Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O 1º Simpósio Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente foi realizado nesta terça-feira (13/09), no Teatro Municipal Dr. Alderico Vieira Perdigão, com a participação de profissionais da área, de promotores, defensores e procuradores de justiça de São Carlos e região. A abertura do evento teve a apresentação musical do Projeto Doces Flautistas da EMEB Carmine Botta.
O evento é uma realização do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), juntamente com a Secretaria Municipal Especial de Infância e Juventude de São Carlos e apoio do SENAC. O Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e as notificações ao Conselho Tutelar foram os temas principais do evento, inclusive com palestra do Procurador de Justiça do Estado do Paraná, Murillo José Digiácomo.
O secretário municipal de Governo, Netto Donato, que na ocasião representou o prefeito Airton Garcia, falou da importância do evento para o município. “Em nome do prefeito agradeço a presença de todos e esperamos que o Simpósio seja produtivo e que a troca de experiências entre os municípios resulte na melhoria da rede de proteção à criança e ao adolescente. Destaco o caráter de abrangência do Sistema de Garantia de Direitos a medida em que incorpora os direitos universais de todas as crianças e adolescentes brasileiros e também a proteção especial aos que forem ameaçados”, disse Donato.
A secretária municipal de Infância e Juventude, Ana Paula Vaz, falou da função da sua pasta. “Priorizamos de modo absoluto os direitos das crianças e adolescentes e avançamos em todos os aspectos. Os resultados evidenciam a importância do trabalho de reconhecimento dos sinais de violência pela Rede de Proteção que inclui a comunidade e o trabalho de profissionais preparados e sensibilizados para a situação, como de assistentes sociais, psicólogos, educadores, médicos e a gestão articulada das secretarias municipais de Infância e Juventude, de Cidadania e Assistência Social, Saúde, Educação, Conselhos Municipais e instituições ou organizações de apoio”, disse a secretária Ana Paula Vaz agradecendo a presença do Procurador de Justiça do Estado do Paraná, Murillo José Digiácomo.
Na sua palestra, o Procurador falou da articulação entre os órgãos do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente para um trabalho em rede. “Você tem que ter a saúde atuando, a educação, a cultura, o esporte, o lazer, a habitação, enfim diversos setores trabalhando juntos. Essa soma de esforços e de conhecimentos permite que se chegue antes do problema. O Sistema tem que fazer um diagnóstico da situação, avaliar cada caso de acordo com suas peculiaridades, individualidades, potencialidades, ou seja, o atendimento tem que ser individualizado. A família precisa ser atendida para se reestruturar e poder ser uma fonte de proteção e não de violação. A família tem que ser um instrumento de proteção”, afirmou o Procurador de Justiça.
Quanto a Pandemia da COVID-19 o palestrante garantiu que ela trouxe desafios adicionais. “Começando pelo ensino remoto. Nesse período nem todas as crianças conseguiram acessar esse ensino. As crianças em fase de alfabetização foram as mais prejudicadas. Impossível você conseguir alfabetizar uma criança à distância, especialmente se você não tem apoio familiar, já que em muitos casos essa família também possui um grande déficit de aprendizado e não tem condições de exercer esse papel facilitador. Hoje temos uma defasagem gigantesca na aprendizagem que tem que ser superada e enfrentada por meio de políticas públicas”, finaliza Digiácomo.
No período da tarde foi realizado um debate sobre Direitos da Criança e do Adolescente: demandas e intervenções necessárias para materialização do direito infanto adolescente.
Também participaram do evento as secretárias de Cidadania e Assistência Social, Vanessa Soriano, de Educação, Wanda Hoffmann, de Trabalho, Emprego e Renda, Danieli Favoretto Valenti e o vereador Robertinho Mori.
SÃO PAULO/SP - O Ministério da Saúde já confirmou 4.458 casos - com dois óbitos registrados - de varíola dos macacos em todo o território nacional. O montante coloca o Brasil na terceira colocação entre as nações com mais infectados pela doença no mundo. Diante desses números, Euclides Matheucci, diretor científico e sócio-fundador do Grupo DNA, que abrange as marcas DNA Consult, DNA Club, DNA Pets e DNA School, chama atenção para o momento e alerta que é hora da população redobrar a atenção e cuidados, a fim de diminuir a contaminação.
