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Radio Sanca Web TV - Sexta, 30 Dezembro 2022
Projeto 'SacoLê' empresta kits com 10 livros para professores, crianças e seus familiares

 

SÃO CARLOS/SP - Uma minibiblioteca itinerante com livros infantis que trazem em suas histórias personagens negras em destaque: esse é o projeto "SacoLê", criado pelo grupo de leitura Nós no Mundo em parceria com a pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Ayodele Floriano Silva. A iniciativa empresta kits com 10 livros para professores, crianças e seus familiares. "A circulação dos SacoLês tem sido muito satisfatória para a leitura deste tipo de conteúdo ser cada vez mais presente na vida das crianças, sobretudo em ambientes escolar e familiar. É muito importante que as crianças de todos os pertencimentos étnico-raciais vejam personagens negras representadas de modo positivo, assim como é essencial que a cultura africana e afro-brasileira seja apresentada de maneira culturalmente rica, sem os estereótipos e preconceitos comuns da nossa sociedade", explica.
O acervo conta com 80 títulos e foi selecionado a partir das indicações e reflexões presentes na pesquisa de mestrado "Personagens negras infantis: retalhos de histórias", desenvolvida por Ayodele Floriano Silva no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSCar. No estudo, ela identificou nos livros padrões de enfrentamento ao racismo por meio da valorização estética e da cultura afro. A pesquisadora considerou o espaço no qual as personagens estavam, as interações com familiares, com outras personagens infantis, seres da natureza, seres míticos e imaginários. "Pudemos ver situações e experiências comuns a qualquer criança, como medo do escuro, por exemplo, que é algo que pode ser vivenciado por personagens infantis de diferentes pertencimentos étnico-raciais. Mas vimos também experiências relacionadas ao pertencimento racial das personagens. Este segundo padrão se relaciona com as experiências ligadas ao racismo, que atinge diretamente as personagens infantis negras, e à negritude, como enfrentamento a essa forma de violência com a valorização da estética e da cultura negra", menciona.
A literatura, como reflexo da sociedade, excluiu ou tratou a população negra de forma diferenciada ao longo de muitos anos na história do Brasil. Até 1920, personagens negras praticamente não apareciam nas páginas dos livros publicados. Com o passar dos anos, essa presença foi se tornando mais comum, porém sempre associada à condição de escravidão, pobreza, violência e subalternidade, ou ainda trazendo a cor negra relacionada à maldade ou à falta de beleza. Tais fatos levaram gerações de crianças negras a crescerem sem representatividade positiva, enquanto isso, crianças não negras recebiam uma interpretação negativa ou equivocada da população negra. A partir da década de 80, a invisibilização começou a diminuir e personagens negras passaram a ter mais destaque nas publicações, ainda de forma sub-representada.
Com o incentivo às políticas de valorização da população negra, promovidas nas últimas décadas, alguns avanços na representatividade negra em livros infantis foram registrados. Hoje em dia, a indústria editorial tem dedicado mais atenção a esse público, com a valorização dessa cultura. De acordo com a pesquisadora, a literatura ajuda crianças e adultos de todos os pertencimentos étnico-raciais a refletirem sobre as contribuições da população negra para a sociedade brasileira. "Desmistificar uma suposta superioridade do branco sobre o negro é importante para que todos e todas as crianças cresçam na direção da superação do racismo na sociedade brasileira", completa. Mais informações sobre o projeto SacoLê podem ser obtidas pelo Instagram @grupo.nosnomundo ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Publicado em Educação

Realizado pelo Projeto Contribuinte da Cultura em São Carlos e considerado o maior encontro de instrumentistas em homenagem ao Choro Brasileiro, edições 18ª. e 19ª. do ChorandoSemParar estão previstas para serem realizadas no próximo ano

 

SÃO CARLOS/SP - Ao longo dos últimos 19 anos, o Festival Internacional de Música Instrumental ChorandoSemParar, realizado em São Carlos pelo Instituto Mário de Andrade (IMA) e Projeto Contribuinte da Cultura, se consolidou como um dos principais espaços de divulgação da música instrumental brasileira e é considerado pela crítica especializada como o maior encontro de instrumentistas do país e estrangeiros em homenagem ao Choro Brasileiro e gêneros afins.

