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Redação

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 Jornalista/Radialista

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RIO DE JANEIRO/RJ - O Dia dos Namorados deste ano terá um significado diferente para Camila Pitanga. Aos 47 anos, a atriz vive uma nova etapa da vida amorosa após ter sido pedida em casamento pelo dramaturgo Patrick Pessoa. Entre os preparativos para a cerimônia e os novos projetos profissionais, ela define o momento como uma fase de maturidade, emoções e esperança no futuro.

"O amor sempre foi um norte na minha vida, algo para cultivar e celebrar", afirma. Pela primeira vez noiva, ela conta que tem vivido cada etapa dos preparativos como parte de um ritual afetivo compartilhado. "A alegria é muito poderosa. Me vejo mais emotiva e vibrante."

Camila diz enxergar valor na construção de uma relação baseada em tranquilidade e parceria. Segundo ela, a experiência de viver um amor maduro traz uma perspectiva diferente sobre a data comemorativa. "É uma dádiva viver um amor tranquilo e maduro que aposta no futuro."

Ao longo de mais de três décadas de carreira, a atriz interpretou personagens que atravessaram paixões arrebatadoras, crises e reencontros. Para ela, essas histórias ajudaram a reforçar uma percepção que também surgiu da vida fora das telas: não existe amor sem vulnerabilidade.

Ela avalia que os vínculos afetivos são construídos a partir da imperfeição e da capacidade de transformação.Afirma que tanto a convivência com outras mulheres quanto a experiência de emprestar o corpo e a voz a diferentes personagens contribuíram para essa compreensão sobre os relacionamentos.

Entre as histórias de amor que viveu na ficção, uma ocupa lugar especial na memória do público e da atriz: o romance entre Bebel e Olavo, personagens de "Paraíso Tropical" (2007). A atriz lembra que a relação não estava prevista nos planos iniciais da trama e o autor Gilberto Braga foi construindo ao longo da novela.

"A relação começa, segundo a própria Bebel, 'na profissa' e foi se transformando numa paixão não assumida até enfim se tornar um amor com toques de humor e drama", recorda. Para ela, era uma história marcada por contradições, o que ajudou a torná-la tão memorável.

Em um momento em que grande parte das relações passa por telas e redes sociais, Camila acredita que a arte continua exercendo um papel importante na criação de conexões humanas. Ela vê semelhanças entre a capacidade da arte de ampliar horizontes e como o amor pode expandir a experiência de quem o vive. "O vínculo, a entrega, é que sustenta, dá alicerce", resume.

Essa visão esteve presente na participação da atriz em um evento promovido pela joalheria italiana Bvlgari para celebrar o Dia dos Namorados. A programação reuniu poesia, dança, música e iniciativas filantrópicas em uma proposta que buscava discutir o amor para além do romance.

Responsável pela leitura de uma poesia durante a celebração, ela defende que ações desse tipo ajudam a valorizar a produção cultural brasileira e a fortalecer instituições ligadas à arte. Segundo ela, cultura não deve ser vista apenas como entretenimento, mas também como memória, identidade e transformação social.

A atriz também destaca o encontro entre diferentes linguagens artísticas como uma forma de aproximar pessoas e criar diálogos. "A arte tem essa força de atravessar fronteiras e construir encontros", afirma.

Enquanto vive esse momento especial na vida pessoal, Camila prepara novos trabalhos para os próximos meses. Atualmente, ela está em cartaz com a peça "Lia, Lia", adaptação do romance de Caetano Galindo, ao lado da atriz Beth Coelho. Em julho, o espetáculo chega a São Paulo para uma curta temporada no Teatro SESI da Avenida Paulista.

Já no fim do ano, a atriz volta a interpretar Lola em uma nova fase de "Beleza Fatal". Mas, antes de mergulhar novamente na personagem, ela pretende aproveitar uma temporada que, dentro e fora dos palcos, tem sido guiada pelo mesmo sentimento.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), entre eles cientistas do IFSC/USP, e de instituições francesas revelou, pela primeira vez, como partículas de carbono negro — um dos principais poluentes gerados pela queima incompleta de combustíveis fósseis — são ingeridas e transformadas dentro de organismos marinhos microscópicos.

Publicado na revista científica Environmental Science & Technology, o trabalho utilizou uma avançada técnica de microscopia de dois fótons para acompanhar, em tempo real e sem o uso de marcadores químicos, o comportamento do chamado “black carbon” em copépodes do gênero Acartia, pequenos crustáceos que compõem grande parte do zooplâncton oceânico.

O carbono negro é considerado um importante agente de aquecimento climático e um contaminante amplamente presente nos oceanos. Apesar disso, pouco se sabia sobre a forma como ele interage biologicamente com organismos marinhos.

