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BRASÍLIA/DF - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, apoiou, nesta terça-feira (8), a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues.

"[O] Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", publicou Flávio em uma rede social.

Ao comentar a decisão de Mendonça, Flávio menciona notícias de que o ministro teria sido monitorado de forma ilegal pela Polícia Federal e ressalta a proximidade entre Andrei e Lula.

"Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF", escreveu ainda.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa BTG/Nexus desta segunda-feira (31). O escritor e psiquiatra avançou nove pontos percentuais em relação ao último levantamento, quando aparecia com 2%.

O instituto analisou dois cenários de primeiro turno na pesquisa anterior, divulgada na última segunda-feira (24), e nesta rodada: um que não considera a candidatura do influenciador Pablo Marçal (PRTB) e outro que o inclui. Cury tinha os mesmos índices -2% na semana passada e 11% nesta- em ambas as hipóteses.

Na simulação com Marçal (3% das intenções de voto), o presidente Lula (PT) tem 37%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 31% -eles tinham no último levantamento, respectivamente, 40% e 34%. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, marca 6%, ante 5% na semana passada.

Renan Santos (Missão) mantém 3% das intenções de voto, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, permanece com 2%. Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) têm 1% cada.

Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam dizer ou não responderam. Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) não pontuaram.

No cenário sem Marçal, Lula marca 39%, e Flávio, 33% -eles tinham, respectivamente, 41% e 37% na última pesquisa. Caiado permanece com 5% das intenções de voto, e Renan Santos mantém 3%. Zema oscilou dois pontos percentuais e, nesta rodada, aparece com 1%, mesmo percentual de Samara Martins.

Brancos e nulos somam 3%, e 3% não souberam dizer ou não responderam. Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Clariana Barão e Veterinário Wilson Grassi não pontuaram nesta simulação.

A Nexus entrevistou por telefone 2.005 pessoas com 16 anos ou mais de todo o país entre sexta-feira (28) e domingo (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-08900/2026.

Com os mesmos percentuais da semana passada, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados com, respectivamente, 46% e 45% das intenções de voto no segundo turno. Há empate técnico também entre o presidente (45%) e Caiado (44%). O petista marca 46% contra Zema (41%) e 47% contra Renan Santos (38%).

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - Após faltar no primeiro debate eleitoral com candidatos à Presidência de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com o Estadão neste domingo, 23, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou vídeo nas redes sociais em que criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista teve uma entrevista concedida à Record transmitida no mesmo horário do encontro entre os candidatos.

"Eu quero debater, mas quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida", disse Flávio na publicação. O candidato ainda citou as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, investigado por suspeitas de tráfico de influência.

A ausência dos dois líderes das pesquisas no primeiro confronto de ideias entre os presidenciáveis foi criticada pelos adversários e por analistas políticos. Romeu Zema (Novo) também cancelou a participação na manhã deste domingo.

No vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou propostas, como redução de impostos, defendeu tratar facções criminosas como "organizações terroristas", medida que foi adotada pelo governo dos Estados Unidos. Também falou sobre a necessidade de fazer cortes em decretos e portarias que criam "burocracias", o que chamou de "tesouraço".

Flávio afirmou que os candidatos que compareceram neste domingo - Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) - "não são seus adversários". "Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem está no poder."

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O senador Flávio Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa na disputa pelo Palácio do Planalto.

A definição encerrou semanas de negociações internas e tentativas frustradas de formar uma aliança com partidos do centrão. A escolha também representa um aceno ao Nordeste, região em que Flávio aparece em desvantagem diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas e ex-secretário estadual de Segurança Pública, Gaspar é relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Ele deixou o União Brasil e se filiou ao PL em março, inicialmente com o objetivo de disputar uma vaga no Senado.

A presença do deputado na chapa reforça a estratégia de Flávio de priorizar a segurança pública durante a campanha. O senador vem adotando um discurso mais rígido sobre criminalidade e pretende explorar a experiência de Gaspar na área.

