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Encontro apresentou detalhes da iniciativa marcada para 13 de setembro, que terá mil vagas, percursos de 5 e 10 quilômetros e arrecadação destinada às atividades da APAE São Carlos

 

SÃO CARLOS/SP - A presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanquim, e o gerente Executivo e Financeiro da entidade, Alexandre Rosa, receberam a coordenadora da APAE São Carlos, Gabriela Ishikawa Boniholi, o diretor de Esportes, Marcos Amaro, e o secretário municipal de Esportes, Fernando Carvalho, para uma reunião sobre a realização da 1ª Corrida e Caminhada do Bem da APAE. O evento será promovido no dia 13 de setembro, em São Carlos, e terá mil vagas disponíveis.

Durante o encontro, os representantes apresentaram à direção da ACISC os objetivos, a estrutura e a importância social da iniciativa, organizada pela APAE São Carlos em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes. A programação terá caminhada de 5 quilômetros e corridas de 5 e 10 quilômetros, com concentração, largada e chegada nas proximidades do SESC.

O secretário municipal de Esportes, Fernando Carvalho, destacou que a parceria com a APAE amplia o alcance social das políticas públicas ligadas ao esporte e estimula a participação da população. “É uma iniciativa que reúne esporte, saúde, inclusão e solidariedade. A Secretaria está empenhada em contribuir para que a estrutura necessária seja oferecida e para que São Carlos receba um evento seguro, organizado e aberto à participação de toda a comunidade”, afirmou.

A Corrida e Caminhada do Bem pretende reunir esporte, qualidade de vida, inclusão social e solidariedade, além de ampliar a visibilidade do trabalho desenvolvido pela APAE no município. Os recursos obtidos com as inscrições serão destinados à manutenção das atividades da instituição nas áreas de educação, saúde e assistência social.

A coordenadora Gabriela Ishikawa Boniholi destacou que a realização do evento também representa uma oportunidade de aproximar a comunidade da entidade. “O principal objetivo é dar mais visibilidade à instituição e obter recursos financeiros para continuarmos realizando nossas ações do dia a dia. Esses eventos também são importantes para colocar a sociedade a par do nosso trabalho”, afirmou.

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, ressaltou a importância de iniciativas que aproximem diferentes setores da sociedade em torno de causas de interesse coletivo. “A APAE desenvolve um trabalho de enorme relevância para São Carlos, atendendo centenas de famílias e oferecendo serviços essenciais. A Corrida e Caminhada do Bem é uma oportunidade de mobilizar a sociedade, as empresas e a comunidade em uma ação que alia saúde, inclusão e solidariedade”, declarou.

Para o gerente Executivo e Financeiro da ACISC, Alexandre Rosa, a participação do setor empresarial pode contribuir para ampliar a estrutura e o alcance da iniciativa. “Eventos como esse mostram como a união entre entidades, poder público, empresas e população pode gerar resultados positivos. A participação dos empresários, seja por meio de apoio, parceria ou divulgação, ajuda a fortalecer uma ação que terá impacto direto no trabalho realizado pela APAE”, afirmou.

A estrutura preparada para o dia da prova prevê fornecimento de água, frutas e apoio aos participantes. Na retirada do kit, cada inscrito deverá doar um litro de leite. A arrecadação será destinada, em conjunto com o Fundo Social, ao atendimento de demandas sociais. O kit dos participantes contará com camiseta, sacolinha e medalha.

Segundo o diretor de Esportes, Marcos Amaro, o percurso de 5 quilômetros foi planejado para receber pessoas com diferentes níveis de preparação física, enquanto a prova de 10 quilômetros terá trajeto mais desafiador, passando por parte da região central e por uma extensa área da Avenida São Carlos. A organização também trabalha na definição do esquema de segurança com os setores de trânsito, Guarda Municipal e Polícia Militar. “Queremos fazer um grande evento para São Carlos. Quem não corre poderá caminhar, ajudar na divulgação ou colaborar como voluntário. Será um domingo de qualidade de vida, saúde e participação em uma causa justa”, declarou.

Todos os participantes que concluírem os percursos receberão medalha. As provas de 5 e 10 quilômetros terão ainda premiação geral e por faixas etárias. A programação contará também com categorias destinadas às pessoas com deficiência, com condições específicas de inscrição e premiação, reforçando a proposta inclusiva do evento.