Tradicionalmente realizado na primeira quinzena de dezembro, o ChorandoSemParar teve sua última versão presencial em 2019. Devido às restrições causadas pela pandemia, a 17ª. edição do Festival, que aconteceria em 2020, acabou sendo adiada para fevereiro de 2021 e realizada em versão digital com transmissão ao vivo. Todo o conteúdo das 12 horas de programação do domingo de encerramento e também as atividades formativas, realizadas conjuntamente com o Sesc São Carlos, estão disponíveis no canal do “Festival Chorando Sem Parar”, no YouTube.

Fátima Camargo, presidente do Instituto Mário de Andrade (IMA), atual gestor do Projeto Contribuinte da Cultura, explica que a retomada do evento de forma presencial estava planejada para acontecer na segunda semana de dezembro de 2022.  “Entretanto, a semana de eventos que havia sido planejada para o Festival, coincidiu com a última semana da Copa do Mundo de futebol, sendo a final em 18 de dezembro, o mesmo domingo em que estavam previstas as tradicionais 12 horas de música sem parar, na Praça XV.  Dessa forma, a organização do Festival decidiu adiar a realização do ChorandoSemParar para 2023, na volta às aulas”.

O projeto dessa 18ª. edição do ChorandoSemParar, adiada para março do próximo ano, foi escrita e aprovada há mais de um ano pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), cuja programação inclui o encerramento das comemorações do Centenário da Semana de 22 e das atividades do projeto “A Semana de 100 Anos”, realizado pelo IMA em 2022. Apesar de adiada a data de realização, o lançamento dessa edição manteve a data prevista e ocorreu no dia 08 de novembro, com a apresentação do Wiener Choro Ensemble do Clube do Choro de Viena, grupo que há mais de quinze anos difunde na Áustria o Choro Brasileiro e que lotou o Teatro Municipal de São Carlos em apresentação única.

Voltando a seu calendário tradicional, na primeira quinzena de dezembro de 2023, deve ser realizada também o 19º ChorandoSemParar, uma edição especial em comemoração ao centenário de nascimento de Waldir Azevedo (1923-1980), músico e compositor brasileiro, mestre do cavaquinho e autor dos choros "Brasileirinho", "Delicado" e "Pedacinhos do Céu".

Nomes renomados

Durante quase duas décadas, renomados músicos como Hermeto Paschoal, Paulo Moura, Zé Menezes, Altamiro Carrilho, Hamilton de Holanda, Guinga, Turíbio Santos, Naná Vasconcelos, Renato Borghetti, Pepeu Gomes, Yamandu Costa, Paulo Bellinati, entre outros grandes instrumentistas, passaram pelo palco da Praça “Doutor Christiano Altenfelder Silva”, a Praça XV, em São Carlos. É marcante a qualidade técnica e artística do renomado elenco de reconhecimento internacional e é também destaque para a qualidade musical dos instrumentistas da cidade e região e que juntos tornam esse encontro um evento de grande projeção e prestígio junto ao público, à mídia e à crítica especializada.

Após uma semana de programação gratuita, que inclui arte-educação em escolas públicas e outras atividades formativas, é na Praça XV que acontecem os três últimos dias do Festival, com 12 horas ininterruptas de apresentações musicais no domingo, formato que inspirou o nome do Festival.

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Publicado em Cidadania

ESTÔNIA - O vice-ministro das Relações Exteriores da Estônia, Mart Volmer, recomendou às autoridades ucranianas que abandonassem suas aspirações de conseguir a expulsão da Rússia das Nações Unidas, pois é uma questão que quase não tem apoio internacional.

Volmer enfatizou que a Estônia sempre esteve do lado da Ucrânia ao pedir sanções contra a Rússia, e enfatizou que o pedido de expulsão está indo em uma direção "muito boa e correta".

«Neste caso há que ter em conta que, infelizmente, a Ucrânia não tem muito apoio internacional nesta matéria», lamentou o representante diplomático estónio em declarações à rádio nacional ERR.

Volmer reconheceu que a expulsão da Rússia do Conselho de Segurança da ONU e de outros órgãos da ONU seria possível se mais Estados se alinhassem com a posição da Ucrânia, que considera que Moscou aproveitou o colapso da União Soviética para ocupar assentos nesses órgãos.

