Jornalista/Radialista
RÚSSIA - O exército de Vladimir Putin foi atingido por um surto de cólera após a destruição da barragem de Kakhovka no início deste mês.
O movimento militar Atesh, formado por ucranianos e tártaros da Crimeia, confirmou, por meio de seu canal Telegram, que dezenas de soldados russos foram hospitalizados com a infecção bacteriana.
As fontes acrescentaram que alguns combatentes morreram como resultado da doença, transmitida por contaminação fecal-oral direta ou pela ingestão de água e alimentos contaminados.
"Unidades inteiras de Kherson localizadas ao longo do Canal da Crimeia perderam sua capacidade de combate e foram levadas para a retaguarda enquanto recebem tratamento médico. Vários soldados russos morreram", alegou o grupo organizado no canal.
O movimento acredita que o surto pode estar relacionado às dificuldades "na entrega de água engarrafada ou tratada aos ocupantes" devido às inundações.
"Naturalmente, a explosão da barragem de Kakhovka causou enormes danos à natureza, trazendo à tona muitas doenças das quais ouviremos falar. Pedimos aos moradores da região de Kherson e da Crimeia que estejam especialmente atentos à água que consomem", dizia um outro trecho da mensagem divulgada no Telegram.
A cólera tem uma taxa de mortalidade inferior a um por cento quando tratada prontamente, mas mata entre 50 e 60 por cento das pessoas infectadas que não recebem ajuda médica.
por BANG Showbiz
BUENOS AIRES - Protestos violentos tomaram a província de Jujuy, no Norte da Argentina, e adicionaram mais tensão às eleições nacionais. Uma reforma da Constituição local promovida às pressas pelo governador, de direita, leva há quase duas semanas movimentos sociais, comunidades indígenas e sindicatos às ruas.
O clima começou a esquentar no último sábado (17), quando foram registrados diversos enfrentamentos com a polícia que terminaram com mais de 25 presos e alguns feridos na região fronteiriça com a Bolívia, incluindo um jovem de 17 anos que perdeu um olho após ser atingido por um projétil de borracha.
Os episódios alçaram as manifestações a novas proporções nesta terça-feira (20). Enquanto os parlamentares aprovaram a reforma dentro da sede do Legislativa, um grupo incendiou carros, jogou pedras, invadiu e tentou colocar fogo em um dos escritórios na parte de trás do edifício, e a polícia reprimiu os atos do lado de fora do prédio, deixando ao menos um ferido grave que foi levado ao hospital.
Em meio à confusão, os dois campos políticos passaram a trocar acusações, falando em "selvageria" de ambos os lados, numa semana particularmente importante para a Argentina. As coalizões precisam fechar até sábado (24) as listas com os nomes que concorrerão às primárias, em agosto, marcadas por incertezas.
"Responsabilizo o presidente Alberto Fernández e a vice-presidente Cristina Kirchner pela extrema violência que está ocorrendo na província de Jujuy. Os violentos não vão dar o braço a torcer", publicou o governador Gerardo Morales, pré-candidato à Presidência pela coalizão de oposição Juntos por el Cambio.
Os outros dois principais presidenciáveis da aliança, Horacio Larreta e Patricia Bullrich, deixaram de lado as rusgas internas para sair em sua defesa, marcando uma entrevista conjunta para o fim da tarde.
"O que está acontecendo em Jujuy é uma mostra do que o kirchnerismo é capaz resistindo à mudança", tuitou Larreta, chefe do governo de Buenos Aires. "Não se pode ceder diante da violência: vamos impor a firmeza da lei e da ordem", escreveu Bullrich, ex-líder do Proposta Republicana, partido do ex-presidente Mauricio Macri.
O presidente Fernández, por sua vez, da coalizão peronista União pela Pátria (antes Frente de Todos), respondeu ao governador de Jujuy: "Você é o único responsável por ter levado nossa amada província de Jujuy a esta situação extrema ao tentar impor uma reforma constitucional que não respeita a Constituição Nacional".
Sua vice se juntou ao coro: "Assuma o comando, governador Morales, e pare com a loucura repressiva que suas próprias ações desencadearam. O que está acontecendo na província de Jujuy é de sua absoluta responsabilidade, e vocês sabem disso", publicou Cristina no Twitter.
A reforma da Constituição de Jujuy que está no centro dos protestos foi aprovada em menos de um mês no país, as províncias têm seus próprios textos, abaixo da Carta Magna nacional. Os membros constituintes foram eleitos em 7 de maio, mesma data em que o partido de Morales manteve o poder nas eleições provinciais, e tomaram posse em 23 de maio, presididos pelo próprio governador.
O grupo deu aval ao texto a portas fechadas, na madrugada de sábado, com 40 dos 48 votos necessários, gerando a escalada dos protestos que também fecharam diversas estradas. Os outros oito parlamentares, de esquerda, renunciaram às suas cadeiras em oposição ao projeto, incluindo a deputada Natalia Morales, que foi filmada sendo arrastada por policiais após se juntar aos manifestantes na rua.
O Foro de Periodismo Argentino denunciou a detenção de dois jornalistas enquanto cobriam as manifestações na cidade de Purmamarca naquele dia. "Entre empurrões e espancamentos de policiais, eles foram arrastados, colocados em uma van da polícia e levados ao presídio Alto Comedero, a 60 km do local", afirmou a organização, que diz serem comuns abusos contra repórteres em Jujuy.