Durante a reunião com a ACISC, também foi apresentada a dimensão do trabalho mantido pela APAE São Carlos. A instituição possui mais de 500 alunos matriculados na Escola Rotary de Educação Especial, mantém atendimentos na área da saúde por meio de convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS) e desenvolve projetos de assistência social, entre eles o Centro Dia. A entidade conta ainda com mais de 300 funcionários e registra crescimento na demanda por atendimentos e avaliações diagnósticas.

A organização da corrida busca ainda parceiros para colaborar com água, frutas e outros materiais necessários ao evento, além de voluntários para auxiliar nas atividades. A proposta é consolidar a Corrida e Caminhada do Bem no calendário esportivo de São Carlos, fortalecendo a mobilização da comunidade em torno das ações desenvolvidas pela APAE.

As inscrições podem ser encontradas pela busca por “Corrida do Bem APAE” na internet, enquanto informações e atualizações são divulgadas pelo perfil “corrida_caminhada_do_bem”, no Instagram. A programação integra as ações relacionadas ao Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre os direitos e a inclusão das pessoas com deficiência, e busca ampliar o envolvimento da sociedade com um trabalho que atende centenas de famílias em São Carlos.

Método desenvolvido por pesquisadores brasileiros e europeus consegue identificar padrões visuais com alta precisão e menor necessidade de treinamento computacional

 

SÃO CARLOS/SP - Uma nova abordagem de inteligência artificial pode tornar os computadores mais eficientes na identificação de texturas presentes em imagens — capacidade importante para distinguir materiais, superfícies e padrões visuais mesmo quando existem mudanças de iluminação, posição, tamanho ou condições de captura da fotografia.

Batizada de “VORTEX”, a técnica foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) Universidade Estadual Paulista (UNESP) e do KTH Royal Institute of Technology (Suécia), um trabalho liderado pelo docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Odemir M. Bruno, e publicado recentemente na revista científica “Neurocomputing”.

O reconhecimento de texturas pode parecer uma tarefa simples para uma pessoa. Ao olhar uma fotografia, somos capazes de perceber diferenças entre tecido, madeira, metal, folhas, pedras ou outros materiais. Para um computador, entretanto, essa distinção pode ser bastante complicada, principalmente quando as imagens são produzidas em condições diferentes.

Mudanças na iluminação, no ângulo da câmera ou no tamanho dos elementos fotografados podem dificultar o reconhecimento. O desafio aumenta quando a fotografia apresenta vários objetos, fundos diferentes ou sobreposições. Para colocar o novo método à prova em situações variadas, os pesquisadores utilizaram nove conjuntos de imagens, desde fotografias mais simples e controladas até imagens obtidas em condições próximas das encontradas no mundo real.

Uma nova maneira de “olhar” para a imagem

Durante anos, uma das principais tecnologias utilizadas para esse tipo de tarefa foram as chamadas redes neurais convolucionais, sistemas de inteligência artificial especialmente desenvolvidos para trabalhar com imagens.

Mais recentemente, outra geração de sistemas ganhou espaço. Conhecidos como transformadores visuais, eles analisam diferentes partes de uma imagem e procuram estabelecer relações entre essas regiões. É justamente nessa tecnologia que o “VORTEX” se apoia.

Em termos simples, o método procura aproveitar informações obtidas em diferentes etapas da análise de uma fotografia. Em vez de considerar apenas o resultado final do processamento, ele reúne diferentes níveis de informação para construir uma descrição mais completa da textura observada.

Essa característica é particularmente importante porque reconhecer uma textura é diferente de reconhecer um objeto. Para identificar um carro, por exemplo, a posição de suas partes — rodas, faróis, portas — é importante. Em uma textura, por outro lado, o que interessa muitas vezes é a repetição de determinados padrões, independentemente do local exato onde aparecem na imagem.

O “VORTEX” foi desenvolvido justamente para valorizar essas características gerais da textura, reduzindo a importância da posição específica de cada detalhe.

Outro aspecto relevante é que o sistema pode aproveitar modelos de inteligência artificial que já foram previamente treinados, sem a necessidade de realizar um novo treinamento completo desses grandes modelos. A estratégia reduz a complexidade do processo e pode ser especialmente interessante quando existem poucas imagens disponíveis para ensinar o computador.

Testes com milhares de imagens

Os pesquisadores submeteram a técnica a nove bancos de imagens utilizados internacionalmente para avaliar sistemas de reconhecimento de texturas. Eles incluem desde superfícies fotografadas em condições controladas até imagens mais complexas, encontradas em situações cotidianas.

