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CONGO - Osurto de ebola no Congo já matou mais de 3 mil pessoas e ultrapassou 6,1 mil casos confirmados, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde do país, divulgados na quarta-feira, 2. A doença avança em um ritmo sem precedentes, superando a capacidade das autoridades de rastrear os casos e conter a transmissão.

De acordo com o governo congolês, foram registrados 6.186 casos confirmados e 3.007 mortes desde que o surto foi declarado, em meados de maio. O número faz desta a epidemia de ebola que cresce mais rapidamente entre as já registradas.

A velocidade de propagação tem dificultado o trabalho das equipes de saúde, que tentam identificar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e interromper novas cadeias de transmissão.

O ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas. Os primeiros sintomas podem incluir febre, fraqueza e dores musculares, mas a doença pode evoluir rapidamente e provocar hemorragias e falência de órgãos.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que a epidemia permanece fora de controle e está a caminho de superar o surto de ebola na África Ocidental de 2014-2016, o mais mortal já registrado, que matou mais de 11.000 pessoas, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa. (Fonte: Associated Press).

 

 

 por Estadao Conteudo

CONGO - A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo continua avançando em ritmo acelerado e já provocou 1.751 mortes entre 3.874 casos confirmados. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde congolês e mostram que o surto, declarado em 15 de maio, tornou-se o segundo maior já registrado no mundo.

Em algumas das áreas mais afetadas, o número de novas infecções está dobrando. A avaliação foi feita pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após reuniões com representantes do governo em Kinshasa.

Por que o surto de Ebola avança tão rapidamente?

A atual epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo, uma variante para a qual ainda não existe vacina aprovada nem tratamento específico. A demora na identificação dos primeiros casos permitiu que a doença circulasse por semanas antes da declaração oficial do surto.

O avanço também é favorecido pelas dificuldades no rastreamento de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados. Segundo autoridades sanitárias africanas, entre 60% e 70% dos novos casos estão sendo encontrados fora dos grupos que já eram acompanhados. Estimativas mais recentes indicam que essa proporção pode chegar a 80%.

A detecção tardia contribui para a taxa de letalidade de aproximadamente 45%. Muitos pacientes chegam às unidades de saúde quando a doença já está em estágio avançado.

OMS pede ampliação urgente da resposta

Tedros afirmou que o combate à epidemia precisa ser ampliado de forma imediata e envolver governo, organizações internacionais, profissionais de saúde e moradores das regiões atingidas.

“Todos concordamos que é necessário aumentar urgentemente e de forma massiva todos os nossos esforços em todas as frentes da resposta e com a participação de todos os parceiros”, escreveu o diretor-geral da OMS.

Ele também defendeu maior coordenação sob a liderança do governo congolês, proteção para as equipes médicas e acesso às comunidades mais isoladas.

“Acima de tudo, as comunidades têm de estar no centro da resposta e assumir a sua liderança”, declarou.

Ituri concentra maior número de casos

A província de Ituri, no leste do país, permanece como o principal foco da epidemia. A região está próxima das fronteiras com Uganda, Sudão do Sul e Ruanda e sofre há anos com conflitos armados, deslocamentos populacionais e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

A insegurança limita a circulação das equipes médicas e prejudica o transporte de pacientes, medicamentos e equipamentos. Ataques contra unidades de saúde também já interromperam temporariamente o trabalho de organizações humanitárias.

Greve de profissionais agrava atendimento

Famílias de áreas afetadas relataram que parte dos profissionais que atuam na linha de frente entrou em greve por falta de pagamento e pelas condições de trabalho.

Alguns funcionários começaram a receber os valores atrasados referentes aos serviços prestados desde o início da epidemia, mas continuam reivindicando salários maiores e garantias de proteção.

A paralisação agrava o acesso aos cuidados em uma região onde hospitais e centros de tratamento já enfrentam falta de profissionais, leitos e materiais.

Estados Unidos anunciam ajuda de US$ 242 milhões

O governo dos Estados Unidos anunciou um novo aporte de US$ 242 milhões para financiar o combate imediato ao Ebola, preparar países da região e ampliar a assistência humanitária.

Com o novo valor, o apoio americano destinado à epidemia e às necessidades humanitárias relacionadas ao surto supera US$ 512 milhões.

Os recursos deverão ser usados em ações como ampliação de centros de tratamento, vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, treinamento de profissionais e proteção das comunidades mais vulneráveis.

Existe vacina contra o vírus Bundibugyo?

Ainda não há vacina licenciada contra a variante responsável pelo atual surto. Também não existe um tratamento específico aprovado, embora cuidados de suporte iniciados rapidamente possam aumentar as chances de sobrevivência.