“Não parece muito factível e algo que valha a pena gastar muito tempo agora”, insistiu Volmer, que também acredita que, se o assunto vier à mesa do Conselho de Segurança, a Rússia efetivará seu direito de veto e o bloqueará.

Aliás, o representante da Estónia considera que é precisamente este aspecto que leva a maioria dos países a não considerar a possibilidade de expulsar a Rússia neste momento, por não considerarem uma possibilidade «realista», tendo em conta a autoridade de Moscovo.

«A Rússia deve ser travada onde é realmente viável, onde há algum apoio para ela, onde podemos afastá-la dos processos de tomada de decisão no mundo», concluiu o vice-ministro das Relações Exteriores da Estônia.

A Ucrânia reconheceu recentemente sua intenção de tentar expulsar a Rússia de todos os órgãos da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, argumentando que se beneficiou da posição da União Soviética e que sua anexação ao órgão não cumpria o que está escrito na Carta da ONU.

 

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

Daniel Stewart / NEWS 360

Publicado em Política

UCRÂNIA - O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) realizou novas buscas na Igreja Ortodoxa ucraniana em Khmelnitsky (oeste), continuando as ações de Kyiv contra a instituição pelo seu alegado apoio à Rússia.

Agentes da SBU invadiram vários locais da Igreja Ortodoxa na região, incluindo a Catedral de São Miguel, a Igreja dos Santos Mártires, o Convento de Santa Ana Justa em Slavuta, e a Igreja da Santa Ressurreição no distrito de Vinkivtsi.

"Tendo em conta a agressão armada da Rússia, uma das tarefas destas medidas é impedir a utilização das comunidades religiosas como centros da chamada 'paz russa' e proteger a população de provocações e atos terroristas", disse o Serviço de Segurança ucraniano em Khmelnitsky.

As autoridades ucranianas assinalaram que o objetivo destas buscas é encontrar "material proibido", de acordo com a atual legislação de guerra, bem como efetuar controlos a pessoas que possam estar envolvidas em atividades ilegais, em detrimento da soberania da Ucrânia.

Ao abrigo de leis especiais de guerra promulgadas pelo Presidente, Volodimir Zelensky, a Igreja Ortodoxa ucraniana tem sido alvo de atenção devido à sua relação histórica secular com a Rússia.

As detenções e o encerramento de locais de culto levaram muitos líderes ortodoxos a acusar Kyiv de perseguição religiosa.

 

 

por Lusa

Notícias ao Minuto

Publicado em Guerra na Ucrânia
Sábado, 31 Dezembro 2022 00:25

Inflação dos aluguéis fecha o ano em 5,45%

BRASÍLIA/DF - O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para o reajuste dos contratos de aluguel, subiu 0,45% este mês, acumulando alta de 5,45% de janeiro a dezembro de 2022. Em novembro, o indicador caiu 0,56%, e em dezembro do ano passado, a variação foi de 0,87%, com alta de 17,78% acumulada em 12 meses. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

De acordo com o coordenador dos Índices de Preços do instituto, André Braz, o índice foi afetado pela aceleração no preço de alimentos importantes na cesta, tanto para o produtor como para o consumidor.

“No índice ao produtor, os maiores aumentos foram registrados para feijão (de -1,45% para 15,36%), bovinos (de -2,20% para 1,55%) e óleo de soja refinado (de 2,57% para 7,35%). Já no âmbito do consumidor, as maiores altas foram registradas para alimentos in natura, com destaque para tomate (18,13% para 19,12%) e cebola (17,36% para 24,80%)”.

Componentes

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,47% em dezembro, após cair 0,94% em novembro. Por estágios de processamento, o grupo bens finais caiu 0,29%, após alta de 0,13% no mês anterior.

A principal influência veio do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,01% para -0,47%. O índice bens finais (ex), que exclui os alimentos in natura e combustíveis para o consumo, passou de 0,12% em novembro para -0,09% em dezembro.

A taxa dos bens intermediários, que havia caído 0,11% em novembro, teve queda de 0,30%, puxada pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 0,83% para -2,26%. O índice de bens intermediários (ex), que exclui esse subgrupo, subiu 0,13% em dezembro, depois de cair 0,32% em novembro.

Já o estágio das matérias-primas brutas teve alta de 2,09% em dezembro, após queda de 2,86%. As principais influências vieram do minério de ferro (-8,01% para 16,32%), café em grão (-20,97% para 0,40%) e bovinos (-2,20% para 1,55%). Entre as desacelerações no mês, os destaques são a soja em grão (1,25% para -1,52%), a laranja (8,88% para -3,04%) e a mandioca (6,33% para 1,72%).

