Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Depois de realizar o planejamento com as equipes profissionais, a Secretaria Municipal de Educação (SME), retoma nesta terça-feira (23/07) as aulas na Rede Municipal de Ensino para cerca de 17 mil alunos.
Em São Carlos a Rede Municipal de Ensino é composta por 62 unidades escolares, sendo 51 Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEI’s), 10 Escolas Municipais de Ensino Básico (EMEB’s) e uma Escola Municipal de Jovens e Adultos (EMEJA).
Para atender todos os estudantes, a Prefeitura dispõe de aproximadamente 2,1 mil profissionais entre professores, diretores, supervisores, coordenadores pedagógicos, agentes educacionais e merendeiras. Além disso, em 2024, também foram contratados mais 250 professores.
A secretária municipal de Educação, Paula Knoff, ressalta que neste ano a pasta já adquiriu notebooks individuais para os novos professores, TVs de LED 50 polegadas para diversas escolas e tablets para os alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, além de ter entregue o material escolar e uniformes.
Outra conquista importante é que as unidades escolares vão receber equipamentos para reconhecimento facial, uma ação que visa manter a gestão escolar constantemente atualizada. A SME iniciou a instalação dos equipamentos pelas escolas CEMEI Dario Rodrigues, EMEB Prof. Afonso Fiocca Vitali (CAIC) e a EMEB Arthur Natalino Deriggi. No total serão investidos R$ 2,04 milhões com recursos próprios do município.
O equipamento permite o controle de frequência dos alunos e de maneira integrada acompanhar outras ações administrativas da escola. O projeto visa modernizar diversos aspectos da administração escolar, trazendo mais eficiência, segurança e conforto para alunos, pais, professores e gestores.
Uma das principais inovações é a frequência digital escolar facial. Com essa tecnologia, os alunos não precisam mais responder à chamada feita pelos professores. Assim que chegam à escola, a presença é registrada por meio de um leitor de reconhecimento facial, economizando tempo e reduzindo o consumo de papel. Em casos de ausência, os pais ou responsáveis são notificados por SMS, push e e-mail, o que aumenta a segurança e tranquilidade das famílias.
Além disso, a solução permite ao gestor público melhorar o planejamento e realizar intervenções imediatas em escolas com baixos índices de frequência. O sistema também integra informações de assiduidade com o Conselho Tutelar.
Os dados sobre frequência dos alunos são compartilhados, permitindo ao Conselho Tutelar visualizar as informações e receber notificações de ausências injustificadas. Isso facilita intervenções rápidas e eficazes para combater a evasão escolar.
O projeto inclui outras importantes funcionalidades como matrículas online, facilita o processo de novas matrículas, pré-matrículas e gerenciamento de filas de espera, gestão de secretaria da unidade escolar; abrange serviços como rematrícula, transferência, geração de turmas, lançamento de notas e frequências.
O Aplicativo Mobile é compatível com iOS e Android, permite a comunicação entre alunos, responsáveis, funcionários e professores via push, SMS e e-mail. Tem também benefícios para a gestão pedagógica, gerência das informações pedagógicas da Educação Básica, de Jovens e Adultos, de Profissional e Tecnológica; infraestrutura das unidades escolares, cadastro e consulta de informações sobre a infraestrutura das escolas.
“A implantação desses recursos nas escolas municipais de São Carlos promete transformar a administração escolar, trazendo mais segurança, cuidado com os alunos, otimizando as buscas ativas de ausências injustificadas e outros benefícios significativos para toda a comunidade educativa”, avalia Paula Knoff, secretária de Educação.
De acordo com a secretária a instalação dos equipamentos representa um avanço inovador na educação municipal. “Neste momento estão sendo instalados os equipamentos e com o retorno das aulas será agendado o registro fotográfico e cadastro dos alunos no sistema de reconhecimento fácil”, finalizou Knoff.
Importante salientar que os dados armazenados ficarão em posse da administração de cada escola, ou seja, ninguém terá acesso aos dados gerados, somente os funcionários que já manipulam os dados do alunado hoje, obedecendo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Todas as escolas municipais de São Carlos também contam com câmeras, sensores de monitoramento internos e externos, novos alarmes e sensores de fumaça. Cada unidade, dependendo do tamanho, recebeu de 8 a 10 sensores externos. A partir do disparo do equipamento, as imagens são enviadas em tempo real para a Central de Monitoramento da Guarda Municipal que envia a viatura na hora para o local.
Desenvolvido pelo Departamento de Operações, Inteligência e Tecnologia da Secretaria Municipal de Segurança Pública em parceria com a Agência de Inovações da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Rede Municipal de Ensino também conta com o “SOS Escolar”, aplicativo de acionamento emergencial, desenvolvido para utilização de diretores, professores e servidores das escolas em caso de ocorrências graves nas unidades, com acionamento imediato da Guarda Municipal.
