EUA - Danny Glover, 79, revelou ter sido diagnosticado com mal de Alzheimer. O astro de "Máquina Mortífera" disse ter sido diagnosticado pouco após receber o Oscar honorário, em 2022. "Eu poderia conviver com isso, de certa forma", disse ele em entrevista ao programa Today.
Glover se abriu sobre o assunto pela primeira vez e abordou a evolução da doença. "Eu tenho certeza que, enquanto isso avançar, as coisas serão diferentes e vão mudar", afirmou.
O ator disse ainda estar processando a notícia. "Ainda não estou assimilando mentalmente todas as partes disso", disse em outra entrevista, à revista People, também divulgada nesta quarta-feira (02).
A filha de Danny, Mandisa, contou que o estado de lucidez do artista já tem variado. "Eu acho que ele está consciente algumas vezes, e outras vezes, não", pontuou ela.
O próprio Glover desabafou sobre as oscilações na memória. "Tem momentos que você continua relembrando e que valida o fato de que você consegue se lembrar das coisas. E tem momentos que eu jamais vou esquecer", declarou.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) – Regional São Carlos promove, no dia 19 de setembro, às 15h, uma roda de conversa no Centro de Referência do Idoso Vera Lúcia Pilla, equipamento da Prefeitura de São Carlos localizado na Rua Dr. Joaquim Inácio de Moraes, na Vila Irene.
Com o tema “Pergunte sobre demência. Pergunte sobre Alzheimer – Uma conversa aberta, informativa e acolhedora”, o encontro terá a participação da gerontóloga Ana Carolina Ottaviani, especialista em Saúde Mental, e da terapeuta ocupacional Ana Cláudia Barros, formada em reabilitação cognitiva. Ambas integram a diretoria da ABRAz São Carlos.
O evento é parte da campanha mundial da Alzheimer’s Disease International (ADI), da qual a ABRAz é parceira. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a doença e combater o estigma que ainda cerca a demência. Segundo a entidade, mais de 1,5 milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer.
Durante todo o mês de setembro, a ABRAz promove atividades em diversas cidades do país, como exibição de filmes, palestras, seminários, caminhadas de conscientização e encontros com grupos de apoio. O objetivo é fortalecer redes de cuidado e mobilizar a sociedade por políticas públicas que garantam dignidade e acesso a tratamentos de qualidade.
O convite para a atividade em São Carlos partiu da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, por meio do Centro de Referência do Idoso (CRI) Vera Lúcia Pilla.
A roda de conversa conta com apoio da Prefeitura de São Carlos, da UFSCar e da Clínica Spinoza.
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa, desenvolvida no Laboratório de Pesquisa em Saúde do Idoso da UFSCar, tem o objetivo de desenvolver um novo instrumento de avaliação da cognição e aspectos motores em pessoas idosas que estão no estágio leve da doença de Alzheimer (DA). A pesquisa convida voluntários para testes e avaliações gratuitos na UFSCar e entregará relatório completo sobre a saúde mental e física dos participantes.
O estudo conta com a participação de pós-graduandos (mestrado e doutorado), orientados pelos professores Larissa Pires de Andrade e Robson Barcellos, dos departamentos de Fisioterapia e Engenharia Elétrica da UFSCar, respectivamente. De acordo com Lara do Nascimento Olimpio, pesquisadora da equipe, o estudo destaca a relevância do uso de testes físicos em pessoas idosas em estágio leve do Alzheimer, como uma estratégia para mensurar, de forma automatizada, o desempenho cognitivo e motor desses indivíduos."Considerando o comprometimento progressivo, irreversível e multifatorial decorrente do processo neurodegenerativo, o uso de tecnologias pode oferecer medidas mais válidas e confiáveis. Isso possibilita avanços no conhecimento sobre as condições cognitivas e motoras dessa população, contribuindo para o desenvolvimento de abordagens de prevenção e reabilitação mais precisas e fundamentadas no cuidado e acompanhamento clínico", descreve Nascimento.
Um diferencial a ser destacado do estudo é que o instrumento foi idealizado em um teste cognitivo consolidado que permite avaliar domínios cognitivos e motores de forma automatizada para além da capacidade de execução de duas atividades realizadas simultaneamente. Nascimento destaca também que é uma tecnologia de baixo custo e fácil transporte para diferentes cenários de atuação profissional.
No entanto, a pesquisadora reforça que esse novo instrumento está em desenvolvimento e passará por estudos de validação, reprodutibilidade e usabilidade. "Ele poderá ser um teste utilizado para outras pesquisas, bem como terá possibilidades de uso na clínica, futuramente tendo sua comercialização", explica.