IPC

O FGV Ibre também divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que variou 0,44% em dezembro, após alta de 0,64% no mês passado. Entre as oito classes de despesa componentes do índice, cinco desaceleraram, sendo a principal contribuição o grupo saúde e cuidados Pessoais, cujo índice passo de 1% em novembro para 0,37%. O destaque foram os artigos de higiene e cuidado pessoal, que passou de 2,03% para -0,25%.

Na passagem de novembro para dezembro, o grupo educação, leitura e recreação foi de 0,60% para -0,26%, transportes passou de 0,79% para 0,31%, vestuário foi de 0,83% para 0,67% e despesas diversas desacelerou de 0,14% para 0,08%, com destaque para passagem aérea (2,07% para -1,71%), gasolina (1,58% para 0,18%), calçados (1,35% para -0,12%) e cigarros (0,01% para -0,72%).

Pelo lado das altas e acelerações no índice estão os grupos alimentação (0,83% para 0,99%), comunicação (-0,32% para 0,48%) e habitação (0,37% para 0,42%). As principais influências dessas classes de despesa foram o arroz e feijão (-0,82% para 3,74%), combo de telefonia, internet e tv por assinatura (-0,32% para 0,69%) e tarifa de eletricidade residencial (0,59% para 1,27%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,27% em dezembro, ante alta de 0,14% em novembro. Entre os três grupos componentes do INCC, materiais e equipamentos passaram de -0,35% para 0,37%, serviços foram de 0,35% para 0,43% e mão de obra passou de 0,53% em novembro para 0,16%.

 

 

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil 

Publicado em Economia

SÃO CARLOS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio) vem lamentar e se solidarizar com os comerciantes de São Carlos, que sofreram grandes perdas em decorrência das chuvas desta quinta-feira (28), assim como com todos os munícipes que foram prejudicados e, principalmente, com a família da professora Claudia Maria Guerreiro, de 53 anos, que faleceu no bairro Azulville.

Segundo informações da Prefeitura de São Carlos, a cidade foi atingida por duas tempestades em menos de 18 horas e chegou a 202 milímetros de chuva, o equivalente a 87% da média estimada para todo o mês de dezembro.

A área central do nosso comércio, conhecida como Baixada do Mercado, foi uma das mais atingidas, em um cenário de destruição recorrente e triste. No final de 2019 e início de 2020 nossos empresários enfrentaram situações de calamidade e prejuízos extremos pelas chuvas daquela época, seguidas pela obrigatoriedade do fechamento de suas portas por mais de 190 dias em 2020 e 2021, devido à pandemia.

Por inúmeras vezes pedimos providências, inclusive encaminhando ofício à Câmara Municipal de São Carlos, solicitando a isenção do IPTU e da taxa de água para os comerciantes atingidos e requisitando, pessoalmente, ao Governo do Estado que fossem deferidos benefícios tributários de isenção ou parcelamento do ICMS relativo às operações e prestações envolvendo os empresários atingidos. Assinamos, juntos com outras entidades da cidade, um Manifesto Propositivo, pedindo um plano para buscar zero prejuízos com as enchentes. Por inúmeras vezes pedimos que fossem traçadas estratégias de proteção das atividades econômicas desenvolvidas no nosso município, para que não se repetissem situações como as que estamos vivendo hoje.

A drenagem da água da chuva é um dos pilares do Saneamento Básico de uma cidade e São Carlos não consegue consolidar esse pilar, deixando fragilizado todo o município. Segundo a Prefeitura, nos últimos anos foram tomadas ações, como a construção de piscinões e implantação de drenagem em alguns bairros. Ações que começam a amenizar a situação das enchentes na cidade, mas que ainda são insuficientes.

Segundo noticiado em outubro de 2022, a Prefeitura teria encomendado projeto para um novo pacote de obras antienchente, envolvendo as bacias dos córregos do Gregório e Simeão, com planejamento das primeiras obras em meados de 2024. Porém, temos urgência!! O comerciante e a cidade não podem ter mais prejuízos. Precisamos de agilidade.

