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SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano (SMHDU), informa que os ambulantes que desejam comercializar produtos na 58ª Exposição Nacional de Orquídeas devem fazer a inscrição presencialmente nesta quarta-feira (19/04), na própria SMHDU, localizada na rua Conde do Pinhal, 2.190, no Centro. O horário de atendimento para esta finalidade será das 9h às 11h e das 14h30 às 16h.
Para participar, os interessados deverão ser cadastrados na SMHDU, ter inscrição municipal ativa e licença da Vigilância Sanitária válida. Serão disponibilizados 15 locais para barracas e food trucks com área de 3m por 3m na Praça da XV (Praça Doutor Christiano Altenfelder Silva), com o sorteio da posição de cada estabelecimento sendo realizado na quinta-feira (20/04), a partir das 14h30, com a presença de três representantes dos ambulantes.
O chefe de Fiscalização de Posturas, Marcelo Celenza, recorda que cada empreendedor cadastrado somente poderá trabalhar em um local do evento. “A legislação que trata da participação dos ambulantes em eventos públicos do município estipula que a atividade deve ser exercida pessoalmente pelo cadastrado. Isso também contribui para que mais ambulantes tenham a oportunidade de trabalhar”, disse Celenza.
Neste ano, após reuniões com representantes da Polícia Militar, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito e Departamento de Fiscalização, ficou deliberada a restrição da venda de bebidas em recipiente de vidro e latas de alumínio, sendo apenas permitida a comercialização em copos plásticos descartáveis. “Essa medida foi tomada visando manter a segurança pública no evento”, garantiu o diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela.

MOEDA/MG - Milhares de orquídeas devem deixar a paisagem do vale da Serra da Moeda ainda mais vibrante nos próximos meses. A cadeia de montanhas localizada na Serra do Espinhaço, além de emoldurar o cerrado mineiro, é um atrativo turístico para todos os gostos e idades.

A região recebeu 3 mil orquídeas nativas e puras da Mata Atlântica e Cerrado. Entre elas, nove são consideradas espécies ameaçadas de extinção. A iniciativa é do projeto Orquídeas Brasileiras que, desde fevereiro deste ano, vem introduzindo as flores nas árvores e rochas da região.

As espécies, além da exuberância, contribuem para a preservação e valorização das espécies típicas do local. De acordo com o projeto, as flores atraem insetos que polinizam as próprias orquídeas e outras plantas. Esses insetos, por sua vez, atraem predadores, ativando o ecossistema e mantendo o equilíbrio natural da área.

A expectativa é que as flores se reproduzam. “Certo é que a meta de 3 mil plantas será facilmente ultrapassada”, comemora o responsável técnico pelo projeto, Reginaldo de Vasconcelos Leitão, que é geógrafo especialista em orquídeas.

 

Entenda as etapas do projeto

O projeto Orquídeas Brasileiras, iniciativa do empreendimento Boavista, vem sendo realizado desde o primeiro semestre de 2019 e foi dividido em cinco etapas. A primeira, o diagnóstico, envolveu uma visita ao Vale da Serra da Moeda para análise e conhecimento técnico da área.

Na sequência, uma seleção das espécies foi realizada em orquidários profissionais. A preferência foi dada às espécies nativas e puras da região, bem como a polinização e reprodução em laboratório. Foi observado, também, a boa interação com a flora local.

A terceira etapa contempla o processo de aclimatação, para o desenvolvimento e fortalecimento das mudas geradas. A quarta, por sua vez, foi a introdução das espécies à natureza, em fevereiro deste ano.

A quinta e última ainda está em andamento. “A quinta fase será monitorar o desempenho dessas orquídeas até que estejam totalmente independentes de cuidados como limpeza, regas, adubação e controle de pragas”, explica Reginaldo.

 

Conheça algumas espécies do projeto

Entre as adotadas para reintegrar a flora local, de acordo com o geógrafo, está a orquídea considerada símbolo do projeto, a Hoffmannseggella milerii (ex Laelia milerii). Espécie oficialmente ameaçada de extinção, ela é simbólica das serras mineiras.

“Foi necessário buscarmos plantas adultas, que seriam as matrizes, com colecionadores para fazermos a polinização e gerar frutos. A previsão é que uma nova geração de mudas seja iniciada ainda neste ano”, pontuou.

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