Jornalista/Radialista
Evento tem como objetivo homenagear o povo e a cultura nordestina acontece na Pirâmide da Mata do Alemão
IBATÉ/SP - Sábado, dia 17 de setembro, a Prefeitura de Ibaté realiza a 1ª Festa Nordestina de Ibaté.
O evento, que tem como objetivo homenagear o povo e a cultura nordestina, vai ser realizado na Pirâmide da Mata do Alemão, a partir das 20 horas, com entrada franca.
A abertura fica por conta do Trio Mandacaru, que vai animar o público presente, com canções de grandes nomes da música nordestina como Luiz Gonzaga, Genival Lacerda, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, além de novos compositores modernos que levam a tradição.
Com 24 anos de estrada, o Trio Mandacaru – formado pelo pai Toninho do Acordeon, seu filho Valdo Mandacaru como vocal e triângulo, e Déo na Zabumba – mantém a cultura e a tradição nordestina ativa.
Valdo Mandacaru lembra que o trio teve início quando seu pai deixou o Pernambuco para vir reencontrar seus filhos, no Estado de São Paulo. “Foi então que juntamos a saudade de nossas tradições, a poesia do cancioneiro nordestino e a musicalidade de nossa terra natal”, afirmou.
A 1ª Festa Nordestina também contará com o show de um dos grandes precursores do tradicional forró pé de serra: o Trio Virgulino.
Composto por diversos sucessos no cenário da música nacional, além de muitas histórias ao longo de shows e viagens pelo Brasil e mundo afora, o Trio Virgulino é formado por Adelmo Nascimento (triângulo), Roberto Pinheiro (zabumba) e Robson Pinheiro (sanfona) – Robson é o mais novo integrante do Trio, e é filho do Roberto.
O show vai celebrar a trajetória vitoriosa de um trio que faz levantar a poeira por onde passa. Os três pernambucanos do Trio Virgulino compõem um retrato da alegria e da espontaneidade, com um repertório de grandes sucessos como: “Eu só quero um xodó”, “Qui nem jiló”, “Rindo à toa”, “Isso aqui ta bom demais”, entre outros.
Assim como em todos os outros eventos realizados na cidade, a Prefeitura já está empenhada na organização para proporcionar um ambiente totalmente familiar, com o apoio de seguranças privados, Guarda Civil Municipal, e da Polícia Militar, além de decoração típica, banheiros químicos e Praça de Alimentação – formada pelos membros da AFEAFI (Associação dos Feirantes e Ambulantes de Ibaté) – com doces, salgados, lanches, espetos, bebidas e comidas típicas da Cultura Nordestina.
O prefeito de Ibaté, José Luiz Parella, convida toda a população da cidade e região para que participem e prestigiem a 1ª Festa Nordestina Ibaté. “Estamos preparando uma grande festa para a população de Ibaté e região, valorizando e homenageando as famílias que vieram do Norte e Nordeste do nosso Brasil e escolheram a nossa cidade para amar e morar”, finalizou.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP - A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto abriu inquérito para investigar um técnico de enfermagem suspeito de ter estuprado duas mulheres internadas no Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes na cidade.
O caso está sendo investigado como estupro de vulnerável, porque as mulheres estariam medicadas, sem condições de reagir ao abuso sexual.
Segundo a delegada do caso, Luciana Macini, as vítimas já ouvidas em depoimento afirmam que a violência sexual ocorreu no mês de agosto deste ano. "A denúncia chegou até a DDM e já ouvimos duas vítimas. Vamos ouvir outras mulheres que estavam internadas no mesmo quarto para saber se há mais pessoas que foram abusadas", explica a delegada.
Também entra para a lista de pessoas a serem ouvidas os funcionários do hospital que trabalhavam no dia em que teria ocorrido o estupro.
O técnico em enfermagem acusado do crime pediu demissão do hospital e será chamado para comparecer à DDM nos próximos dias para dar sua versão sobre o crime. Como não foi pego em flagrante, ele responde ao crime em liberdade.
Em nota, o advogado do hospital, Gustavo Zola Peres, afirma que a testemunha relatou à equipe de enfermagem e assistente social que havia presenciado o abuso contra outra paciente.
De imediato, o funcionário foi afastado e instaurado procedimento interno para apuração dos fatos. Foram ouvidos quatro pacientes que se encontraram nas dependências do quarto, funcionários e o próprio suspeito.
No dia 26 de agosto, a testemunha registrou boletim de ocorrência, noticiando uma tentativa de assédio sexual.
"O Hospital Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, não poupará esforços para esclarecer os fatos e combater atos que desrespeitem os direitos das mulheres ou de qualquer outro paciente", finaliza a nota.
SÃO PAULO/SP - O volume de vendas do comércio varejista no país recuou 0,8% em julho, na comparação com junho, registrando o terceiro mês consecutivo de taxa negativa. No acumulado do ano, o varejo registra variação de 0,4% e, nos últimos 12 meses, o setor tem queda de 1,8%.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em julho caiu 0,7%, na comparação com o mês anterior e 6,8% na comparação com julho de 2021.
Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a terceira queda seguida após meses de alta demonstra a retomada da trajetória irregular observada desde o período mais grave da pandemia de covid-19. "O setor repete a trajetória que vem acontecendo desde março de 2020, com alta volatilidade”, disse, em nota.
