Jornalista/Radialista
CANADÁ - O Canadá ameaçou na sexta-feira (10) impor tarifas sobre produtos norte-americanos, bem como suspender partes de um acordo comercial histórico, se Washington continuar com sua proposta de favorecer os carros elétricos feitos nos Estados Unidos com mão de obra sindicalizada.
Em uma carta aos senadores americanos, a vice-primeira-ministra canadense, Chrystia Freeland, escreveu que Ottawa está "profundamente preocupada" com a proposta de alívio fiscal do presidente Joe Biden para veículos elétricos como parte de seu projeto "Build Back Better", que violaria o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá.
A redução de impostos proposta é equivalente a 34% da tarifa sobre veículos elétricos montados no Canadá, disse Freeland, e aplicá-la é "uma ameaça significativa para a indústria automobilística canadense e é uma revogação do acordo do USMCA", em referência ao acordo comercial entre os três países da América do Norte.
A proposta, incluída no pacote de US$ 1,75 trilhão do presidente Joe Biden pendente no Congresso, favorece a produção americana ao oferecer uma vantagem tributária maior para veículos elétricos (VEs) produzidos por mão de obra sindicalizada, bem como a eliminação progressiva de VEs importados após cinco anos.
México e Canadá argumentam que isso ameaça a cadeia de suprimentos integrada na América do Norte, viabilizada pelo USCMA, acordo firmado em 2020 após longas negociações.
Fabricantes de automóveis não sindicalizados, liderados por Toyota e Tesla, também estão resistindo à proposta de Biden, chamando-a de endosso ao sindicato United Auto Workers, o que poderia retardar a transição para os carros elétricos.
Se a medida for aprovada, Freeland afirmou que o Canadá, por sua vez, deverá impor novas tarifas retaliatórias à indústria automobilística dos Estados Unidos e a outros setores econômicos.
ALEMANHA - Os deputados alemães aprovaram ontem (10) uma lei que obriga os profissionais de saúde a receber a vacina contra a covid-19, um primeiro passo antes da ampliação da obrigatoriedade ao restante da população do país, prevista para o início de 2022.
O projeto de lei, que visa proteger grupos particularmente vulneráveis, foi aprovado por ampla maioria no Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão), onde os sociais-democratas (SPD), os Verdes e os liberais (FDP), as forças políticas que integram a nova coligação governamental, têm a maioria parlamentar.
A medida foi aprovada com 571 votos a favor e 80 contra.
Todos os que trabalham em hospitais e lares devem estar vacinados ou curados da covid-19.
A medida também se aplica aos funcionários de estabelecimentos de acolhimento de pessoas com deficiência, de ambulatórios, consultórios médicos, serviços de socorro ou centros socioeducativos.
O projeto diz que os profissionais de saúde têm "responsabilidade especial" porque estão "em contato próximo e intensivo com grupos de pessoas com alto risco de infeção e de doenças graves ou fatais".
Os funcionários visados pela nova medida terão até 15 de março de 2022 para comprovar a vacinação completa, caso contrário não poderão trabalhar.
Vários estabelecimentos da área da saúde, em particular os lares de idosos nos estados federados da Saxónia-Anhalt e de Brandemburgo, tornaram-se, nas últimas semanas, focos importantes de contágio, com alto número de mortes.
A cadeia de contágio pelo novo coronavírus é desencadeada, às vezes, por um funcionário não vacinado, o que reabriu o debate sobre a vacinação obrigatória para todos.
Os profissionais de saúde estão, em média, mais vacinados (quase 90%) em relação à população em geral (69,3%), de acordo com o Instituto Robert Koch (RKI).
Com a decisão, a Alemanha junta-se a outros países europeus como França, Itália, Grécia ou Reino Unido, que já incluíram na lei a vacinação obrigatória para os profissionais de saúde.
Atingida por uma nova onda de casos de covid-19, as autoridades da Alemanha já manifestaram vontade de ir mais longe e impor novas medidas.
O novo chanceler alemão, Olaf Scholz, pretende pedir ao Parlamento que vote, até o fim do ano, a obrigatoriedade de vacinação que, caso aprovada, poderá entrar em vigor em fevereiro ou março.
