribuir com a cidade. Fizemos um chamado ao público e a resposta superou nossas expectativas. É um resultado construído coletivamente e que mostra o que podemos alcançar quando reunimos tantas pessoas também em torno de uma causa”, destaca Luit Marques, um dos organizadores do João Rock.
“Cada alimento arrecadado representa cuidado e apoio a quem mais precisa. Em nome do Fundo Social e de todas as pessoas que serão beneficiadas, nosso muito obrigado ao João Rock e a todos que contribuíram. Essa união mostra a importância da participação de todos em iniciativas que podem fazer a diferença para muitas pessoas”, comenta Carol Silva, presidente do Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Preto.
Levantamento de Impacto Econômico revela extensão dos danos do dia 24 de julho; para 53,4%, linhas de crédito com juros reduzidos são principal demanda e associação tem mediado três opções para empresas locais
RIBEIRÃO PRETO/SP - Pesquisa de Impacto Econômico sobre o Temporal do dia 24 de julho, feita pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), revelou que 74,6% dos negócios da cidade interromperam as atividades após o episódio climático extremo, sendo que para 58,4%, a paralisação foi de pelo menos um dia.
Além disso, 42,7% dos participantes do estudo declararam não dispor de seguro. O levantamento, elaborado de forma voluntária por meio de questionário on-line, ouviu 178 empresas entre os dias 27 de julho e 7 de agosto.
Sandra Brandani Picinato, presidente da Acirp, diz que as mudanças climáticas tem gerado uma nova realidade para a qual a grande maioria não estava preparada. “Em outubro, com a chegada do Super El Niño, há possibilidade de novas ocorrências como a que tivemos. Precisamos ter estratégias para que a cidade não pare novamente como ocorreu”, disse Brandani.
Para agosto, a entidade já organiza opções de financiamento subsidiados para os empresários locais. As propostas incluem uma linha do governo estadual, outra com condições especiais via cooperativa de crédito e uma terceira por meio de uma organização não-governamental que atua com recursos empresariais nas regiões afetadas por desastres.
Prejuízo em números
De acordo com os respondentes, 79,2% das empresas ficaram sem energia elétrica e 84,8% perderam a conectividade de internet após o vendaval.
No conjunto, 47,3% era de representantes do comércio e 80,3% se declarou microempreendedor individual, micro ou pequena empresa. O prejuízo foi além da infraestrutura: 66,3% relataram queda no faturamento e 69,7% conseguiram estimar as perdas - a maior parte na faixa de até R$ 10 mil (41,6%), mas 7,3% houve prejuízos superiores a R$ 50 mil.
Destelhamento (25,8%) e equipamentos danificados (23,6%) foram as ocorrências físicas mais registradas. Também foram mencionadas perdas de mercadorias/estoque (por 18,5% dos entrevistados); alagamento (15,2%); danos na fachada (14%); danos estruturais (11,2%); equipamentos queimados (10,7%); queda de árvores (10,1%) e impossibilidade de acesso ao estabelecimento (7,9%).
Urgência de crédito barato
Diante da crise, a principal reivindicação dos empresários é a oferta de linhas de crédito com juros reduzidos (53,4%), seguida pelo restabelecimento prioritário da energia elétrica (29,2%). Nos relatos abertos, também há forte cobrança por manutenção preventiva da arborização e enterramento das redes.
O Departamento Institucional da Acirp, responsável pela avaliação do cenário, destaca que a amostra é voluntária e não probabilística. Os resultados descrevem o perfil das participantes e não podem ser extrapolados para todo o município.
“A proposta foi justamente entender de forma rápida quais ações eram mais necessárias para que pudéssemos embasar solicitações de políticas públicas e parcerias”, afirma Larisa Eiras, gerente de Relações Institucionais da Acirp.