Os testes avaliaram, por exemplo, a capacidade de reconhecer texturas diante de alterações de iluminação, rotação da imagem e diferenças de escala, além de materiais fotografados em ambientes pouco controlados.

Os resultados mostram que o “VORTEX” conseguiu igualar ou superar métodos considerados referência na área em diferentes situações. Em alguns dos conjuntos de imagens mais desafiadores, o método estabeleceu novos resultados de referência.

Um dos destaques ocorreu no banco de imagens conhecido como DTD, considerado pelos pesquisadores um dos testes mais difíceis utilizados no estudo. Nessa avaliação, uma das configurações do “VORTEX” alcançou 87,6% de precisão, o melhor resultado relatado pelos autores para aquele conjunto de dados. A técnica também estabeleceu novos resultados de referência nos conjuntos FMD e GTOS-Mobile.

Os experimentos também revelaram que não existe necessariamente uma única tecnologia superior em todas as situações. Métodos anteriores continuaram apresentando resultados competitivos em alguns tipos de imagens mais controladas. O “VORTEX”, porém, mostrou vantagem principalmente em conjuntos de fotografias com maior diversidade e menor controle sobre as condições em que as imagens foram produzidas.

Menor necessidade de processamento

Além da precisão, os pesquisadores avaliaram o custo computacional do novo método.

Essa questão é importante porque sistemas modernos de inteligência artificial podem exigir computadores potentes, grandes quantidades de memória e longos períodos de treinamento. Quanto maior o modelo, maior pode ser também o consumo de recursos.

Uma das vantagens do “VORTEX” é justamente evitar um novo treinamento completo do sistema de análise de imagens. O método aproveita conhecimentos que já existem no modelo e concentra-se em extrair e organizar as informações necessárias para distinguir as texturas.

Em uma das comparações apresentadas no estudo, a configuração que alcançou o melhor resultado no conjunto DTD utilizou consideravelmente menos recursos computacionais que um dos principais métodos concorrentes. Os autores destacam que essa combinação entre desempenho e custo torna a abordagem interessante para diferentes condições de utilização.

Em um teste prático realizado pelos pesquisadores, uma versão do “VORTEX” processou as características de uma imagem de 224 por 224 pixels em cerca de 4,5 milésimos de segundo, utilizando um computador equipado com uma placa gráfica de alto desempenho.

Aplicações podem ir além das fotografias comuns

A capacidade de reconhecer texturas automaticamente possui aplicações em diferentes setores. Um sistema desse tipo pode auxiliar máquinas a distinguir materiais e superfícies ou identificar pequenas diferenças visuais difíceis de perceber em análises convencionais.

Os próprios pesquisadores apontam dois campos que poderão ser investigados no futuro: imagens médicas e sensoriamento remoto, como imagens obtidas por satélites ou outros sistemas de observação. Nessas áreas, padrões de textura podem fornecer informações importantes para diferenciar estruturas e regiões presentes nas imagens.

Os autores também pretendem investigar como o “VORTEX” se comporta quando existem poucas imagens previamente identificadas disponíveis para o aprendizado do sistema. Outra possibilidade é adaptar a técnica para trabalhar melhor com imagens de alta resolução e combinar diferentes tipos de inteligência artificial.

O estudo indica, portanto, uma mudança possível na maneira como computadores podem ser ensinados a interpretar detalhes visuais. Em vez de construir e treinar sistemas inteiramente novos para cada problema, a proposta é aproveitar grandes modelos já existentes e encontrar formas mais eficientes de extrair deles as informações necessárias.

Nesse cenário, o “VORTEX” funciona como uma espécie de novo olhar para uma inteligência artificial que já aprendeu a enxergar: reorganiza o que o sistema observa para que padrões, superfícies e texturas ganhem destaque.

Os resultados obtidos nos nove conjuntos de imagens mostram que essa estratégia pode competir com algumas das melhores técnicas disponíveis atualmente, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de treinamento adicional.

Para os pesquisadores, o caminho abre novas possibilidades para o uso de modelos modernos de inteligência artificial em tarefas nas quais reconhecer não apenas o que aparece em uma imagem, mas também como é a sua superfície, pode fazer toda a diferença. Eles apontam alguns campos que poderão ser investigados no futuro, como imagens médicas, biotecnologia e sensoriamento remoto (imagens obtidas por satélites ou outros sistemas de observação.

