SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, realizou ao longo de 2026 dez apresentações do espetáculo teatral “Brincadeira com Fogo é Fogo”, com o objetivo de promover educação ambiental e conscientizar a população sobre a prevenção de queimadas e incêndios florestais e urbanos.
As atividades foram realizadas em diferentes espaços do município e foram encerradas no dia 1º de setembro, com apresentação no Teatro Municipal.
Com uma proposta educativa e, ao mesmo tempo, divertida, o espetáculo utiliza a linguagem da palhaçaria, teatro de sombras e bonecos para abordar os riscos e as consequências do uso inadequado do fogo. A iniciativa buscou levar informação de maneira acessível a crianças, jovens e adultos, estimulando atitudes mais seguras e responsáveis e reforçando a importância da preservação do meio ambiente.
Durante aproximadamente 45 minutos, as palhaças Tatah e Pirilim conduzem a narrativa com humor e criatividade, utilizando referências culturais e históricas como Prometeu, Xangô e a Lenda da Boitatá. A combinação entre cultura, teatro e educação ambiental permite que temas relacionados às queimadas e aos incêndios sejam apresentados de forma lúdica, facilitando a compreensão e estimulando a participação do público.
As apresentações foram realizadas em diferentes regiões e espaços da cidade, ampliando o acesso à atividade. O espetáculo passou pela Praça XV, Teatro Municipal, Salesianos São Carlos, CEMEAR, Festa Junina do Centro de Ensino de Jovens e Adultos (CEJA), Salão da Igreja Matriz de Santa Eudóxia, Escola Estadual Bispo Dom Gastão, EMEB Angelina Dagnone de Melo e pela organização Nave Sal da Terra, além de uma nova apresentação no Teatro Municipal. A programação contemplou tanto atividades direcionadas a estudantes quanto apresentações abertas à população.
No Teatro Municipal, em junho, participaram alunos do 2º ano do Ensino Fundamental I das EMEBs Ulysses Ferreira Picollo, Arthur Natalino Deriggi, Janete Maria Martinelli Lia e Afonso Fioca Vitali – CAIC. Outras apresentações também foram destinadas a crianças do contraturno dos Salesianos, estudantes da rede estadual, crianças e idosos atendidos pela Nave Sal da Terra e ao público em geral.
A ação integra as iniciativas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal voltadas à educação ambiental, especialmente durante períodos de estiagem e maior risco de queimadas. Além de incentivar práticas seguras no uso do fogo, a proposta buscou ampliar o alcance das campanhas de prevenção e levar a discussão sobre o tema para diferentes públicos e espaços da cidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, as apresentações tiveram boa receptividade, especialmente entre as crianças. Foram registrados relatos de que os conteúdos apresentados permaneceram presentes nas falas e atitudes dos participantes mesmo após as atividades. Gestores dos espaços e demais participantes também deram retornos positivos e demonstraram interesse na realização de novas apresentações, indicando o alcance da iniciativa como ferramenta de sensibilização para a prevenção de incêndios florestais e urbanos.
“Levar a educação ambiental para diferentes espaços da cidade, utilizando uma linguagem acessível e lúdica, é uma forma importante de fazer com que a mensagem de prevenção chegue às pessoas e permaneça no dia a dia. Tivemos uma receptividade muito positiva, principalmente das crianças, e recebemos relatos de que o conteúdo continuou sendo comentado e lembrado depois das apresentações. Isso mostra que a iniciativa cumpriu seu papel de sensibilizar a população e reforçar que a prevenção das queimadas e dos incêndios é uma responsabilidade de todos”, destacou o secretário Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Júnior Zanquim.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, em parceria com o Ministério Público, realiza na próxima segunda-feira (15/06), o Treinamento para Auxílio e Resgate de Animais Silvestres e Domésticos no Pico da Estiagem e Queimadas – Operação Corta Fogo 2026.
A capacitação será realizada das 8h às 12h15, no Centro de Educação Ambiental do Parque Ecológico de São Carlos, com emissão de certificado aos participantes.
O treinamento tem como objetivo preparar profissionais e voluntários para atuar no manejo, contenção, primeiros socorros e triagem de animais afetados por incêndios florestais e queimadas urbanas, garantindo o bem-estar dos animais e a segurança das equipes de campo.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, o aumento das ocorrências de queimadas durante o período de estiagem exige planejamento e capacitação das equipes envolvidas no atendimento às emergências ambientais.