Como relator da CPMI do INSS, o parlamentar procurou associar as fraudes em aposentadorias e pensões ao governo Lula. O relatório elaborado por ele fez diversas menções ao presidente, mas reservou menos espaço para integrantes da gestão anterior.

Escolha contraria plano inicial

A composição formada por dois homens do PL contraria o plano inicial da campanha, que buscava uma mulher filiada a um partido aliado.

Flávio pretendia escolher um nome com projeção nacional, capaz de agregar votos e representar setores específicos do eleitorado, como mulheres, evangélicos, produtores rurais ou moradores do Nordeste.

A falta de uma coligação, porém, reduziu as opções do senador. Partidos como PP, União Brasil e Republicanos decidiram não apoiar formalmente a candidatura presidencial do PL.

Sem essas alianças, Flávio terá menos tempo de propaganda eleitoral na televisão do que Lula, que conta com o apoio de outras seis legendas.

Negociações com Daniella Marques e Tereza Cristina

A principal preferência de Flávio era Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro.

O Republicanos, partido de Daniella, decidiu permanecer neutro na disputa presidencial. Mesmo após a decisão, Flávio elogiou publicamente a ex-presidente da Caixa e afirmou que gostaria de tê-la como companheira de chapa.

Outro nome cogitado foi o da senadora Tereza Cristina (PP-MS). O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendia sua escolha para a vaga.

Tereza chegou a aceitar a possibilidade de integrar a chapa após conversas com aliados de Flávio, mas o PP vetou a aliança. Assim como o Republicanos, o partido optou pela neutralidade após consultar seus diretórios estaduais.

Flávio admitiu dificuldade para definir vice

Na terça-feira (4), Flávio afirmou que a procura por um nome havia se transformado em uma “novela” e admitiu que a decisão poderia ser adiada até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Horas depois, no entanto, o PL informou que a escolha estava concluída e convocou a imprensa para o anúncio.

A dificuldade para formar uma chapa mais ampla foi atribuída por políticos do centrão à falta de diálogo e de articulação do senador. Integrantes do PL, por outro lado, afirmam que o poder de negociação do governo Lula afastou possíveis aliados.

A campanha também buscava uma mulher para reduzir a rejeição de Flávio entre as eleitoras. Dentro dessa estratégia, a dentista Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, passou a participar de maneira mais ativa dos atos eleitorais.

A tentativa de aproximação com o público feminino ganhou importância após Michelle Bolsonaro afirmar publicamente que havia sido maltratada pelo enteado. Cerca de um mês depois, os dois deram sinais de reconciliação, e a ex-primeira-dama aceitou um pedido público de desculpas e prometeu colaborar com a campanha.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) descartou neste domingo, 19, ser vice da chapa presidencial de Romeu Zema (Novo). Segundo ela, o PL não poderia ter dois nomes para a disputa, considerando-se que já conta com o de seu enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. "Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer", escreveu em seu perfil no Instagram.

Michelle afirmou que sua prioridade é cuidar da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, e que ainda não decidiu se sairá candidata ao Senado pelo Distrito Federal: "Não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta de ser vice de Zema não pode sequer ser cogitada", afirmou.

As declarações vêm após Zema dizer que Michelle é uma das opções para a composição de sua chapa: "É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom", disse Zema, ontem, 18, durante o 10º Encontro Nacional do Novo.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) sobre o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil mostra que, para 51% dos entrevistados, a responsabilidade pela medida é do senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

A pergunta feita pelo instituto era com quem os entrevistados mais concordavam: com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acusa Flávio de ter incentivado o tarifaço, ou com o senador, que afirma ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não adotasse a medida. Na pesquisa, 51% disseram concordar com Lula, ante 47% no levantamento de junho, enquanto 30% concordaram com Flávio Bolsonaro, abaixo dos 35% registrados anteriormente.

De acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados afirmaram que o novo tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula nas eleições presidenciais, enquanto 27% disseram o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.