O centro da nossa cidade é o coração de São Carlos, temos que mantê-lo vivo, dinâmico, bonito e atrativo. Infelizmente, esse coração hoje sofre novamente com mais uma enchente e nós, tristes e abatidos, continuamos pedindo providências e deixando nossa solidariedade a todos.

Esperamos que esta tragédia de dezembro de 2022 seja um marco para que nossos representantes políticos saiam em busca de recursos, junto ao Governo de Estado e em Brasília. Como presidente do Sincomercio São Carlos me coloco à disposição para ajudar nesse processo.

 

Abraços. Continuamos juntos e QUE DEUS NOS ABENÇOE.

 

Paulo Roberto Gullo

Atual presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos, Conselheiro Efetivo do SescSP, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (FecomercioSP) e Diretor do Conselho do Comércio Varejista da Federação (CCV)

Publicado em Comércio

Especialista da Luandre lista cinco setores em que a demanda por profissionais deve crescer

 

CAMPINAS/SP  – A taxa de desemprego recuou para 8,7% no terceiro trimestre, a menor desocupação desde junho de 2015, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Dentro desse cenário, algumas áreas se destacam e estarão em alta no próximo ano.

Segundo Gabriela Mative, diretora de operações da Luandre, a procura por profissionais das áreas de tecnologia segue em destaque e os setores de finanças, engenharia e logística são outros que cresceram bastante em 2022 e continuarão em alta. “Sempre orientamos a definição de carreira e estudos a partir do perfil pessoal, para que haja aderência às características de cada profissional.” Com isso bem definido, vale ficar de olho no que o mercado procura dentro de cada segmento para atualizar o currículo e realizar cursos na área de interesse”, aconselha.

A especialista elencou as principais tendências para 2023, em seis setores. Confira:

Tecnologia

Além da falta de profissionais qualificados no mercado, a transformação digital acelerada pela pandemia gerou um imediatismo na forma como as empresas se relacionam com clientes e colaboradores, o que estimulou a procura por estes profissionais. Entre os principais cargos estão: desenvolvedor front-end sênior, coordenador de segurança da informação e coordenador de infraestrutura. Os salários começam em R$8 mil podendo chegar a R$23 mil.

Finanças

Com o aumento no número de investidores no mercado de ações, cargos como gerente de relacionamento private, analista de fusões e aquisições e analista de compliance/auditoria/controles internos devem ser bastante procurados em 2023. Os profissionais destas áreas podem começar ganhando R$11 mil e chegar a R$40 mil.

Vendas e Marketing

Com a ampliação do e-commerce no Brasil, a procura por profissionais de vendas e marketing também deve crescer em 2023. Algumas das carreiras em destaque serão: analista de inteligência de mercado, gerente de marketing digital e gerente de e-commerce. O salário começa em R$6 mil podendo chegar a R$ 27 mil.

Engenharia

Analista sênior e gerente de supply chain, engenheiro de EHS/ESG e engenheiro de aplicação/vendas são algumas áreas que devem ser mais procuradas no próximo ano. O salário varia entre R$ 10 mil a R$ 24 mil.

Jurídico

A junção de muitas empresas durante a pandemia, a criação de novas regulamentações sobre a Lei de Proteção de Dados e o processo de recuperação judicial pós-pandemia, estimulou contratações no setor jurídico, principalmente por advogado contencioso cível, advogado de compliance e advogado empresarial/M&A sênior. Os ganhos vão de R$ 6 mil a R$ 24 mil.

Logística

As contratações também deverão acontecer na área de logística, isto porque de acordo com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), a projeção é que o Brasil terá cerca de R$ 124,3 bilhões de investimento pelo setor privado em transporte e logística entre os anos de 2022 a 2026. As principais áreas serão Gerente de Logística, Coordenador de Exportação, Diretor de Logística, Superintendente de Logística, Diretor de Importação e Exportação, Diretor de Comércio Exterior. Os salários podem começar em R$ 9 mil chegando a R$ 28 mil.

Sobre a Luandre

A Luandre Soluções em Recursos Humanos tem mais de 50 anos de atuação e oferece soluções técnicas e inovadoras na área de RH. Em 2020, a empresa chegou à marca de 4 mil clientes atendidos, 60 mil profissionais administrados ao longo do ano e banco com mais de 3,5 milhões de currículos cadastrados. Há 20 anos consecutivos, concorre ao prêmio Top Of Mind RH, o qual já venceu dez edições, na categoria "Temporários e Efetivos", sendo a atual vencedora.

