CAMPINAS/SP - De 4 a 7 de novembro, Campinas recebe a segunda edição da Criativa Campinas, feira de produtos e técnicas para artes e artesanato realizada pela WR São Paulo, responsável também pela Mega Artesanal. No Expo Dom Pedro, o evento reunirá mais de 100 expositores em uma área de 6 mil m², com expectativa de receber 6 mil visitantes. Entre os participantes estão nomes como Arte Madeira Joinville, Avimor Tecidos, Casa da Madeira, JJ Fivelas, Atelier Coração de Pano e Redelease. A feira também abre espaço para empreendedores da região, como o É de Cerâmica, coletivo formado por três ceramistas que apresentam peças artesanais para decoração e uso cotidiano; a Aromas da Mata, com produtos de aromaterapia e cosméticos naturais; e a Azulinha Aviamentos, com tecidos e materiais para costura. A programação inclui 38 cursos gratuitos ao longo dos quatro dias, atividades nos estandes, palestras sobre empreendedorismo e três exposições, como uma focada em mesa posta para o Natal.
SERVIÇO
CRIATIVA CAMPINAS 2026
Data: 4 a 7 de novembro de 2026
Local: Expo Dom Pedro
Endereço: Avenida Guilherme Campos, 500 - Bloco II - Jardim Santa Genebra, Campinas - SP, 13087-901
Horários: Das 11h às 18h
Ingressos:
Lote 01 – R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) – venda até 02/11/2026
Lote 02 – R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia) – venda de 03 a 07/11/2026
Durante o evento, os ingressos serão vendidos exclusivamente na bilheteria
Restrições: Proibida a entrada de animais de estimação (Pets)
Outros detalhes: wrsaopaulo.com.br/criativasp
Em cartaz no Instituto CPFL até 31 de outubro, atração gratuita reúne tecnologia, interatividade e experiências sensoriais para aproximar crianças e adultos da cultura chinesa
CAMPINAS/SP - Os moradores de Campinas e região têm até sábado, dia 31 de outubro, para visitar gratuitamente a exposição imersiva “A Grande Muralha da China”, em cartaz no Instituto CPFL. A mostra, que tem atraído famílias, estudantes e grupos de visitantes desde sua abertura, entra em sua última semana de visitação oferecendo uma experiência que combina tecnologia, cultura, história e interatividade para públicos de todas as idades.
Criada pela YDreams Global, a exposição propõe uma jornada pelos mais de dois mil anos de história de um dos maiores símbolos da civilização chinesa. Ao longo do percurso, os visitantes conhecem as origens da Grande Muralha, sua evolução ao longo das diferentes dinastias e a relevância da construção para a cultura e a história da China.
A experiência vai além da contemplação. Com projeções em grande escala, recursos audiovisuais, mapas digitais, sons, aromas e instalações interativas, a mostra convida o público a explorar os conteúdos por diferentes sentidos, tornando a visita mais dinâmica e envolvente. A proposta tem despertado especialmente o interesse de crianças e jovens, que encontram na tecnologia uma forma lúdica e acessível de se conectar com a história e com outras culturas.
Outro destaque é a acessibilidade. A exposição conta com conteúdo em braille, elementos táteis e instalações que permitem explorar a mostra pelo toque, ampliando as possibilidades de participação e tornando a experiência mais inclusiva para diferentes públicos.
A mostra integra a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa cultural do Instituto CPFL que, desde 2016, promove o intercâmbio entre os dois países por meio de atividades ligadas à arte, à filosofia, à música, à literatura e a outras manifestações culturais. Em 2026, a programação ganha ainda mais relevância ao integrar as celebrações do Ano da Cultura China-Brasil.
Além da visitação espontânea, escolas e instituições também podem participar por meio de visitas guiadas agendadas, com percursos adaptados às características de cada grupo.
Balanço da exposição
Desde sua abertura, em 3 de setembro, a exposição “A Grande Muralha da China” já recebeu mais de 6 mil visitantes. Ao longo do período, a mostra contabilizou 47 visitas de escolas e organizações, reforçando seu papel como espaço de difusão cultural e educativa para diferentes públicos. A experiência tem proporcionado uma imersão na história e na cultura chinesa, despertando o interesse de visitantes de Campinas e de outras cidades da região.
“O sucesso da exposição reforça a importância de iniciativas que tornem a cultura cada vez mais acessível, atrativa e próxima das pessoas. Ao longo desses meses, recebemos visitantes de diferentes perfis, mostrando que existe um forte interesse do público por experiências que combinam tecnologia, educação e conhecimento. No Instituto CPFL, trabalhamos para ampliar esse acesso e criar conexões entre culturas, contribuindo para a formação de repertório, o estímulo à curiosidade e o fortalecimento do diálogo por meio da arte e da cultura”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.
