Jornalista/Radialista
Inscrições são válidas para todo o Brasil e devem ser feitas até domingo, dia 29 de outubro; primeira edição de Ribeirão Preto e 55ª do Brasil foi um sucesso, com 65 veículos vendidos dos 107 inscritos
RIBEIRÃO PRETO/SP - Nos dias 01 e 02 de dezembro, Ribeirão Preto receberá mais uma edição do Leilão Veículos Antigos, organizado pelo tradicional Circuito de Leilões. Essa será a 56ª edição que já passou por várias regiões do Brasil – a segunda na cidade por conta do sucesso do evento no mês passado. Para quem pretende vender o seu veículo que tenha mais de 30 anos de fabricação e mantenha suas características originais e atenda aos requisitos, as inscrições estão abertas até domingo, dia 29 de outubro.
O cadastro pode ser feito pelo site www.circuitodeleiloes.com.br e, aprovado pela análise que avalia conservação e documentação, já entra na lista dos que serão leiloados. Em sete anos de eventos dessa modalidade pelo Brasil, o Circuito de Leilões já oficializou a venda de mais de dois mil veículos.
O 1 º Leilão Veículos Antigos Ribeirão Preto, que ocorreu em setembro foi um sucesso. Dos 119 veículos inscritos, 107 foram efetivamente leiloados, sendo 51 arrematados na batida do martelo e 14 negociados em condicional, totalizando 65 vendidos.
A previsão é que cerca de 100 veículos sejam vendidos neste próximo leilão. “Acreditamos que este segundo leilão em Ribeirão Preto será mais sucesso ainda, visto que o primeiro foi excelente, tanto pela quantidade de veículos que recebemos, quanto pelo número de arremates”, ressalva José Paulo Parra, diretor do Circuito de Leilões e um dos pioneiros em leilões de carros antigos no Brasil, quando promoveu a 1 ª edição em 2016 e profissionalizou o segmento no País.
O leiloeiro oficial do Circuito de Leilões é um dos maiores e mais renomados leiloeiro do Brasil, Joel Augusto Picelli Filho. “O leilão é 100% regular, e segue todas as orientações legais. Nosso leiloeiro é registrado na Junta Comercial, fazemos a publicação de edital e todos os carros arrematados têm nota de arremate, tudo conforme pede a Lei”, reforça José Paulo Parra.
O leilão será realizado nas modalidades: presencial - na sede da Matriz Veículos – na avenida Maurílio Biagi, 1740, bairro Ribeirânia, e on-line com transmissão AO VIVO, no canal no YouTube Circuito de Leilões. “Uma das grandes expectativas para esse segundo leilão, é um caminhão de bombeiros que faz parte de uma coleção única. Estamos ansiosos para a chegada desse veículo que promete surpreender a todos”, revela Parra.
Modelos de veículos no leilão
Serão aceitos para participar do leilão, veículos fabricados até 1993 e que estejam em condições de preservação e originalidade compatíveis o evento. Automóveis especiais como Street Hots, Customs, Hot Rods, e demais formas de customizações, também podem ser inscritos. Para veículos néo colecionáveis (Young Timers) e que não se enquadrem nas especificações estabelecidas, é só entrar em contato com a organização pelo (16) 99-777-8030.
A modalidade leilão, é hoje, no Brasil, a forma mais segura e valorizada para negociar a venda de um veículo antigo ou especial. “Essa modalidade já é muito tradicional no exterior. No Brasil, estamos mostrando as vantagens dessa modalidade desde 2016”, explica o diretor do Circuito de Leilões.
Mais informações do Leilão de Veículos Antigos e Especiais de Ribeirão Preto podem ser obtidas pelo (16) 99-777-8030. O evento tem apoio master da Pereira Alvim e Matriz Veículos.
