Jornalista/Radialista
IBATÉ/SP - A cidade de Ibaté teve mais um final de semana de muita festa em comemoração aos 130 anos. A Prefeitura de Ibaté realizou uma programação diversificada que contou com a participação da população ibateense e região.
Os eventos tiveram início com o GP MX Arena Race de Motocross. No sábado (17), aconteceram os treinos livres do GP MX Race de Motocross, na Pista do Jardim Mariana. Pilotos da região e alguns de outros estados, aceleraram seus motores para fazer o reconhecimento da pista.
As festividades seguiram no domingo (18). Logo às 8 horas, foi realizado o “Pedal Familiar” com largada e chegada defronte ao Estádio Municipal “Dagnino Rossi”, totalizando um trajeto de 15 km. Antes da largada, os participantes desfrutaram de um delicioso e reforçado café da manhã.
Todo o trajeto contou com a escolta da Guarda Municipal, da Polícia Militar, dos profissionais da Saúde e de um caminhão de apoio da Prefeitura. Na chegada, diversos brindes foram entregues aos ciclistas.
Na Pista do Jardim Mariana, os pilotos voltaram a acelerar suas motocicletas em mais um treino livre, onde por volta das 12h, teve início as provas oficias do GP MX Race de Motocross.
Durante os intervalos de cada bateria da competição, a Banda Um Trem Pra Viena fez uma animada apresentação.
O Prefeito José Luiz Parella agradeceu o público presente e convidou a todos para que continuem prestigiando os eventos em comemoração aos 130 anos de Ibaté. “A Prefeitura de Ibaté preparou uma extensa e grandiosa programação para que a população possa comemorar o aniversário da nossa querida cidade. Tem muita coisa boa nessa semana. Venham passar momentos de alegria e distração com seus familiares e amigos”, convidou.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DE ANIVERSÁRIO DE IBATÉ:
Entre os dias 23 e 25 de junho, acontece o 1º Parafly Ibaté. No dia 23, sexta-feria, às 7h, tem recepção e revoada dos pilotos de paragliders. Às 15h, tem revoada e confraternização. No dia 24 de junho, sábado, tem Revoada e Salto do Balão Rollover, o que se repete à tarde, por volta das 15h. No dia 25 de junho, domingo, tem Revoada e tarde Free Fly com pilotos locais.
Uma das atrações mais esperadas na programação, com certeza, acontece no dia 24 de junho, Aniversário dos 130 anos de Ibaté, às 9 horas: que é o tradicional Desfile Cívico Militar, na Avenida São João, com concentração defronte ao Paço Municipal.
Ainda na data do aniversário, às 19h, o padre João Morales preside uma Missa em Ação de Graças pelos 130 anos de Ibaté, na Igreja Matriz.
Na sequência, às 21h, na Pirâmide da Mata do Alemão, tem show com a dupla sertaneja Matogrosso & Mathias, que possui mais de 40 anos de carreira e inúmeros sucessos que se transformaram em hinos da música popular brasileira: “Tentei te esquecer”, “Boate Azul”, “Na hora do Adeus, dentre tantos outros, fazem parte do repertório.
O 4º Festival de Balonismo de Ibaté também acontece nos dias 24 e 25 de junho. No dia 24, às 16h, tem Voo Livre de Balões nos céus da cidade. Às 18h, tem Carreata de Balões pelas ruas da cidade; e às 20h, o Night Glow (apresentação de balões estáticos e iluminados), na Pirâmide. No dia 25, às 8h, tem Voo Livre de Balões, o que se repete às 16h; e às 20h, encerramento com entrega de premiações.
Também no domingo, dia 25 de junho, haverá inúmeras atividades no decorrer do dia. Às 7h30, acontece a Corrida de Pedestres 130 anos de Ibaté, com a largada defronte do Paço Municipal, com um trajeto de 5km. Às 9h30, no Ginásio Municipal “Donato Rocitto” tem o Festival de Karatê.
Para encerrar as Festividades dos 130 anos, a partir das 20 horas, na Pirâmide da Mata do Alemão, tem a apresentação da dupla sertaneja Ataíde & Alexandre. Considerada uma das duplas mais tradicionais do Brasil, os irmãos estão na estrada há mais de 30 anos. Sucessos como “Laço Aberto”; “Deus me Livre”; “Doces Palavras”, entre tantas outras canções estarão no repertório durante o show.
A Secretaria de Esportes também realiza entre os dias 19 e 25 de junho, o Festival Esportivo de Aniversário, no Complexo Esportivo Parrellão, com torneio nas diversas modalidades.
BRASÍLIA/DF - A partir de 19 de julho, as pessoas jurídicas clientes da Caixa Econômica Federal começarão a pagar para fazer Pix. Autorizada pelo Banco Central (BC), a cobrança de tarifas para empresários que usam o sistema de transferências instantâneas é praticada pela maioria dos bancos, mas não era feita pela Caixa.
Em nota, o banco desmentiu falsas notícias que circularam na 
segunda-feira (18) de que a tarifação atingiria outros tipos de clientes. A Caixa destacou que pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEI) e beneficiários de programas sociais continuarão a fazer Pix sem cobrança.
“A prática [tarifação do Pix para pessoas jurídicas] já é realizada por outras instituições financeiras e autorizada pelo Arranjo Pix desde novembro de 2020, conforme Resolução BCB nº 30/2020”, justificou a Caixa em nota.
O comunicado também informou que a tarifa a ser aplicada às empresas que fazem Pix será uma das menores do mercado. O banco, informou a nota, mantém o compromisso de oferecer aos clientes as melhores condições em seus produtos e serviços.
Confira as tarifas de envio e recebimento do Pix para pessoa jurídica privada:
Pix transferência
• 