A atividade é destinada a integrantes da Guarda Municipal, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, brigadistas de concessionárias, profissionais da área ambiental e demais interessados.
A programação será dividida em dois módulos. No período da manhã, das 8h às 10h, o biólogo Francisco Rogério Paschoal ministrará palestra sobre captura e contenção de animais silvestres. Entre os temas abordados estão técnicas de captura, contenção física e química, acondicionamento e transporte, identificação dos animais, situações de risco, resgate durante incêndios, acidentes com animais peçonhentos, alimentação e cuidados. O módulo contará ainda com uma atividade prática de manejo de serpentes.
Após o intervalo, das 10h15 às 12h15, o médico veterinário Douglas Jazedje, conduzirá a capacitação sobre captura e contenção de animais domésticos, com atividades práticas voltadas ao manejo de canídeos e equinos.
A iniciativa integra as ações preventivas da Operação Corta Fogo e busca fortalecer a atuação conjunta dos órgãos públicos e entidades parceiras no enfrentamento aos impactos causados pelas queimadas, contribuindo para a preservação da fauna e para a proteção dos animais em situações de emergência.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos iniciou nesta semana uma operação conjunta para reforçar o combate às queimadas no município. A ação conta com apoio do Ministério Público, da Guarda Municipal e da Polícia Militar e foi motivada pelo aumento significativo de focos de incêndio registrados nos últimos dias, tanto na zona urbana quanto na área rural.
Equipes de fiscalização percorrem bairros com maior incidência de queimadas, como Jardim Zavaglia e Cidade Aracy, além de parques e terrenos baldios. O patrulhamento também foi ampliado em pontos críticos das áreas rurais, com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores.
Além das ações repressivas, a operação prioriza a orientação dos moradores. O diretor de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, destacou que a iniciativa foi articulada pelo promotor de Justiça, Flávio Okamoto. “Nosso objetivo é promover a conscientização sobre os riscos e danos decorrentes dos incêndios florestais e das queimadas irregulares”, afirmou.
Okamoto reforçou o apelo à população. “Contamos com o apoio dos moradores para manter terrenos limpos, não descartar lixo de forma irregular e comunicar à Prefeitura locais com resíduos.
Na maioria dos casos, os incêndios em áreas urbanas começam em locais mal cuidados”, alertou.
A Lei Municipal nº 21.825/2023 proíbe a queima de qualquer tipo de material. O descumprimento pode gerar multa de R$ 10,98 por metro quadrado, valor que, se não quitado ou contestado em até 15 dias, é inscrito automaticamente na dívida ativa do município.
Denúncias anônimas podem ser feitas pelo site www.cidadao.saocarlos.sp.gov.br ou pelos telefones (16) 3362-1080 e 0800-770-1552.
SÃO CARLOS/SP - A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta nesta terça-feira (19/08) para o aumento expressivo do risco de queimadas nas regiões de Araraquara e São Carlos. A combinação entre temperaturas elevadas e baixos índices de umidade do ar cria um ambiente altamente propício à propagação de incêndios, especialmente em áreas com vegetação seca, pastagens e terrenos abandonados.
“A previsão para os próximos dias indica máximas de até 30 °C e mínimas de 13 °C, o que exige atenção especial com a saúde de idosos, crianças e animais domésticos”, afirmou o diretor da Defesa Civil de São Carlos, Pedro Caballero.
A Defesa Civil também alerta que a partir de quarta-feira (20/08), o Estado deve enfrentar um período de calor incomum para esta época do ano, conhecido como “veranico”. Esse fenômeno, típico do inverno, é marcado por dias ensolarados, clima seco e temperaturas elevadas, semelhantes às do verão. A previsão é que dure entre três e cinco dias.
Esse cenário é resultado de uma massa de ar seco combinada com um bloqueio atmosférico, que impede a chegada de frentes frias e favorece a entrada de ventos quentes vindos do Norte e Nordeste.
Com o tempo seco e o calor intenso, o risco de incêndios florestais aumenta consideravelmente. A Defesa Civil reforça que é proibido utilizar fogo para limpeza de terrenos, queimar lixo ou descartar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou à margem de rodovia. Além de ser crime ambiental, essa prática coloca em risco a saúde pública, o meio ambiente e a segurança das comunidades.
