SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Sanitária com o apoio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e da Guarda Municipal, realizaram uma inspeção em um supermercado de São Carlos e encontraram um poço artesiano que captava e distribuía água clandestina e sem nenhum tratamento.
Segundo informações, a água do poço era utilizada para o açougue, lanchonete, para lavar equipamentos entre outros.
A Visam constatou a irregularidade no supermercado localizado na Rua XV de novembro, no qual foi interditado por tempo indeterminado. Segundo a lei, os donos do supermercado tem até 10 dias para apresentar a defesa.
Um laudo emitido no início deste ano pelo Instituto Adolfo Lutz da cidade de Ribeirão Preto identificou a presença de Escherichia Coli na água que também era usada, segundo os fiscais, para o consumo.
Escherichia Coli
Escherichia Coli é um grupo de bactérias que habitam normalmente no intestino humano e de alguns animais, no entanto, nem todas E. Coli são inofensivas. Certos tipos são nocivos e causam uma gastroenterite com intensa diarreia com muco, semelhante ao catarro ou sangue, ou uma infecção urinária.
Existem 4 tipos de E. coli que causam infecções intestinais, E. coli enterotoxigênica, enteroinvasiva, enteropatogênica e entero-hemorrágica. Estes tipos de E. Coli podem ser identificados num exame de fezes solicitado pelo médico, principalmente em caso de crianças, grávidas, idosos ou pessoas com sistema imune enfraquecido como as que estão no tratamento contra o câncer ou Aids, por exemplo.
A transmissão dessa bactéria ocorre através da água ou alimentos contaminados, ou através do contato com as fezes da pessoa contaminada, e por isso é de fácil transmissão especialmente entre as crianças.
NOTA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
A Vigilância Sanitária de São Carlos confirma o auto de infração 637 de 26 de fevereiro aplicado ao Supermercado Cogeb. Em 16 de janeiro de 2019 a Vigilância Sanitária recolheu amostra de água utilizada no estabelecimento, ação realizada aleatoriamente e mensalmente pelo órgão para realização de análises microbiológicas e físico-químicas. A amostra coletada no supermercado foi analisada pelo Laboratório Adolfo Lutz de Ribeirão Preto e apresentou contaminação pela bactéria Escherichia coli. Nesta terça-feira, 26 de fevereiro, os fiscais da Vigilância Sanitária se dirigiram até o local para investigar a contaminação e descobriram que o supermercado estava usando água de um poço artesiano, sem o tratamento adequado para o uso humano. A empresa já tomou providências e regularizou a ligação de água via SAAE, por isso foi liberada a reabertura do estabelecimento.