Com entrada gratuita, a exposição segue aberta ao público até o dia 31 de outubro. A reta final é uma oportunidade para quem ainda não visitou a mostra conhecer uma experiência que combina educação, entretenimento e inovação em um único percurso.
Serviço
Exposição “A Grande Muralha da China”
Local: Instituto CPFL - Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)
Período: até 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Horários: terça, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h; quinta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h.
Visitas guiadas: disponíveis para escolas e instituições, mediante agendamento.
CAMPINAS/SP - A Polícia Civil descobriu um laboratório de produção de drogas que funcionava numa casa em Campinas, no interior de São Paulo. O responsável pelo imóvel, um homem de 36 anos, e outros dois suspeitos foram presos em flagrante durante o cumprimento de mandados de busca expedidos pela Justiça.
De acordo com o boletim de ocorrência, a estrutura da casa era usada como laboratório caseiro para a fabricação de haxixe e extração de maconha. Logo à entrada do local, os agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) encontraram o entorpecente moído e espalhado pelo chão da sala, além de diversos equipamentos de produção.
No interior da residência, os investigadores apreenderam 28 porções de haxixe embalado, cerca de 2,5 quilos, e aproximadamente 80,9 quilos de maconha moída. Foram ainda apreendidas 400 gramas de pastilhas para a diluição do produto e diversos utensílios, como moedores elétricos, masseira, liquidificadores, balança de precisão, peneira, potes de glucose, gabarito de madeira e um tubo de inox pressurizado.
A perícia técnico-científica foi acionada para inspecionar o local e recolher amostras dos materiais para exames laboratoriais. No imóvel, as equipes apreenderam também aparelhos eletrônicos, incluindo aparelhos celulares e um gravador digital.
Os suspeitos foram conduzidos à unidade policial da 1ª DIG, onde o caso foi registrado como tráfico de drogas, associação para o tráfico. A autoridade policial representou pela conversão das prisões em flagrante em preventivas, e os detidos permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem.
Jornalista Giuliana Morrone é uma das palestrantes do ESFERA Summit Brasil, que acontece de 1º a 3 de dezembro, em Campinas (SP) - Crédito : Divulgação
CAMPINAS/SP - De 1 a 3 de dezembro de 2026, o Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), recebe a primeira edição do ESFERA Summit Brasil, congresso de três dias dedicado à comunicação pública e institucional, com expectativa de reunir 1.000 participantes. Promovido pela Multi Agência, agência voltada a eventos corporativos, convenções, palestras, feiras e live marketing, o evento é apartidário e propõe diálogo técnico sobre como o poder público, as instituições e as lideranças se comunicam com a sociedade. A programação reúne 17 palestrantes e painelistas, entre eles Antônio Tabet, Marcelo Tas, Giuliana Morrone, Rafael Cortez e Gabriela Prioli. Os ingressos já estão à venda no site: esferasummitbrasil.com.br.
O congresso é direcionado a quem pensa, pratica e decide comunicação no Brasil. Estão entre os públicos esperados profissionais de comunicação, como jornalistas, relações-públicas, assessores e publicitários; gestores públicos, como prefeitos, vice-prefeitos e secretários; parlamentares e dirigentes de instituições; profissionais de marketing, agências e consultores; além de lideranças empresariais e entidades.
Cada dia do ESFERA terá um tema central. O primeiro dia é dedicado à Clareza, a partir da ideia de que a comunicação pública só começa quando o cidadão compreende a mensagem. Entre os destaques estão painéis sobre linguagem simples como estratégia de governo e sobre como se constrói uma reputação pública, além da palestra magistral de Antônio Tabet, sobre a era da atenção.
O segundo dia trata do Poder, público e institucional, e parte da premissa de que quem comunica melhor governa melhor. A programação aborda gestão de crises, governabilidade, o papel da notícia em tempos de ruído, com Giuliana Morrone, e o preparo do Estado para a inteligência artificial generativa. O dia termina com a palestra magistral de Marcelo Tas sobre comunicação, liderança e poder.
Já o terceiro dia, com foco em Conexão, discute como a tecnologia transforma a comunicação e como as pessoas transformam a sociedade. Rafael Cortez fala sobre a força da narrativa, e o Desafio ESFERA, dedicado à comunicação pública em tempo real, reúne uma mesa multidisciplinar para construir, ao vivo, uma estratégia de comunicação para uma situação de crise. A palestra magistral de encerramento é de Gabriela Prioli.