SAAE ainda calcula prejuízos; funcionários rendidos e agredidos receberam atendimento médico e foram liberados sem maior gravidade; operação na ETE está normal.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) ainda apura, com detalhes, a quantidade do que foi roubado na madrugada da segunda-feira, 22/07, quando a Estação de Tratamento de Esgoto Monjolinho, localizada na Estrada Municipal Washington José Pêra, foi alvo de um assalto que durou, pelo menos, quatro horas: das 23h30 às 3h30. Sete criminosos armados invadiram o local e renderam os vigias da estação, que também foram agredidos. Dos seis funcionários rendidos, dois feridos precisaram de atendimento médico na UPA da Vila Prado, mas foram liberados em seguida e passam bem. Os bandidos também danificaram parte das instalações da estação, quebrando equipamentos e estruturas da casa de operação que está prestes a ser inaugurada.
3 VEÍCULOS E BOBINAS DE FIOS - Três veículos, um do SAAE, outro de um funcionário e mais um do vigia foram levados durante a fuga, mas o drone da Guarda Municipal localizou ainda perto do meio-dia da própria segunda-feira, abandonados em uma área de mata próxima da Cidade Aracy. O roubo das bobinas de fios, pesando aproximadamente 3,5 toneladas, representa um prejuízo financeiro significativo. O material furtado é essencial para o funcionamento adequado dos sistemas de tratamento de esgoto mas, por enquanto, toda a operação funciona normalmente.
POLÍCIA INVESTIGA - Para não prejudicar o trabalho das autoridades policiais não foi permitido o acesso de pessoas não autorizadas na ETE Monjolinho. O SAAE também orientou para que ninguém compre os equipamentos furtados (veja lista em box), e os ferros velhos não comprem fiação de procedência duvidosa, apenas informem as autoridades. A polícia continua investigando o assalto e tem recebido todas as informações por parte do SAAE.
Itens Roubados:
1 escada de fibra de vidro
4 furadeiras
1 máquina inversora de solda
1 lixadeira grande de disco 150 mm
2 bolsas cheias de ferramentas de utilização dos técnicos mecânicos
1 talha
1 maçarico com cilindros de oxigênio e acetileno
1040 metros de cabo 95mm
450 metros de cabo 70mm
95 metros de cabo 10 mm
750 metros de cabo 4 mm
1900 metros de cabo pp 4 X 2,5
2000 metros de cabo de 1mm
850 metros de cabo 0.50
120 metros cabo pp de 6mm - 4 vias
1 Bebedouro
Chaves das motos usadas por servidores
1 veículo montana do SAAE Placa FEW5B30
1 veículo corola de funcionário do SAAE Placas EVT2J08
1 veículo uno do vigilante
BRASÍLIA/DF - Com despesas crescentes e dificuldades para compensar a desoneração da folha de pagamento, o governo elevou para R$ 28,8 bilhões a projeção de déficit primário em 2024. O novo valor consta do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado na segunda-feira (22) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
O montante equivale ao limite inferior da margem de tolerância de déficit primário estabelecida pelo novo arcabouço fiscal, de R$ 28,8 bilhões. Aprovada no ano passado, a regra estabelece meta de resultado primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) para cima ou para baixo. Na prática, o governo poderá obter déficit primário de 0,25% do PIB até superávit de 0,25% do PIB neste ano.
Originalmente, o relatório estimava déficit primário de R$ 32,6 bilhões, mas, para fazer o valor ficar dentro da banda, o governo contingenciou (congelou temporariamente) R$ 3,8 bilhões do Orçamento. A quantia está dentro do congelamento de gastos de R$ 15 bilhões anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O restante do valor suspenso corresponde ao bloqueio de R$ 11,2 bilhões para não estourar o limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal, que estabelece que os gastos podem crescer, em valores acima da inflação, até 70% do crescimento acima da inflação da receita no ano anterior.
Perspectivas
O déficit primário representa o resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública. O relatório anterior, divulgado em maio, previa déficit de R$ 14,5 bilhões. Em março, o déficit estava previsto em R$ 9,3 bilhões. Na semana passada, o ministro Haddad disse que o déficit primário pode cair no próximo relatório, caso a União arrecade mais.
O governo conta com dois fatores para diminuir o déficit. O primeiro é a aprovação pelo Senado de medidas que compensem a prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e para os pequenos municípios ou a suspensão da liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que mantém o benefício fiscal. O segundo fator é o "empoçamento", gastos que o governo não consegue executar por estarem vinculados a uma finalidade ou a uma fonte de receita.
Arrecadação
O relatório prevê queda de R$ 13,2 bilhões nas receitas líquidas, receitas da União após as transferências para os estados e municípios. Os principais fatores que influenciaram a retração na estimativa são a queda de R$ 11,7 bilhões na rubrica “outras receitas administradas”, por causa da reclassificação de parcelamentos nos tributos adequados.