Serviço: Leilão Veículos Antigos Ribeirão Preto
Inscrições de veículos: www.circuitodeleiloes.com.br
Prazo: até 29 de outubro
Valor da inscrição: R$ 450,00
Evento híbrido
Quando: 01 de dezembro (a partir das 18h) e 02 de dezembro (a partir das 11h)
Local: Presencial: Matriz Veículos – na avenida Maurílio Biagi, 1740, bairro Ribeirânia, Ribeirão Preto (convites à venda em breve) / On-line: canal no YouTube Circuito de Leilões (gratuito)
Informações: (16) 99-777-8030
VENEZUELA - A Venezuela convocou um referendo consultivo sobre o disputado território do Essequibo, que propõe a criação de um estado (província) naquela região e a nacionalização de seus habitantes. A Guiana, por sua vez, considera o plano "ilegal" e apela à "resistência".
A proposta de referendo surgiu em setembro no Parlamento, em meio à tensão pelas licitações petrolíferas feitas pela Guiana em áreas marítimas pendentes de delimitação.
A consulta, classificada como "política" por especialistas, será realizada em 3 de dezembro, e pode acabar fragilizando a posição da Venezuela na disputa, que está sendo julgada no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ, na sigla em francês).
"Interesses vitais, como a soberania e a integridade territorial, geralmente não são consultados porque existe o risco de um voto contra", explicou à AFP o ex-vice-chanceler Alejandro Flemming.
Neste sentido, "um resultado adverso seria simplesmente inconstitucional", alerta o advogado constitucionalista Juan Rafalli. "É obrigação do Presidente da República e dos órgãos de segurança defender a soberania", completou.
O Essequibo, um território de 160.000 km² rico em minerais e biodiversidade, é administrado pela Guiana e reivindicado pela Venezuela em uma disputa centenária.
A Venezuela reivindica o Acordo de Genebra, firmado em 1966 com o Reino Unido, antes da independência guianesa, que estabelecia bases para uma solução negociada e desconhece os limites estabelecidos em um parecer anterior de 1899 firmado em Paris, que é defendido por Georgetown.
A disputa territorial centenária foi retomada em 2015, quando a petrolífera americana ExxonMobil encontrou jazidas de petróleo.
- Principais questões -
O referendo consultivo, não vinculante, possui cinco questões, que abordam o apoio ou a rejeição de ambas as sentenças, e também questiona sobre ignorar a jurisdição do CIJ, embora o governo já a reconheça.
O ponto cinco se refere à "criação do estado Guiana-Essequiba" e o desenvolvimento de "um plano acelerado para a atenção integral à população atual e futura desse território", que inclua a concessão de cidadania venezuelana.
Até o momento, essa região disputada é identificada no mapa como uma "área em reivindicação".
Georgetown classificou a questão como "perniciosa" em um comunicado. "O confisco do território da Guiana constituiria um crime internacional de agressão" e apelou em declarações para a "resistência".
Mark Kirton, professor de Relações Internacionais em Georgetown, destaca que já viu o conflito aumentar antes, "mas desta vez foram mais longe. Estão falando em anexação".
- Participação -
Além dos "assuntos vitais", Flemming destaca a importância da participação nesta convocação, que é carregada de alto conteúdo político.
"Se as pessoas não votarem ou votarem contra, seria muito delicado porque, embora seja consultivo e o seu cumprimento não seja obrigatório, enviaria um sinal muito negativo", afirma o professor universitário, reconhecendo que 75% representaria uma participação ideal para que não houvesse dúvida de que as pessoas são a favor da reivindicação do Essequibo.
Para Rafalli, o referendo serve para "demonstrar a capacidade de mobilização e despertar o nacionalismo" um ano antes das eleições presidenciais.
O Estado ao qual propõe o referendo implica a "posse do território", ressalta Rafalli. "Esse estado de Essequibo é onde chegaremos no dia em que pudermos tomar plenamente a soberania venezuelana naquele território que está sendo reivindicado", completou.
Uma invasão parece descartada, embora ambos os países mantenham suas linhas de defesa.
"Não podemos lutar contra a Venezuela. Somos um país pequeno, com recursos limitados, sem um grande Exército (...), temos que trabalhar para manter o apoio diplomático", analisou Kirton.
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