Envio de empresa para pessoa física por chave Pix, inserção de dados bancários ou iniciação de pagamento
• 

Envio entre empresas por chave Pix ou 
inserção de dados bancários
• 

0,89% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 8,50
Pix compra
• 

Empresa recebe Pix de pessoa física em operações de compra por chave Pix, inserção de dados bancários, iniciador de pagamento e Código QR estático
• 

Empresa recebe Pix de outra empresa 
por Código QR estático e iniciador de pagamento
• 

0,89% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 130
Pix Checkout
• 

Empresa recebe Pix de pessoa física ou de outra empresa por Código QR dinâmico
• 

1,20% do valor da operação, com valor mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 130
Fonte: Caixa Econômica Federal
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - A atuação social da Igreja Católica no Brasil e as relações do país com o Vaticano foram tema de conversa, na segunda-feira (19), entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, e o núncio apostólico do Vaticano no Brasil, Dom Giambattista Diquattro.

A Nunciatura Apostólica é a principal representação diplomática da Santa Sé no país, sendo equivalente a uma embaixada. O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada. O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou do encontro.
Na noite desta segunda-feira, o presidente Lula embarca para uma viagem à Europa e, na quarta-feira (21), tem uma audiência programada com o Papa Francisco, no Vaticano. Durante o programa semanal Conversa com o Presidente, na manhã desta segunda-feira, Lula disse que quer conversar com o papa sobre soluções para a guerra entre Rússia e Ucrânia, entre outros temas.
“Quero conversar com o papa sobre a guerra e sobre a desigualdade no mundo. Eu já tinha feito uma visita a ele antes da pandemia e falamos sobre o combate à fome. É preciso uma consciência mundial para nos indignarmos contra a fome no mundo”, afirmou.
Segundo o presidente, a perspectiva é que seja construída uma campanha mundial para abordar a desigualdade pelo mundo. “O problema não é de falta de produção, mas de distribuição. É de falta de dinheiro para comprar o alimento”, acrescentou.
Lula disse que convidará o pontífice para participar do Círio de Nazaré, uma das principais festas religiosas do país realizada anualmente em outubro, em Belém.
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
ISTAMBUL - Olhar os cardápios de Istambul salvos no Google Maps é ver o passado. Há um ano, no restaurante House of Medusa, um prato com dois espetos de frango custava 115 liras turcas. Em janeiro, saía por 320. No começo deste mês, o preço era de 430 liras (R$ 87).
A economia turca vive um cenário conturbado desde 2021, marcado pela alta da inflação e pela queda do valor da lira. Para combater o problema, o presidente Recep Erdogan apostou em reduzir os juros, em vez de aumentá-los, como recomenda o receituário padrão dos economistas para domar a alta de preços.
Com juros mais altos, fica mais difícil financiar compras e obter empréstimos, o que acaba esfriando a economia e, consequentemente, contendo a alta de preços. O efeito colateral é que junto podem vir recessão e desemprego.
A inflação na Turquia ganhou tração há dois anos, justamente depois que o governo começou a baixar a taxa de juros em um momento em que os preços estavam em leve alta.
Em agosto de 2021, quando começou a baixa nos juros, a inflação estava na casa de 20%, considerando o acumulado de 12 meses. Um ano depois, em agosto de 2022, o indicador estava em 80%.
Mesmo assim, o governo Erdogan manteve a queda dos juros, que eram de 19% ao ano em agosto de 2021 e hoje está em 8,5%.
A inflação teve queda nos primeiros meses deste ano, e atualmente está na casa dos 40% anuais. A diminuição coincidiu com o período eleitoral. No fim de maio, Erdogan foi reeleito para mais um mandato, de cinco anos.
Uma das táticas para melhorar os números da economia no período foi vender reservas em moeda estrangeira para estabilizar o valor da lira, na faixa de um dólar para 20 liras.
No entanto, dias após o pleito, veio a desvalorização: a lira caiu para a faixa de 23 por dólar, um recorde negativo histórico.
