Jornalista/Radialista
FLÓRIDA - As comemorações dos 50 anos de carreira de Chitãozinho e Xororó não param e, depois de uma turnê mundial, gravação de projeto audiovisual, entre outras ações, a dupla prepara uma festa em alto mar. Isso mesmo, os reis do sertanejo e a PromoAção, maior produtora de cruzeiros temáticos e que há 20 anos promove verdadeiros festivais de música a bordo dos navios mais modernos do mundo, vão levar o “Navio CH&X – 50 anos”, para navegar durante 3 noites pelo Caribe, com todo . O cruzeiro acontecerá entre os dias 13 e 16 de julho a bordo do MSC Seaside, uma das maiores embarcações do mundo, que comporta um parque aquático de vários andares nas suas dependências, além dos diversos restaurantes e opções de lazer. Com esta novidade, eles se tornam a primeira dupla sertaneja a ter um cruzeiro exclusivo em águas internacionais.
Considerado um espetáculo, o show da turnê “50 anos - Por Todos Os Tempos” compõe um grande projeto e promete emocionar os mais de 4 mil passageiros a bordo. Além da dupla com meio século de carreira, para fazer parte desta grande festa em alto mar, estão confirmados como participações especiais a dupla Edson & Hudson, o cantor Alexandre Pires, a dupla sertaneja Henrique e Diego, Fábio Jr., a cantora Sandy, Família Lima e Almir Sater. Serão 3 dias de celebração para marcar este momento especial.
O cruzeiro internacional terá o embarque no dia 13 de julho no Port Canaveral, na Flórida, Estados Unidos. Seguindo depois um roteiro que passa por uma ilha exclusiva nas Bahamas, Nassau e retorna no dia 16 ao ponto de origem. Todas as informações estão disponíveis no site https://naviochx.com.br.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP - A Cantora, pianista e atriz Cida Moreira apresenta o show Um Copo de Veneno - nome de seu álbum de 2020 - no Teatro do SESI Rio Preto, no dia 25 de junho, domingo, às 20h, com participação de Iuri Salvagnini ao acordeon. Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados pela plataforma Meu Sesi.
Na pele da personagem ‘dama do cabaré’, Cida Moreira apresenta músicas de gêneros distintos, com interpretação personalíssima e o requinte da expressividade teatral que a consagrou nos palcos.
O programa traz sucessos da MPB e da música internacional como “Você Me Vira a Cabeça”, gravado por Alcione, e “Private Dancer”, obra marcante na carreira solo de Tina Turner, além de versão inédita do hit “Eu Sou a Diva que Você quer Copiar”, de Vanessa Popozuda, e de músicas com temáticas contemporâneas como a contundente “A Bala” (sobre a cultura armamentista), do premiado Calle 13 (Porto Rico), “Efêmera”, de Tulipa Ruiz, e “O Verbo e a Verba”, de Lenine e Lula Queiroga. Entre as demais canções do roteiro estão “A Última Sessão de Música” (Milton Nascimento), “Singapura” (Eduardo Dussek), “Perfeição” (Renato Russo) e “Nem Leve Flores” (Belchior).
A dramaticidade que Cida Moreira imprime nas músicas, pinçadas da trilha do programa homônimo, veiculado pelo Canal Brasil, presenteia o público com uma ‘leitura’ diferente sobre essas obras. Ela define o trabalho como “uma reflexão, uma crítica poética, com forte viés político e artístico; uma criação libertária, uma ousadia assumida nos tempos atuais”.
Em 45 anos de carreira, Cida Moreira possui extenso currículo e uma trajetória marcada pela versatilidade, que registra 13 discos, 11 filmes, quatro minisséries de TV, três novelas e incontáveis direções musicais em teatro. Entre seus trabalhos mais recentes, destaque para os CDs Angenor (2008 - homenagem aos 100 anos de Cartola), A Dama Indígna (2010), Soledade (2017), Um Copo de Veneno (2020 - CD e série de TV - Canal Brasil) e Poeta do Riso e da Dor (2023, interpretando Sérgio Sampaio); para o espetáculo Noites de Berlin - A Música de Brecht Weill (Orquestra do Theatro São Pedro), participação no Ano do Brasil em Portugal e show Cabaret Queer (apresentado em Berlim); e para os longas-metragens O Que Se Move (de Caetano Gottardo - prêmio de melhor atriz do Festival de Cinema Lakino, Berlim), Deserto (de Guilherme Weber) e As Boas Maneiras (de Marco Dutra e Juliana Rojas).
