Artista barretense usou bordado artístico para dar vida ao tradicional cartaz oficial do evento
BARRETOS/SP - O cartaz oficial da 71ª Festa do Peão de Barretos transforma memórias, tradição e identidade em arte. Assinada pela artista têxtil barretense Vera Lúcia Suzuki Vieira, a obra "Memórias Bordadas – Festa do Peão de Boiadeiro" foi criada a partir das lembranças da infância, da história do evento e da ligação de sua família com Os Independentes, reunindo técnicas de bordado livre, pintura de agulha e tingimento artesanal de linhas.
Reconhecida pelo trabalho em arte têxtil, Vera desenvolveu uma obra em que cada elemento possui um significado especial. Sobrinha de José Brandão Tupynambá, um dos fundadores de Os Independentes, ela cresceu acompanhando a Festa ainda no antigo recinto e levou para o cartaz oficial recordações que atravessam gerações.
“Esta obra foi criada especialmente para a 71ª edição e nasceu das minhas lembranças afetivas. Por conta do meu tio Tupy, eu cresci vivendo a Festa do Peão no antigo recinto. Enquanto bordava, muitas memórias da minha infância foram voltando. Ao construir a logomarca, pensava no meu tio e nos amigos que sonharam o evento. Tenho certeza de que eles jamais imaginariam a grandiosidade que ela alcançaria”, conta a artista.
Composição
Na composição, a logomarca da Festa ocupa posição de destaque, em relevo, simbolizando o coração do evento. Ao redor, elementos que remetem à identidade de Barretos e do festival se unem aos fogos de artifício, que representam o encerramento de cada noite e a celebração vivida por milhares de pessoas no Parque do Peão.
Além de uma escolha estética, as técnicas utilizadas reforçam o significado da obra. Vera optou pelo bordado, criando uma textura orgânica que remete à terra, à vegetação e às raízes da Festa. Os ipês aparecem em relevo, enquanto o céu recebe tonalidades suaves que conferem profundidade à cena. Os fios também reproduzem o brilho dos fogos de artifício, valorizando a atmosfera de celebração.
"Cada ponto foi bordado como um gesto de gratidão e de memória. Apresento a minha arte em homenagem não somente ao meu tio, mas a todos aqueles que transformaram e continuam transformando um sonho em um dos maiores eventos do mundo. Como dizia o doutor Bezerrinha, " a Festa não termina, um segredo ela tem. A gente fica em Festa até chegar o ano que vem", afirma.
Familía
A relação da família Suzuki com a Festa do Peão de Barretos também atravessa gerações: o arquiteto Marcelo Suzuki, irmão de Vera, já assinou um dos cartazes oficiais do evento, enquanto o jornalista Matinas Suzuki contribuiu, ao longo da carreira, para divulgar Barretos e a Festa em importantes veículos de comunicação.
Os Independentes
"Receber uma obra criada por uma artista barretense, que tem uma história tão próxima da Festa, torna este momento ainda mais especial. A Vera conseguiu traduzir em arte o sentimento que fazem parte da nossa história", destaca o presidente de Os Independentes, Jeronimo Luiz Muzeti.
A obra original que inspirou o cartaz oficial da edição 2026 ficará em exposição no Memorial do Peão, integrando a galeria que reúne as peças históricas do evento. A tradição já contou com criações assinadas por grandes nomes das artes brasileiras, como Tomie Ohtake, Hans Donner, Oscar Niemeyer, Ziraldo, Romero Britto e Manabu Mabe, Justo Aguilera, Dado Stuart, Renato Amisy, Chico Priolli entre outros.
A 71ª Festa do Peão de Barretos será realizada de 20 a 30 de agosto de 2026, no Parque do Peão.
SÃO PAULO/SP - Após a Copa do Mundo de futebol, nossa seleção masculina ficou longe do hexa e, agora, resta esperar o próximo Mundial. Mas não vai ser preciso aguardar mais quatro anos para torcer pelo Brasil.

É que no ano que vem tem Copa do Mundo Feminina e, pela primeira vez, ela vai ser realizada aqui no Brasil.
O que não falta por todo o canto são meninas já apaixonadas por futebol, que têm nas potências da seleção feminina um exemplo a seguir. E a torcida está garantida para todas as idades.
A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já está empolgada para ver as atletas em campo.
"Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem", diz.
Sofia Seabra, de 13 anos, é fã declarada da atacante Marta, que segue inspirando gerações. A estudante de Brasília já está negociando, em casa, uma forma de assistir à abertura do Mundial feminino no Maracanã.
"Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem", conta.
O Mundial feminino vai ser disputado por 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. Esta vai ser a primeira vez que o Brasil vai sediar a competição.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Ela destaca o poder de mudança cultural do Mundial feminino.
"Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa ela vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade", explica.
E para as que já estão em campo seguindo os passos de atletas como Aline Pellegrino, a certeza é que o Mundial do ano que vem dará mais visibilidade ao futebol feminino. É a confiança da atleta do time Republicanas de Brasília, Myllene D'Arc, de 34 anos.
"Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas", relata.
Pelas ruas, enquanto a Copa masculina se encaminhava para o final, a impressão sobre o Mundial feminino variava entre os mais e os menos otimistas. Mas é quase unânime a ideia de que as atletas precisam de mais visibilidade e valorização.
No ano que vem, oito cidades vão sediar a disputa pela inédita taça: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Desde 1991, quando foi realizada a primeira Copa do Mundo Feminina, a taça só foi levantada por cinco seleções ao longo das nove edições do torneio – Estados Unidos (4 vezes), Alemanha(2), Noruega (1), Japão (1) e Espanha (1), atual campeã. Que comece a torcida para que as habilidosas atletas brasileiras recebam em casa o inédito título de campeãs mundiais.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Termina na próxima quarta-feira (22), o prazo para que as redes estaduais e municipais de ensino enviem as informações do Diagnóstico Equidade 2026, com informações sobre o avanço na implementação da Lei nº 10.639/2003. A partir dela, se tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), até o momento, 96% dos questionários já foram enviados.O percentual corresponde a 5.324 municípios, além dos 26 estados e do Distrito Federal. Outro 1% está em preenchimento, e 3% ainda não foram iniciados. O prazo terminou na última quarta-feira (15), mas foi estendido pelo ministério.
Os dados devem ser enviados pelas secretarias estaduais e municipais por meio do módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).
O MEC alerta que o não envio das informações via Simec poderá inviabilizar o repasse de futuros investimentos operacionalizados no contexto do Plano de Ações Articuladas (PAR).
“O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também busca monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil”, informou o MEC.
Instituída em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, reúne ações e programas educacionais voltados à educação para as relações étnico-raciais, à educação escolar quilombola e ao tratamento de temas relacionados às desigualdades étnico-raciais e ao racismo nos ambientes de ensino.
Seus eixos possuem metas e monitoramento para a formação de profissionais da área de ensino para atuar na educação para as relações étnico-raciais e na educação escolar quilombola, o reconhecimento de práticas educacionais antirracistas, as ações relacionadas às desigualdades étnico-raciais na educação, a educação escolar quilombola, os protocolos de identificação e resposta a situações de racismo nas escolas públicas e privadas, entre outros.
O Diagnóstico Equidade 2026 é composto por 10 eixos:
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.

A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.
Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.
De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.
Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana.
“Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.
Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.
O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.
O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.
Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.
Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.
Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.
Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.
Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.
A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.
A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.
Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.
A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.
Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.
O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares.
“Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”
Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal.
“Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.
O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”.
“Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.
"A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.
Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes.
“Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.
Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.
O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades.
“O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.
Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto.
“Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Apesar de reconhecerem que sintomas como presença de sangue nas fezes e mudança no fucionamento do intestino por mais de um mês podem ser graves, os brasileiros podem estar adiando a busca por assistência médica. A presença desses dois sinais está entre os principais indicativos do câncer colorretal e deve ser investigada o quanto antes.

Esse é o alerta de um levantamento divulgado pelo Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas.
Segundo as respostas colhidas no estudo, oito em cada dez entrevistados declararam ter consciência de que esses dois sintomas podem ser graves. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que esses sintomas podem indicar a doença, e 24% concordam muito com essa afimação. Ainda assim, quase metade não procura assistência médica com rapidez.
A pesquisa indicou que 9% dos entrevistados já notaram a presença de sangue nas fezes. Desses, 59% buscaram atendimento médico imediatamente, mas 40% não tiveram essa reação:
Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), o principal recurso para identificar sinais da doença antes de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.
O desconhecimento chega a 85% entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, e também é maior do que a média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%).
A pesquisa também mostra que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve a doença, sendo 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram que nunca tiveram contato com pacientes desse tipo de câncer.
O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos da doença no Brasil, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.
“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou Aguiar.
De acordo com dados o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. Esse tipo de câncer é o mesmo que levou á morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, depois de dois anos de tratamento.