Neste começo de novo mandato, iniciado em junho, o presidente fez mudanças no comando do Ministério das Finanças e no Banco Central: trouxe nomes com experiência em bancos estrangeiros, para tentar recuperar a credibilidade internacional, mas segue com mensagem dúbia.
"Nossos amigos não devem se enganar, como perguntar 'nosso presidente fará uma mudança séria na política de juros?'", disse Erdogan a jornalistas, na sexta (16).
"Mas, aceitamos que ele [ministro das Finanças] tomará medidas rapidamente, e de forma confortável com o banco central", acrescentou o presidente. O mandatário disse que a meta é trazer a inflação para taxas anuais de um dígito, algo não visto no país desde 2019.
As falas de Erdogan foram entendidas como um sinal de que o BC turco poderá subir os juros em sua próxima reunião mensal, na quinta (22).
Analistas apontam, no entanto, que o governo turco precisará de gestos mais firmes para recuperar a confiança estrangeira e voltar a atrair investimentos. Entre as críticas, estão a de que o governo fez muitas mudanças bruscas na condução econômica e na política nos últimos anos, o que gera temores de novas reviravoltas.
Em 2017, após um referendo, Erdogan teve seus poderes ampliados, inclusive para mudar regras comerciais e tributárias de forma unilateral. Houve também cerceamento da independência da Justiça.
Há dois anos, por exemplo, a Turquia deixou a Convenção de Istambul, um tratado contra a violência de gênero. "Isso sinalizou aos mercados internacionais que qualquer tratado pode ser anulado por decreto presidencial", disse Mehmet Gun, líder da ONG turca Better Justice Association, à agência Reuters.
"Há mais de uma década há uma captura do banco central pelo Executivo. Em muitos aspectos, é o presidente que define a política monetária", avalia Lívio Ribeiro, sócio da consultoria BRCG e pesquisador associado do FGV Ibre.
"Não é que eles estão combatendo a inflação com juros baixos. Eles não estão combatendo a inflação. Ponto. Eles tentam acomodar pressões inflacionárias para não fazer o que tem que ser feito", prossegue.
"Os preços das commodities, em especial o petróleo, subiram muito e isso afetou diretamente a inflação na Turquia. Não foi o único fator, mas foi importante. Foi um choque de oferta, e a taxa de juros não costuma produzir efeito sobre este tipo de inflação", pondera Pedro Raffy, professor de economia do Mackenzie.
Ribeiro aponta que a combinação de inflação alta e desvalorização da moeda acaba comprometendo as exportações. "Em termos reais, [neste cenário] a moeda possivelmente está se apreciando, o que significa que a competitividade externa do país está diminuindo. A inflação come o poder de compra da moeda e o poder de compatibilidade gerado pela depreciação da moeda. Anda-se em círculos."
Na última década, a lira perdeu 90% de seu valor frente ao dólar, sendo a maior parte disso nos últimos anos. No dia a dia, isso se reflete em mais inflação, especialmente em produtos importados, como a gasolina. O preço do litro nos postos era de 22 liras, cerca de um dólar, no começo de junho. "Era 18 liras há 15 dias", comenta Demir, morador de Istambul que pediu para ter o nome trocado, por ser crítico de Erdogan.
Apesar da inflação da gasolina, Istambul segue vibrante, com trânsito pesado em boa parte do dia. Muita gente sai para fazer compras nas ruas e shoppings e para se divertir em bares e restaurantes.
As taxas de juros mais baixas facilitam a obtenção de crédito, mas a inflação derrete o poder de compra. "Hoje é muito difícil comprar o primeiro carro. Geralmente só consegue um carro novo quem tem outro para dar como garantia ou pagamento", explica Demir.
"A situação da Turquia mostra muita semelhança com o que já aconteceu no Brasil e em outras economias emergentes. Há populismo por parte do governo, preocupação excessiva com o curto prazo, de não se desgastar com o aumento da taxa de juros e o corte dos gastos do governo. Mas, em algum momento isso vai se refletir em um custo maior para a sociedade", comenta Raffy, do Mackenzie.
por RAFAEL BALAGO / FOLHA de S.PAULO
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.