Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Neste sábado (04/06), das 9h às 13h, a Secretaria Municipal de Saúde vai realizar o plantão de vacinação contra a COVID-19 e contra a gripe (influenza) nas unidades básicas de saúde (UBS’s) da Vila Isabel e do Santa Felícia e na Fundação Pró-Memória.
Nas unidades serão aplicadas doses contra a COVID-19 para crianças e adultos. A vacina contra a gripe para os grupos prioritários (crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais da saúde, gestantes, puérperas, profissionais da educação da rede pública e particular, pessoas com deficiência e pessoas com comorbidades).
Já na Fundação Pró-Memória somente serão aplicadas doses dos imunizantes contra a COVID-19 e da gripe para pessoas com 12 anos ou mais, ou seja, não serão vacinadas crianças.
VACINAÇÃO DURANTE A SEMANA – De segunda a sexta-feira todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e as Unidades de Saúde da Família (USF’s) realizam a vacinação tanto contra a COVID-19 para adultos, adolescentes e crianças e também contra a Influenza (para os grupos prioritários). As doses da COVID-19 são aplicadas das 9h às 14h. Já as doses contra a gripe e das demais vacinas de rotina das 8h30 às 16h.
SÃO CARLOS/SP - O vereador Azuaite Martins de França, em pronunciamento na última sessão plenária da Câmara de São Carlos, mencionou a repercussão das ações policiais que resultaram em mortes na Vila Cruzeiro, no Rio, e em Umbaúba, Sergipe, e afirmou que ambas "mostram a cara do Brasil, de suas instituições e de todos que, entrando em contradição, desmascaram-se quando pregam uma coisa e fazem outra".
Numa referência às 23 mortes ocorridas na Vila Cruzeiro em ação da Polícia Militar carioca no último dia 24 e de Genivaldo de Jesus Santos, asfixiado num camburão da Polícia Rodoviária em Umbaúba, Sergipe, no dia seguinte, Azuaite lamentou a insensibilidade de autoridades. "Num país em que a vida de pobre, negro, nordestino, indígena não vale nada para as autoridades, mas valem muito para homens de bem", declarou.
"Aqueles que defendem a morte e a justificam pelo suposto crime que alguém possa ter cometido, pode atribuir a si qualquer adjetivo, exceto de humanistas e de cristãos", acrescentou. "Não são humanistas, não são cristãos, são pessoas insensíveis e fanatizadas. Vivemos num país que se fanatiza a cada dia que passa e se torna cada vez mais violento".
"Deus está no meio de nós e não acima de tudo e de todos", observou ao recordar que, em 1985, houve em São Carlos um movimento que pretendia incendiar livros didáticos por conta de um texto que apresentava Jesus Cristo habitando com os pecadores. Na ocasião, Azuaite foi o único vereador na Câmara a contestar aquele movimento reacionário.
O parlamentar disse não compactuar com "aqueles que pregam que bandido bom é bandido morto". E completou: "Justiça, julgamento e devido processo legal, direito de defesa representam uma instituição que está no mundo ocidental desde o século 13, o instituto do direito e da civilidade".
Azuaite lembrou que os acontecimentos do Rio e de Sergipe ocorreram no segundo aniversário da morte de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos, "gravada na memória de todos; um negro que foi sufocado por policiais no dia 25 de maio de 2020, comovendo o mundo todo, menos os homens de coração de pedra".
"Ou defendemos o amor ou defendemos o ódio e eu estou entre os que defendem o amor, uma questão humanitária, antes mesmo de ser uma atitude cristã", frisou. A seu ver, "todos os que possam, por uma lei muito aberta, adquirir armas e munições, deveriam estar com caneta e lápis na mão para alfabetizar um país de analfabetos". O vereador fez alusão aos escândalos recentemente denunciados no MEC. "Ao invés de estar com caneta na mão, para assinar decretos favoráveis à Educação e o ensino, estava com um revólver que disparou no Aeroporto de Brasília".
"Este é o Brasil que está mostrando a sua verdadeira cara: não o Brasil dos brasileiros, mas o Brasil daqueles que se acham donos do país e se colocam acima de tudo e de todos, os grandes aliados daqueles o que se utilizam das armas para cometer crimes no Rio, nas milícias ou em qualquer outro lugar neste país para promover a injustiça. Defendo a liberdade e a justiça como princípios, em cima do ódio e da vingança jamais se ensejará a justiça", concluiu.
EUA - Uma equipe médica americana anunciou na quinta-feira (2) ter implantado pela primeira vez uma orelha humana criada a partir de células da paciente com uma impressora 3D, um procedimento que pode ajudar as pessoas que sofrem de uma rara malformação ao nascer.
A operação foi realizada no âmbito de um ensaio clínico - que inclui 11 pacientes na Califórnia e Texas - destinado a avaliar a segurança e eficácia desse tipo de implante para aqueles afetados pela microtia, condição em que o ouvido externo não se desenvolve corretamente.
AuriNovo, o nome do implante, foi desenvolvido pela empresa 3DBio Therapeutics, e a cirurgia foi realizada por Arturo Bonilla, fundador de um instituto especializado no tratamento dessa malformação, em San Antonio, Texas.
“Como médico que tratou milhares de crianças afetadas pela microtia em todo o país e o mundo, me empolga essa tecnologia e o que ela poderia significar para os pacientes e suas famílias”, declarou o cirurgião, citado em um comunicado da empresa.
O procedimento é realizado com células da cartilagem da orelha do próprio indivíduo. Elas então são cultivadas para obter uma quantidade suficiente e mescladas com um hidrogel de colágeno. Essa mistura é usada para imprimir o implante.
O implante é rodeado de uma cobertura impressa e biodegradável, que é absorbida pelo corpo do paciente com o tempo.
A orelha transplantada deve desenvolver o aspecto e o tato de uma orelha natural, inclusive em sua elasticidade.
O teste clínico abrange um total de 11 pacientes, na Califórnia e no Texas.
Bonilla espera que este implante possa algum dia substituir os tratamentos existentes, que envolvem a extração de cartilagem das costelas ou o uso de uma substância chamada polietileno poroso.
A primeira solução é um procedimento pesado, enquanto o implante que usa o polietileno poroso é menos flexível do que o que foi testado hoje, explicou.
Cerca de 1.500 bebês sofrem a cada ano de microtia nos Estados Unidos, segundo a empresa. Se não apresentarem problemas de saúde, essas crianças podem viver normalmente, mas alguns não lidam bem com os olhares das pessoas.
Entre os fatores que podem aumentar os riscos de microtia estão o diabetes materno e uma alimentação materna pobre em glúcidos e ácido fólico.
Os implantes impressos em 3D também poderiam ser usados em outras condições relacionadas com a cartilagem, como deficiências e ferimentos no nariz, reconstruções mamárias ou danos aos meniscos nos joelhos.
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