Cida se destacou, em 1977, como atriz de teatro, na peça A Farsa da Noiva Bombardeada (de Alcides Nogueira com direção de Marcio Aurélio) e, em 1978, no Teatro Ornitorrinco, com o qual percorreu o país por dois anos de muito sucesso. No mesmo período, atuou na montagem original de Ópera do Malandro (de Chico Buarque com direção de Luiz Antônio Martinez Corrêa) e da remontagem de Os Saltimbancos (com direção de Antonio Pedro). Nesta fase da carreira, Cida tornou-se uma especialista nas canções teatrais, característica que moldou definitivamente sua personalidade como cantora.
Em 1980, começou uma carreira como cantora com o show Summertim (com direção de José Possi Neto) que percorreu todo o país e resultou na gravação de seu primeiro disco, de mesmo nome, em 1981. Cida Moreira se consolidou na cena cultural, com um vasto histórico no teatro, cinema e música, uma artista com uma trajetória original e singular que se firmou na cena cultural brasileira com uma identidade artística forte e determinante.
A circulação do show Cida Moreira, Um Copo de Veneno foi contemplado pelo Edital SESI-SP Música - Série Popular – 2022, iniciada em maio no Centro Cultural Fiesp (São Paulo) e já passou pelos Teatros do Sesi Campinas Amoreiras e Sesi Itapetininga. Em outubro, a apresentação será na unidade de Ribeirão Preto.
Serviço
Livre. 376 lugares + 8 espaços para PCD. Na rede: @sesiriopreto.
Cida Moreira nas redes: @cidamoreiraoficial
Redução ocorreu nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado; houve queda também em acidentes e feridos
RIO CLARO/SP - De janeiro a maio deste ano, o número de vítimas fatais em acidentes nas rodovias administradas pela Eixo SP caiu 33% em comparação ao mesmo período do ano passado. Se a comparação for com os cinco primeiros meses de 2021, a redução é ainda maior, de 37%. Nesse mesmo período, houve queda também na quantidade de acidentes e de feridos.
Nos cinco primeiros meses de 2021, foram registradas 54 mortes no trecho de 1.221 quilômetros administrado pela Concessionária. Esse número caiu para 51 de janeiro a maio do ano passado e reduziu para 34 este ano. A queda de feridos nesse período foi de 22%. Foram 788 registros em 2021 e 614 em 2023. Já a redução de acidentes ficou em 18%. Caiu de 1.090 nos quatro primeiros meses de 2021 para 898 este ano.
Os resultados positivos são atribuídos pela Concessionária a uma combinação de vários fatores. Entre eles, a melhora da infraestrutura viária e o constante trabalho de conscientização dos usuários por meio de campanhas educativas. “Investimentos em melhorias na sinalização, nas condições do pavimento, implementação de faixas de acostamento, obras de duplicação, instalação de dispositivos e de defensas metálicas para coibir acessos às rodovias que representam risco de acidentes. Enfim, nesses últimos anos, a Eixo SP realizou uma série de mudanças que trouxeram avanços na segurança viária e refletem diretamente nesses dados”, diz a coordenadora de Segurança Viária da Eixo SP, Viviane Riveli de Carvalho.
De acordo com ela, outros fatores também podem ter contribuído como, por exemplo, a implementação de novos equipamentos de radares. Segundo Viviane, muitos ainda nem estão em funcionamento, aguardam homologação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mas a presença da estrutura do radar já produz a sensação de fiscalização. “Isso faz com que os usuários passem a respeitar a velocidade máxima regulamentada para a via. O excesso de velocidade é um fator que pode provocar ou agravar um acidente de trânsito”, afirma Viviane.
Segundo ela, analisando atentamente os dados foi possível verificar que o número de acidentes teve uma redução, mas que a queda que houve no índice de acidentes fatais foi maior. “Isso permite a leitura de que a gravidade dos acidentes diminuiu”, observa.
Outro fator apontado como possível responsável pelas reduções verificadas são as campanhas de conscientização realizadas pela Concessionária. Atividades educativas com pedestres, ciclistas, motociclistas e caminhoneiros desenvolvidas em diversas cidades ao longo do trecho da Eixo SP procuram chamar a atenção para a importância do respeito às leis de trânsito e de atitudes preventivas. Essas iniciativas, segundo Viviane, podem ter contribuído para uma mudança de comportamento dos condutores.