A pesquisa também mostra que 62% dos brasileiros afirmaram estar cientes das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, enquanto 38% disseram não conhecer a medida. Para 63%, as tarifas vão prejudicar a vida dos brasileiros; outros 31% avaliam que não.

O levantamento indica ainda que 57% dos entrevistados disseram não saber da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o senador afirmou ter pedido a Trump que não tarifasse produtos brasileiros e defendeu o Pix. Entre os que tinham conhecimento da agenda, 58% disseram acreditar que ele não tem influência para convencer Trump a rever o tarifaço, enquanto 34% afirmaram confiar na capacidade do parlamentar de influenciar a decisão.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, antes do anúncio oficial do novo tarifaço pelos Estados Unidos. Foram ouvidas 2.004 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - Valdemar Costa Neto, presidente do PL, fez críticas a membros do clã Bolsonaro nesta quinta-feira, 2. Ele repreendeu Michelle e Flávio por condutas relacionadas a Daniel Vorcaro e ao caso Master.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro vivem uma guerra familiar e política. Ela publicou vídeos nos quais acusa o parlamentar de tê-la humilhado, o que gerou uma crise na campanha do enteado à Presidência.

Na última sexta-feira, 29, em meio ao conflito, Michelle republicou trecho de outro vídeo, que foi interpretado como uma indireta provocativa a Flávio. Tratava-se de um corte de podcast em que Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, afirma ter um vídeo de uma festa sexual promovida por Daniel Vorcaro. No post, Michelle escreveu: "A verdade de Jesus vai prevalecer".

A publicação foi interpretada como uma insinuação de que Flávio teria participado do evento. Valdemar afirmou que a ex-primeira-dama "fez muito mal" ao compartilhar o vídeo.

"O Garotinho não tem credibilidade. Ele foi governador e agora não conseguiu se eleger vereador. Não tem credibilidade. Está vivendo de atacar os outros, de falar bobagem nas rádios. Ela fez muito mal de transmitir esse vídeo, porque não tem nada de verdade", disse o presidente do PL em entrevista à Rádio Gaúcha.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, foi repreendido por ter se encontrado com Vorcaro mesmo sabendo que o banqueiro estava envolvido em uma fraude financeira. O pré-candidato esteve na casa do dono do Master após a prisão do empresário, em novembro de 2025, quando ele já usava tornozeleira eletrônica.

Segundo Valdemar, o encontro tinha um motivo concreto: Flávio buscava encerrar uma pendência com Vorcaro sobre parcelas em atraso do financiamento do filme "Dark Horse", sobre a vida de Jair Bolsonaro. Para o presidente do PL, procurar o empresário para cobrar a dívida era natural. No entanto, após a prisão, o encontro não deveria ter acontecido.

"Não devia ter ido depois, não devia. Ele reconhece isso", declarou Valdemar.

O dirigente também defendeu a origem do acordo entre Flávio e Vorcaro. Segundo Valdemar, quando o senador procurou o empresário para financiar o filme, o Banco Master ainda não estava sob acusações.

 

 

 por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser o pré-candidato à Presidência numericamente mais rejeitado após a divulgação do áudio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na terça-feira (19).

O porcentual de entrevistados que disseram não votar nele “de jeito nenhum” saiu de 49,8% em abril para 52% em maio. Lula, que até então liderava o ranking, oscilou de 51% para 50,6%.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 49,1% dos entrevistados, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cotada para substituir o enteado na corrida presidencial, aparece com 45,6%.

Na sequência, estão os pré-candidatos Romeu Zema (Novo), com 42,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 38%. Renan Santos (Missão) registra a menor rejeição numérica: 37,8%.

A maior parte dos eleitores, 47,4%, afirmou que o cenário que mais lhes causa medo é a possibilidade da eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 40,5% responderam que temem a reeleição de Lula, enquanto 11% disseram que ambos os resultados preocupam igualmente.

Há um mês, havia empate técnico no limite da margem de erro: 47,3% diziam temer a reeleição do petista e 45,4% a eleição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 7,2% temiam ambos os cenários.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio. As entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai.