O mês de abril foi o último com crescimento. Desde então, maio, junho e julho acumulam recuo de 2,7%. Por conta desses resultados, o setor se encontra praticamente no mesmo nível do período pré-pandemia, fevereiro de 2020, com variação de 0,5%.
O resultado negativo do setor em julho, apresentou queda em nove das 10 atividades pesquisadas, contando com o varejo ampliado. O maior recuo foi em tecidos, vestuário e calçados (-17,1%).
“Algumas das grandes cadeias comerciais apresentaram redução na receita, sobretudo na parte de calçados. Além disso, pode haver também escolhas do consumidor, considerando a redução da capacidade do consumo atual”, afirmou o pesquisador.
As demais quedas foram em móveis e eletrodomésticos (-3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2%), equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-1,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,4%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%).
Apenas a atividade de combustíveis e lubrificantes (12,2%) mostrou crescimento. Segundo o gerente, isso é resultado da política de redução do preço dos combustíveis.
A pesquisa também mostra que, na comparação com julho de 2021, o comércio varejista caiu 5,2%. As taxas negativas foram registradas em sete das 10 atividades catalogadas (contando o comércio varejista ampliado).
Os destaques foram para outros artigos de uso pessoal e doméstico (-28,7%), tecidos, vestuário e calçados (-16,2%) e móveis e eletrodomésticos (-14,6%). Também tiveram queda as atividades de equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-0,4%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).
BRASÍLIA/DF - O Senado tem vários projetos em tramitação que buscam coibir agressões a profissionais da imprensa. O tema voltou à tona após o incidente com a jornalista Vera Magalhães na noite de terça-feira (13). Os projetos criam agravantes ou novas penas para atos violentos que tentem intimidar ou impedir o trabalho da imprensa.
Vera Magalhães acompanhava debate entre candidatos ao governo de São Paulo quando foi abordada agressivamente pelo deputado estadual Douglas Garcia, integrante da comitiva do candidato e ex-ministro Tarcísio Gomes. Ao final do debate, Douglas se aproximou da jornalista gravando um vídeo com o celular, perguntou se ela teria recebido dinheiro para falar mal do presidente Jair Bolsonaro e chamou-a de “vergonha para o jornalismo”.
Autor de uma dessas propostas, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) manifestou solidariedade à jornalista, afirmando que ela “honra a profissão”. Ele aproveitou para pedir o andamento do projeto.
“O que esses extremistas querem é imprensa amordaçada. O Congresso Nacional faria um enorme bem à democracia se aprovasse nosso projeto. Faço um apelo aos parlamentares sobre a necessidade de reforçarmos as garantias da liberdade de imprensa no país”, escreveu o senador nas redes sociais.
O texto de Contarato (PL 4.522/2020) estabelece pena de detenção de um a seis meses, acrescida de multa, a quem praticar hostilidades com o objetivo de impedir ou dificultar a atuação dos profissionais de imprensa. A pena será aumentada em caso de emprego de violência ou vias de fato que sejam consideradas aviltantes.
Como foi apresentado durante a pandemia de covid-19, o projeto seguiu direto para o Plenário do Senado, sem ser encaminhado às Comissões. Ele ainda aguarda a escolha de um relator.
Agravantes
Com tramitação mais avançada, o PLS 329/2016 transforma em crime hediondo o homicídio de jornalistas em razão da sua atuação. Crimes hediondos são inafiançáveis, não são sujeitos a indulto e não permitem liberdade provisória.
O texto é do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e tem parecer favorável do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO). No relatório, Kajuru afirma que a ideia é “conveniente e oportuna”.
“Devido aos ânimos exaltados, em decorrência das disputas políticas que o país vivencia, jornalistas têm sido vítima de atos violentos, pela simples identificação com o veículo de comunicação para o qual trabalham ou por mera suposição de que apoiam determinado candidato”, observa o senador no relatório.
Outros dois projetos, que ainda aguardam destinação, agravam as penas para crimes violentos contra jornalistas que estejam no exercício da atividade. O PL 2.874/2020, do senador Weverton (PDT-MA), aumenta em até dois terços a pena para lesão corporal. Esse agravamento também será aplicado nos casos de agressões a familiares dos jornalistas. Já o PL 2.813/2020, do senador Lucas Barreto (PSD-AP), introduz a agressão contra jornalista entre as chamadas agravantes genéricas, que não integram a estrutura do tipo penal mas se ligam a ele para aumentar a pena.
“O Brasil é um dos piores lugares para um jornalista ou profissional da imprensa exercer sua profissão, de acordo com organizações que sistematizam e analisam casos de violência e assassinatos. Ao mesmo tempo, parte das instituições do Estado brasileiro atualmente não dá a atenção devida se o profissional de imprensa é agredido ou morto”, critica Weverton na justificativa para o seu projeto.
Debate
Em junho deste ano a Comissão de Direitos Humanos (CDH) promoveu audiência pública onde colheu denúncias de jornalistas sobre o acirramento da violência contra a imprensa nos últimos anos. Os participantes acusaram o governo do presidente Jair Bolsonaro de estimular hostilidades contra profissionais da imprensa.
A audiência foi motivada pelo assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia. As investigações trabalham com a hipótese de que eles foram mortos em função de trabalho investigativo que faziam contra a pesca ilegal na região.
Fonte: Agência Senado
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