“Estamos diante de uma condição climática que exige responsabilidade coletiva. Qualquer descuido pode gerar focos de incêndio com consequências graves para a população e o meio ambiente. É fundamental que todos colaborem evitando o uso do fogo e denunciando práticas irregulares”, comentou Pedro Caballero. Em caso de emergência A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 para denúncias ou orientações sobre prevenção de queimadas e outras ocorrências.
BRASÍLIA/DF - O ano de 2024 registrou 30 milhões de hectares do território nacional atingidos por queimadas. Essa foi a segunda maior extensão que o fogo alcançou nos últimos 40 anos, ficando 62% acima da média para o período entre 1985 e 2024, como aponta o Mapbiomas.
Os dados são da primeira edição do Relatório Anual do Fogo (RAF) e da Coleção 4 de mapas de cicatrizes de fogo do Brasil, divulgados nesta terça-feira (24).
No último ano, 72% da área queimada no Brasil foram de vegetação nativa. A cobertura florestal foi a mais atingida, com 7,7 milhões de hectares consumidos pelo fogo, o que representa um aumento de 287% em relação à média das últimas quatro décadas.
De acordo com os estudos, a Amazônia foi o bioma mais afetado em 2024. Foram 15,6 milhões de hectares queimados, o maior volume afetado no bioma em toda a série histórica. A área corresponde a mais da metade (52%) do que foi consumido pelo fogo em todo o país.
Além de ter sido o epicentro das áreas queimadas no país, superando em 117% a média dos últimos 40 anos, houve uma mudança qualitativa no tipo de vegetação afetada.
As áreas florestais foram, pela primeira vez, as mais afetadas, representando 43% do total atingido.
Foram 6,7 milhões de hectares de florestas queimadas e 5,2 milhões de hectares de pastagens. Segundo os pesquisadores, historicamente, áreas já convertidas em pasto eram as mais atingidas devido a prática do manejo de fogo para limpeza dos locais antes do plantio de pastagem.
Conforme o coordenador de mapeamento da Amazônia do MapBiomas, Felipe Martenexen, a região foi muito afetada pelo fenômeno El Niño, em 2023 e 2024, deixando o bioma mais seco e suscetível ao fogo, mas como na vegetação nativa é muito baixa a ocorrência de fogo natural, foi necessária a ação humana para que os incêndios tivessem início.
“A gente acredita que tenha muito do manejo não adequado das pastagens, quando o fogo acaba escapando e ocorrem os incêndios florestais”, explica.
A Mata Atlântica também registrou recorde na área queimada em 2024, ultrapassando em 261% a média histórica. O bioma teve 1,2 milhão de hectares afetado pelo fogo e concentra quatro dos dez municípios com maior proporção de área queimada: Barrinha, Dumont, Pontal e Pontes Gestal.
Embora as áreas transformadas pela ação humana tenham sido as mais atingidas pelo fogo no ano passado, houve um crescimento da cobertura natural queimada em relação aos últimos 20 anos.
“Quando ocorrem, os incêndios acabam trazendo grandes impactos aos escassos remanescentes florestais dentro do bioma”, afirma Natalia Crusco, da equipe da Mata Atlântica do MapBiomas
Em 2024, houve aumento de 157% da área queimada no Pantanal, sendo o bioma onde proporcionalmente a ocorrência de incêndios mais cresceu no país, em comparação à média histórica.
Foi o terceiro ano com maior extensão queimada, com um total de 2,2 milhões de hectares. Desse total, 93% atingiram vegetação nativa, principalmente formação campestre, campo alagado e área pantanosa.
De acordo com o pesquisador Eduardo Rosa, coordenador de mapeamento do Pantanal no MapBiomas, a dinâmica do fogo no bioma foi impulsionada pela seca na região do Rio Paraguai, onde há uma concentração de vegetação natural.
“Embora no Pantanal a gente tenha uma região mais adaptada ao fogo, próximo aos rios existe um mosaico muito complexo de vegetação nativa que é mais vulnerável”, diz.
O fogo no Cerrado, no último ano, representou 35% de todo o território brasileiro queimado. Foram 10,6 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 10% em relação à média histórica de 9,6 milhões de hectares ao ano.
Em 2024, houve uma redução da área queimada na Caatinga de 16%, com 404 mil hectares atingidos pelo fogo, quando nos últimos 40 anos, a área média era de 480 mil hectares.