AGÊNCIAA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, assinou nesta segunda-feira (20/07), com a Unimed São Carlos, um Termo de Cooperação para aumentar o número de doenças rastreadas a partir do Teste do Pezinho.
Após a assinatura do termo a Unimed vai passar a fornecer exames não padronizados no SUS como a dosagem de G6PD, exame de sangue para diagnosticar deficiências que causam anemia hemolítica (destruição dos glóbulos vermelhos) e do Painel Genético para erros inatos do Metabolismo (EIM) que identifica distúrbios que causam falhas no processamento de moléculas pelo organismo, geralmente resultando em sintomas neurológicos, hepáticos e gastrointestinais em recém-nascidos e lactentes.
A cooperação também prevê apoio no transporte das amostras até o Instituto Jô Clemente, em São Paulo, responsável pela realização dos exames.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, explicou que as maternidades públicas e particulares realizam a coleta das amostras do Teste do Pezinho, que posteriormente são encaminhadas à Vigilância Epidemiológica. “O nosso setor é responsável pelo cadastramento dos recém-nascidos, orientação às famílias e monitoramento dos resultados dos exames”.
Segundo a Denise Martins Gomide, o Teste do Pezinho Básico é composto por seis diagnósticos: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congênito, Fibrose cística, Anemia falciforme e demais hemoglobinopatias, Hiperplasia adrenal congênita e Deficiência de biotinidase. Já Teste do Pezinho MAIS, que São Carlos passa a oferecer agora, detecta, além das mencionadas, mais quatro doenças: Deficiência de G6PD, Galactosemia, Toxoplasmose congênita e Leucinose.
O presidente da Unimed São Carlos, o médico anestesista Bolívar Soares Mendjoud, destacou que a ampliação do teste do pezinho permitirá ampliar de seis para dez o número de doenças congênitas rastreadas nos recém-nascidos. Segundo ele, a inclusão de enfermidades mais prevalentes aumenta as chances de diagnóstico precoce e de início imediato do tratamento, contribuindo para melhores resultados clínicos.
Mendjoud também ressaltou a importância da parceria entre a Unimed e a Prefeitura para fortalecer a assistência à população. "Essa união entre os setores público e privado amplia o acesso à saúde e beneficia diretamente os moradores de São Carlos”.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que a ampliação do Teste do Pezinho representa um avanço significativo na assistência à saúde neonatal. Segundo ele, a possibilidade de identificar um número maior de doenças ainda nos primeiros dias de vida aumenta as chances de intervenção precoce, favorecendo o tratamento e reduzindo o risco de complicações que podem comprometer o desenvolvimento da criança.
Pilha também agradeceu ao presidente da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes, pela destinação de uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, que viabilizou a contratação do Instituto Jô Clemente por 12 meses para a realização dos exames, além de reconhecer a parceria da Unimed São Carlos com o poder público, considerada fundamental para ampliar o acesso ao teste.
O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, reafirmou o compromisso de manter a iniciativa nos próximos anos. Segundo ele, a intenção é destinar uma nova emenda parlamentar para assegurar a continuidade do Teste do Pezinho ampliado, garantindo que crianças com doenças raras tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento no tempo adequado.
EXAME - O Teste do Pezinho é um exame de triagem neonatal, estratégia em Saúde Pública, que possibilita o diagnóstico de doenças genéticas, metabólicas, imunológicas e infecciosas, por meio da análise de gotas de sangue colhidas do calcanhar do bebê.
Essas doenças (assintomáticas ao nascimento), se não tratadas adequadamente e em tempo oportuno, podem causar prejuízos irreversíveis para a vida da criança, podendo levar ao desenvolvimento da deficiência intelectual. Em casos graves, a falta ou atraso no tratamento pode levar a incapacidade de desenvolvimento, retardo mental e ou morte prematura.
O Teste é um direito da criança assegurado por lei, e a coleta deve ser realizada preferencialmente na maternidade, antes da realização da alta hospitalar, de modo a garantir que todas as crianças tenham seu exame realizado. Essa coleta deve ocorrer após as 48 horas e 1 minuto do nascimento até o 5° dia de vida do bebê, independentemente de sua condição clínica.
Graças ao Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN – é disponibilizado para os recém-nascidos o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
BRASÍLIA/DF - As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 mantêm a trajetória de queda observada nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,15%.
Na semana passada, o mercado projetava que o IPCA, índice que corresponde à inflação no país, fecharia o ano em 5,16%. Há quatro semanas, a expectativa era uma inflação de 5,33%. Para os anos 2027 e 2028, o boletim projeta inflação em 4,20% e 3,78%, respectivamente.
Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as projeções do mercado se mantiveram estáveis, também na comparação com as últimas semanas.
Com relação ao Produto Interno Bruto, (PIB - soma de todos os bens e serviços produzidos no país), as projeções do mercado financeiro são as mesmas há 3 semanas: crescimento de 1,99% em 2026. Há quatro semanas, as projeções eram de que a economia brasileira cresceria 1,98% no ano.
Para 2027, o mercado projeta um crescimento de 1,65% para o PIB. Para 2028, 2%.
As projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há cinco semanas. A cotação prevista pelo mercado está em R$ 5,20 para o ano; em R$ 5,28 para 2027; e em R$ 5,30 para 2028.
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva.
A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de pelo menos uma redução na atual taxa até o final de 2026.
A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.
As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.
De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.
De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.
Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.
Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa.
Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas – ajudando a conter pressões inflacionárias.
Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, concluiu acordo de desapropriação amigável com a família Monteiro/Balthazar para viabilizar a abertura de um novo acesso viário ao empreendimento Reserva do Jacarandá, desenvolvido pela Construtora Cataguá em parceria com o Grupo Água Santa Empreendimentos.
O trecho terá 1.115 metros de extensão, começando na rotatória entre a Avenida João Deriggi e a Avenida Otto Werner Rösel, em frente ao Residencial Moradas I, e seguirá em direção a Ibaté até os condomínios do empreendimento. A obra ocupará cerca de 22 mil m² e contará com uma nova rotatória. O investimento previsto é de R$ 3,7 milhões.
A execução ficará a cargo do empreendedor, seguindo diretrizes da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana. O projeto prevê uma via de 24 metros de largura, com faixas de rolamento, canteiro central e passeio público.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Muller, a medida integra as ações do Plano Diretor para a região oeste, especialmente na Grande Santa Felícia, onde o crescimento urbano exige planejamento e investimentos em mobilidade. “Conseguimos realizar uma desapropriação amigável, praticamente sem custos para o município, e estabelecemos como contrapartida do empreendedor a execução integral das obras viárias”, destacou.
BRASÍLIA/DF - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) descartou neste domingo, 19, ser vice da chapa presidencial de Romeu Zema (Novo). Segundo ela, o PL não poderia ter dois nomes para a disputa, considerando-se que já conta com o de seu enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. "Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer", escreveu em seu perfil no Instagram.
Michelle afirmou que sua prioridade é cuidar da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, e que ainda não decidiu se sairá candidata ao Senado pelo Distrito Federal: "Não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta de ser vice de Zema não pode sequer ser cogitada", afirmou.
As declarações vêm após Zema dizer que Michelle é uma das opções para a composição de sua chapa: "É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom", disse Zema, ontem, 18, durante o 10º Encontro Nacional do Novo.
por Estadao Conteudo
SÃO CARLOS/SP - A terceira edição do Geek Sanca Fest, evento que celebra o universo dos quadrinhos, mangá, animes, games, cinema e cultura pop em geral, acontecerá no dia 13 de setembro, com entrada e todas as atrações gratuitas.
A festa, que já reúne milhares de pessoas, foi incluída em 2025 no calendário oficial de eventos de São Carlos através de uma lei do vereador Lineu Navarro. A data foi definida em reunião, realizada nesta segunda-feira (20), com a comissão organizadora, o secretário de Cultura e Lazer, Leandro Severo, o diretor cultural, Gustavo Braga e o vereador Lineu.
O local da festa deste ano será o Ginásio Milton Olaio Filho, que possui espaço mais amplo e oferece mais acessibilidade à população. Lineu comenta com alegria o sucesso de público registrado no evento do ano passado.
“Foi um evento muito alegre e descontraído que reuniu cerca de cinco mil pessoas, entre famílias, crianças, jovens e adultos que puderam curtir as atrações, que incluiu o universo dos quadrinhos, espaço game, K-Pop, animes, cinema e cultura pop em geral. A cada ano a expectativa é ainda melhor”.
Além das diversas atrações, o evento traz competições, desfile cosplay com premiação e show de talentos, além de barracas da gastronomia japonesa e oriental. “O Geek São Carlos já se consolidou como um dos principais encontros da comunidade geek no interior. Me comprometo a continuar batalhando pela realização do evento, inclusive com o envio de emenda parlamentar, junto com os organizadores e a Prefeitura, valorizando a cultura e o lazer em nosso município”, ressaltou Lineu.
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