Confira, no link, o original desta pesquisa - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/08/1-s2.0-S092523122601249X-main-ODEMIR-BRUNO.pdf

“Quantum Universe” será realizada de 31 de agosto a 30 de setembro, com experiências interativas, holografia, realidade virtual e jogos que ajudam a desvendar fenômenos da física quântica

 

SÃO CARLOS/SP - Um universo no qual partículas desafiam nossa percepção da realidade, probabilidades substituem certezas e fenômenos aparentemente estranhos ajudam a explicar a natureza. Tudo isso estará mais próximo do público em São Carlos com a exposição “Quantum Universe”, que será aberta no dia 31 de agosto, Biblioteca da Prefeitura do Campus USP São Carlos, localizada na Área 2 do campus USP São Carlos.

A mostra, que poderá ser visitada até 30 de setembro de 2026, todos os dias entre as 09h00/12h00 e13h00/16h00, convida os visitantes a descobrir, de maneira acessível e interativa, alguns dos princípios da física quântica e sua importância para a ciência e a tecnologia contemporâneas.

A física quântica revolucionou a maneira como compreendemos a natureza e está na origem de diversas tecnologias presentes em nosso cotidiano. Embora seus conceitos muitas vezes pareçam distantes ou abstratos, eles têm influência direta sobre avanços científicos e tecnológicos que transformaram — e continuam transformando — a sociedade.

É justamente essa aparente distância entre o mundo quântico e a vida cotidiana que a Quantum Universe procura reduzir. A iniciativa é do Estúdio de Mídia, Cultura e Ciência (E=mc²), do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), e tem como objetivo criar pontes entre temas da ciência contemporânea e diferentes públicos, estimulando a curiosidade, o pensamento científico e novas formas de compreender a realidade.

Ciência para ver, experimentar e descobrir

Mais do que simplesmente apresentar conceitos científicos, a exposição aposta na participação dos visitantes. A programação reúne painéis interativos, atividades lúdicas e experiências imersivas, utilizando recursos como holografia, realidade virtual e jogos.

A mostra também apresenta um documentário que destaca a participação do Brasil nos primórdios do desenvolvimento desses conhecimentos, acrescentando uma perspectiva histórica à experiência.

A proposta é transformar a visita em uma oportunidade para experimentar, observar e, sobretudo, fazer perguntas: o que torna o mundo quântico tão diferente daquele que percebemos em nosso cotidiano? Como fenômenos que acontecem em escalas extremamente pequenas ajudam a explicar o funcionamento da natureza? E de que maneira conhecimentos construídos ao longo de décadas de pesquisa continuam abrindo caminhos para novas tecnologias?

Para o coordenador da iniciativa, o docente do IFSC/USP, Prof. Dr. Guilherme Matos Sipahi, a exposição também representa uma oportunidade de ampliar o diálogo entre a universidade e a sociedade. “A intenção é aproximar os visitantes de temas científicos de fronteira por meio de uma experiência de divulgação científica concebida para diferentes perfis de público”, destaca o docente.

A Biblioteca da Prefeitura do Campus USP São Carlos, na Área-2, torna-se, assim, um ponto de encontro entre ciência, educação e comunidade, favorecendo a participação de estudantes, professores, famílias e demais pessoas interessadas em conhecer um pouco mais sobre um dos campos mais fascinantes da ciência moderna.

 

Visitas de escolas e grupos

Escolas, professores, instituições e grupos organizados poderão realizar agendamento prévio para visitar a exposição por meio do site do “Estúdio E=mc²” - https://emc2.ifsc.usp.br/ .

A exposição “Quantum Universe” conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Apoio à Física e Química (FAFQ).

Estudantes norte-americanos e brasileiros desenvolvem técnicas que combinam imagens em infravermelho, análise da microcirculação e aprendizado de máquina para identificar alterações provocadas pela doença antes do surgimento dos sintomas

 

SÃO CARLOS/SP - Identificar alterações provocadas pelo diabetes muito antes de a doença ser diagnosticada pelos métodos convencionais é um dos objetivos de pesquisas desenvolvidas por um grupo de jovens pesquisadores da Texas A&M University, dos Estados Unidos, em colaboração com colegas do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

Eamonn Smith, porta-voz do grupo norte-americano, explicou parte do trabalho desenvolvido pela equipe e destacou o potencial das novas tecnologias para reconhecer sinais precoces da doença. As pesquisas envolvem diferentes abordagens, entre elas o diagnóstico por neuromatriz e uma versão modificada da terapia de ventosas, utilizada para avaliar a perfusão e a reperfusão sanguínea.