Além disso, em 2020, foi reconhecida como um dos “Lugares Incríveis para se trabalhar”, certificação concedida pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e UOL. A Luandre atende 200 das 500 melhores empresas do Brasil com todo seu know-how em Recrutamento e Seleção, Administração de Pessoal (Temporários e CLT), Avaliação Profissional, Outsourcing e Programas Especiais (Saúde, Varejo e Logística).

Atualmente, possui 12 unidades: São Paulo (Centro, Sul, Alphaville, Santo André, Guarulhos, Campinas e Jundiaí), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Paraná (Curitiba), Pernambuco (Recife), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Rio Grande do Sul (Porto Alegre). Realiza também atendimento à distância em todo o país.

Publicado em Outras Cidades

SÃO PAULO/SP - A alta de preços dos alimentos ainda desafia o orçamento dos brasileiros. Legumes, frutas, farinha de trigo, pão e manteiga estão entre os itens da cesta básica que encareceram no mês de outubro e seguem pressionando o bolso dos consumidores. A solução para garantir o poder de compra e a comida na mesa tem sido recorrer às substituições.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses, entre outubro de 2021 e outubro de 2022, ficou em  6,47%. O indicador é apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerado a inflação oficial do país.

De acordo com o IBGE, alguns alimentos encareceram acima da inflação em outubro. Este é o caso da batata-inglesa, que subiu 23,36% de preço. O tomate registrou alta de 17,63%, enquanto a cebola aumentou 9,31%. 

Embora abaixo da inflação, as frutas também seguem pesando no bolso dos brasileiros. O IBGE identificou uma elevação de 3,56% neste grupo de alimentos.

Impactos na cesta básica

O aumento de preços dos alimentos impactou diretamente no custo da cesta básica, que alcançou valores entre R$ 515,51 e R$ 768,82, conforme a pesquisa nacional realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em outubro.

O encarecimento da batata e do tomate é justificado pela redução da oferta por conta da sazonalidade. Já a banana, que registrou alta de 8,87%, teve o preço impactado pela redução da área de plantio no país, conforme informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Além de frutas e legumes, outros produtos que integram a cesta básica subiram de preço. A farinha de trigo encareceu 1,59%. Segundo o Dieese, a situação reflete a dificuldade de escoamento do trigo por conta da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Como consequência, o quilo do pão francês aumentou 0,52%. Acompanhando a situação, a manteiga sofreu uma elevação de 0,98%.

Substituição é alternativa na hora das compras

Nos cálculos do Dieese, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 6.458,86, o que corresponde a 5,3 vezes o atual valor, de R$ 1.212. Diante da discrepância, a alternativa dos trabalhadores tem sido economizar o possível do dinheiro e do cartão vale-alimentação na hora das compras.

A substituição de produtos é uma possibilidade, mas requer atenção. Além da troca de preços, é necessário avaliar a equivalência nutricional, para que não haja perda de macronutrientes e vitaminas.

Uma das substituições sugeridas pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) é a da marca de produtos. Optar pela menos famosa ou a que está em promoção é uma possibilidade para economizar.

No caso dos alimentos in natura, como frutas e legumes, é aconselhável realizar uma pesquisa de preços entre diferentes estabelecimentos e, se for o caso, optar pela substituição do local de compra. Pesquisa realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) mostrou que é possível economizar até R$ 3 mil no ano através da pesquisa de preços em supermercados.

Quando o consumidor optar pela substituição do alimento, é aconselhável considerar algumas informações nutricionais. A batata inglesa é um alimento energético, que tem carboidratos, proteínas e vitaminas em sua composição, conforme informações da Embrapa Hortaliças. Abóbora, batata-doce, inhame e mandioca são alimentos com uma composição mais próxima da batata inglesa e podem ser opções de troca.

Já o tomate é rico em vitaminas e sais minerais. Consumido cru ou refogado, pode ser substituído pela cenoura e a beterraba. Outras opções também nutritivas são o pepino, a abóbora e a berinjela.

A farinha de trigo pode ceder espaço à aveia, tornando os preparos mais nutritivos. Já o pão francês pode ser substituído por torradas, tapioca, cuscuz ou um preparo caseiro à base de aveia.