Estéfano Bespalec Junior, sócio e CEO da Multi Agência, destaca a ampliação da atuação do espaço no segmento de eventos - Crédito: Divulgação
"Comunicar bem é uma das maiores responsabilidades de quem lidera instituições e governos. Quando a mensagem é clara, o cidadão entende, confia e participa. O ESFERA nasce para dar a esse debate o lugar que ele merece, com pluralidade, método e sem bandeira partidária", afirma Estéfano Bespalec Junior, sócio e CEO da Multi Agência.
Carol Brasileiro, sócia da Multi Agência, destaca a diversidade de olhares na programação. "Reunimos jornalistas, comunicadores e especialistas com trajetórias muito diferentes, justamente para enriquecer a conversa. A ideia é que quem vier ao ESFERA saia com repertório e ferramentas para se comunicar melhor no seu dia a dia, seja na gestão pública, na assessoria ou na liderança de uma instituição", diz.
A experiência inclui programação nos três dias, almoço, coffee breaks e uma confraternização de encerramento. Os ingressos podem ser pagos via Pix ou cartão de crédito, e órgãos públicos podem adquiri-los via empenho.
Serviço
ESFERA Summit Brasil 2026
Datas: 1, 2 e 3 de dezembro de 2026
Local: Expo Dom Pedro – Campinas/SP
Ingressos e programação: esferasummitbrasil.com.br
Tecnologia utiliza eletrodos cilíndricos e insumos nacionais, reduz o risco de vazamentos e foi desenvolvida para o armazenamento de energia em larga escala, contribuindo para a integração de fontes renováveis e para a redução da dependência de geradores a diesel
CAMPINAS/SP - Sol e vento são fontes de energia abundantes, mas intermitentes. Para que a eletricidade gerada possa ser usada quando o sol não brilha ou o vento não sopra, é preciso armazená-la, como em um reservatório que guarda energia para depois. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ligados ao grupo de pesquisa Brazilian Renewable Energies (BREnergies), desenvolveram uma nova arquitetura de bateria de fluxo que pode tornar esse armazenamento mais seguro, barato e simples de montar.
A tecnologia foi desenvolvida durante o doutorado de João Pedro Aguiar dos Santos, engenheiro eletricista graduado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Unicamp. No mestrado, ele havia estudado supercapacitores, baterias de íon lítio e de íons de sódio. No doutorado, sob orientação do professor César Pagan e coorientação do professor Hudson Zanin, ambos da FEEC, voltou-se às baterias de fluxo, capazes de armazenar grandes quantidades de energia.
As baterias de fluxo tradicionais funcionam como um conjunto de placas empilhadas, ligadas a mangueiras e bombas externas que fazem o eletrólito circular. Esse sistema sofre com vazamentos frequentes, e o risco cresce junto com o tamanho do conjunto de baterias. Outro problema comum é o crescimento de dendritos, pequenas estruturas que se formam dentro da bateria e podem causar curto-circuito.
Um novo formato para resolver problemas antigos
Em suas pesquisas, Santos percebeu que não existia equipamento pronto no mercado para montar o tipo de bateria que vislumbrava. Por isso, teve que construí-la do zero, e foi dessa dificuldade que surgiu um pedido de patente mais adiante, depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp.
“Durante os estudos, percebi que não existia nenhum tipo de design ou setup experimental que pudéssemos comprar para montar a bateria. Isso foi um grande desafio, porque tivemos que montar desde as células até os reatores maiores para fazer os experimentos no laboratório”, explica o engenheiro.
Em vez de empilhar placas paralelas, como fazem as baterias tradicionais, os inventores criaram um design cilíndrico. A bateria tem um eletrodo em formato de anel grande e outro em formato de anel pequeno, um dentro do outro, com as faces voltadas uma para a outra. As células ficam seladas individualmente e podem ser conectadas em série sem precisar ser empilhadas, o que reduz bastante o risco de vazamento de eletrólitos.
Outro destaque está na forma como o eletrólito circula dentro da bateria. As baterias de fluxo tradicionais dependem de bombas e mangueiras externas, que podem entupir ou quebrar e exigem desmontar todo o sistema para consertar. No design proposto pela nova tecnologia, uma pequena turbina gira dentro da própria bateria e faz o eletrólito circular internamente, sem mangueiras. Isso elimina um dos pontos mais frágeis das baterias de fluxo atuais.
