POLÔNIA - Um míssil caiu em território polonês na madrugada desta quinta-feira (30) durante um grande ataque da Rússia contra cidades da vizinha Ucrânia, país que Vladimir Putin invadiu em fevereiro de 2022.
"Todas as indicações são de que era um míssil balístico Kh-101 russo, mas nós queremos ter 100% de certeza acerca do tipo de míssil e quem o lançou", afirmou o premiê polonês, Donald Tusk. O Kh-101, cerca de 20 dos quais foram lançados contra a Ucrânia nesta noite, na realidade é um modelo subsônico de cruzeiro.
O artefato caiu por volta das 3h40 (22h40 de quarta, 29, em Brasília) em um descampado na região de Lublin, no leste polonês. As casas mais próximas ficam a cerca de 2 km da área de impacto, que deixou uma cratera de 10 m de diâmetro.
O incidente é um dos mais graves envolvendo os vizinhos da Ucrânia a oeste, quase todos integrantes da Otan, como a Polônia. O comando da aliança militar liderada pelos Estados Unidos disse que a violação do espaço aéreo é inaceitável e prometeu reforçar medidas de defesa.
Durante o ataque, que envolveu segundo Kiev 284 drones e 74 mísseis diversos, Varsóvia colocou no ar quatro caças F-16 para abater eventuais intrusos.
No caso do míssil que caiu, ele foi acompanhado, mas como a região a cerca de 80 km da fronteira da Ucrânia era desabitada não foi gasta munição.
Em setembro do ano passado, a Polônia também foi objeto da mais séria violação do espaço aéreo da Otan na guerra, quando 21 drones russos entraram no país, obrigando abates. Moscou negou intencionalidade, mas a trajetória dos artefatos indicava que eles tinham sido lançados para testar as defesas do país.
A Romênia também registrou diversas incursões com drones, inclusive com feridos em um caso neste ano. No episódio desta quinta, Tusk afirmou que "não há motivo para crer que a Polônia era alvo".
A ação russa nesta quinta não foi das maiores, mas a concentração de mísseis contra Kiev assustou o governo de Volodimir Zelenski, que havia emitido diversos alertas. A menor quantidade de drones sugere também a degradação das defesas antiaéreas ucranianas, como o presidente havia alertado.
Sem precisar saturá-las com muitas centenas de drones, os russos lançaram uma quantidade grande de mísseis de cruzeiro e balísticos, dos quais 55 foram derrubados segundo Kiev.
Na capital, um número recorde de pessoas buscou abrigo no metrô local, segundo a prefeitura: 56 mil dos 3 milhões de moradores.
Houve 8 mortes decorrentes de ataques em todo o país, 6 delas em Krivii Rih, terra natal de Zelenski. Em Lviv, cidade próxima da fronteira com a Polônia, ao menos 26 moradores ficaram feridos no impacto de mísseis.
Os russos também anunciaram um avanço por terra na região setentrional ucraniana de Sumi, com a tomada de quatro vilarejos para formar o que Moscou chama de zona de segurança fronteiriça.
A área não é reivindicada oficialmente por Putin, nem foi anexada ilegalmente como outras quatro em 2022, mas ainda assim o Kremlin quer estabelecer um controle para criar um tampão entre os dois países.
Na via contrária, Kiev atacou novamente com drones diversas regiões russas. Um porto de exportação de grãos no estreito de Kertch, junto ao mar Negro, foi atingido, assim como mais um centro de distribuição da gigante do varejo online Wildberries. A unidade, em Perm, segue funcionando segundo a empresa.
por Folhapress
COREIA DO NORTE - A Coreia do Norte disparou nesta sexta-feira (18) um míssil balístico intercontinental (ICBM), segundo as Forças Armadas da Coreia do Sul, o segundo lançamento em dois dias, um projétil que teria caído em águas da zona econômica exclusiva japonesa.
O Estado-Maior conjunto sul-coreano afirmou que "detectou um suposto míssil balístico de longo alcance às 10H15 (22H15 de Brasília, quinta-feira) disparado a partir da área de Sunan, em Pyongyang", em direção ao Mar do Japão.
O míssil percorreu quase 1.000 quilômetros a uma altitude máxima de 6.100 quilômetros e velocidade de Mach 22, segundo o exército sul-coreano, que considerou o lançamento uma "ameaça à paz e estabilidade na península coreana".
O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, em visita à Tailândia, afirmou que o míssil teria caído em águas da zona econômica exclusiva (ZEE) de seu país, perto da região de Hokkaido (norte).
"O míssil balístico lançado pela Coreia do Norte teria caído em nossa ZEE, ao oeste de Hokkaido", declarou Kishida em Bangcoc, antes de classificar o lançamento como algo "absolutamente inaceitável".
Ele afirmou que não há relatos de danos a navios ou aviões.