Voluntários
Para desenvolver a pesquisa, estão sendo convidadas pessoas voluntárias, a partir de 60 anos, que tenham diagnóstico de Alzheimer em estágio leve e que consigam caminhar sem uso de algum suporte (bengala ou andador). É preciso que os participantes tenham exames de imagem, como tomografias e ressonâncias. Os voluntários passarão por testes presenciais na UFSCar, em três dias não consecutivos. Após o final dos testes, os participantes receberão relatório completo sobre sua saúde mental e física e desempenho nos testes propostos, elaborado por uma equipe multiprofissional.
As pessoas interessadas podem entrar em contato com a equipe de pesquisa pelos telefones: Lara - (16) 99287-5290; Renata - (19) 99242-4871; e laboratório - (16) 3351-8704. São 30 vagas disponíveis para novos participantes no estudo. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 83673324.4.0000.5504).
EUA - A agência regulatória de alimentos e remédios dos Estados Unidos, a FDA, aprovou o novo tratamento do grupo farmacêutico americano Eli Lilly para Alzheimer, conhecido como Donanemab.
Em decisão anunciada no fim da tarde de segunda-feira (10), os 11 integrantes do comitê consultivo de medicamentos para o sistema nervoso periférico e central da FDA votaram que evidências de testes clínicos apoiam a eficácia do tratamento da Eli Lilly para pacientes com Alzheimer.
Posteriormente, o comitê concluiu, de forma unânime, que os benefícios do Donanemab superam os riscos para os tipos de pacientes que a Lilly avaliou em seus testes.
Às 10h50 (de Brasília), a ação da Eli Lilly caía 1,2% em Nova York, revertendo ganhos de mais cedo nos negócios do pré-mercado.
*Com informações da Dow Jones Newswires
POR ESTADAO CONTEUDO
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Esportes e Cultura, e em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realiza, no domingo (24/09), a Caminhada de Conscientização ao Mês Mundial da Doença de Alzheimer, evento que neste ano acontece no Parque do Kartódromo com início previsto para às 8h.
A atividade terá inscrição gratuita sendo realizada no próprio local e não é necessário agendamento prévio. A caminhada ocorre dentro do próprio parque e tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos hábitos saudáveis, bem como auxiliar na prevenção ao Alzheimer e outras doenças.
Segundo a terapeuta ocupacional e coordenadora científica da ABRAz Sub-regional São Carlos, Ana Claudia Barros, o evento reúne função social e de qualidade de vida. “Queremos chegar ao maior alcance possível com esta iniciativa, para as pessoas pensarem e praticarem hábitos saudáveis que protejam contra a demência”, disse a coordenadora.
CAMPANHA – A campanha do Mês Mundial de Alzheimer de 2023 com o tema “Nunca é cedo, nunca é tarde”, dá destaque aos fatores de risco como alerta na busca de uma melhor qualidade de vida, como ainda enfatiza que boas práticas com alimentação saudável, exercício físico e estimulação cognitiva podem prevenir ou retardar o início da demência.
Estudos científicos apontam que é de igual importância incluir a redução contínua do risco também para as pessoas que já foram diagnosticadas com alguma perda cognitiva. Como o número de pessoas que vivem com demência deve quase triplicar até 2050, nunca foi tão fundamental reconhecer os fatores de risco associados às doenças neurodegenerativas e tomar medidas proativas para a redução de risco
Além de desafiar o estigma sobre demência e de promover uma melhor compreensão da doença, é possível trabalhar juntos para reduzir o impacto da demência sobre os indivíduos, as famílias e a sociedade como um todo.
O Relatório Mundial de Alzheimer deste ano aborda a redução do risco de demência, analisando os fatores vinculados com a redução de riscos, incluindo essa redução ao longo da vida e as medidas para diminuir o risco de demência, bem como o papel do governo em proporcionar mudanças sistêmicas que promovam a redução do risco e a importância da pesquisa na área da demência.
No Brasil, um estudo sobre a prevalência de demência em idosos estimou que existem 1,8 milhão de brasileiras e brasileiros vivendo com a doença e mais 2,3 milhões de pessoas apresentando algum tipo de comprometimento cognitivo. Na América Latina, espera-se um aumento de 200% no número de casos de demência até 2050, o dobro da estatística projetada para os Estados Unidos.