No Pampa, o fogo atingiu uma área levemente maior que em 2023, somando 7,9 mil hectares, mas bem abaixo da média histórica de 15,3 mil hectares atingidos ao ano, o que representa uma redução de 48% em comparação ao período analisado.
Na avaliação dos pesquisadores, os dados traçam o mais completo retrato da ação do fogo em todo o território nacional e expõem alguns padrões da ocorrência das queimadas e dos incêndios.
“O relatório permite apoiar o planejamento de medidas preventivas e direcionar de forma mais eficaz os esforços de combate aos incêndios”, conclui Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.
AGÊNCIA BRASIL
Pesquisa do Instituto de Economia Maurílio Biagi, da Acirp, aponta que alcatra e café tiveram as maiores altas
SÃO PAULO/SP - A cesta de alimentos em Ribeirão Preto atingiu o valor de R$ 672,65 em setembro, registrando um aumento de 8,06% em relação ao mês anterior.
O levantamento, realizado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB), da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), aponta que o aumento foi impulsionado, principalmente, pelas queimadas e pela estiagem prolongada, que vêm afetando a produção de alimentos e elevando os custos de vários produtos essenciais.
“A escassez de chuvas, característica do outono e do inverno na região, impactou diretamente nas colheitas, encarecendo o preço dos alimentos. Além disso, as queimadas agravaram a situação, prejudicando a qualidade do solo e reduzindo a produtividade agrícola”, avalia Livia Piola, analista do IEMB-Acirp.
Maiores altas
A pesquisa foi realizada no dia 23 de setembro em dez supermercados/hipermercados e quatro panificadoras distribuídas entre todas as regiões do município.
Entre os itens mais impactados, a alcatra sofreu uma variação de 12%, impulsionada pelo aumento no custo da alimentação do gado, que foi afetado pela falta de pasto e a necessidade de maior quantidade de ração.
“A expectativa é de que o preço da carne continue subindo nos próximos meses devido à estiagem prolongada e à alta nos custos dos insumos para ração, como cana-de-açúcar e soja, que também foram afetados pelas condições climáticas adversas”, comenta Livia.
Outro destaque foi o café, que apresentou aumento de 19,64%. O clima seco desde abril tem afetado a produção do grão, que já vinha sofrendo desde 2023 com as altas temperaturas e os baixos níveis de umidade.
Impacto no orçamento
Para um trabalhador com salário líquido de R$ 1.305,82, já deduzidos os encargos da Previdência Social, o gasto com alimentos em setembro comprometeria 51,51% de sua renda, um aumento de 3,84 pontos percentuais em comparação ao mês anterior. Seria preciso trabalhar cerca de 113,33 horas ou 8,45 horas a mais do que em agosto, para adquirir a cesta de consumo alimentar.
As carnes representam a maior parte na composição do orçamento alimentar, correspondendo a 37,71% do total, seguidas por frutas e legumes (27,38%), farináceos (20,67%) e laticínios (7,15%). O restante é composto por leguminosas, cereais e óleos.
Variação por regiões da cidade
Quando analisados os preços por região, a zona Sul de Ribeirão Preto apresentou o maior custo da cesta de alimentos, chegando a R$ 716,38, com destaque para a variação da carne bovina, que subiu 14,84%.
Já a região Leste foi a mais barata, com uma cesta custando R$ 646,08, embora o aumento do café em pó, que chegou a 40,19% nesta região, tenha puxado o crescimento de 11,2% no valor total da cesta.
Segundo o levantamento do IEMB-Acirp, a previsão para os próximos meses é de que os preços dos alimentos continuem subindo, especialmente com a chegada da La Niña, cujos efeitos devem intensificar a seca no centro-sul do Brasil.
Metodologia
O levantamento da cesta básica em Ribeirão Preto avalia mensalmente 13 itens descritos no decreto nº 399/1938, que define as quantidades alimentares mínimas necessárias para atender às necessidades nutricionais de um indivíduo de idade adulta.
A cesta considerada pela Acirp inclui carne bovina (6 kg de alcatra), leite longa vida (7,5 litros), feijão carioca (4,5 kg), arroz branco tipo 1 (3 kg), farinha de trigo (1,5 kg), batata inglesa (6 kg), tomate italiano (9 kg), pão francês (6 kg), café em pó (0,6 kg), banana nanica (90 unidades), óleo de soja (0,8 litro), açúcar cristal (3 kg) e margarina (0,75 kg).