Vacinas experimentais começaram a ser testadas em humanos no Reino Unido e no Canadá. A Moderna iniciou um estudo inicial com cerca de 80 voluntários para avaliar a segurança e a resposta imunológica de uma vacina de RNA mensageiro contra o vírus Bundibugyo.

A OMS também acompanha testes de terapias experimentais e avalia se vacinas desenvolvidas para outras variantes do Ebola podem oferecer algum nível de proteção.

Surto é o segundo maior da história

A atual epidemia já superou todos os surtos anteriores em velocidade de propagação. Em número de casos, fica atrás apenas da crise registrada na África Ocidental entre 2014 e 2016.

Naquela epidemia, mais de 28 mil pessoas foram infectadas e mais de 11 mil morreram, principalmente na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria.

A OMS considera baixo o risco de propagação global, mas alerta que o surto permanece crítico na República Democrática do Congo e pode avançar para países vizinhos caso as medidas de controle não sejam reforçadas.

 

 

por Notícias ao Minuto

CONGO - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (7) que o surto de Ebola no Congo ainda não se estabilizou e continua se expandindo, com a transmissão impulsionada pela movimentação da população.

A República Democrática do Congo confirmou 1.561 casos, incluindo 506 mortes, no pior surto já registrado da rara cepa Bundibugyo do Ebola, para o qual, segundo a organização, não há tratamento ou cura comprovados.

“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, disse a médica Anne Ancia, representante da OMS no país, a repórteres por videoconferência de Bunia, no epicentro da epidemia. 

Ela afirmou que ainda há grandes desafios, como a quase saturação de alguns centros de tratamento do Ebola, com índices de ocupação em torno de 90%.

De acordo com a médica, outra dificuldade ocorre porque os trabalhadores que adoecem na cidade mineira de Mongbwalu não estão buscando tratamento localmente, em vez disso, viajam e disseminam a doença para novas regiões.

“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e  fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, disse ela.

 

 

por Agência Brasil

TANZÂNIA - A Tanzânia confirmou o primeiro surto do vírus Marburg, semelhante ao ebola, nas aldeias de Maruku e Kanyangereko, na região de Kagera, informou o governo do país.

O ministro da Saúde do país, Ummy Mwalimu, disse terça-feira,21, que cinco dos oito casos confirmados já morreram desde que a doença foi notificada na última quinta-feira.

Enquanto isso, as autoridades estão rastreando 161 indivíduos na região e disseram que a situação foi controlada, de acordo com o jornal 'Daily News Tanzania'.

“Não há motivo para alarme. Trabalharemos com nossos vizinhos para garantir que aqueles que contraem a doença sejam tratados a tempo”, disse Mwalimu.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou uma equipe de emergência para a região para realizar investigações epidemiológicas e oferecer assistência às autoridades locais, disse a organização.

“Os esforços das autoridades de saúde da Tanzânia para estabelecer uma causa para a doença são um indicador claro de sua determinação em responder de forma eficaz ao surto”, disse o diretor regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti.

Em fevereiro passado, o governo da Guiné Equatorial declarou um alerta de saúde após a confirmação de um surto do vírus Marburg.

Na África, surtos anteriores e casos esporádicos foram relatados em Angola, República Democrática do Congo (RDC), Quênia, África do Sul e Uganda. A Guiné confirmou um caso em agosto de 2021 em Gueckedou, enquanto o Gana confirmou dois casos em julho de 2022.

Os sintomas do vírus incluem dor de cabeça, vômitos de sangue e dores musculares. A doença é transmitida através do contato com sangue infectado ou outros fluidos e tecidos corporais. Não há vacinas ou tratamentos antivirais aprovados para tratar o vírus, que tem uma taxa de mortalidade de 88%.

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

Bárbara O'Sullivan / NEWS 360

UGANDA - Uganda registrou a primeira morte provocada pelo vírus do ebola desde 2019, informou nesta terça-feira o ministério da Saúde, que anunciou um foco da doença em Mubende, na região central do país.

"O caso confirmado é de um homem de 24 anos, que apresentou sintomas da doença e faleceu, afirmou o ministério no Twitter.

O caso foi provocado por uma cepa rara procedente do Sudão, que não era observada em Uganda desde 2012, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na África, que anunciou o envio de uma equipe para ajudar nas investigações e na resposta.

Uganda já registrou várias epidemias de ebola, a mais recente em 2019, com um balanço de cinco mortos.

O vírus do ebola pode ser fatal, embora atualmente existam vacinas e tratamentos contra esta febre hemorrágica, que é transmitida aos humanos por animais infectados.

A transmissão entre pessoas ocorre por meio de fluidos corporais. Os principais sintomas são febre, vômitos, sangramento e diarreia.

A República Democrática do Congo (RDC), vizinha de Uganda, registrou 14 epidemias de ebola, a mais recente delas entre abril e julho de 2022.

 

 

AFP

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