Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - A partir de hoje (4), as transferências e pagamentos feitos por pessoas físicas entre as 20h e as 6h terão limite de R$ 1 mil. A medida foi aprovada pelo Banco Central (BC) em setembro, com o objetivo de coibir os casos de fraudes, sequestros e roubos noturnos.
As contas de pessoas jurídicas não foram afetadas pelas novas regras. A restrição vale tanto para transações por Pix, sistema de pagamento instantâneo, quanto para outros meios de pagamento, como transferências intrabancárias, via Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC), pagamentos de boletos e compras com cartões de débitos.
O cliente poderá alterar os limites das transações por meio dos canais de atendimento eletrônico das instituições financeiras. No entanto, os aumentos serão efetivados de 24 horas a 48 horas após o pedido, em vez de ser concedidos instantaneamente, como era feito por alguns bancos.
As instituições financeiras também devem oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Ainda será permitido o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.
Na semana passada, o BC estabeleceu medidas adicionais de segurança para o sistema instantâneo de pagamentos, que entrarão em vigor em 16 de novembro. Uma delas é o bloqueio do recebimento de transferências via Pix a pessoas físicas por até 72 horas, caso haja suspeita de que a conta beneficiada seja usada para fraudes.
Por Agência Brasil
*Colaborou Wellton Máximo
CABUL - A capital afegã Cabul está prestes a enfrentar um apagão. Segundo informações do jornal norte-americano Wall Street Journal, os novos governantes do Talibã não pagaram aos fornecedores de energia da Ásia Central e nem retomaram a coleta de dinheiro dos consumidores desde que tomaram o poder, em 15 de agosto.
Daud Noorzai, que renunciou ao cargo de presidente da estatal de energia do país pouco antes da tomada do grupo fundamentalista islâmico, disse que a situação poderá causar um desastre humanitário se não for resolvida logo.
“As consequências seriam em todo o país, mas especialmente em Cabul. Haverá um apagão e isso trará o Afeganistão de volta à Idade das Trevas no que diz respeito ao poder e às telecomunicações”, afirmou.
A chegada do inverno, em dezembro, também preocupa, já que a tendência é que as temperaturas sejam sempre negativas.
Falta de pagamento
As importações de eletricidade que vêm do Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão respondem por metade do consumo de energia do país. Só o Irã abastece toda a região oeste.
A produção nacional, principalmente de usinas hidrelétricas, foi afetada pelas secas deste ano. Mas mesmo em pleno funcionamento ainda é insuficiente para atender à demanda dos mais de 30 milhões de habitantes.
Até a tomada do Talibã, a companhia estatal de energia DABS tinha cerca de US$ 40 milhões em caixa. Esses recursos, porém, teriam sido catalisados para outros setores por causa das sanções internacionais que paralisaram a capacidade do Afeganistão em angariar recursos depois da expulsão do governo afegão.
O dinheiro que deveria pagar os fornecedores de energia perdeu-se –e o passivo da DABS subiu para mais de US$ 90 milhões desde então. Já a arrecadação de impostos encolheu 74% em setembro, com só US$ 8,9 milhões arrecadados desde agosto.
REINO UNIDO - O primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse no domingo (3) que não recorrerá à "imigração descontrolada" para resolver as crises de combustível, gás e alimentos, sugerindo que tais tensões fazem parte de um período de ajuste pós-Brexit.
Ao participar de conferência do Partido Conservador, Johnson foi novamente forçado a defender o governo das queixas daqueles que não conseguem abastecer seus carros, dos varejistas avisando sobre escassez de alimentos para o Natal e das empresas de gás com dificuldades em meio ao aumento dos preços no atacado.
O primeiro-ministro quis usar a conferência para virar a página após mais de 18 meses de covid-19 e voltar a se concentrar em suas promessas eleitorais de 2019: combater a desigualdade regional, o crime e promover a assistência social.
