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Redação

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 Jornalista/Radialista

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BRUXELAS - Embargo acordado em Bruxelas pelos líderes da União Europeia cortará 90% das importações de petróleo da Rússia até ao final do ano. Medida pretende diminuir fonte de financiamento de Moscovo para a guerra na Ucrânia.

Os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) chegaram a acordo para um embargo ao petróleo russo, anunciou o presidente do Conselho Europeu, explicando estarem em causa dois terços das importações europeias à Rússia.

"Acordo para proibir a exportação de petróleo russo para a UE. Isto abrange imediatamente mais de dois terços das importações de petróleo à Rússia, cortando uma enorme fonte de financiamento para a sua máquina de guerra", anunciou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na noite desta segunda-feira (30.05), numa publicação na rede social Twitter.

Na publicação, o responsável destacou "a unidade" no Conselho Europeu, que está hoje e terça-feira reunido em Bruxelas numa cimeira extraordinária, vincando ainda a "máxima pressão sobre a Rússia para acabar com a guerra".

O embargo acordado em Bruxelas pelos líderes europeus irá reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia pelo bloco comunitário até ao final do ano, destacou ontem à noite a presidente da Comissão Europeia.

Numa mensagem no Twitter, Ursula von der Leyen saudou o acordo e sublinhou que o mesmo representará praticamente o fim das importações de petróleo da Rússia dentro de sensivelmente seis meses, mesmo com as alterações e exceções temporárias introduzidas, designadamente o embargo numa primeira fase aplicar-se apenas às importações de petróleo por via marítima.

"Isto irá efetivamente cortar cerca de 90% das importações de petróleo da Rússia para a UE até ao final do ano", escreveu Von der Leyen.

Acordo com alterações

Depois de difíceis discussões na UE para avançar com um embargo gradual e progressivo ao petróleo russo, como proposto pela Comissão Europeia há quase um mês, o assunto esteve na agenda dos líderes europeus, havendo agora alterações face à proposta inicial, como de a medida abranger dois terços das importações europeias de petróleo russo, ou seja, todo o petróleo marítimo proveniente da Rússia.

Isto significa que tanto a Hungria como outros países mais dependentes do petróleo russo, como Eslováquia e República Checa, consigam continuar a fazer importações por via terrestre.

Tais importações são feitas através do oleoduto de Druzhba, com uma extensão de 8.900 quilómetros e que sai da Rússia e chega até a Bielorrússia, onde se bifurca em dois ramais, um que abrange a Polónia e a Alemanha, países que se comprometeram a não o usar, e outro que chega à Ucrânia, Hungria, Eslováquia e República Checa.

Face às críticas destes países mais dependentes do petróleo russo, principalmente da Hungria, estão previstas ainda exceções temporárias para garantir a segurança do aprovisionamento de certos Estados-membros.

Fontes europeias explicaram que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, solicitou aos seus homólogos a inclusão de uma cláusula de solidariedade e de emergência para Budapeste dar aval ao embargo, prevendo que, perante uma rutura do abastecimento através deste oleoduto, os outros Estados-membros ajudem o país para garantir aprovisionamento.

 

Pacote de sanções

Em causa está o sexto e novo pacote de sanções contra a Rússia devido à invasão da Ucrânia, proposto pela Comissão Europeia no início de maio, após a instituição ter abrangido, no anterior conjunto de medidas restritivas, a proibição da importação de carvão.

O pacote mais recente, apresentado por Bruxelas há quatro semanas, prevê uma eliminação total e gradual da importação de todo o petróleo russo para assim reduzir a dependência energética europeia face à Rússia, estipulando também uma derrogação de um ano suplementar para Hungria e Eslováquia.

De acordo com fontes europeias, está previsto que estas sanções entrem em vigor daqui a seis meses no que toca ao petróleo e dentro de oito meses para produtos derivados do petróleo.

A guerra na Ucrânia expôs a excessiva dependência energética da UE face à Rússia, que é responsável por cerca de 45% das importações de gás europeias. A Rússia também fornece 25% do petróleo e 45% do carvão importado pela UE.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

 

 

LUSA

DW.com

 

 

FRANÇA - As últimas duas duplas com brasileiros no Torneio de Tênis de  Roland Garros se despediram da competição na segunda-feira (30) após serem superadas nas quartas de final.  Na disputa mista, a paulista Bia Haddad e o mineiro Bruno Soares perderam por 2 sets a 1 para a parceria do alemão Kevin Krawietz com a norte-americana Nicole Melichar-Martine, com parciais de 6/4, 6/7 e 12-10.  Na sequência, a dupla do gaúcho Rafael Matos com o argentino David Vega Hernández foi eliminada pelo salvadorenho Marcelo Arévalo e o holandês Jean-Julian Rojer por 2 sets a 0.

"Foi cruel, mas especial. Tem muito jogo que é decidido nesse detalhe final e você fica chateado de chegar tão perto, mas acho que hoje foi além disso. A gente dominou o jogo inteiro, literalmente desde o primeiro game. Além disso, a quadra estava um show, com a torcida fazendo muito barulho. Parecia que estávamos em casa. Isso é muito especial. Pra mim, em estágio final de carreira, e a Bia, que está recomeçando a jornada dela, é muito bacana. São momentos como esse que me fizeram jogar até os 40 anos de idade", disse Bruno Soares, de 40 anos.

A paulista de 25 anos, 33ª no ranking mundial da WTA, fez coro com o parceiro.

“Todo jogo é pedreira aqui, não tem como. Todo mundo nas mistas tem ranking bom, muita experiência, muitos campeões de Grand Slam... Pra mim é um privilégio estar compartilhando tudo isso com o Bruno". 

Apesar da eliminação nesta segunda (30), o gaúcho Rafael Matos fez uma campanha surpreendente em Roland Garros. O canhoto começou o torneio na 52ª posição no ranking de duplas da ATP, e na próxima edição da lista já aparecerá como o número 50 do mundo. Ao lado do espanhol Vega Hernández, o gaúcho de 26 anos derrotou na estreia, por 2 sets a 0, a dupla favorita formada pelo argentino Andres Molteni e o mexicano Santiago Gonzalez. Depois Matos e Hernández  superaram o polonês Lukasz Kubot e o francês Edouard Vasselin por 2 sets a 1. O placar foi o mesmo na terceira vitória, desta vez contra Sander Gille e Joran Vliegen, que assegurou a dupla Matos e Hernández nas quartas de final. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP -  São Carlos registrou mais dois óbitos por COVID-19 nesta segunda-feira (30/05), totalizando 594 mortes pela doença no município. Morreu um homem de 92 anos, internado em hospital público desde 24/05. O paciente tinha recebido somente 01 dose da vacina contra a COVID-19. Também veio a óbito um homem de 60 anos com comorbidades, internado em hospital público desde 27/05. O paciente já tinha recebido três doses da vacina contra a COVID-19.

Foram registrados nesta segunda-feira (30/05) mais 227 exames positivos e 367 negativos para COVID-19. 

Nenhum paciente com COVID-19 está neste momento em leito de estabilização das UPAS.

SÃO CARLOS/SP - Um idosos foi assaltado por três bandidos na última sexta-feira (27), no bairro Boa Vista, em São Carlos.

Segundo consta, o homem de 72 anos, estava estacionando sua FIAT TORO, na Rua Martin Luther King, para visitar a namorada, quando foi surpreendido pelos criminosos e ao tentar reagir levou um soco e caiu.

Os bandidos levaram seu carro, uma pochete contendo documentos pessoais, chaves e um aparelho celular.

A Polícia Militar foi acionada, mas ninguém foi preso.

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