“Um dos projetos busca utilizar uma câmera infravermelha para identificar possíveis alterações na microvasculatura de pessoas com diabetes, comparando-as com indivíduos que não apresentam a doença. Para isso, estamos reunindo o maior número possível de imagens, que posteriormente serão utilizadas por um programa computacional para treinar um modelo de aprendizado de máquina capaz de reconhecer diferenças sutis entre os dois grupos”, destaca Eamonn Smith.

A importância dessa abordagem está justamente na possibilidade de antecipar a identificação da doença. Segundo Smith, alterações na microvasculatura, na perfusão sanguínea e nas respostas nervosas estão entre os primeiros efeitos associados ao diabetes e podem surgir até dez anos antes de um diagnóstico efetivo, ou seja, antes mesmo da manifestação dos sintomas mais evidentes.

O trabalho, contudo, ainda enfrenta desafios técnicos. Smith avalia que a investigação vem avançando e considera sólida a teoria que orienta os experimentos, embora reconheça a necessidade de aperfeiçoamentos. “Um dos principais obstáculos é eliminar sombras, interferências e outros artefatos capazes de comprometer a qualidade das imagens obtidas pela câmera infravermelha”, pontua o pesquisador.

Para aprimorar o sistema, Smith e Daniel, este último também aluno da Texas A&M University, realizam testes com simuladores conhecidos como phantoms. Nesses experimentos, utilizam um meio líquido preparado para reproduzir determinadas características da dispersão da luz na pele humana.

O objetivo é testar novas configurações para a câmera e, por meio de experimentos sucessivos, encontrar maneiras de reduzir os efeitos do espalhamento da luz, permitindo visualizar com maior precisão as estruturas de interesse.

Apesar dos desafios e de reconhecer que ainda há um caminho considerável até a obtenção de resultados conclusivos, Smith identifica perspectivas importantes para futuras aplicações da pesquisa. “O aperfeiçoamento dos dispositivos desenvolvidos pelas diferentes equipes poderá contribuir para identificar pessoas em estado de pré-diabetes e, dessa forma, permitir que medidas preventivas e tratamentos sejam adotados mais precocemente”.

Mais do que antecipar um diagnóstico, a proposta abre perspectivas para preservar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. Em muitos casos, o diabetes é identificado quando determinadas alterações no organismo já estão instaladas. Reconhecer sinais iniciais da doença poderá ampliar as possibilidades de intervenção e contribuir para que o indivíduo permaneça saudável por mais tempo.

A pesquisa desenvolvida conjuntamente pelos jovens norte-americanos e brasileiros demonstra, assim, como a integração entre técnicas de imagem, análise da microcirculação e aprendizado de máquina pode abrir novos caminhos para a detecção precoce do diabetes. Ainda em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento, o trabalho aposta na tecnologia para enfrentar um dos grandes desafios relacionados à doença: identificá-la antes que seus efeitos comprometam significativamente a saúde e a qualidade de vida dos pacientes.

Intercâmbio científico entre Brasil e Estados Unidos

A permanência dos estudantes norte-americanos no IFSC/USP faz parte de um programa de cooperação mantido pelo CEPOF, por meio do qual grupos de jovens pesquisadores do Instituto e da Texas A&M University realizam intercâmbios para trabalhar conjuntamente em temas científicos de elevada complexidade.

Neste projeto, o desafio consiste em desenvolver métodos capazes de avaliar um indivíduo antes do surgimento do diabetes, investigando aspectos como a integridade vascular e neurológica e a capacidade de irrigação sanguínea.

Além de sua relevância científica e de seu potencial impacto na área da saúde, a iniciativa também poderá gerar oportunidades de inovação e empreendedorismo. Entre as perspectivas futuras está a criação de condições para o surgimento de startups, inclusive nos Estados Unidos, bem como para o estabelecimento de parcerias com empresas brasileiras.

Dessa forma, o projeto ultrapassa os limites da pesquisa acadêmica e reforça a importância da cooperação internacional entre jovens cientistas, aproximando universidades, centros de pesquisa e empresas na busca por tecnologias capazes de contribuir para a prevenção e o diagnóstico precoce do diabetes.

SÃO CARLOS/SP - Quem procura atividades culturais, esportivas e de lazer terá diversas opções no Sesc São Carlos durante o mês de setembro. A programação reúne ações para crianças, adultos e idosos, além de atividades abertas para toda a família.