O desenvolvimento da tecnologia como um todo envolveu conhecimentos de diferentes áreas. “Foi um sistema multidisciplinar, unindo engenharia mecânica, eletrônica e eletroquímica, e tivemos que construir tudo do zero”, explica Santos.
Desempenho superior em testes de laboratório
Em testes de carga e descarga, a bateria de fluxo giratório alcançou aproximadamente 400 ciclos sem aditivos no eletrólito, superando resultados da literatura, nos quais sistemas semelhantes nas mesma condições não ultrapassaram cerca de 100 ciclos devido ao crescimento de dendritos. Segundo o engenheiro, o ensaio foi interrompido por uma limitação mecânica do anel coletor rotativo que faz o contado elétrico do eletrodo interno, não por falha eletroquímica. Com melhorias nesse componente e o uso de aditivos, a expectativa é superar 3 mil ciclos e melhorar o seu desempenho elétrico.
A bateria apresentou ainda 98% de eficiência de carga e cerca de 82% de eficiência de energia, devolvendo a maior parte da energia armazenada e perdendo pouco em forma de calor. Valores acima de 80% já são considerados bons para esse tipo de armazenamento. Em teste prático, a bateria funcionou duas horas seguidas, alimentando LEDs e um ventilador.
Os pesquisadores também desenvolveram um sistema de gerenciamento da bateria composto por uma placa e um software que monitoram parâmetros como tensão, corrente, temperatura, pH – nível de acidez ou alcalinidade – e condutividade da solução. O sistema inclui ainda uma câmera endoscópica para observar a formação de dendritos, o que permite identificar sinais de risco antes que comprometam o funcionamento da bateria.
O acompanhamento dessas variáveis permite avaliar o desempenho e o envelhecimento da bateria e orienta as próximas etapas da pesquisa, que devem investigar aspectos como condutividade e durabilidade.
Insumos nacionais e reciclagem já estabelecida no Brasil
Além da arquitetura, outro diferencial é a possibilidade de construir a bateria com insumos disponíveis no Brasil, como grafite, motores, peças mecânicas e eletrólitos à base de água, que não são inflamáveis. O design também pode ser adaptado a três composições químicas diferentes. Nos testes, os pesquisadores utilizaram uma versão solúvel baseada em íons de chumbo dissolvidos em um eletrólito aquoso, aproveitando também a cadeia de reciclagem de chumbo já consolidada no país, capaz de recuperar mais de 98% do material.
A diferença em relação às baterias de chumbo-ácido tradicionais está nos eletrodos usados. As baterias comuns usam placas sólidas de chumbo, que se desgastam com o tempo, enquanto na versão dos inventores os eletrodos são feitos apenas de grafite, e o chumbo fica dissolvido na solução, formando depósitos que voltam integralmente para o líquido depois.
Uma bateria de chumbo-ácido tradicional perde mais de 30% da capacidade depois de 400 ciclos, enquanto esta manteve toda a eficiência no mesmo período. A expectativa é que a bateria dure até 20 anos, já que, quando o eletrólito se degrada, basta trocá-lo por um novo.
Outra vantagem é o uso do ácido metanossulfônico (MSA) em substituição ao ácido sulfúrico. O MSA é biodegradável e considerado menos tóxico e corrosivo que ácidos minerais tradicionalmente empregados em aplicações desse tipo.
Aplicação em energia renovável
Quanto às aplicações, a bateria foi projetada para armazenamento estacionário de energia em grande escala, com potencial para compor sistemas BESS (Battery Energy Storage Systems), normalmente conectados a usinas solares e eólicas ou diretamente à rede elétrica. Nesses sistemas, a energia é armazenada nos períodos de maior geração e utilizada posteriormente nos momentos de maior demanda, contribuindo para aumentar a flexibilidade, a estabilidade e a segurança do sistema elétrico.
Esse tipo de aplicação ganhou relevância no Brasil com as discussões relacionadas ao Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) para sistemas de armazenamento. Nesse contexto, a bateria de fluxo giratório pode atuar como uma solução nacional de armazenamento de longa duração. Outra aplicação é a redução do chamado curtailment, situação em que parte da geração de uma usina solar ou eólica precisa ser limitada porque a rede não consegue absorver ou transportar toda a energia produzida naquele momento.
Em sistemas isolados ou regiões que ainda dependem de geração térmica, a tecnologia pode substituir geradores a diesel, cuja eficiência é inferior a 40% e que apresentam emissões significativas de dióxido de carbono. Santos ressalta que, pelas características da tecnologia, sua aplicação é voltada principalmente ao armazenamento estacionário de energia, e não à mobilidade elétrica, como carros, ônibus ou caminhões.