Os locais de compra são determinados com base na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017-2018. O pão francês é o único item cotado também em padarias, uma vez que 60% dos ribeirão-pretanos preferem comprar este produto nestes estabelecimentos.
IEMB-Acirp
O Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) é um braço do Departamento de Relações Institucionais da Acirp, entidade que em 2024 completa 120 anos de atuação. O IEMB-Acirp foi criado em 1954 com objetivo de gerar dados socioeconômicos para orientação na gestão de empresas e da cidade.
MANAUS/AM - As emissões de gases do efeito estufa pelos incêndios no Amazonas e no Mato Grosso do Sul atingiram, neste ano, um volume recorde, segundo o Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (Cams), da União Europeia. Segundo dados divulgados na segunda-feira (23), as queimadas nesses dois estados têm resultado nos maiores volumes de emissão desde que o Cams começou a monitorar esse tipo de fenômeno, há 22 anos.
As emissões de carbono na atmosfera pelo Brasil pelos incêndios, segundo o observatório europeu, acumulam, neste ano, um volume de 183 milhões de toneladas, dos quais um terço (65 milhões de toneladas) foram apenas no mês de setembro. Com isso, as emissões seguem um caminho similar ao recorde registrado em 2007.
No Amazonas e no Mato Grosso do Sul, as emissões por incêndios, neste ano, atingiram 28 milhões e 15 milhões de toneladas, respectivamente.
Ainda de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, as emissões das queimadas na Bolívia em 2024 já acumulam o maior volume dos últimos 22 anos: 76 milhões de toneladas.
Em nota, o Cams informa que as emissões têm estado consistentemente acima da média (até mesmo quebrando recordes nacionais e regionais), principalmente devido a graves incêndios nas regiões do Pantanal e da Amazônia, impactando severamente a qualidade do ar em toda a região.
“A ocorrência destes incêndios florestais pode ser considerada fora do comum, mesmo considerando que julho-setembro é o período em que normalmente ocorrem incêndios florestais na região. As temperaturas extremamente altas que a América do Sul tem experimentado nos últimos meses, a seca prolongada indicada pela baixa umidade do solo e outros fatores climatológicos provavelmente contribuíram para o grande aumento da escala das emissões de incêndios, fumaça e impactos na qualidade do ar”, prossegue a nota.
VITOR ABDALA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, em conjunto com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), faz um importante pedido à população para o uso consciente da água durante o atual período de estiagem. Embora o abastecimento de água esteja normal, a colaboração de todos é essencial para evitar desperdícios e garantir que o consumo seja sustentável até o retorno das chuvas, previsto apenas após o dia 18 de setembro, segundo o site climatempo.com.br .
Com o baixo volume de chuvas registrado nos últimos meses, os poços que abastecem a cidade estão operando com menor capacidade. Por isso, é fundamental que todos façam sua parte, adotando medidas de economia e evitando o uso excessivo de água em atividades que podem ser adiadas ou realizadas de forma mais eficiente.
Ações simples para economizar água:
• Reduza o tempo de banho: Economize água diminuindo a duração do banho, especialmente em duchas com grande vazão.
• Desligue a torneira ao escovar os dentes e ao lavar a louça: A prática de fechar a torneira durante essas atividades pode economizar dezenas de litros por dia.
• Aproveite a água da máquina de lavar: Use a água do último ciclo de enxágue para limpar áreas externas ou lavar pisos.
• Faça manutenção em torneiras e encanamentos: Conserte vazamentos assim que forem detectados. Pequenos vazamentos podem desperdiçar litros de água sem que percebamos.
• Adote dispositivos de economia: Redutores de fluxo em torneiras e chuveiros são uma maneira eficaz de diminuir o consumo de água sem perder o conforto.
Além do cuidado com a água, a Prefeitura de Ibaté também reforça a necessidade de conscientização sobre as queimadas, que aumentam significativamente durante a estiagem. O tempo seco e a ausência de chuvas deixam a vegetação mais suscetível a incêndios, o que não só provoca danos ao meio ambiente como também prejudica a qualidade do ar e a saúde da população.
Como prevenir queimadas:
• Evite acender fogueiras e queimar lixo ou restos de vegetação: Além de perigoso, provocar queimadas é uma prática ilegal que pode causar incêndios de grandes proporções, afetando áreas urbanas e rurais.