Um dos destaques será a Semana MOVE 2026, realizada de 21 a 27 de setembro, com o tema “Esporte é bem-estar!”. A iniciativa terá aulas, vivências, apresentações e experiências voltadas à prática de atividades físicas.

Entre as atrações estão o Festival – Duatlo, aulas de yoga, futsal e vôlei para mulheres, kettlebell, acroyoga e atividades de nado artístico. Também haverá o circuito Maré de Aventuras, com stand up paddle, caiaque, escalada e waterball.

Para as crianças, a programação oferece atividades como Pequenos Experimentos, Se Joga!, contação de histórias e espetáculos teatrais. Entre eles está “Floresta dos Mistérios”, que aborda temas como preservação ambiental, amizade e relação entre tecnologia e natureza.

O Sesc também terá cursos e oficinas de marcenaria, argila, costura, capoeira e produção musical, além de atividades relacionadas à sustentabilidade.

Na área cultural, o público poderá acompanhar exposições, apresentações musicais, teatro, cinema e encontros literários.

A programação foi organizada para diferentes interesses e idades, com atividades gratuitas e outras com cobrança de ingresso. Como há eventos com vagas limitadas, é necessário observar antecipadamente as regras de inscrição e retirada de ingressos.

SÃO CARLOS/SP - O Projeto Cor Ação prepara mais uma edição de seu tradicional almoço beneficente. Em 13 de setembro, a entidade promove a 10ª Feiju, evento que combina gastronomia, música e solidariedade em São Carlos.

A refeição será preparada em parceria com o Teddy Churrasco Fest Buffet e terá como destaque a feijoada, acompanhada de arroz, farofa, couve, vinagrete e salada. O sistema será self-service e, para quem quiser consumir em casa, haverá também marmitex.

Durante o evento, o público poderá acompanhar música ao vivo e utilizar o serviço de bar, que será cobrado separadamente. A programação está marcada para o período das 11h30 às 14h30.

Os ingressos do primeiro lote custam R$ 49 e podem ser adquiridos até 31 de agosto. Entre 1º e 13 de setembro, o valor passa para R$ 59. Crianças de até cinco anos têm entrada gratuita e de seis a 11 anos pagam meia.

Toda a arrecadação será destinada às atividades do Projeto Cor Ação. O evento será realizado na Estrada Municipal, 710, no Residencial Deputado José Zavaglia. Informações e reservas podem ser obtidas pelo telefone (16) 99260-7416.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura informa que o Centro Municipal de Artes e Cultura (CEMAC) recebe nesta quinta-feira (27/08), dentro da programação do São Carlos Experience (SCX) 2026, uma sessão especial do Cine Sesc. A sessão, gratuita, começa às 17h com a exibição do filme “Antônia”, dirigido por Tata Amaral.

Na Vila Brasilândia, periferia de São Paulo, Preta (Negra Li), Barbarah (Leila Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy) são amigas desde a infância e sonham em viver da música.

Elas deixam o trabalho de backing vocal de um conjunto de rap de homens para formar seu próprio conjunto, o qual batizam de Antônia. Descobertas pelo empresário Marcelo

Diamante (Thaíde), elas passam a cantar rap, soul, MPB e pop em bares e festas da classe média. Mas quando o sonho delas parece começar a se tornar realidade o cotidiano de violência, machismo e pobreza em que vivem afeta o grupo.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação de São Carlos, em parceria com o Conselho Municipal de Educação (CME) e o Fórum Municipal de Educação (FME), promoveu, na última segunda-feira (24/8), um encontro com professores da Educação Especial da rede municipal para discutir a elaboração do novo Plano Municipal de Educação (PME).

A atividade apresentou as etapas de construção do documento, que definirá metas e estratégias para orientar as políticas educacionais do município nos próximos dez anos. O processo foi iniciado a partir da homologação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), em abril de 2026.

Durante a formação, os profissionais conheceram o cronograma previsto e participaram de uma dinâmica de trabalho em grupo. A proposta foi identificar objetivos centrais, levantar possíveis causas dos desafios educacionais e discutir metas capazes de contribuir para seu enfrentamento. As contribuições apresentadas foram sistematizadas e serão utilizadas nas próximas fases de elaboração do PME.

A participação dos professores da Educação Especial busca garantir que o planejamento municipal contemple as especificidades da educação inclusiva e as necessidades dos estudantes público-alvo da Educação Especial.

