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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (SMDSC) e a Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) estão fortalecendo uma parceria para ampliar ações educativas e de conscientização voltadas à cidadania, à inclusão social e à promoção dos direitos humanos em São Carlos. A iniciativa aproxima o poder público, a universidade e a comunidade, criando novos espaços de diálogo, informação e formação.

A programação conjunta contará com rodas de conversa, palestras e atividades formativas sobre temas relacionados aos direitos humanos, racismo, relações sociais e enfrentamento às diferentes formas de violência. Neste mês, o destaque será a palestra “Violência contra a Mulher”, que irá promover um espaço de informação, reflexão e conscientização sobre a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.

A Biblioteca da EESC-USP já desenvolve iniciativas voltadas à cidadania, à diversidade e aos direitos humanos, por meio de atividades culturais e educativas que aproximam a comunidade acadêmica da sociedade. Com a parceria, as ações passam a contar também com o apoio técnico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, ampliando o alcance das atividades e fortalecendo a integração entre as políticas públicas e as iniciativas desenvolvidas pela universidade.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, Gisele Santucci, destacou a importância da parceria para democratizar o acesso à informação e fortalecer a participação social.

“O trabalho conjunto fortalece o acesso à informação, promove o acesso aos direitos humanos e amplia o alcance dessas ações para toda a comunidade, contribuindo para a construção de uma sociedade mais consciente, participativa e inclusiva”, afirmou.

Participaram da reunião a secretária adjunta municipal de Cidadania, Ana Paula Vaz Panhoca, e, representando a Biblioteca da EESC-USP, a chefe técnica do Serviço de Biblioteca, Elenise Maria de Araujo; o bibliotecário da Seção de Atendimento ao Usuário, Eduardo Graziosi Silva; a técnica para assuntos administrativos da Seção de Atendimento ao Usuário, Ana Glaucia Fiscarelli; e o técnico de documentação e informação da Seção de Tratamento da Informação, Rafael Antonio di Foggi.

A parceria reforça o compromisso das instituições com a criação de espaços permanentes de diálogo, formação e participação social, contribuindo para a promoção dos direitos humanos, a democratização do conhecimento e o fortalecimento da cidadania em São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - Um equipamento capaz de avaliar o impacto da intensidade da escuridão das lentes de óculos de sol na direção de um veículo, desenvolvido no Laboratório de Instrumentação Oftálmica do Departamento de Engenharia Elétrica (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, recebeu aprovação de patente de invenção do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O reconhecimento foi o ponto de chegada de um projeto que teve início em 2018, com foco nesse tipo de acessório e a proteção dos usuários.

Na patente aprovada, o aparelho, um protótipo semafórico, ficou intitulado Método e Sistema de Medição de Características de Transmitância de Objetos Translúcidos. Na prática, trata-se de um pequeno equipamento, que pesa aproximadamente 1,5 kg e é composto por uma tela sensível ao toque, no qual o usuário pode interagir e avaliar se a quantidade de luz visível que penetra pelas lentes dos óculos de sol chega na intensidade satisfatória para total identificação das cores do semáforo.

A aferição é realizada em poucos segundos. A luz composta por LEDs de diferentes comprimentos de onda, específicos com as cores do semáforo instalados dentro do equipamento são direcionados para iluminar as lentes dos óculos. A luz que atravessa os óculos atinge sensores específicos para essas cores e são analisados por uma placa eletrônica faz diferentes medições. Um software embarcado disponibiliza para o usuário o quanto de luz foi transmitida pela lente e informa ao usuário, em uma tela, se seus óculos de sol estão próprios para uso em direção de veículos.

Para a avaliação, basta abrir a tampa superior do aparelho e posicionar as lentes dos óculos de sol a ser avaliado entre a placa e o LED. Para ser própria para direção, as lentes devem deixar passar mais do que 8% de luz. Mais do que isso, o aparelho desenvolvido pela EESC também permite calcula quanto as luzes vermelha, amarela e verde, cores que compõem um semáforo, estão sendo reduzidas pelas lentes do acessório. Para tal, é utilizado um quociente de atenuação visual de luz de trânsito (Q), que não deve ser menor que 0,8 para a luz de sinalização vermelha e menor que 0,6 para luzes de sinalização verde e amarela.

“Nosso laboratório já se dedicava às pesquisas sobre óculos de sol e proteção dos usuários, além de estarmos envolvidos com as normas para esse acessório junto à ABNT. Um dos requisitos das normas é, justamente, verificar se eles são apropriados para a direção de veículos, de modo que seus filtros que escurecem as lentes não interfiram na visualização dos semáforos, ponto em que focamos esse estudo específico”, diz Liliane Ventura, professora do SEL da EESC e coordenadora da pesquisa.

De acordo com Liliane, hoje existem óculos que são tão escuros que fazem com que não se perceba rapidamente a troca de cores do semáforo. “Essa avaliação é feita por equipamentos de espectroscopia, utilizados por profissionais qualificados e específicos. Mas, queríamos abrir a opção de verificação para um público mais amplo e a partir daí desenvolvemos um protótipo com interface amigável, em que o público pudesse testar seus próprios óculos e verificar se estão ou não apropriados para a direção.”

O projeto foi desenvolvido por Artur Duarte Loureiro, então aluno de mestrado e depois de doutorado no departamento, que transformou o protótipo em um sistema embarcado para que o público pudesse testar seus óculos. A pesquisa contou com financiamentos da Fapesp (2018/16275-2), da Capes e do CNPq, com bolsas de estudo para aluno e pesquisadora DT.

 

Da academia para a sociedade

Animada com a aprovação da patente, que tem duração de 20 anos, Liliane destaca o suporte e o incentivo da universidade para que as pesquisas e inovações ali desenvolvidas extrapolem os muros da academia.

“Os laboratórios, ou seja, a estrutura dada, além de todo o apoio em projetos de extensão da nossa universidade facilitam esse processo de transformação da produção científica em inovações para a indústria e para a sociedade. Agora que conseguimos a patente, nosso próximo passo será melhorar o protótipo com verbas de extensão e poder disponibilizá-lo, por exemplo, em museus de tecnologia, no Centro de Divulgação Científica e Cultural, entre outros locais para apreciação e maior acesso da aferição do equipamento pelo público”, conclui a professora da EESC.

 

EESC/USP

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