Em vez disso, ele se viu pressionado nove meses após o Reino Unido concluir a saída da União Europeia, movimento que, segundo ele, dará liberdade para ajustar melhor a economia.
"O caminho a seguir para nosso país não é apenas apertar o botão da imigração descontrolada e permitir que um grande número de pessoas trabalhem... Então, o que eu não farei é voltar ao velho modelo fracassado de baixos salários e baixa qualificação apoiada pela imigração descontrolada", disse ele ao programa "Andrew Marr Show", da BBC.
"Quando as pessoas votaram pela mudança em 2016 e novamente em 2019 como fizeram, votaram pelo fim de um modelo falido da economia do Reino Unido que dependia de baixos salários, baixa qualificação e baixa produtividade crônica, e estamos querendo nos distanciar disso."
Foi o mais próximo que o primeiro-ministro chegou de admitir que deixar a União Europeia contribuiu para as tensões nas cadeias de abastecimento e na força de trabalho, impactando desde a entrega de combustível até a potencial escassez de perus para o Natal.
Mas enquanto o governo planeja emitir milhares de vistos temporários para motoristas de caminhão e avicultores, Johnson deixou claro que não abrirá as portas da imigração, mais uma vez transferindo para as empresas a responsabilidade de aumentar os salários e atrair mais trabalhadores.
A escassez de trabalhadores após o Brexit e a pandemia de covid-19 geraram problemas em setores da economia, interrompendo entregas de combustível e remédios e deixando mais de 100 mil suínos à espera de devido à falta de trabalhadores.
Por Elizabeth Piper e Kylie MacLellan - Repórteres da Reuters
LITUÂNIA - A seleção brasileira masculina de futsal assegurou, pela segunda vez consecutiva, a medalha de bronze na Copa do Mundo Fifa, ao vencer de virada o Cazaquistão, por 4 a 2, em Kaunas (Lituânia), na tarde de domingo (3). A equipe canarinho perdia por 1 a 0 ao final do primeiro tempo. Na volta do intervalo, o empate veio com gol contra do fixo Taynan, brasileiro naturalizado cazaque, mas a história do jogo só mundo mesmo nos minutos finais, com finalizações certeiras de Rodrigo, Ferrão e Lé.
VITÓRIA! Seleção de Futsal terminou participação na Copa do Mundo com um triunfo sobre o Cazaquistão e ficou em 3º lugar na competição. Agora começa um novo ciclo! Vamos juntos na busca pelo retorno ao topo!
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) October 3, 2021
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Fotos: Thais Magalhães / CBF pic.twitter.com/PPlbrLPr4d
No primeiro tempo o Brasil desperdiçou oportunidades de abrir o placar. Logo no primeiro minuto, em contra-ataque, Rodrigo quase marcou, depois aos 10 minutos Dieguinho recebeu na entrada da área e bateu de primeira, mas o goleiro cazaque Higuita defendeu. Na sequência, Arthur também quase balançou as redes, ao se livrar da marcação e arrancar em lance individual. Após 11 minutos, o Cazaquistão saiu na frente gol de Akbalikov, que aproveitou lançamento na medida do goleiro Higuita.
Na segunda etapa, aos quatro minutos, Taynam tentou recuar a bola para Higuita e fez contra, garantindo o empate para o Brasil. E foi ele mesmo que ampliou para o Cazaquistão aos 11 minutos. Na sequência, os brasileiros voltaram a igualar o placar com Rodrigo, após tabela com Dieguinho. Aí a pressão total foi brasileira: aos 13 minutos. Pito pelo lado esquerdo tocou pra Ferrão marcar o gol da virada e pela primeira vez o Brasil ficou à frente do marcador. E coube a Lé, sacramentar a vitória e garantir o bronze ao mandar uma bomba já aos 15 minutos.
A campanha brasileira no Mundial somou seis vitórias em sete jogos, 28 gols marcados e oito sofridos.
Por Agência Brasil
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