Também em Bangcoc, onde acontece a reunião de cúpula da APEC (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, teria uma reunião de emergência com líderes do Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Canadá para abordar o tema.
Washington condenou com "veemência" o lançamento, que considerou uma "flagrante violação de múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU", de acordo com um comunicado assinado por Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.
- Gestões diplomáticas -
O ministro japonês da Defesa, Yasukazu Hamada, afirmou que o projétil tinha capacidade para atingir o território americano.
"Com base em cálculos que consideram a trajetória, o míssil balístico desta vez poderia ter um alcance de 15.000 km, dependendo do peso da ogiva e, se assim fosse, poderia atingir os Estados Unidos", disse Hamada.
O disparo aconteceu um um dia depois de a Coreia do Norte lançar um míssil balístico de curto alcance e seu ministro das Relações Exteriores, Choe Son Hui, alertar para ações militares "mais ferozes" caso os Estados Unidos fortaleçam sua presença na região da península coreana.
Washington tenta aumentar a cooperação de segurança regional com exercícios militares em resposta às crescentes provocações da Coreia do Norte, que considera as manobra uma evidência da agressão dos Estados Unidos.
O presidente americano, Joe Biden, discutiu ações para controlar o armamento norte-coreano com o colega chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, em meio a temores de que Pyongyang execute um teste nuclear.
A Coreia do Norte foi um tema central na reunião entre Xi e Kishida na quinta-feira durante o encontro da APEC em Bangcoc.
Analistas afirmam que o lançamento do ICBM, uma das armas mais potentes da Coreia do Norte, é um indício claro de que o líder Kim Jong Un está irritado com as discussões.
- Recorde de lançamentos -
Há algumas semanas, a Coreia do Norte executou uma série de lançamentos, incluindo um míssil balístico intercontinental que, segundo Seul, teria falhado.
Também disparou um míssil balístico de curto alcance que teria cruzado a fronteira marítima entre os dois países e caiu próximo às águas territoriais da Coreia do Sul.
O presidente sul-coreano Yoon disse na ocasião que esta foi "uma invasão territorial de fato".
Os dois lançamentos foram parte de uma onda de disparos em 2 de novembro, quando Pyongyang lançou 23 mísseis, mais do que em todo 2017, o ano do "fogo e fúria", quando o dirigente norte-coreano Kim Jong Un trocou ofensas pelo Twitter com o então presidente americano Donald Trump.
Analistas destacam que a Coreia do Norte aproveita a oportunidade para testar mísseis proibidos porque espera acredita que evitará novas sanções da ONU devido ao impasse na organização pela guerra da Rússia na Ucrânia.
A China, principal aliada diplomática de Pyongyang, se uniu à Rússia em maio para vetar uma tentativa dos Estados Unidos de reforçar as sanções contra a Coreia do Norte no Conselho de Segurança da ONU.
Nesta sexta-feira, a Rússia acusou o governo dos Estados Unidos de "testar a paciência" da Coreia do Norte.
Moscou afirma que permanece "fiel" a uma solução "diplomática" para a península coreana, mas que "os Estados Unidos e os seus aliados na região (...) preferem um caminho diferente (...) como se estivessem testando a paciência de Pyongyang", disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov.
Washington respondeu aos testes norte-coreanos com uma ampliação dos exercícios militares com Seul, incluindo o envio de um bombardeiro estratégico.
IRÃ - O Irã desenvolveu um míssil balístico hipersônico, anunciou nesta quinta-feira (10) o general Amirali Hajizadeh, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária.
"Este míssil balístico hipersônico pode contra-atacar os escudos de defesa antiaérea. Poderá atravessar todos os sistemas de defesa antimísseis", afirmou o general, citado pela agência Fars.
Um míssil hipersônico atinge velocidades superiores a Mach 5 (cinco vezes a velocidade do som), a quase 6.000 km/h.
De acordo com o comandante militar iraniano, "este míssil, que tem como alvo os sistemas antimísseis inimigos, representa um grande salto geracional na área dos mísseis".
Os mísseis hipersônicos representam desafios para os desenvolvedores de radares por sua velocidade elevada e capacidade de movimento.
Vários países tentam desenvolver este tipo de armamento. Rússia, Coreia do Norte e Estados Unidos anunciaram em 2021 testes, o que provocou os temores de uma nova corrida armamentista.
A Rússia tem vantagem neste setor, com vários tipos desses mísseis, e em agosto anunciou a presença de aviões equipados com estas armas hipersônicas em Kaliningrado, um enclave russo cercado por países da Otan no nordeste da Europa.
RÚSSIA - Os militares russos anunciaram neste sábado (28) que dispararam com sucesso um novo míssil de cruzeiro hipersônico Zircon, coincidindo com uma intensificação da ofensiva de Moscou no leste da Ucrânia.