Metodologia
Os dados foram coletados por meio de formulário eletrônico autopreenchido, com 24 perguntas. Foram identificadas 60 localizações diferentes e as respostas abertas foram classificadas por temas emergentes para compor a análise qualitativa. Todos os percentuais gerais têm como denominador fixo as 178 empresas, mas, nos cruzamentos internos por setor (comércio, serviços e indústria) ou por porte, os cálculos utilizam exclusivamente o total de cada subgrupo para evitar distorções interpretativas — garantindo que comparações internas não sejam confundidas com resultados da base total.
Capital para recomeçar
O governo do Estado, por meio do Programa Desenvolve SP, disponibilizou para empresários urbanos de Ribeirão Preto crédito emergencial após o vendaval com até 3 anos de carência e 10 anos para pagar. O foco são micro, pequenas e médias empresas paulistas com taxas de juros a partir de IPCA + 5% ao ano.
É possível pedir valores para capital de giro (com 6 meses de carência e 36 meses para pagar); equipamentos (12 meses de carência e 60 meses para pagar) e investimento/obra (36 meses de carência e 120 meses para pagar).
A Desenvolve SP vai analisar caso a caso e a empresa precisa comprovar que o valor solicitado está relacionado aos danos provocados pelo vendaval - reúna notas fiscais dos prejuízos/compras; fotos dos danos; documentos que demonstrem as perdas e para análise de crédito. A solicitação deve ser feita pelo portal da Desenvolve SP.
Para produtores rurais, os recursos contemplam crédito via Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) de até R$ 150 mil e taxas de 3%.
Em âmbito federal, o governo do Brasil autorizou para a cidade a liberação do saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela Caixa Econômica Federal.
A cooperativa Sicoob também disponibilizou condições especiais para recuperação das empresas com taxa de 1,49% ao mês, 6 meses de carência e até 60 meses para pagar. O Fundo de Impacto “Estímulo”, que ajudou na recuperação de empresas no Rio Grande do Sul, também deve oferecer crédito com carência de 6 meses e taxas de 1,46% a 1,99% com 36 meses para pagar para micro, pequenas e médias empresas de Ribeirão Preto e região.
A organização não-governamental conta com financiamento de grandes empresários locais de áreas atingidas para fazer os aportes, além de parceria com Sebrae por meio de crédito do Fundo de Aval das Médias e Pequenas Empresas (Fampe) - o pacote inclui também capacitação e consultoria dos atingidos.
Veja o relatório completo e informações sobre as linhas de crédito emergencial para Ribeirão Preto e região em: https://www.acirp.com.br/
RIBEIRÃO PRETO/SP - A Banda Eva escolheu o RP Folia, em Ribeirão Preto, para lançar sua nova música de trabalho, uma das apostas para o Carnaval de 2027. A novidade chega ao público no dia 26 de setembro, durante a 4ª edição da micareta, que marcará também o último show de Felipe Pezzoni na cidade à frente do grupo.
Ainda em produção, a canção terá outros detalhes revelados mais próximo de seu lançamento e ganha um significado especial por estrear em Ribeirão Preto. Foi na cidade que Pezzoni fez sua primeira micareta como vocalista da Banda Eva, em 2013, criando uma conexão entre o início de sua passagem pelo grupo e sua participação no RP Folia deste ano.
“Vamos levar para o trio tudo o que vivemos ao longo de quase 14 anos, com um repertório especial, além de apresentar a música que será a aposta para meu último Carnaval à frente do Eva”, adianta Pezzoni.
Com mais de 45 anos de história, a Banda Eva ajudou a consolidar o axé e a popularizar as micaretas pelo país. Felipe Pezzoni assumiu os vocais em 2013 e completa quase 14 anos à frente do grupo. O cantor se despedirá do grupo após o Carnaval 2027.
Para Cristiano Rezende, um dos organizadores do RP Folia, a presença da Banda Eva ganha um significado ainda maior nesta edição. “Muita gente cresceu ouvindo essas músicas e viveu micaretas que ficaram na memória. Receber o Felipe e seus companheiros em uma fase tão simbólica dessa caminhada torna este ano muito especial também para nós”, afirma.