Para o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a construção do plano deve envolver diferentes profissionais e segmentos da comunidade escolar. Segundo ele, a participação coletiva é importante para que as metas definidas estejam alinhadas à realidade e às necessidades de São Carlos.

O encontro integra o processo de elaboração do novo Plano Municipal de Educação e reforça o compromisso do município com um planejamento participativo, com diálogo entre os profissionais da rede e o fortalecimento de uma educação pública inclusiva e de qualidade.

SÃO CARLOS/SP - Estar onde a indústria está, aproximar empresas e fortalecer o setor para tornar toda a região mais competitiva. Com essa proposta, o Ciesp São Carlos realiza nesta quinta-feira (27), a Expo Ciesp Experience (ECX), na Sede Social do São Carlos Clube. A programação começa às 9h30 e segue até as 20h, reunindo exposição de indústrias, conteúdo técnico, inovação, relacionamento e debates sobre os desafios que estão redesenhando o setor.

Empresas de diferentes portes estarão reunidas na exposição, representando os setores metal-mecânico, indústria médica, eletroeletrônico, máquinas e equipamentos e agronegócio. A proposta é criar um espaço de aproximação entre indústrias da região, fornecedores, parceiros, instituições e profissionais ligados ao setor produtivo.

Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, o encontro parte de uma visão que vai além da apresentação de produtos e serviços. “A indústria precisa estar próxima, trocar experiências e conhecer o que outras empresas estão fazendo. Nem toda conversa precisa resultar em um negócio naquele momento para ter valor. Quando as empresas participam, se conhecem e se aproximam, fortalecemos todo o setor. Uma indústria forte contribui para uma região cada vez mais competitiva”, afirma.
 

Da inovação aos desafios das lideranças

Ao longo do dia, a visitação aos expositores será intercalada com atividades voltadas a diferentes desafios da indústria. Às 10h30, a programação terá o conteúdo do Senai “Construindo a Esteira de Captação da sua Indústria”, com uma abordagem prática para mostrar como as empresas podem identificar desafios, captar oportunidades e se conectar a startups, tecnologias e parceiros. A proposta é que os participantes possam começar a estruturar um modelo aplicável à realidade de suas próprias empresas.

A partir das 14h, o Encontro de Negócios Sebrae aproxima a indústria do ecossistema de inovação e tecnologia. A atividade contará com pitches de startups, apresentação de negócios, tecnologias e soluções e o lançamento do Ideathon para a Indústria, iniciativa voltada à geração de ideias e ao desenvolvimento de soluções para desafios do setor industrial.

A programação também terá participação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), às 17h, que vai mostrar as possibilidades de parceria entre universidade e empresas. E a partir das 18h30, executivos de grandes indústrias estarão reunidos no Visão 360° – As decisões que estão redesenhando a indústria.

O encontro propõe uma conversa sobre temas que hoje fazem parte da agenda das lideranças industriais, como competitividade, produtividade, inovação, atração de talentos, sustentabilidade e as transformações econômicas e tecnológicas. Participam do debate Marinelson Cavallaro, gerente de Divisão de Controladoria, Tributário e Contabilidade da Faber-Castell, e Alberto Ligabó, CEO da Margirius. A mediação será da jornalista Suzana Amyuni.
 

Indústria presente

A Expo Ciesp Experience integra o São Carlos Experience (SCX), evento que reúne tecnologia, inovação, arte, gastronomia e diferentes experiências durante cinco dias na cidade. Para o Ciesp, a realização da ECX dentro dessa programação também representa uma oportunidade de mostrar à sociedade a diversidade e a importância da indústria instalada na região.

“A indústria gera empregos, renda, tecnologia e desenvolvimento. Queremos que as próprias empresas reconheçam a força que têm quando estão juntas e que a sociedade também possa conhecer mais de perto quem produz e transforma a nossa região”, completa Giglio.

A visitação à Expo Ciesp Experience é gratuita e aberta ao público.
 

SERVIÇO

Expo Ciesp Experience – ECX
Data: 27 de agosto de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 9h30 às 20h
Local: Sede Social do São Carlos Clube
Programação completa:Link

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, abriu oficialmente a 3ª edição do São Carlos Experience, apresentando um balanço da rede de parcerias que a Prefeitura vem construindo com a UFSCar, a USP, a Embrapa e órgãos federais nos últimos anos, e que ajuda a explicar por que a cidade se consolidou como referência nacional em inovação.