O míssil Zircon foi lançado da fragata Amiral Gorshkov no Mar de Barents para um alvo nas águas do Mar Branco no Ártico, informou o Ministério da Defesa russo em comunicado.
O alvo, localizado a cerca de 1.000 quilômetros, "foi atingido com sucesso", segundo as mesmas fontes. O disparo faz parte de "testes" realizados com novas armas russas, acrescentou o comunicado.
O primeiro disparo oficial de um Zircon foi em outubro de 2020. Na época, o presidente russo Vladimir Putin elogiou este "grande evento". Outros disparos de testes já foram realizados, principalmente desta fragata e de um submarino.
O míssil Zircon tem alcance máximo de 1.000 quilômetros e deve equipar os navios e submarinos da frota russa.
A Rússia anunciou em março que usou mísseis hipersônicos Kinjal em sua ofensiva na Ucrânia, que começou em fevereiro, um recurso que não havia usado oficialmente até agora, exceto para testes.
Os mísseis balísticos hipersônicos Kinjal e os mísseis de cruzeiro Zircon pertencem a uma família de novas armas desenvolvidas pela Rússia que Putin chama de "invencíveis".
COREIA DO NORTE - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza nesta quarta-feira (20) reunião de emergência para discutir o lançamento de mísseis balísticos, a partir de submarinos, pela Coreia do Norte. A notícia de lançamento do último míssil foi dada ontem pela Coreia do Sul e confirmada hoje por Pyongyang.
A Coreia do Norte confirmou que testou, com sucesso, um novo míssil balístico a partir de um submarino na terça-feira.
O meio de comunicação estatal KCNA informou que o míssil foi disparado de um submarino, o mesmo utilizado no primeiro teste estratégico de mísseis balísticos, em 2016. O míssil partiu da localidade de Sinpo, no leste da Coreia do Norte, e voou cerca de 450 quilômetros (km), atingindo uma altura de 60 km.
Pyongyang tem desenvolvido vários testes com mísseis nas últimas semanas, lançando armas hipersônicas e de longo alcance. A imprensa estatal afirmou que a arma testada nesta terça-feira estava equipada com “muitas tecnologias avançadas de controle e orientação”, o que pode dificultar o seu monitoramento.
Os mísseis balísticos são considerados mais perigosos e ameaçadores do que os misseis de cruzeiro, uma vez que podem transportar maior peso, têm mais alcance e são mais rápidos. Por essa razão, os testes com mísseis balísticos e com armas nucleares são proibidos pelas Nações Unidas.
Reunião de emergência
O lançamento do novo míssil levou à convocação de uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU. A sessão, que será realizada hoje à porta fechada, foi solicitada pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos (EUA).
Enquanto isso, chefes de inteligência sul-coreanos, japoneses e norte-americanos estão reunidos em Seul para discutir o tema. O enviado dos EUA à Coreia do Norte, Sung Kim, apelou novamente para o reinício das conversações bilaterais.
Ainda nesta semana, Sung Kim reiterou a posição do governo do presidente dos EUA, Joe Biden, de que está aberto a encontros com Pyongyang sem pré-condições.
As negociações anteriores entre os EUA e a Coreia do Norte foram suspensas devido a divergências fundamentais sobre desnuclearização, que não permitiram chegar a um acordo. Os EUA querem que a Coreia do Norte abra mão das suas armas nucleares antes de avançar para um alívio das restrições, mas Pyongyang recusou até agora.
Em comunicado ontem, o comando norte-americano do Indo-Pacífico disse estar ciente do último lançamento de um míssil balístico por parte da Coreia do Norte e que trabalharia em estreita colaboração com os aliados regionais para monitorar a situação.
"Os Estados Unidos condenam essas ações e apelam à Coreia do Norte para se abster de novos atos desestabilizadores", diz o comunicado. "O compromisso dos EUA com a defesa da Coreia do Sul e do Japão continua de pé", acrescenta a nota.
Do lado de Pyongyang, por sua vez, o dirigente norte-coreano responsabilizou, na semana passada, os EUA pela tensão na península coreana e afirmou que Washington é a "causa profunda" da instabilidade na região.
Por RTP
COREIA DO NORTE - O artefato disparado a partir da costa leste da Coreia do Norte na terça-feira (28) foi um novo míssil hipersônico recém-desenvolvido pelo país, anunciou a agência estatal norte-coreana KCNA.
A Coreia do Norte disparou o míssil em direção ao mar a partir de sua costa leste, afirmaram as forças militares da Coreia do Sul, depois que o governo norte-coreano pediu que os Estados Unidos parem com seus "padrões duplos" sobre programas armamentistas para que as negociações diplomáticas possam ser retomadas.
O desenvolvimento do sistema de armas aumenta as capacidades defensivas da Coreia do Norte, disse a KCNA.
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