Além da Banda Eva, a 4ª edição do RP Folia terá shows de Durval Lelys e Tomate. O evento integra o circuito do Folianópolis e acontece no dia 26 de setembro, no Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, com expectativa de reunir mais de 7 mil foliões de diferentes partes do Brasil. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Blueticket e na Bodytech do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto.
Programe-se
RP Folia 2026
Data : 26 de setembro
Local : estádio Palma Travassos
Ingressos : www.blueticket.com.br/evento/40708?c=bio e Bodytech do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto
Atrações : Durval Lelys, Banda Eva e Tomate
Festival apresentou 34 atrações em cinco palcos para celebrar a união entre o clássico e o novo da música brasileira
RIBEIRÃO PRETO/SP - Com o tema “O Brasil vive aqui”, a 23ª edição do João Rock reuniu 65 mil pessoas neste sábado (1º), no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto/SP. Durante mais de 12 horas de programação, 34 atrações se dividiram entre cinco palcos dedicados à pluralidade da música brasileira.
Ao reunir artistas, ritmos e expressões culturais de diferentes regiões do país, o festival reforçou seu lugar como destino da brasilidade, conectando públicos e gerações em torno da música nacional.
Além da programação musical, a edição trouxe uma novidade para o público. Pela primeira vez, o Palco João Rock foi inteiramente construído com painéis de LED. Ao todo, foram 1.200 metros quadrados de telas de alta definição, integrando imagens, iluminação e conteúdos visuais aos shows.
O Palco João Rock abriu sua programação com o tricampeonato de Levinsk na Batalha da Aldeia e seguiu com a Lizium, vencedora do concurso de bandas. Ao longo do dia, Chico Chico, Lagum, Detonautas, Zé Ramalho e Alceu Valença conduziram alguns dos momentos mais marcantes da edição.
O Detonautas escolheu o festival para dar início à turnê "Rádio Love Nacional", enquanto Zé Ramalho definiu o João Rock como um festival de alegria, amizade e fervor. Já Os Paralamas do Sucesso celebraram sua participação apresentando grandes sucessos da carreira. Com a energia que lhe é peculiar, CPM 22 fez o público vibrar e preparou uma surpresa ao receber o cantor Di Ferrero para dividir os vocais de "Dias Atrás".
A energia da BaianaSystem contagiou a multidão que cantou e pulou, e também contou com convidados especiais e não anunciados antecipadamente no palco: BNegão e Vandal participaram do show. Encerrando a noite, o projeto Charlie Brown Jr. Acústico fechou a programação ao lado de Negra Li e Marcelo Nova, além de uma participação surpresa de Tico Santa Cruz.
Palco Brasil
Com o tema "De Norte a Sul", o Palco Brasil reuniu artistas e sonoridades das cinco regiões do país. Os Tucumanus dividiram a apresentação com Victor Xamã em um show marcado por referências à cultura amazônica. Na sequência, a Nação Zumbi levou ao palco seu característico manguebeat e os ritmos pernambucanos.
Armandinho manteve a conexão com a plateia ao destacar que o artista é construído pelo público. Mais tarde, Marcelo D2 recebeu Rael em um encontro entre rap e samba. Os Raimundos encerraram a programação do palco com clássicos da carreira e músicas de seu trabalho mais recente.
Palco Aquarela
Dedicado à pluralidade da música brasileira, o Palco Aquarela reverenciou diferentes gerações, estilos e sonoridades. Urias abriu a programação, seguida por Rachel Reis e Luedji Luna, que apresentou um repertório marcado por influências afro-brasileiras, jazz e R&B.
Na sequência, Marina Sena celebrou sua terceira participação no João Rock e brincou com a possibilidade de manter uma residência no festival. Ana Carolina encerrou as apresentações do espaço com um repertório que percorreu seus 25 anos de carreira.