O São Carlos Experience reúne centenas de atividades em cinco dias, unindo universidades, poder público, empresas e comunidade em torno de um mesmo objetivo: mostrar o que a cidade produz em inovação e compartilhar isso com quem está de fora. “É difícil explicar o que é o São Carlos Experience porque é muita coisa, mas, resumindo, é um evento feito de centenas de eventos”, descreve Daniel Moreira, organizador da iniciativa. Segundo ele, a proposta vai além da vitrine tecnológica: “A gente une tudo isso com arte, cultura e gastronomia, colocando diferentes experiências no mesmo lugar. É uma iniciativa para dar acesso, democratizar o conhecimento, provocar reflexões e gerar ações para um futuro mais justo, mais saudável e mais sustentável”.

Entre os dados trazidos por Netto Donato, ganhou destaque o investimento de R$ 19,6 milhões em cinco anos, via Fapesp, nos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, que reúnem o IntegraSanca, projeto de inteligência artificial para gestão pública coordenado pela professora Kalinka Castelo Branco (ICMC-USP), e o SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida), parceria com o SAAE coordenada pelo professor Emanuel Carrilho (IQSC-USP) para análise de esgoto voltada à saúde pública.

O prefeito também apresentou a meta de 3.763 procedimentos mensais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), implantado com recursos do PAC do Governo Federal em uma estrutura de 4.100 m² na Unidade Saúde Escola da UFSCar, e o impacto de 6.391 estudantes da rede municipal atingidos pelo projeto “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP).

Netto Donato citou ainda projetos na área de segurança e clima, como o sistema do ICMC-USP, coordenado pelo professor Luís Gustavo Nonato, que usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para prever regiões com maior probabilidade de crimes cruzando dados urbanos e climáticos — ligado ao CeMEAI e ao NInDa, núcleos de pesquisa sediados na cidade —, e o projeto de drones contra incêndios da EESC-USP, coordenado pelo professor Glauco Caurin, que equipa aeronaves com sensores de gases e IA para detectar queimadas em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente.

Completaram o balanço apresentado pelo prefeito o Grupo de Trabalho em Mudanças Climáticas, criado pela Prefeitura em 2026 com a UFSCar, a USP e a Embrapa para traçar um plano de adaptação diante do risco de um super El Niño; o convênio entre a USP e o Ministério das Cidades para apoiar municípios na elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos — que já utiliza até barco-drone para mapear áreas de difícil acesso —; e o convênio de saúde firmado em 2025 entre a UFSCar e a Prefeitura, com vigência de cinco anos, que amplia o atendimento pelo SUS e forma profissionais de medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia.

Para o secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, esse tipo de balanço tem um papel que ultrapassa a fronteira do município. “É uma oportunidade para compartilhar a tecnologia, os conhecimentos científicos, não só para o público que é da área, mas também para toda a população de São Carlos”, afirma. Ele destaca ainda o objetivo de engajar quem normalmente não acompanha esse universo: “Vender as experiências de São Carlos para o público interno, para o público que às vezes não consegue ainda ter o tato de conhecer o cenário de inovação que é São Carlos. É para engajar todo mundo, quem está dentro e quem está fora”.

Na educação, o prefeito destacou o projeto “Cidade que Educa”, que já catalogou mais de 190 praças para revitalização, e a iniciativa “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP), que leva tecnologias imersivas a escolas e museus.

Se a ciência e a tecnologia dão o tom técnico ao evento, a cultura entra como elemento de conexão entre as pessoas. “Esses eventos são um temporal de ideias, com muitas experiências e iniciativas interessantes que outros municípios, outras cidades e diferentes grupos apresentam. E cultura é justamente isso: troca, interação e experiências múltiplas entre diferentes atores”, avalia o secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, que destaca a presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Cultura e de secretarias de Turismo de outras regiões na programação.

Representando o Ministério da Cultura, Tião Soares, diretor nacional das Culturas Tradicionais e Populares, disse ter ficado surpreso com a forma como o evento integra os dois universos. “Fiquei bastante entusiasmado e surpreso pela inovação de um evento que agrega o eixo principal, que é a cultura também. Acho que nosso verdadeiro patrimônio cultural são as pessoas. E a inovação tecnológica também é parte da nossa compreensão de cultura mais abrangente”, afirmou.

Para o prefeito de São Carlos, Netto Donato, “São Carlos mostra, com este evento, que ciência, tecnologia e cultura não são mundos separados. Eles se encontram para transformar a vida das pessoas e projetar nossa cidade como referência nacional em inovação e qualidade de vida”, disse.

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