SÃO CARLOS/SP - Você sente: Dores abdominais, inchaço, gases, dificuldade (dores) para evacuar?. Se sua resposta foi sim para algum destes sintomas você pode estar com diverticulite. No entanto, diferente do que as pessoas pensam a diverticulite é uma inflamação que tem tratamento.
O que é?
Diverticulite é uma inflamação na parede interna do intestino. Caracterizada, principalmente, pela formação de bolsas (vesículas) e quistos pequenos e salientes, os divertículos que, ao inflamarem, causam a doença.
Tipos
A diverticulite é uma das complicações da doença diverticular dos cólons e corresponde à inflamação e infecção do divertículo. Desta forma pode ser dividida em dois tipos: (2)
Diverticulite hipotônica
A forma hipotônica corresponde a uma condição na qual os orifícios diverticulares (divertículos) são grandes e presentes em praticamente todos os segmentos do cólon (ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente e cólon sigmóide). Essa condição normalmente ocorre ou é diagnosticada em pacientes idosos. A complicação mais frequente é a hemorragia.
Diverticulite hipertônica
Nessa condição, os orifícios diverticulares são muito pequenos. A faixa etária de maior acometimento está em torno de 40 a 60 anos, e os divertículos se fazem mais presentes no lado esquerdo do cólon (cólon descendente e cólon sigmóide). As diverticulites agudas ocorrem especificamente nessa forma.
Como os divertículos se formam?
Não se sabe exatamente porque os divertículos se formam. Uma das teorias é que dietas pobres em fibras contribuem para que eles se desenvolvam. Com pouca fibra na dieta, as fezes ficam muito duras, o que causa a constipação intestinal. Com isso, é necessário um esforço maior para evacuar, o que provoca uma pressão no cólon e nos intestinos, formando esses quistos. O acúmulo de restos de fezes nesses locais é o que provoca a inflamação.
Além de uma dieta pobre em fibras, são considerados fatores de risco para a diverticulite idade superior a 40 anos, sedentarismo, obesidade, além do uso exagerado de anti-inflamatórios.
Quais são os sintomas?
Quando há inflamação, os sintomas mais comuns são dores abdominais. Pode ocorrer também sensibilidade, principalmente na parte inferior esquerda do abdômen, inchaço ou gases, febre e calafrios, náuseas e vômitos, falta de apetite, sangramento anal e alimentação insuficiente.
Pessoas que têm divertículos, mas não possuem inflamação não costumam ter sintomas. Nesses casos, os quistos podem ser identificados em exames de rotina, como a colonoscopia.
Exames
Conforme dito acima, a colonoscopia pode identificar a doença, porém, não é considerado o exame ideal para o diagnóstico. A tomografia computadorizada é a mais indicada porque permite uma visualização melhor de eventuais lesões relacionadas à doença.
Tratamento
Varia de acordo com a gravidade de cada paciente. Em casos mais simples, mudanças no estilo de vida, principalmente na dieta, com maior ingestão de fibras e líquidos, podem solucionar o problema. Em momentos de crises, os sintomas podem ser aliviados com bolsas de água quente, analgésicos e alimentação líquida. Nos casos mais graves, quando há evolução para problemas como peritonite e infecção, pode ser necessário o uso de antibióticos e, às vezes, tratamento cirúrgico.
Como prevenir a doença?
Não existe comprovação científica para prevenir a diverticulite. Como a doença pode estar vinculada à uma dieta pobre em fibras, portanto, a mudança na alimentação é o que será mais eficaz na ajuda a combatê-la.
Aumentar o consumo de fibras com frutas, legumes, verduras e grãos (como mamão, laranja, damasco, alface, rúcula entre outros) e beber bastante água (2 litros por dia, ao menos) diminuem os riscos. Não fumar e praticar exercícios físicos também ajudam a prevenir a doença.
*Por: Daiane Souza - Nutricionista
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