• Nunca jogue pontas de cigarro nas margens de rodovias ou terrenos baldios: Elas podem provocar incêndios, especialmente em períodos de seca extrema.
• Denuncie queimadas ilegais: Se presenciar queimadas, entre em contato com a Guarda Civil Municipal
Queimadas afetam a saúde, principalmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, além de causar prejuízos ambientais significativos. Portanto, cada cidadão tem o dever de colaborar, evitando a prática e conscientizando a comunidade sobre os riscos.
A Prefeitura de Ibaté e o DAE seguem monitorando de perto a situação do abastecimento de água e o clima na região. Qualquer alteração será comunicada à população com antecedência. Para mais informações sobre o uso consciente da água ou para denunciar queimadas, entre em contato com o DAE pelo telefone (16) 3343-4245 ou com a Guarda Civil Municipal pelo 153
Frangos e bovinos estão entre as principais espécies impactadas pelo fogo
RIBEIRÃO PRETO/SP - Milhares de animais da pecuária perderam a vida nos incêndios, neste fim de semana, no interior de São Paulo. Focos de fogo possivelmente criminosos se alastraram rapidamente entre canaviais e propriedades rurais, devido ao forte vento e à estiagem. Em um único assentamento na área rural de Pradópolis, as chamas vitimizaram diretamente 217 porcos, frangos e galinhas. E em Santo Antônio do Aracanguá, ao menos 43 bois morreram carbonizados em uma fazenda.
Além das consequências diretas, os incêndios também causaram problemas logísticos e de infraestrutura que já impactaram milhares de animais. Na estrada entre Batatais e Ribeirão Preto, 2.000 frangos morreram em três caminhões parados nos bloqueios causados pelo fogo. A situação foi agravada pela alta temperatura.
“Confinados por cercas ou em caminhões, muitos desses animais sequer tiveram a chance de fugir. Em casos como esse, é crucial destacar que os animais criados pela pecuária são tão vítimas quanto os animais silvestres. Eles também são capazes de sentir dor e medo. As suas mortes não são apenas números, são vidas que foram perdidas em meio a um sistema que já negligencia seus direitos mais básicos”, lamenta a diretora da ONG Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz.
Em uma fazenda em Itirapina, cerca de 70 bois conseguiram romper a cerca para fugir do fogo. Outros não tiveram a mesma sorte — em Ribeirão Preto, a Defesa Civil relatou que vacas e porcos presos em um curral não conseguiram escapar das chamas. O mesmo ocorreu em Boa Esperança do Sul, onde 10 porcos e um bezerro foram mortos pelo incêndio que se alastrou rapidamente. Casos semelhantes foram registrados em Santa Isabel e em um haras tomado pelo incêndio em Guapiaçu.
“Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, suplicou a prefeita do município de Lucélia, Tati Guilhermino, em um apelo feito aos produtores rurais no rádio. A Defesa Civil declarou que ainda está levantando o número total de animais impactados pela tragédia nas cidades da região. “Mesmo os animais que sobreviveram agora correm risco de sofrer com a falta de alimento em áreas de pasto amplamente devastadas pelo fogo, como já vem ocorrendo no Pantanal”, alerta Diniz.
Em apenas dois dias, segundo o Inpe, São Paulo registrou quase 7 vezes mais incêndios do que em todo o mês de agosto de 2023 e mais focos do que todos os meses de agosto desde 1998. Foram 2.300 focos de incêndio só no fim de semana, queimando mais de 20 mil hectares e deixando 48 cidades do interior de São Paulo em alerta máximo para queimadas.
“Estamos diante de uma tragédia de proporções imensuráveis. Lamentavelmente, este não é um caso isolado — como vimos nos incêndios no Pantanal e nas enchentes no Rio Grande do Sul, onde mais de um milhão de animais da pecuária foram impactados. É preciso urgentemente estabelecer planos de contingência eficazes que incluam esses animais em casos emergenciais e repensar os nossos sistemas alimentares para combater a crise climática”, conclui a diretora da Sinergia Animal no Brasil.
CPFL Paulista orienta sobre os perigos das queimadas em período de seca, destacando os impactos não só na rede elétrica, mas no meio ambiente
SÃO CARLO/SP - A escassez de chuvas tem marcado o inverno de 2024 em São Paulo. Com o clima seco, as queimadas representam uma preocupação significativa. Na região de São Carlos, somente no primeiro semestre deste ano, houve 71 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia devido ao fogo. Esses dados complementam os índices estaduais apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que registrou 1.299 focos de incêndio no mesmo período.