Fortalecendo a Cena
Voltado à produção independente e aos artistas que vêm conquistando projeção nacional, o Palco Fortalecendo a Cena começou com a School of Rock. Depois, Ajulliacosta apresentou faixas do álbum "Novo Testamento".
Yago Oproprio recebeu Rô Rosa em uma participação surpresa, enquanto FBC voltou ao festival com um show próprio, após ter participado como convidado de Rael na edição anterior. No palco, Djonga também relembrou sua passagem pelo João Rock em 2019 e reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do rap nacional. Criolo, com sua poesia em forma de música, celebrou a potência da nova geração do rap com a frase “Vou aprender com quem está fazendo o som agora” e foi a atração que encerrou a noite no palco Fortalecendo a Cena.
Eisen Rock Station
O espaço reuniu os novos talentos do rock tendo como headliner especial, a banda Rancore, além de receber as apresentações de Dupoint, Drenna, Alexia, Giovanna Moraes, e Jambu.
Sobre o João Rock
O João Rock é um dos mais importantes festivais de música do Brasil, realizado anualmente desde 2002 em Ribeirão Preto. Com foco na música brasileira, o evento nasceu com a proposta de valorizar artistas nacionais e celebrar a diversidade cultural do país, reunindo gêneros que vão do rock ao rap, passando pelo reggae, MPB e outros ritmos que compõem a identidade musical brasileira.
Em mais de 20 anos de história, o festival já apresentou cerca de 300 shows em seus palcos, promovendo encontros históricos e apresentações inéditas.
Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp mostra queda média de 3,8% no custo da cesta básica
RIBEIRÃO PRETO/SP - O custo da cesta básica em Ribeirão Preto caiu, em média, 3,8% no mês de julho em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento mensal da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp). Este é o primeiro recuo no ano e foi sentido em todas as regiões, chegando -6,76% na Zona Norte da cidade.
O Índice Mensal de Inflação dos Alimentos, elaborado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), é feito presencialmente em 11 hipermercados e 5 padarias distribuídos pelas seis regiões municipais. Em julho, a coleta foi feita no dia 20, indicando um kit básico de alimentos com custo médio de R$ 828,90 para o consumidor.
A análise do IEMB-Acirp aponta que, em julho, o recuo no custo da cesta básica foi puxado principalmente por itens frescos, indicando recomposição parcial do poder de compra das famílias no período. Os relatórios completos do Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp estão disponíveis em: www.acirp.com.br/noticias
Variação regional
A análise por regiões aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município, sendo que todas as áreas pesquisadas tiveram recuos no preço médio em julho. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 898,90), teve variação de -1,96% no mês. A Oeste manteve o menor valor médio (R$ 762,86) e apresentou variação de -4,17%. Nas demais regiões, o valor médio foi de R$ 790,07 na Norte (-6,76%), R$ 865,75 na Leste (-2,89%) e R$ 851,23 na Sul (-3,15%), reforçando a heterogeneidade espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto.
Itens com redução
Em julho, os principais destaques de variação de baixa de preços observados no mês foram do tomate (-23,8%) e da batata inglesa (-18,1%).
Após período de altas, os dois itens recuaram com o aumento da oferta, associado ao avanço das safras e à melhora da produtividade nas regiões produtoras. No caso da batata, a demanda mais fraca durante as férias escolares pode ter reforçado a queda, ainda que como fator secundário.
Na contramão
A farinha de trigo (+9,1%) e o pão francês (+13,2%) tiveram aumentos que atenuaram parcialmente o recuo do custo total da cesta no mês.
O trigo permaneceu pressionado pela baixa disponibilidade para venda imediata, pela retenção de estoques por parte dos produtores e pela necessidade de reposição dos moinhos. Essa pressão se estendeu ao pão francês, cujo custo acompanha de perto o da farinha.
Pesos no orçamento
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 42,80% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (25,04%), farináceos (18,90%), laticínios (6,29%), leguminosas (4,57%), cereais (1,66%) e óleos (0,75%).