A pesquisa mostrou que os copépodes ingerem partículas provenientes da fuligem de motores a diesel e que essas partículas sofrem alterações estruturais ao longo do trato digestivo. Segundo os cientistas, o ambiente intestinal dos animais modifica o arranjo molecular do material poluente, transformando agregados sólidos em estruturas mais dispersas e potencialmente mais reativas.

A técnica empregada permitiu diferenciar, com alta precisão, as partículas de carbono negro dos pigmentos naturais presentes nos organismos, criando o que os autores chamaram de “linha de base intestinal livre de pigmentos”. Isso possibilitou observar diretamente a presença do poluente dentro do intestino dos animais vivos.

Os resultados também revelaram alterações fisiológicas associadas à ingestão do material. Os copépodes expostos ao carbono negro apresentaram dilatação intestinal semelhante à observada durante a alimentação natural, indicando que o organismo processa o poluente como se fosse alimento.

Pontos de preocupação

Além dos impactos imediatos observados nos organismos analisados, os pesquisadores alertam para possíveis riscos ambientais decorrentes desse processo. Como o zooplâncton ocupa a base da cadeia alimentar marinha, a contaminação pode atingir peixes, crustáceos maiores e outros animais marinhos, ampliando a circulação do carbono negro nos ecossistemas oceânicos.

Os cientistas destacam ainda que as alterações sofridas pelas partículas dentro do intestino dos copépodes podem aumentar a capacidade de dispersão do poluente na água, favorecendo sua permanência no ambiente e potencializando efeitos tóxicos relacionados ao estresse oxidativo e à presença de compostos químicos derivados da combustão.

Outro ponto de preocupação é o possível impacto sobre o ciclo global do carbono. Como os copépodes desempenham papel fundamental no transporte de matéria orgânica para regiões profundas do oceano, a transformação do carbono negro por esses organismos pode interferir nos mecanismos naturais de armazenamento de carbono e, consequentemente, nas dinâmicas climáticas globais.

Especialistas também apontam que a presença contínua desse material nos oceanos pode comprometer o equilíbrio ecológico, afetando processos de alimentação, reprodução e sobrevivência de espécies marinhas sensíveis à poluição.

Os experimentos foram realizados com partículas coletadas diretamente da emissão de motores a diesel na cidade de São Paulo, sendo que o material foi preparado em diferentes formas — particulada e dissolvida — para avaliar seu comportamento óptico e biológico.

Para a cientista Maria Luiza Vicente, primeira autora do estudo e pesquisadora correspondente junto com o Prof. Dr. Francisco Gontijo Guimarães, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) a descoberta ajuda a compreender melhor o destino ambiental do carbono negro nos oceanos e o papel do zooplâncton na transformação desse poluente. Ao comentar este estudo, a pesquisadora afirma: “Os resultados obtidos neste trabalho possuem implicações globais, principalmente por se tratar de um ecossistema de influência central na dinâmica mundial: o meio marinho. A parceria internacional envolvida não apenas viabilizou minha dupla titulação no doutorado, mas também promoveu a sinergia entre o estudo dos impactos de poluentes emergentes e técnicas ópticas avançadas, na fronteira do conhecimento”, sublinha a jovem pesquisadora.

Essa interdisciplinaridade, que foi reconhecida pela revista de alto impacto Environmental Science & Technology, demonstra novas aplicações da física em áreas de extrema relevância social e ambiental. No futuro, segundo a pesquisadora, ao somar-se aos avanços das pesquisas ecotoxicológicas, esses dados poderão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao tratamento de poluentes no meio marinho. “A técnica desenvolvida é de fato inovadora, principalmente por revelar formas antes não diretamente estudadas desses contaminantes em meio aquoso, permitindo entender seu processo de transformação in vivo. Acreditamos que este estudo abre caminhos para desvendarmos o destino de poluentes de carbono emergentes e o real cenário do estoque de carbono nos oceanos”, conclui a pesquisadora.

Além dos cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), esta pesquisa contou com a participação de pesquisadores da Universidade de Toulon, na França, e do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP.

O trabalho contou com apoio da Fapesp, Capes e do programa internacional USP-Cofecub/Campus France.

(Créditos da imagem - Copepod Acartia – Research Gate/Veronica Lundgren)

Para conferir o original do trabalho publicado acesse - https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.est.5c18449

Cinefest Votorantim chega a sua 12ª edição e que recebe curtas de todo o Brasil; inscrições gratuitas vão até 20 de julho

 

VOTORANTIM/SP - O município de Votorantim será sede do 12º Cinefest, que é o maior festival do interior do estado de São Paulo a premiar e celebrar o cinema independente brasileiro, com foco em curtas-metragens. O evento está com inscrições gratuitas abertas até o dia 20 de julho no site www.cinefest.com.br.