“As queimadas, muitas vezes provocadas de forma criminosa ou para preparar terrenos agrícolas, são impulsionadas pelos ventos e têm efeitos agravados quando atingem linhas de transmissão e redes de distribuição de energia. Isso ocorre tanto em áreas rurais quanto urbanas. Além disso, incêndios podem ser gerados a partir da queima de lixo ou pontas acesas de cigarros jogadas próximas a vegetação seca”, explica Julio César de Oliveira, Consultor de Relacionamento da CPFL Paulista.
É importante destacar que, para causar interferências ou danos na rede elétrica, as chamas não precisam necessariamente alcançar os cabos de energia. O calor do fogo gera um campo ionizado ao redor da fiação, podendo provocar curtos-circuitos e desligar as linhas ou até rompê-las, interrompendo o fornecimento.
Diante desses impactos recentes em São Carlos e região, o grupo CPFL Energia mantém sua atuação constante na discussão sobre o tema, como por exemplo as informações contidas na campanha “Guardião da Vida”. “Temos como missão alertar as pessoas sobre a segurança com a rede elétrica e a qualidade da energia distribuída. Em períodos de seca como o atual, as queimadas afetam diretamente o meio ambiente e podem prejudicar a saúde das pessoas, além de interferir no fornecimento de energia e gerar riscos de acidentes” afirma Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia.
Dada a importância do tema, a CPFL ressalta que as dicas de segurança com a rede elétrica agora também podem ser acessadas pelo “Guardião no Zap”, novo canal da companhia no WhatsApp pensado para ampliar o alcance das principais mensagens de orientação quanto aos riscos envolvendo o convívio inadequado com o sistema elétrico.
Em números
Segundo levantamento realizado pela CPFL Paulista, foram identificadas 74 ocorrências de interrupção de energia na região de São Carlos entre janeiro e junho de 2024. O número total de casos é 16% superior à quantidade de ocorrências registradas durante o 1° semestre de 2023, quando foram computados 61 casos. Araraquara e São Carlos lideram o ranking.
Confira, abaixo, a lista completa:
|
Cidades |
Jan/Junho |
Jan/Junho |
|
Araraquara |
13 |
27 |
|
São Carlos |
14 |
12 |
|
Taquaritinga |
7 |
7 |
|
Gavião Peixoto |
0 |
4 |
|
Ibitinga |
0 |
3 |
|
Rincão |
5 |
3 |
|
Santa Ernestina |
0 |
3 |
|
Boa Esperança do Sul |
1 |
2 |
|
Brotas |
2 |
2 |
|
Descalvado |
4 |
2 |
|
Fernando Prestes |
1 |
2 |
|
Américo Brasiliense |
5 |
1 |
|
Itápolis |
4 |
1 |
|
Matão |
0 |
1 |
|
Santa Lúcia |
1 |
1 |
|
Cândido Rodrigues |
0 |
0 |
|
Dobrada |
0 |
0 |
|
Dourado |
0 |
0 |
|
Ibaté |
2 |
0 |
|
Motuca |
2 |
0 |
|
Nova Europa |
0 |
0 |
|
Ribeirão Bonito |
0 |
0 |
|
Tabatinga |
0 |
0 |
|
Trabiju |
0 |
0 |
|
|
|
|
|
TOTAL REGIONAL |
Jan/Junho |
Jan/Junho |
|
|
61 |
71 |
Fique alerta
Apesar de perigosas, as queimadas podem ser autorizadas pela legislação brasileira mediante critérios técnicos que impeçam a propagação do fogo além dos limites estabelecidos. Fora das áreas permitidas, os incêndios provocados inclusive em área urbana, como a queima de lixo, podem ser enquadrados como crime. Para esses casos, as penas podem ser multa, detenção ou reclusão para os autores, de acordo com a extensão dos danos causados.
Ao identificar um foco de incêndio, a CPFL orienta a população a acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e as autoridades competentes. Em caso de falta de energia ou de incêndio sob a rede elétrica, a população deve entrar em contato com os canais de atendimento da CPFL Paulista: além do call center (0800 010 10 10), o registro pode ser feito pelo site: www.cpfl.com.br, App “CPFL Energia”, WhatsApp (19) 99908-8888 e SMS 27351.
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