Para chegar ao mercado, a tecnologia precisa ser licenciada por empresas interessadas em dar continuidade ao seu desenvolvimento e criar soluções de armazenamento de energia. A Agência de Inovação Inova Unicamp conecta essa e outras pesquisas e tecnologias a empresas e instituições interessadas em transferência de tecnologia. O contato inicial com a Inova deve ser feito por meio de um formulário de conexão disponível no site da Agência.
Anticorpos têm como alvo o receptor IL-7Rα, associado à leucemia, e podem abrir caminho para novas estratégias terapêuticas e para o desenvolvimento nacional de medicamentos biológicos
CAMPINAS/SP - A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é o tipo de câncer do sangue mais comum na infância, correspondendo a cerca de 75 a 80% dos casos de leucemia diagnosticados em crianças e adolescentes. Apesar de a taxa de cura superar 80%, uma parte dos pacientes não responde ao tratamento padrão ou apresenta recaída da doença. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro Infantil de Investigações Hematológicas Dr. Domingos A. Boldrini (Boldrini) identificaram um fator molecular associado à doença e usaram esse achado como base para o desenvolvimento de anticorpos monoclonais com potencial terapêutico, capazes de se ligar a um receptor envolvido na biologia da leucemia.
O alvo é o receptor de interleucina 7 (IL-7Rα). Os pesquisadores identificaram que cerca de 10% dos pacientes com LLA do tipo T e cerca de 2% dos pacientes com LLA do tipo B, os dois principais subtipos da doença, têm uma mutação oncogênica no gene que codifica esse receptor.
Essa proteína é essencial para o desenvolvimento e a sobrevivência das células do sistema imunológico, especialmente dos linfócitos T, um tipo de glóbulo branco. Normalmente, a ativação do IL-7Ra depende da presença da interleucina 7 (IL-7). Algumas mutações oncogênicas nesse receptor, porém, fazem com que ele permaneça ativado mesmo na ausência de IL-7. Com isso, a célula passa a receber continuamente sinais que favorecem sua sobrevivência e proliferação. Em células ainda imaturas, esse processo pode contribuir para sua expansão anormal e para o desenvolvimento da leucemia.
"O receptor mutado pode ser comparado a um interruptor de luz que ficou travado na posição ligada. Mesmo sem o estímulo que normalmente seria necessário para ativá-lo, ele continua enviando sinais para a célula. Com isso, a célula recebe continuamente estímulos de sobrevivência e proliferação, favorecendo sua multiplicação anormal. Esse comportamento contribui para o desenvolvimento da leucemia", explica Priscila Pini Zenatti Salles, pesquisadora do Centro de Pesquisa Boldrini e professora colaboradora do Programa de Pós-graduação do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp na área genética e de biologia molecular.
Desenvolvimento dos anticorpos monoclonais
Após identificarem esse mecanismo molecular alterado, os cientistas da Unicamp e do Boldrini desenvolveram anticorpos monoclonais, proteínas capazes de reconhecer com alta precisão um alvo específico no organismo. Neste caso, os anticorpos foram desenvolvidos para reconhecer e se ligar ao receptor IL-7Ra presente na superfície das células, podendo interferir em sua sinalização e também contribuir para que as células leucêmicas sejam reconhecidas e destruídas pelo sistema imunológico. A pesquisa envolveu 14 pesquisadores das duas instituições e se desenvolveu ao longo da última década.
A tecnologia utilizada foi a de hibridomas, método desenvolvido nos anos 1970 para a obtenção de anticorpos monoclonais de forma padronizada. Primeiro, os pesquisadores imunizaram camundongos para estimular a produção de anticorpos específicos contra o IL-7Rα. Em seguida, foram retirados os esplenócitos, células presentes no baço dos animais e entre as quais estão os linfócitos B responsáveis pela produção desses anticorpos.
Como os linfócitos B não sobrevivem e não se multiplicam indefinidamente fora do organismo, os esplenócitos são fusionados a células imortalizadas de mieloma, com capacidade de proliferação contínua. Dessa fusão surgem os hibridomas, células que combinam a capacidade de produzir o anticorpo específico com a capacidade de se multiplicar continuamente em cultura. A partir deles, os pesquisadores selecionam os clones que produzem os anticorpos com as características desejadas.