Impacto sobre a renda
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,28% da renda mensal apenas com gastos alimentares em julho.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 121,62 horas de trabalho, o que representa redução de 4,75 horas em relação a junho, indicando recomposição parcial do poder de compra no período.
Metodologia
A cesta básica do IEMB-Acirp é composta tendo por referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), exclusivamente para fins de enquadramento conceitual.
Sobre o Instituto
O IEMB-Acirp foi criado em 1954, no aniversário de 50 anos da associação, com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região.
Crédito pode ser acessado por produtores de atividade agrícola ou pecuária com dano comprovado
RIBEIRÃO PRETO/SP - O Governo de São Paulo liberou uma linha de crédito emergencial de custeio pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) para produtores rurais da região de Ribeirão Preto atingidos pelo temporal do dia 24 de julho. Cada produtor pode obter até R$ 150 mil, com taxa efetiva de 3% ao ano e prazo total de até 72 meses para pagamento, com carência de até 3 anos para o primeiro pagamento e parcelas anuais.
A medida da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) é uma primeira resposta da força-tarefa mobilizada logo após o temporal. Técnicos da CATI (Regionais de Ribeirão Preto e Jaboticabal) percorrem as propriedades rurais para avaliar a extensão dos prejuízos provocados pela chuva intensa, granizo e fortes rajadas de vento. O levantamento preliminar identificou danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas em municípios como Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba, com Taquaritinga registrando, até o momento, a situação mais crítica no meio rural.
Como o trabalho de campo segue em andamento, as medidas de apoio poderão ser ajustadas ou ampliadas, garantindo resposta proporcional à real necessidade do campo.
O crédito pode ser acessado por produtores de atividade agrícola ou pecuária com dano comprovado por técnico habilitado da SAA. Os recursos podem ser utilizados para aquisição de insumos, sementes, mudas, fertilizantes, alimentação e medicamentos para animais, além de reparos emergenciais na infraestrutura produtiva, limpeza de áreas e recomposição de servidões.
“O produtor precisa de suporte para recuperar a produção e voltar a trabalhar. É exatamente isso que o Governo do Estado está fazendo, com a equipe inteira mobilizada para que esse apoio chegue na ponta o mais rápido possível”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Como solicitar
Para solicitar o financiamento, o produtor deve reunir evidências do impacto (fotos, notas fiscais, orçamentos e a relação das perdas) e procurar a Casa da Agricultura da CATI ou o escritório do ITESP mais próximo. Após a vistoria da propriedade, um técnico elabora a proposta de financiamento.
Linhas de investimento também disponíveis
Além da ação emergencial de custeio, o FEAP mantém ativas linhas de investimento para produtores rurais, cooperativas e associações que precisam reconstruir ou modernizar a estrutura de suas propriedades. Os valores vão de R$ 250 mil para produtor pessoa física a R$ 500 mil para pessoa jurídica e R$ 800 mil para associações e cooperativas, com prazo de até 84 meses, carência de até 2 anos para o primeiro pagamento e taxas de 4,5% a 7,5% ao ano, conforme o perfil do beneficiário. Os recursos podem financiar infraestrutura produtiva, implantação ou renovação de culturas, produção animal, equipamentos e tecnologia.
O acesso segue a mesma dinâmica: pela Casa da Agricultura da CATI ou pelos escritórios do ITESP.
As linhas do FEAP são complementares às medidas já anunciadas pela Desenvolve SP, agência de fomento do Governo do Estado, que disponibiliza crédito para empresas, agroindústrias e prefeituras dos municípios atingidos pelo temporal. Enquanto a Desenvolve SP atende o setor empresarial e o poder público municipal, o FEAP é a via de acesso do produtor rural — pessoa física ou jurídica — às linhas de custeio e investimento na atividade agropecuária. As duas frentes foram estruturadas em conjunto pelo Governo do
Estado, sem sobreposição de público.
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