Dois artigos principais da nova Constituição geraram as tensões. O mais polêmico deles, intitulado "direito à paz social e à convivência democrática pacífica", proíbe "bloqueios de ruas e estradas, bem como qualquer outra perturbação do direito à livre circulação de pessoas" em manifestações.
O governador disse em entrevista coletiva na segunda (19) que o parágrafo foi mantido, apesar dos atos, e que "uma lei ordenará de alguma forma" o tema "sem restringir o direito de manifestação".
Morales, porém, recuou no outro artigo contestado, sobre o direito à propriedade privada, que afetaria em especial povos indígenas originários, parte importante da população local. Jujuy fica no "triângulo de lítio" e tem grande parte das reservas argentinas do mineral, cobiçado por EUA, China e Europa.
A reforma, agora retirada, previa a incorporação de "mecanismos e vias rápidas que protejam a propriedade privada e restabeleçam alterações na posse, uso e gozo dos bens a favor do seu titular" e dizia que qualquer ocupação não consentida seria uma "violação grave do direito de propriedade".
por JÚLIA BARBON / FOLHA de S.PAULO
ORLEANS - A seleção masculina de vôlei teve um grande início na segunda semana de jogos na Liga das Nações, pois derrotou a Bulgária por 3 sets a 0 (parciais de 25/22, 25/18 e 25/15) na terça-feira (20) na cidade Orleans (França).

É VITÓÓÓÓÓÓRIA! ???
— Time Brasil (@timebrasil) June 20, 2023
A seleção masculina vence na estreia da 2ª etapa da Liga das Nações de @volei.
?? 3 x 0 ??
(25/22, 25/17 e 25/15)
Que jogaco! Que venha o próximo desafio! ? pic.twitter.com/oFzkWwbdeV
Após este resultado, a equipe comandada pelo técnico Renan Dal Zotto assumiu a terceira posição da classificação geral com 12 pontos (após quatro vitórias e uma derrota em cinco partidas), empatado em número de pontos com o vice-líder Estados Unidos e três a menos do que o líder Japão.
"Começou um jogo muito tenso, porque a seleção búlgara é uma equipe que agride no saque, tem o bloqueio alto. Nós tivemos bastante paciência no início do jogo. Ele foi equilibrado até a reta final do primeiro set, e no finalzinho conseguimos sacar bem e o sistema de bloqueio e defesa funcionando bem. Depois jogamos colocando a equipe búlgara sobre pressão o tempo todo, principalmente com o saque, e as coisas funcionaram bem melhor. Só posso dizer que estou bem feliz pela atuação. Foi muito importante, pois a primeira partida é sempre muito tensa e com um adversário que veio para jogar tudo ou nada. Conseguimos controlar bem o jogo e saímos com três pontos bem importantes para a competição", declarou Dal Zotto à assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
O destaque do Brasil na partida foi o oposto Alan, que marcou 14 pontos. O próximo compromisso da seleção brasileira na competição é diante do Japão, a partir das 8h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (22).
Os vereadores Lucão Fernandes, Elton Carvalho e Dé Alvim acompanharam o início das obras juntamente com a secretária de Saúde
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura Municipal de São Carlos iniciou, nesta terça-feira (20/06), a reforma geral da Unidade de Saúde da Família (USF) Vida Nova São Carlos, no grande Cidade Aracy. A obra será executada pela empresa Fragalli Engenharia em prazo contratual de até 180 dias, sob valor de aproximadamente R$ 600 mil.
Com a melhoria, a unidade de saúde poderá ser utilizada pela população de bairros como o próprio Vida Nova São Carlos, Planalto Verde e adjacências. Após ter sido entregue em 2021 no período crítico da pandemia, em contrapartida ao município pela construtora Pacaembu, acabou depredada e tornou-se inabilitada para a execução dos serviços de atenção básica em saúde.
O vereador Elton Carvalho, que fez diversas visitas ao local nos últimos meses, lembrou dos benefícios que o funcionamento do serviço possibilitará à região. “Lutamos pela inauguração imediata deste prédio quando foi entregue em 2021, mas houve a depredação e, por isso, precisou-se desta reforma. Com a USF em funcionamento, toda esta região será contemplada e terá à disposição uma unidade de saúde mais próxima de casa”, disse Elton.
Quem também acompanhou o início das obras foi o vereador Dé Alvim, que destacou o impacto positivo a ser gerado pela USF Vida Nova São Carlos. “Temos 500 famílias no Vida Nova São Carlos e mais mil famílias no Planalto Verde, então este é um equipamento público de grande importância e que precisamos reformar e entregar funcionando para a população”, salienta Dé.
Já o presidente da Comissão Permanente de Saúde e Promoção Social da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes, mencionou a atenção da Prefeitura para a celeridade do projeto. “A população precisava deste espaço para atendimento e o prefeito Airton Garcia entendeu a necessidade, colocando as secretarias municipais de Obras Públicas e de Governo para que viabilizasse o mais rápido possível a reforma. Assim que estiver pronta, espero que a Secretaria Municipal de Saúde coloque uma equipe para fazer o atendimento desta população”, comenta Lucão.
Já a secretária municipal de Saúde, Jôra Porfírio, adiantou que os profissionais já foram contratados para que, tão logo a reforma esteja concluída, possam iniciar suas atividades no novo local de trabalho. “Com a alteração da Lei Municipal nº 16000, nós já chamamos por concurso público os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que neste momento estão em outras unidades apenas aguardando o início da operação da USF Vida Nova São Carlos para serem alocados”, completa a secretária.
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