Para entender sobre essa doença, precisa-se conhecer o causador dela.
O GLÚTEN.
SÃO CARLOS/SP - O glúten é uma proteína presente no trigo cuja função principal é dar liga aos alimentos. Ela está presente nos seguintes alimentos: trigo, centeio, malte e cevada e costuma também ser encontra na aveia. Esta última, embora não contenha originalmente glúten, pode também sofrer contaminação devido ao cultivo mundial desse cereal frequentemente intercalar com a plantação de trigo. Ao absorver os nutrientes durante a fase de crescimento, a aveia acaba absorvendo parte do glúten deixado pelo cultivo de trigo.
Em parte da população, o glúten é inofensivo e não será absorvido pelo organismo, sendo eliminado pelo sistema digestivo. Porém, para pacientes celíacos e outros portadores de patologias relacionadas ao glúten, essa proteína pode causar uma série de problemas, desde reações no trato gastrointestinal, pele e sistema respiratório, a anemia, depressão e até mesmo danos ao cérebro.
A doença celíaca e seu diagnóstico.
A Doença Celíaca foi a primeira doença relacionada ao glúten identificada pela medicina. Trata-se de uma patologia autoimune, ou seja, quando o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo ao ingerir glúten. A Doença Celíaca atinge cerca de 1% da população mundial e ocorre em pessoas que possuam os genes HLA, DQ2 e DQ8. A doença afeta diversas partes do corpo, como ossos, pele, sangue e cérebro.
Quando se ingere alimentos com glúten, se provoca uma reação imunológica anormal no intestino delgado, gerando uma inflamação crônica que causa a má absorção de nutrientes e resultando em desnutrição e desequilíbrio da saúde. Embora a estimativa seja que uma em cada 100 pessoas seja afetada pela Doença Celíaca, essa é uma patologia ainda pouco diagnosticada, devido ao vasto número de sintomas diferentes provocados. Como é necessário considerar diversas possibilidades, muitas vezes especialistas acabam tratando os sintomas e não a causa, que nesse caso seria a ingestão de glúten.
Sabe-se que nos últimos 30 anos, a média de idade dos pacientes diagnosticados com a doença celíaca foi alterada e já está acima dos 40 anos. Isso quer dizer que a Doença Celíaca não é mais uma doença diagnosticada na fase infantil, mas sim após anos de alimentação insegura, o que pode trazer diversas complicações.
A seguir, os sintomas típicos e também aqueles não tão comuns relacionados a doença celíaca:
Sintomas típicos:
Diarreia crônica, perda de peso, “inchaço” algumas horas após as refeições, intolerância secundária à lactose, esteatorreia (excesso de gorduras nas fezes) e fadiga como expressão de anemia microcítica (hemáceas pequenas e com perda de cor).
Sintomas atípicos:
Sintomas gastrointestinais não específicos e sintomas gerais
- Sensação de inchaço
- Dores abdominais recorrentes
- Esteatose hepática (gordura no fígado)
- Transaminase pouco clara
- Fraqueza muscular ou fadiga
- Osteopenia obscura (redução da massa óssea, similar à osteoporose)
- Fraturas patológicas, decorrentes do enfraquecimento ósseo
Como diagnosticar a Doença Celíaca
O teste para diagnosticar a Doença Celíaca envolve um exame de sangue, para analisar a dosagem dos anticorpos, as células de defesa do organismo, e uma biópsia feita por meio de gastroscopia, que é um teste para examinar o interior do esôfago, estômago e do duodeno (parte inicial do intestino delgado).
Tratamento
Para a Doença Celíaca existe um único tratamento: uma dieta rigorosa, onde devem ser retirados todos os alimentos e preparações que contenham o glúten. Não se deve comer "só um pouquinho" desses alimentos, pois podem ocorrer consequências danosas para o paciente.
Deve-se substituir os ingredientes que contenham glúten (como a farinha de trigo), por outras opções como o uso de farinha de arroz, amido de milho, farinha de milho, fubá, farinha de mandioca, polvilho e fécula de batata.
Anti-inflamatórios naturais: o uso de ômega 3 em pacientes celíacos, são comprovadamente eficazes por trabalhar na prevenção da inflamação e assim evitar vários dos sintomas causados pela doença celíaca no trato gastrointestinal.
Seguir uma dieta livre de glúten ainda é um grande desafio. É preciso facilitar o acesso da comida livre de glúten em supermercados e encontrar formas de oferecer consultas de baixo custo com profissionais de saúde devidamente qualificados e que possam orientar e acompanhar a dieta. É importante reforçar que cada caso é único, por isso é necessário ter um acompanhamento nutricional para garantir uma dieta balanceada e adequada para cada paciente.
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