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira mostra que 68% dos alemães são favoráveis à vacinação obrigatória para todos os adultos, número que está aumentando
No entanto, as autoridades alemãs temem que a medida desperte a raiva dos opositores às restrições sanitárias, mobilizados desde o início da pandemia de covid-19 no país.
O novo ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, alertou hoje que multas para quem se recusar a ser vacinado serão "inevitáveis".
A covid-19 provocou pelo menos 5,28 milhões de mortes em todo o mundo, entre mais de 267,88 milhões de infecções pelo novo coronavírus registradas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.
A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.
ESPANHA - O Brasil está classificado, com uma rodada de antecipação, às quartas de final do Campeonato Mundial de Handebol feminino, que é realizado na Espanha. Na sexta-feira (10), as Leoas (como é conhecido o time brasileiro) superaram a Argentina por 24 a 19, em Torrevieja, pela segunda rodada da segunda fase.
O resultado levou a seleção campeã mundial em 2013 à liderança do Grupo 4, com oito pontos, fruto das vitórias sobre Croácia, Japão (ainda na primeira fase), Áustria e Argentina. Na etapa anterior, as brasileiras também superaram o Paraguai, mas como o adversário não prosseguiu no torneio, a pontuação do triunfo não entra na conta.
Antes do mata-mata, o Brasil faz o último jogo pela segunda fase diante da anfitriã Espanha, neste domingo (12), às 16h30 (horário de Brasília), em compromisso que vale a liderança do Grupo 4. Nas quartas, as Leoas terão pela frente Alemanha ou Dinamarca, também já classificadas e que disputam a ponta do Grupo 3.
Na partida desta sexta-feira, as argentinas iniciaram melhor, abrindo 3 a 0. As brasileiras levaram quase sete minutos para balançarem as redes pela primeira vez, mas logo tomaram o controle das ações, comandadas por Patrícia Matieli (artilheira do jogo, com nove gols) e pelas defesas da goleira Babi Arenhart, eleita a melhor em quadra e principal responsável pela eficiência das rivais nos chutes não ter superado 40%.
“De acordo com o parlamentar, unidade foi alvo de 8 furtos em 2 meses e quando chove, os servidores precisam acessar partes da unidade, andando pela área externa”
SÃO CARLOS/SP - Muitas pessoas que utilizam a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Cruzeiro do Sul, e os servidores que trabalham no local, estão sofrendo com as condições estruturais precárias. Além da unidade ser alvo constante de furtos na fiação elétrica, recentemente a Vigilância Sanitária Municipal (VISAM) interditou parte do posto por não apresentar condições mínimas de trabalho, principalmente em dias chuvosos.
A UBS do Cruzeiro do Sul tem mais de 60 mil munícipes cadastrados e atende em média 200 pacientes diariamente, o que corresponde a 6 mil pessoas todos os meses. Apesar disso, o local não possui a estrutura mínima para a realização de um bom atendimento desses pacientes.
Sob a perspectiva de segurança pública, fica evidente as fragilidades existentes. De junho a agosto de 2021 foram registrados oito boletins de ocorrência sobre furtos no local. O mais grave aconteceu no dia treze de agosto, que em detrimento do furto da fiação elétrica, a unidade suspendeu os atendimentos por dez dias.
O vereador Elton Carvalho (Republicanos) destinou uma emenda parlamentar para a instalação de grades em janelas, por onde os meliantes normalmente entram na unidade para realização dos furtos.
O vereador visitou a unidade dia nove de dezembro para verificar a instalação das grades, porém foi negativamente surpreendido, sendo que o local foi interditado parcialmente pela VISAM. Por conta de uma grande quantidade de telhas quebradas, quando chove há uma forte infiltração da água na unidade, alagando o corredor que precisou ser interditado.
“Isso é uma vergonha, um absurdo. Cheguei aqui para verificar como estava a instalação das grades, para celebrar uma conquista com a equipe, mas me deparei com essa situação deprimente. Os servidores são até hostilizados pelos pacientes, pois eles imaginam que é culpa dos servidores ou apenas descarregam suas frustrações por esses problemas na equipe. É muito triste um posto que atende tantas pessoas não ter condições básicas de segurança”, disse o parlamentar.
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