Publicado em Culinária

A formalização da gestão de portfólio no âmbito do Ministério e o desenvolvimento do sistema GPS, do banco de ideias e do painel de gestão de projetos estão entre os destaques.

 

BRASÍLIA/DF - A Secretaria-Executiva (SE) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou nesta segunda-feira, 26, o relatório com os avanços em políticas e projetos executados pela gestão entre os anos de 2019 e 2022. O documento traz o detalhamento das conquistas alcançadas como a formalização da gestão de portfólio no âmbito do Ministério, o desenvolvimento do Sistema GPS, o banco de ideias, os painéis gerenciais e os dashboards e, ainda, o suporte e o acompanhamento do Sistema Nacional de Direitos Humanos (SNDH), da Plataforma de Interação Social em Direitos Humanos e do Portal de Conteúdos em Direitos Humanos. 

Segundo a secretária-executiva adjunta do MMFDH, Viviane Petinelli, a gestão da pasta nos últimos quatro anos foi marcada por um salto quantitativo e qualitativo nas iniciativas. “O número de ações desenvolvidas pelas áreas de negócio, aliado àquelas conduzidas pelas áreas-meio e coordenadas pela Secretaria-Executiva, demandou grandes esforços de todas as equipes, de modo que, ao final do ano 2020, foi constatada a necessidade de organizar o planejamento e a execução das ações, no intuito de possibilitar a priorização daquilo que era estratégico e que tivesse maior alcance do público-alvo do Ministério”, relembrou.

Ainda de acordo com a gestora, houve uma determinação para que a Diretoria de Projetos, Parcerias e Integração Institucional (DPPII) realizasse o levantamento junto às unidades finalísticas, de modo que fosse criado um portfólio de projetos estratégicos para o Ministério. 

“A Secretaria-Executiva demandou a edição de normativo para regulamentação do portfólio, a fim de que fossem concentrados esforços prioritariamente no que era importante para o cumprimento da missão institucional da pasta”, observou Petinelli.

Nesse sentido, em 1° de abril de 2021, foi publicada a Portaria MMFDH 1.144, que regulamenta a Gestão de Portfólio no âmbito do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A partir daí, foi selecionado e aprovado pela Ministra de Estado o Portfólio Estratégico 2021 – 2022, que traz a estrutura a seguir:

Demais dados do relatório da SE/MMFDH 2019 - 2022

  • Desenvolvimento do sistema GPS

Uma vez regulamentada a gestão de portfólio e aprovado o portfólio estratégico, a Coordenação-Geral de Projetos e Processos (CGPP) iniciou estudos e tratativas no sentido de desenvolver uma solução sistêmica capaz de gerenciar os projetos estratégicos do Ministério, desde o planejamento até a finalização, passando pela categorização, priorização e execução, de acordo com o fluxo estabelecido na Portaria 1.144/2021.

A solução foi pensada, desenhada e criada em conjunto com a Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação (CGTI), tendo sido desenvolvido o sistema GPS (Gestão de Projetos para o Sucesso), o qual possibilita a gestão centralizada dos projetos estratégicos do Ministério, atendendo ao fluxo da supracitada Portaria MMFDH 1.144/2021.

O sistema GPS se encontra em produção e efetivo funcionamento, inclusive com a gestão dos projetos cadastrados no ano de 2021, e disponível para o cadastramento dos projetos da atualização do portfólio 2022.

  • Desenvolvimento do Banco de Ideias

Tendo em vista o sucesso do sistema GPS, e no intuito de disseminar a cultura de projetos no Ministério, foi criado o Banco de Ideias. Esse sistema possibilita que qualquer servidor ou colaborador do Ministério cadastre uma ideia, que pode vir a se tornar um projeto estratégico.

As ideias cadastradas são analisadas pelas áreas de negócio e, caso elas tenham condições de atender a alguma demanda estratégica, se tornam projetos, sendo inseridas automaticamente no sistema GPS, e estarão aptas a seguir o fluxo da Portaria 1.144, passando, a partir de então, a compor o portfólio de projetos estratégicos da pasta. 

  • Desenvolvimento do Painel de Projetos

Foi desenvolvido, a partir da base de dados do sistema GPS, um painel visual conhecido como painel do software PowerBI, que permite a visualização e o acompanhamento das informações dos projetos ali cadastrados.