Como os anticorpos atuam
Ao se ligar ao receptor IL-7Rα presente na superfície da célula leucêmica, o anticorpo pode interferir nos sinais mediados por esse receptor, que participam da sobrevivência e da proliferação celular. Ao reduzir esses sinais, o anticorpo pode prejudicar a sobrevivência e a multiplicação das células leucêmicas. Além disso, ao permanecer ligado à superfície da célula, o anticorpo pode funcionar como uma espécie de marcação, favorecendo seu reconhecimento por células do sistema imunológico capazes de eliminar a célula tumoral.
Em modelos pré-clínicos, com camundongos que receberam células leucêmicas de pacientes, o tratamento com os anticorpos retardou a progressão da doença em comparação com os animais não tratados. Embora o tratamento isolado não tenha eliminado a doença, os resultados demonstram atividade contra a leucemia e dão suporte a novos estudos para avaliar esses anticorpos em combinação com outras terapias, incluíndo a quimioterapia.
"O anticorpo mostrou capacidade de retardar a progressão da doença nos modelos pré-clínicos. Esses resultados são importantes porque demonstram seu potencial terapêutico e justificam novos estudos para avaliar sua utilização em combinação com tratamentos já empregados contra a leucemia, como a quimioterapia", explica Zenatti Salles.
Como o anticorpo original tem origem murina, seu uso terapêutico em humanos é limitado pelo risco de o organismo reconhecê-lo como estranho e desencadear uma resposta imunológica contra ele. Por isso, os pesquisadores desenvolveram também uma variante quimérica, em que parte da estrutura do anticorpo é substituída por sequências humanas, e uma variante humanizada, em que a maior parte da estrutura é formada por sequências humanas, preservando-se principalmente as regiões responsáveis pelo reconhecimento do alvo.
O resultado é uma família de anticorpos que inclui versões murina, quimérica e humanizada, protegida por pedido de patente depositado com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp. A equipe também investiga os diferentes anticorpos de forma isolada e em combinação, buscando identificar as estratégias com maior potencial terapêutico.
Redução da dependência de insumos importados
Se seu potencial for confirmado nas próximas etapas de desenvolvimento e, futuramente em estudos clínicos, os anticorpos anti-IL-7Ra poderão representar uma nova alternativa terapêutica para os pacientes com LLA, incluindo aqueles que não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis ou que apresentam recaída da doença. A tecnologia também pode contribuir para ampliar a capacidade nacional de produção de medicamentos biológicos, como os anticorpos monoclonais, reduzindo a dependência brasileira de insumos e de etapas produtivas realizadas no exterior.
"Ampliar a capacidade de produzir no Brasil nossos próprios insumos e medicamentos biológicos, reduzindo a dependência de etapas realizadas no exterior, representaria um avanço importante para o Brasil", afirma Zenatti Salles.
Próximas etapas do desenvolvimento
Antes de chegar aos estudos clínicos, a tecnologia ainda precisa passar por diferentes etapas de desenvolvimento. Entre elas está a substituição do sistema de produção transiente, no qual é necessário introduzir novamente nas células, a cada ciclo de produção, as instruções genéticas para fabricar o anticorpo, por uma linhagem celular permanente e estável, capaz de produzir o anticorpo continuamente e de forma mais padronizada. Essa etapa é atualmente desenvolvida em um projeto de mestrado de outra integrante da equipe de pesquisa.
Outra etapa importante será estabelecer parceria com uma empresa farmacêutica ou instituição com capacidade para apoiar o desenvolvimento do processo produtivo, sua ampliação de escala e a fabricação do anticorpo em condições compatíveis com os padrões de qualidade e segurança exigidos para as etapas que antecedem os estudos em humanos.
"O que nós precisamos agora é encontrar uma empresa farmacêutica interessada em desenvolver essa tecnologia conosco e apoiar as próximas etapas de produção e desenvolvimento, para que futuramente possamos avançar para os estudos clínicos", diz a pesquisadora.
Além da LLA, os anticorpos poderão futuramente ser investigados em outras doenças nas quais o IL-7Ra tenha papel relevante. "O IL-7Rα também está envolvido em outras condições, incluindo algumas doenças autoimunes. Por isso, no futuro, poderemos investigar se esses anticorpos também apresentam potencial nesses contextos”, diz a pesquisadora. A pesquisa é conduzida no Centro de Pesquisa Boldrini e conta com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado da Unicamp. Atualmente, três doutorandos e uma mestranda estão dedicados em tempo integral ao desenvolvimento dos anticorpos.