Também houve redução de R$ 10,6 bilhões na previsão de arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por causa do aumento de compensações tributárias, e o aumento de R$ 6,9 bilhões nos repasses aos estados e aos municípios. A prorrogação da desoneração da folha de pagamento para os municípios reduziu a estimativa de arrecadação em R$ 5,2 bilhões.
Em contrapartida, o relatório elevou em R$ 12,5 bilhões a estimativa de arrecadação de Imposto de Renda, por causa da taxação dos fundos exclusivos e das offshores (empresas de investimento no exterior) e por causa do aumento da massa salarial resultante do crescimento do emprego formal. Também foi elevada em R$ 3,9 bilhões a estimativa de arrecadação do Imposto sobre a Propriedade Industrial (IPI), por causa da alta do IPI sobre os produtos importados decorrente da valorização do dólar e de compensações abaixo do esperado. A revisão de outras estimativas fez a projeção total das receitas líquidas cair R$ 13,2 bilhões.
Rio Grande do Sul
Em relação aos gastos, o relatório prevê aumento de R$ 20,7 bilhões, puxadas principalmente pelas ajudas ao Rio Grande do Sul. As despesas obrigatórias foram revisadas para cima em R$ 29 bilhões, dos quais R$ 14,2 bilhões destinam-se a medidas para a reconstrução do estado.
Como o relatório anterior, publicado em maio, já incorporava R$ 13,8 bilhões, o total de créditos extraordinários concedidos até agora para a reconstrução do Rio Grande do Sul chega a R$ 29 bilhões.
Por serem consideradas créditos extraordinários, as despesas com o Rio Grande do Sul não estão sujeitas à meta de resultado primário nem aos limites de gastos do arcabouço fiscal. Os gastos discricionários foram revisados para baixo em R$ 8,3 bilhões, resultando no crescimento final de R$ 20,7 bilhões nas despesas federais.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Ministério da Educação faz, durante o evento, anúncio de investimentos nos campi da Universidade
BURI/SP - Nesta terça-feira, 23 de julho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa do lançamento das comemorações de 10 anos do Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Lula será acompanhado pelos ministros Camilo Santana, da Educação, Paulo Pimenta, da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e da Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira.
Durante a cerimônia, o Ministério da Educação confirmará o anúncio de investimentos na UFSCar. Serão R$46,2 milhões destinados a nove obras, algumas que estavam paradas e também de novos projetos, que integram uma lista que a própria Universidade encaminhou para o Governo Federal.
O evento terá dois momentos distintos: a partir das 9h30, inicia-se a programação organizada pela UFSCar, e após às 11 horas, começa a cerimônia oficial, que deve se estender até o meio-dia e meia, momento que contará com a participação de Lula e de autoridades, do Governo Federal e da Universidade.
Ao longo da programação organizada pela UFSCar, acontecem apresentações culturais, com a participação da comunidade do Campus Lagoa do Sino, bem como a exibição de produções audiovisuais, que contam parcialmente a história do Campus, celebram os resultados alcançados a partir de relatos de egressos e egressas e traz depoimentos de pessoas que participaram do processo da doação da fazenda para a Universidade. Além do evento desta terça-feira, também está organizada uma programação, que se estende até janeiro de 2025, com atividades acadêmicas, esportivas, além de momentos culturais e de cunho histórico.
História
Localizado no município de Buri, a 266 quilômetros da capital do Estado, Lagoa do Sino é uma fazenda-escola. A propriedade foi doada pelo escritor Raduan Nassar para a Universidade, a partir de desejo do próprio escritor de desenvolvimento socioeconômico da região. A fazenda virou, em 2014, Universidade; cursos foram criados para apoiar o desenvolvimento regional, com atenção devida ao que desejava a população local. O Campus está edificado a partir de três eixos temáticos: Desenvolvimento Territorial, Soberania e Segurança Alimentar e Agricultura Familiar.
Uma página na Internet, dedicada às celebrações, publicada no Portal de Lagoa do Sino, traz informações sobre o histórico do Campus, linha do tempo, perfil do escritor Raduan Nassar e depoimentos de pessoas da comunidade. O endereço eletrônico da página é https://www.lagoadosino.
O marco dos 10 anos impulsionou um movimento para avaliar e dimensionar os impactos da implantação do Campus na região. Estão sendo realizados estudos junto a egressos e egressas dos cinco cursos de graduação, bem como análises a partir da produção científica e das atividades de extensão desenvolvidas pela comunidade, sob a coordenação do Núcleo de Apoio à Indissociabilidade entre Inovação, Pesquisa, Ensino e Extensão (NAIIPEE), parceria da UFSCar com sua Fundação de Apoio Institucional (FAI-UFSCar).
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.