O Cinefest será realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, de 30 de outubro a 7 de novembro, por meio da Secretaria da Cultura, Indústria e Economia Criativas – ProAC/SP e é produzido por Renata Rocha Produção Cultural, com o apoio da Prefeitura Municipal de Votorantim da Provis Out Of Home.

Tradição cultural

O Brasil é um dos maiores produtores de curtas-metragens do mundo. De acordo com a Ancine (Agência Nacional do Cinema), o número de novos títulos saltou de 500, em 2024, para 3.981 em 2025. E, acompanhando esse movimento desde 2004, o festival nasceu na gestão do então secretário de Cultura de Votorantim, Werinton Kermes. 

Originalmente batizado de Curta Vídeo, o evento tinha como curador Marcelo Domingues e não possuía caráter competitivo. A partir de 2009, transformou-se no CineFest, passando a ser competitivo e a ter abrangência nacional. Atualmente, o festival se tornou referência para destacar e reconhecer os talentos brasileiros dedicados aos curtas, em categorias técnicas do cinema, por meio de júri especializado e popular.

A programação competitiva é composta pelas mostras competitivas Pindorama (nacional), Cachoeira (regional) e Raízes (ambiental). Além delas, o evento conta com mostras paralelas que ampliam o acesso ao cinema: Mostra Paralela (exibições nos bairros), Mostra Inclusiva (com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva) e Mostra Um Minuto (vinhetas produzidas por alunos da rede pública).

Muito além das telas

Com o lema ‘O Brasil na Nossa Tela’, o CineFest celebra a sétima arte reunindo cineastas, produtores, estudantes e apaixonados por cinema em um ambiente de troca cultural, inspiração e diálogo. O festival tem como objetivo valorizar a diversidade cinematográfica do Brasil, promovendo obras que exploram diferentes estilos, narrativas e perspectivas.

De 30 de outubro a 7 de novembro, o público poderá participar gratuitamente das mostras competitivas e paralelas, de debates, oficinas e muitas outras atividades proporcionadas pelo evento, além de ter contato direto com profissionais renomados da área e novos talentos do mercado audiovisual. Em 2026, a edição e coordenação geral do festival será de Marcelo Domingues, com curadoria de Clarissa Kuschnir e produção executiva de Renata Rocha.


SERVIÇO

CineFest Votorantim: O Brasil na nossa tela!

Data: 30 de outubro a 7 de novembro

Local das mostras: Teatro Municipal Francisco Beranger

Endereço: Avenida Ver. Newton Vieira Soares, 60, Centro -- Votorantim (SP)

Inscrições: www.cinefest.com.br

Balanço apresenta resultado positivo também com a redução no número de acidentes e de feridos

 

ITIRAPINA/SP - As 12 rodovias administradas pela Eixo SP não registraram mortes durante o feriado prolongado de Corpus Christi. A operação foi encerrada na manhã de segunda-feira (8) sem nenhum acidente fatal. É o segundo ano consecutivo que as rodovias da concessionária fecham o feriado sem mortes. Outro destaque positivo foi a redução nos índices de acidentes e de pessoas feridas.

Em 2025, 19 pessoas ficaram feridas em acidentes durante o período da operação. Neste ano, o número caiu para 13, uma redução de 31%. A quantidade de sinistros também apresentou queda. No ano passado, foram registrados 59 acidentes ao longo do feriado prolongado. Neste ano, o total foi de 54 ocorrências, o que representa uma redução de 8%.

A coordenadora de Segurança Viária da Eixo SP, Viviane Riveli de Carvalho, ressalta que os resultados refletem o esforço contínuo da concessionária em promover um trânsito mais seguro nas rodovias sob sua administração. De acordo com ela, as ações desenvolvidas em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária, aliadas aos investimentos em infraestrutura, sinalização e atendimento aos usuários, têm como principal objetivo reduzir os riscos de acidentes e preservar vidas.

Para Viviane, o encerramento da operação sem acidentes fatais demonstra a eficácia desse trabalho integrado e reforça a importância da conscientização dos motoristas para a construção de um trânsito cada vez mais seguro.

A movimentação de veículos ficou dentro da previsão da concessionária. Entre a tarde de quarta-feira (3) e a manhã desta segunda-feira (8), mais de 1 milhão de veículos circularam pelos 1.221 quilômetros de rodovias administrados pela Eixo SP. O volume ficou cerca de 5% abaixo do registrado no feriado de Corpus Christi do ano passado.

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