O painel está pronto para uso, e a performance dependerá da inserção, pelas áreas de negócio, das informações dos projetos no sistema GPS. 

  • Suporte e acompanhamento da criação das três grandes plataformas tecnológicas de serviço do MMFDH

O salto na qualidade e a modernização da gestão levou o Ministério à idealização de três grandes plataformas tecnológicas que estão transformando para sempre a forma de trabalho das equipes, bem como a prestação de serviços à sociedade, quais sejam: Sistema Nacional de Direitos Humanos (SNDH), Plataforma de Interação Social e Portal de Conteúdos em Direitos Humanos.

A CGPP atuou nesses projetos inicialmente com a parte de testes e acompanhamento do desenvolvimento e, uma vez concluídos, com o suporte ao usuário relativamente às funcionalidades dos sistemas. A seguir, uma breve descrição dos sistemas desenvolvidos:

Sistema Nacional de Direitos Humanos – SNDH

Disponível para toda a população, a plataforma que reúne, em um mesmo sistema, as políticas do Ministério destinadas ao atendimento de cidadãos em situação de violência ou ameaçados de morte, bem como as iniciativas cuja implementação depende primeiramente de adesão ou de inscrição dos entes subnacionais e de organizações da sociedade civil e do setor privado. O sistema se encontra em produção e efetivo uso, atendendo a pessoas físicas, órgãos e entidades públicas e privadas.

Plataforma de Interação Social em Direitos Humanos

Disponível para toda a população, a plataforma é destinada à participação da sociedade nas ações do Ministério, seja pela formação, capacitação e qualificação nas temáticas de direitos humanos, executadas por meio do Programa Nacional de Educação Continuada em Direitos Humanos – PNEC-DH, seja pela participação social em conselhos de direitos, conferências nacionais e fundos públicos da política nacional de direitos humanos.

A plataforma encontra-se pronta para se conectar a plataformas de outras escolas e ofertar, por meio delas, os diferentes cursos nas temáticas de direitos humanos, de forma integrada e com área do aluno em seu próprio ambiente.

Portal de Conteúdos em Direitos Humanos

Plataforma que reúne em um mesmo ambiente virtual o acervo institucional do Ministério e permite a submissão, pelo cidadão, de artigos e de outras publicações relacionadas à temática de direitos humanos.

O Portal contempla dois tipos de acesso, sendo:

  • a Biblioteca Digital, onde se encontra publicado o acervo institucional do Ministério. Nela, é possível encontrar publicações editoriais e periódicas da pasta desde sua criação, bem como atos normativos editados ao longo do tempo; e
  • os Editais, que trazem oportunidades para que quaisquer interessados submetam para análise do Ministério publicações em direitos humanos que, uma vez aprovadas, passam a fazer parte do acervo da pasta.

A plataforma se encontra em fase final de homologação, e será disponibilizada em ambiente de produção nas primeiras semanas de 2023.

Importante destacar que tamanha foi a inovação trazida pelas três novas plataformas tecnológicas que o MMFDH foi premiado com o Selo Bronze da Modernização do Estado. O selo, entregue pela Secretaria-Geral da Presidência da República, é concedido pelo Fórum Nacional de Modernização do Estado (FNME) às melhores iniciativas de inovação da administração pública. Na ocasião, as três plataformas foram premiadas. 

  • Desenvolvimento de painéis gerenciais e dashboards

Durante os anos de 2021 e 2022, foram desenvolvidos pela CGPP dezenas de painéis e dashboards do Microsoft PowerBI, em atendimento a demandas oriundas das unidades finalísticas e, especialmente, da Secretaria-Executiva.

Todos os desenvolvimentos contaram com o acompanhamento e a participação ativa da SE e das demais unidades do Ministério, tendo sido produzidos excelentes trabalhos.

A organização das bases de dados, aliada à maturidade no trato das informações, levou à proposta da SE de desenvolver um painel único que consolidasse as informações orçamentárias, financeiras, de gestão estratégica, de temas institucionais, do programa Abrace o Marajó, do programa Pró-DH, da atuação parlamentar e de dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Essa concentração de esforços deu origem ao painel Gestão 2019 – 2022. O painel Gestão 2019 – 2022 tem complexa configuração e concentra consultas de dados oriundos de diversas fontes. 

Publicado em Política

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