 

A margem de erro é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais, selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O presidente Lula (PT) sugeriu nesta quinta-feira (14) a senadores aliados da Bahia que propusessem uma medida legislativa para vetar o uso de inteligência artificial nas eleições.

Um dia após a divulgação da troca de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o presidente não fez menções nominais ao adversário, pré-candidato à Presidência da República, mas disse que "a verdade tarda, mas não falha".

"Eu confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu, não aceitará inteligência artificial para fazer campanha política. Se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar no olho do povo e permitir que o povo olhe no olho dele para saber quem está mentindo. E vocês estão vendo na televisão. A verdade tarda, mas não falha", afirmou o presidente.

Lula participou de evento para entrega de 384 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari (BA).

Ele elogiou a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de proibir o uso de inteligência artificial em propaganda eleitoral três dias antes das eleições. Mas sugeriu aos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), presentes ao evento, que fosse proposta alguma forma de proibir o uso de IA em todo o processo eleitoral.

"Na eleição, será que é necessária IA? Nas eleições, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar numa mentira. [...] Fiquei pensando. O que a gente pode fazer para proibir em época de eleição, sobre a eleição, falar de inteligência artificial na política? Porque isso vai servir aos mentirosos. Porque como é mentira, posso falar tudo bonitão. E a política é o tempo da verdade. O cara que mente na política, deveria cair a língua dele. Porque ele, quando é eleito, foi eleito para representar o povo e não pode mentir."

"Então, é importante que a gente tenha em conta, Wagner, o que pode ser feito do ponto de vista legislativo para discutir com verdade esse negócio de inteligência artificial, que presta serviços extraordinários à ciência. Mas eu fico me perguntando: como é que você pode votar num candidato pela inteligência artificial?", afirmou o presidente.

Em março, o TSE definiu novas regras para o uso de IA nas campanhas. Entre as medidas adotadas está a proibição de conteúdos eleitorais produzidos por IA 72 horas antes e 24 horas depois de cada turno da votação.

A corte também manteve a determinação de que as propagandas devem indicar a existência de conteúdo sintético e informar qual tecnologia foi usada. Outra regra prevê o banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados quando houver práticas que possam comprometer o processo.

A cinco meses das eleições, os conteúdos produzidos com inteligência artificial generativa inundam as redes sociais e se consolidam como trincheira da disputa política dentro e fora do aparato oficial das pré-campanhas.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, usou imagens do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para criticar o governo Lula em seu perfil do X neste domingo, 12. A publicação causou reação de integrantes do governo.

No vídeo, Flávio cita o endividamento das famílias e define a situação como uma "crise grave". "Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água", afirma, enquanto a imagem de fundo mostra cenas de 2021, em que pessoas recolhem alimentos em um caminhão de lixo em Fortaleza (CE). Na época, em meio à pandemia de covid-19, o material foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo em reportagem sobre o avanço da fome no País.

Em reação ao conteúdo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que as imagens correspondem ao período da gestão de Jair Bolsonaro. "E aí, Flávio Bolsonaro, vai se retratar?", questionou no X. O vídeo segue publicado no perfil do senador.

A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR), chamou a publicação de Flávio Bolsonaro de "micão". "Fila do osso? Só se for no governo Bolsonaro. Quem precisa de inimigo com um filho desses, hein?", escreveu no Instagram.

Em junho de 2022, dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de covid-19 mostraram que mais de 33 milhões de pessoas não tinham o que comer no País durante o período pandêmico, patamares registrados pela última vez nos anos 1990. Em 2025, o Brasil voltou a deixar o Mapa da Fome da ONU, embora cerca de 7 milhões ainda enfrentem insegurança alimentar grave.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro. Pela primeira vez, o adversário supera numericamente o petista.

Em uma possível disputa de segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos, o que configura empate técnico.

 

 

por Estadao Conteudo

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