Segundo o especialista, que também é Professor e Orientador do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o primeiro passo para frear o crescimento da doença é fazer com que o público tenha conhecimento sobre as principais informações referentes aos riscos, causas e tratamentos da enfermidade. “Embora tenha menor índice de transmissão em uma comparação com a Covid-19, o momento pede absoluta atenção e educação referente a varíola dos macacos”, avalia.
Tendo como principais sintomas a febre súbita, forte e intensa, dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e fundamentalmente o aparecimento de gânglios (inchaços popularmente conhecidos como "ínguas"), que podem acontecer tanto na região do pescoço, na região axilar, como na região perigenital, além de feridas ou lesões pelo corpo, a varíola do macaco tem duração média entre duas e quatro semanas. No entanto, o intervalo de incubação do vírus até o início dos sinais e sintomas da monkeypox é tipicamente de 3 a 16 dias, podendo chegar até a 21 dias.
Tendo esses períodos em mente, Euclides também traz os cuidados necessários para evitar a contaminação deste vírus. “Evitar contato direto com pessoas contaminadas e com objetos pessoais de uma pessoa infectada são os meios essenciais de prevenção contra a doença”, explica o diretor científico do Grupo DNA, que destaca ainda a importância da higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel antes de comer ou tocar no rosto.
Para isso, o profissional ressalta ainda a importância do diagnóstico da doença, que é feito a partir de uma análise laboratorial por meio de um teste molecular ou sequenciamento genético. “É extremamente importante todos terem em mente que os casos suspeitos já devem contar com os pacientes isolados antes mesmo da confirmação do resultado visto que, somente interrompendo a interação deste possível paciente, iremos barrar a propagação do vírus”, avalia.
Já referente ao tratamento, o especialista explica que a varíola dos macacos é uma doença atrelada ao chamado tratamento de suporte, quando não há um medicamento direcionado, mas exige alguns cuidados extras de acordo com as manifestações patológicas. “A hidratação e a higienização das lesões são passos fundamentais, porém é importante estar atento aos sintomas. Se o paciente estiver com dor de cabeça, tomar um remédio analgésico, se estiver com febre, tomar um antifebril e, fundamentalmente, nos casos de lesões mais significativas, algumas medicações podem ser consideradas após avaliação médica”, explica.
Por fim, outro passo importante visando o combate contra a varíola dos macacos está na vacinação. Atualmente, a Organização Pan-Americana de Saúde e a Organização Mundial da Saúde estão negociando a aquisição da vacina contra a doença e medicamentos antivirais para o tratamento do vírus. A expectativa é de que 50 mil doses sejam aplicadas ao Brasil nos próximos meses.
Sobre o Grupo DNA
O Grupo DNA é uma empresa de biotecnologia que trabalha com genética molecular, criada em 1996 na cidade de São Carlos-SP. A partir de resultados das análises genéticas oferecidas, é possível identificar a condição clínica do paciente e oferecer tratamentos específicos, além de contribuir para a prevenção de doenças. Para atuar, a empresa possui todas as certificações e habilitações da ANVISA, Vigilância Sanitária, Instituto Adolfo Lutz e certificação DICQ. Mais informações em www.dnaconsult.com.br
ARARAQUARA/SP - Uma idosa de 77 anos, procurou o Plantão Policial em Araraquara, na terça-feira (13), para relatar que sofreu uma fratura em um dos braços, ao descer de um ônibus.
Segundo a idosa, o caso teria ocorrido na manhã de segunda-feira (12), na Avenida Antônio Honório Real, no Bairro Vale do Sol, quando ela estava no ônibus do Consórcio Araraquara de Transporte (CAT), na linha “Águas do Paiol” (Viação Parati).
A idosa relatou que estava descendo do ônibus, quando o motorista teria iniciado a marcha no coletivo. Ela disse que o condutor não prestou auxílio, sendo então socorrida por populares e levada a um hospital particular.
Após exames, foi constatada uma fratura em um de seus braços. O caso foi registrado como Lesão Corporal Culposa na Direção de Veículo Automotor e deve ser apurado.
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