“Não devemos deixar para falar no assunto segurança viária apenas quando acontece o acidente. O ideal é educar e desenvolver ações com a sociedade o tempo todo, de forma a prevenir e evitar perdas”, afirma ela.
SOROCABA/SP - Em uma definição tradicional, a agroecologia é um modelo de agricultura alternativa baseada na integração e aplicação de conceitos ecológicos e sustentáveis na produção de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), "a agroecologia ajuda a apoiar a produção de alimentos e a segurança alimentar e nutricional enquanto restaura os serviços ecossistêmicos e a biodiversidade que são essenciais para a agricultura sustentável". Mas o professor Fernando Silveira Franco, do Departamento de Ciências Ambientais (DCA-So), e coordenador do Núcleo de Agroecologia Apete Caapuã (NAAC) do Campus Sorocaba da UFSCar, vai além: "a agroecologia é uma nova forma de ser e estar no mundo, já que, além de uma produção sustentável, visa relações econômicas, sociais e culturais mais justas".
Corroborando a visão do professor da UFSCar, a própria FAO já identificou os 10 princípios da agroecologia que destacam as propriedades importantes na implementação de um sistema agroecológico: Diversidade; Cocriação e compartilhamento de conhecimento; Sinergias; Eficiência; Reciclagem; Resiliência; Valores humanos e sociais; Cultura e tradições alimentares; Governança responsável; Economia circular e solidária. "Princípios, portanto, que vislumbram uma transformação social ampla", destaca o docente.
Além de considerar o manejo responsável dos recursos naturais e a justiça social - "afinal, não há agroecologia sem movimentos sociais" -, o modelo da agroecologia constitui um campo de conhecimento científico, que integra os saberes históricos dos agricultores com o avanço da ciência, para alcançar seus objetivos. "Na agroecologia, o conhecimento tradicional se une à ciência; a ancestralidade é respeitada e soma forças aos saberes acadêmicos e científicos na busca por soluções", afirma Franco.
Tais soluções objetivam, sobretudo, atender à demanda de alimentos da população, respeitando o meio-ambiente, o ser humano e as relações entre eles. Os que defendem o uso da agricultura em larga escala e o agronegócio argumentam que eles são importantes para dar conta do volume da produção de alimentos. No entanto, os que defendem a agricultura familiar afirmam que ela já é responsável pela produção de aproximadamente 70% dos produtos consumidos no País. Diante dessas posições, o pesquisador da UFSCar é enfático: "tenho certeza que temos conhecimento, força de trabalho e capacidade produtiva para atender toda a demanda por alimentos no Brasil; faltam uma utilização mais racional do campo, a partir da reforma agrária, e políticas públicas consistentes de apoio à produção agroecológica".
Além de garantir que é possível substituir o atual modelo agrícola do agronegócio por um modelo agroecológico, Franco mostra a relação entre a agroecologia e a saúde: "A agroecologia tem uma relação direta com a alimentação saudável: sistemas alimentares mais saudáveis, pessoas mais saudáveis".
Sobre o NAAC
O Núcleo de Agroecologia Apete Caapuã (NAAC) foi criado no Campus Sorocaba da UFSCar em 2009, a partir do anseio do professor e de estudantes em compartilhar a extensão rural e a pesquisa em agroecologia. Atualmente, o NAAC conta com 12 bolsistas e cinco voluntários que são alunos de graduação dos cursos de Geografia, Biologia Bacharelado, Biologia Licenciatura, Pedagogia e Engenharia Florestal; dois professores colaboradores e três voluntários formados.
Dentro das premissas da agroecologia enquanto ciência e movimento, o NAAC busca levar a extensão universitária ao campo, prestando assistência técnica e troca de saberes com agricultores familiares em assentamentos da reforma agrária, propriedades rurais, quilombos, entre outras comunidades tradicionais da região sorocabana. Além disso, o NAAC atua de forma política junto a instituições públicas e privadas em fóruns, associações e eventos que promovam o diálogo acerca da soberania alimentar e da agricultura familiar, agroecologia, produção sustentável e justiça social.
"As atividades realizadas pelo NAAC são livres e abertas, podendo qualquer um conhecer e participar, pois a missão da equipe é disseminar e adquirir conhecimento pela troca de experiências e, neste aspecto, entende-se que todos temos algo a dar e a receber", conclui o coordenador.
Saiba mais sobre agroecologia e o trabalho do NAAC nesta edição de "Na Pauta - Entrevista".
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