A parceria já rende dez anos de estudos e, segundo a equipe, deve seguir gerando novas tecnologias a partir da mesma linha de pesquisa. Além de Priscila Pini Zenatti Salles e do pesquisador José Andres Yunes, o pedido de patente lista como inventores João Mateus Silva Feitoza, Joey Ramone Ferreira Fonseca, Fernando Mesquita de Sousa de Lima, Rhaissa Godoi, Diego Dávila Maldonado, Mayara Ferreira Euzébio, Aryanny Paula Sousa Ferreira, Gabriella Lima dos Reis, Gisele Olinto Libanio Rodrigues, Letícia Grillo Guimarães Pereira, Thais Rafael Guimarães e Juliana Ronchi Corrêa.
Como licenciar uma tecnologia na Unicamp
A Inova Unicamp disponibiliza no Portfólio de Tecnologias da Unicamp uma vitrine tecnológica. Empresas e instituições públicas ou privadas podem licenciar a propriedade intelectual desenvolvida na Unicamp, com ou sem exclusividade, tais como patentes, cultivares, marcas, programa de computador e know-how. O contato para interessados no licenciamento de tecnologias da Universidade é realizado diretamente com a Agência de Inovação da Unicamp pelo formulário de conexão com empresas pelo site da Inova Unicamp.
A Inova também oferta ativamente as tecnologias para as empresas, com a intenção de que o conhecimento gerado na Universidade se converta em soluções reais e chegue ao mercado e à sociedade. Para conhecer casos de licenciamento de tecnologias da Unicamp, acesse o site da Inova. E para encontrar os profissionais ideais para as necessidades do seu projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) com a Universidade, faça uma busca no Portfólio de Competências da Unicamp.
Maestro do Coro da Diocese de Roma comanda concerto em Campinas (SP) no próximo dia 29
CAMPINAS/SP - A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba participa, neste sábado, 29, às 20h, de um concerto especial na Igreja do Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas (SP), sob a regência do monsenhor italiano Marco Frisina, maestro do Coro da Diocese de Roma e uma das principais referências da música litúrgica contemporânea. A apresentação integra a programação oficial do 1º Congresso Internacional de Coros Litúrgicos.
Para o concerto, Frisina estará à frente da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e do Coro da Arquidiocese de Campinas, em um encontro que reúne músicos da região sob a condução de um dos nomes de maior projeção internacional da música sacra. Fundador e regente do Coro da Diocese de Roma desde 1984, o maestro é responsável pela animação musical de importantes celebrações da Diocese e de numerosas celebrações presididas pelos pontífices. Em 2025, foi nomeado pelo Papa Leão XIV consultor do Dicastério para o Clero.
A apresentação também marca o lançamento do segundo álbum digital em língua portuguesa de Marco Frisina, gravado pelo Coro da Arquidiocese de Campinas. O novo trabalho amplia a relação do compositor com o Brasil, fortalecida em 2018 com a publicação, pela Paulinas-COMEP, de Eis-me aqui, Senhor, primeiro álbum inteiramente em português dedicado às suas composições e que inclui o Hino a Nossa Senhora Aparecida.
CONVIDADO Sacerdote da Diocese de Roma, compositor, maestro e biblista, Marco Frisina é diplomado em Composição pelo Conservatório de Santa Cecília, em Roma, e possui Licença em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico. Sua produção reúne centenas de composições litúrgicas difundidas na Itália e em diversos países, muitas delas traduzidas para diferentes idiomas, além de aproximadamente 40 oratórios sacros e obras cênico-musicais.
Frisina também atua no cinema e na televisão. Desde 1991, colabora com o projeto internacional La Bibbia, da RAI, como consultor bíblico e compositor das trilhas sonoras, e já assinou músicas de mais de 30 produções cinematográficas de temática histórica e religiosa. Desde 2015, exerce ainda a direção artística do Concerto con i Poveri, iniciativa em favor dos mais necessitados na qual já dividiu o pódio com nomes como Daniel Oren e Speranza Scappucci e compositores como Ennio Morricone, Nicola Piovani e Hans Zimmer.
A passagem por Campinas acontece durante sua segunda visita oficial ao Brasil. Em 2019, o maestro esteve pela primeira vez no país, participando de celebrações, concertos, formações e encontros com músicos litúrgicos. Em 2026, retorna para uma agenda que inclui atividades formativas, concertos e celebrações litúrgicas.
CONGRESSO O 1º Congresso Internacional de Coros Litúrgicos acontece de 28 a 30 de agosto, em Campinas, reunindo regentes, cantores e músicos em três dias de atividades voltadas à formação, prática musical e espiritualidade. Marco Frisina é o principal convidado internacional desta primeira edição, que inclui oficinas presenciais, concerto e missa solene de encerramento.