SÃO CARLOS/SP - No último dia 6 de julho, o medicamento Lecanemab, desenvolvido para tratamento modificador da doença de Alzheimer, obteve aprovação tradicional da Food and Drug Administration (FDA), agência americana reguladora de alimentos e medicamentos.
A eficácia do Lecanemab - que recebeu o nome comercial de Leqembi - foi avaliada em estudo com pacientes com comprometimento cognitivo leve ou estágio de demência leve. Será que finalmente estamos perto da cura dessa doença? Quais são os possíveis efeitos colaterais do medicamento? E quais são as controvérsias relacionadas aos novos tratamentos para o Alzheimer?
Estas reflexões estão no artigo mensal de Marcia Regina Cominetti, docente no Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar, para a coluna "EnvelheCiência", uma parceria com o Instituto da Cultura Científica (ICC) da Instituição. A iniciativa visa divulgar informações - baseadas em evidências científicas - sobre o processo de envelhecimento, tornando assim o conhecimento e as descobertas importantes da área disponíveis para um público mais amplo.
Na publicação do mês - "Novos tratamentos para o Alzheimer: estamos perto da cura?" -, a pesquisadora cita as principais abordagens farmacológicas atuais da doença, como elas atuam no organismo e quais os desafios acerca da temática.
O artigo está disponível para leitura no site do ICC.
Mais informações sobre o projeto EnvelheCiência estão disponíveis em https://www.icc.ufscar.br/pt-br/projetos/sementes-da-cultura-cientifica/coluna-envelheciencia.
SÃO CARLOS/SP - A Associação Brasileira de Alzheimer – ABRAz, sub-regional de São Carlos em parceria com a Fundação Educacional de São Carlos (FESC), promoveu na noite da última quinta-feira (23/02) no campus da Vila Nery, a palestra “Porque a alimentação saudável é preventiva ao Alzheimer”, ministrada pelo médico clinico geral, Dr. Alan Galli.
Galli, alertou sobre a importância da alimentação na prevenção de demências e doenças cardio e cerebrovasculares orientando acerca da necessidade do consumo diário de frutas, especialmente as vermelhas, hortaliças verde escuras, azeite, peixes, grãos integrais (dieta mediterrânea), bem como a prática regular de atividade física para uma vida mais saudável e distante das doenças crônicas e demências.
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e irreversível, caracterizada por alterações cognitivas e comportamentais. Como sintoma inicial observa-se o declínio da memória, sobretudo para fatos recentes e desorientação espacial. As manifestações da doença ocorrem de maneira insidiosa com piora lenta e progressiva.
O diretor presidente da FESC, Eduardo Cotrim, agradeceu a ABRAz pela parceria com a FESC e destacou que essa é “ mais uma ação da FESC com o objetivo de orientar os alunos e a população em geral sobre os cuidados com a saúde física e mental e na prevenção de doenças e promoção de saúde”.
EUA - Grupos de proteínas tóxicas que se acredita serem responsáveis pelo declínio cognitivo associado à doença de Alzheimer chegam a diferentes regiões do cérebro precocemente e se acumulam ao longo de décadas, de acordo com um novo estudo publicado na última sexta-feira, 29, na revista Science Advances. A pesquisa é a primeira a usar dados humanos para quantificar a velocidade dos processos moleculares dessa doença neurodegenerativa e, eventualmente, pode ter implicações importantes para o planejamento de tratamentos.
A descoberta também altera a teoria de que aglomerados se formam em um local do cérebro quando uma reação em cadeia ocorre em outras áreas; um padrão visto em ratos. Essa disseminação pode acontecer, mas não é o principal motivador, segundo os pesquisadores.
"Duas coisas tornaram este trabalho possível", disse Georg Meisl, químico da Universidade de Cambridge e principal autor do artigo, à AFP. "Uma foram os dados muito detalhados obtidos por PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) e vários conjuntos de dados que reunimos, e a outra são modelos matemáticos que desenvolvemos nos últimos dez anos."
Os pesquisadores usaram cerca de 400 amostras de cérebro post-mortem de pacientes com Alzheimer, assim como 100 tomografias PET de pessoas que vivem com a doença para rastrear o acúmulo de tau, uma das duas proteínas-chave envolvidas na doença.
No Alzheimer, a tau e outra proteína chamada beta amilóide se acumulam em nós e placas - ambas conhecidas como agregados - que matam as células cerebrais e encolhem o cérebro. Isso, por sua vez, resulta em perda de memória, alterações de personalidade e incapacidade de realizar funções cotidianas. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram da doença em todo o mundo.
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