SERVIÇO
Concerto – 1º Congresso Internacional de Coros Litúrgicos
Regência: Monsenhor Marco Frisina
Orquestra: Orquestra Sinfônica de Indaiatuba
Coro: Coro da Arquidiocese de Campinas
Data: 29/08 | Horário: 20h
Local: Igreja do Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora I Endereço: rua Baronesa Geraldo de Resende, 330 – Jardim Guanabara, Campinas (SP) - MAPA AQUI
Ingressos: gratuitos, mediante disponibilidade no local
Ação teve como objetivo combater crimes como falsificação e adulteração de bebidas e alimentos, tráfico de drogas e exploração de jogos de azar
CAMPINAS/SP - Agentes das Polícias Civil e Militar, em conjunto com a Guarda Civil Municipal de Campinas, Ministério Público, Vigilância Sanitária e Associação Brasileira de Bebidas, realizaram na quinta-feira (20) uma operação com o objetivo de combater os crimes contra a dignidade sexual, extorsão, adulteração de bebidas e alimentos, tráfico de drogas e exploração de jogos de azar.
Ao todo, mais de 20 estabelecimentos foram fiscalizados. Parte deles foi interditada pelos órgãos municipais após a constatação de condições inadequadas de higiene e funcionamento.
A Operação Submundo ocorreu no bairro Jardim Itatinga.
Também foram constatadas adulteração de bebidas, exploração de jogos de azar e comercialização de medicamentos em estabelecimentos não autorizados.
Ao todo, mais de 90 agentes de segurança pública participaram da operação.
Um homem foi preso em flagrante enquanto descarregava os itens do caminhão para colocar em um ônibus
CAMPINAS/SP - A Polícia Militar recuperou na sexta-feira (14) uma carga de medicamentos e produtos hospitalares, odontológicos e veterinários avaliada em R$ 800 mil, em Campinas, no interior de São Paulo. Um homem foi preso em flagrante. As mercadorias eram transferidas de um caminhão para um ônibus quando os policiais chegaram ao endereço.
A equipe foi acionada após receber informações de que suspeitos estariam descarregando uma carga, que havia sido roubada de uma caminhão na rodovia Dom Pedro. No endereço, os policiais encontraram um caminhão, um ônibus e um carro estacionados. Os veículos estavam abertos e havia caixas de produtos no interior e também espalhadas.
O motorista do ônibus tentou fugir, mas foi detido. Segundo as informações, ele havia sido contratado para transportar a mercadoria roubada. Os demais envolvidos fugiram ao perceber a chegada da equipe.
Ao todo, foram recuperadas 337 caixas de medicamentos hospitalares, odontológicos e veterinários, além de insumos para manipulação. O material estava acompanhado de 144 notas fiscais e foi devolvido ao representante da empresa responsável.
Três celulares foram apreendidos e o caminhão e a mercadoria foram restituídos aos proprietários.
O homem, de 35 anos, foi preso em flagrante por receptação e associação criminosa. A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. Ele foi encaminhado à cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas.
Roubos de carga caem 44% e atingem menor número da série histórica
Os roubos de carga registraram queda de 44,07% no interior de São Paulo no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, foram registrados 198 casos, contra 354 ocorrências no mesmo período de 2025. O número de crimes neste ano é o menor da série histórica, iniciada em 2001. A redução representa 156 ocorrências a menos em comparação com o primeiro semestre do ano passado.
No município de Campinas, o número de roubos de carga caiu de 22 casos para 13 no semestre, em comparação ao ano passado.
A queda é atribuída, principalmente, ao Programa de Prevenção de Furtos e Roubos de Carga (Procarga) da SSP-SP. A iniciativa realiza análise estratégica dos dados de roubos de carga com apoio do sistema SP Carga, que consolida informações operacionais das polícias e orienta as ações de enfrentamento ao crime.
O programa também reúne dados compartilhados por entidades do setor de transporte, contribuindo para o direcionamento das ações policiais e para a prevenção dos crimes.
CAMPINAS/SP - Policiais civis prenderam, na manhã desta quinta-feira (21), um homem de 43 anos apontado como líder de uma organização criminosa investigada por crimes financeiros ligados a plataformas de apostas online. A prisão ocorreu no bairro Nova Campinas, em Campinas, durante a operação “Jogo Sujo”.
A prisão e as apreensões foram efetuadas por policiais da 2ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que cumpriram mandado de busca e apreensão na resalidência do suspeito. No local, os agentes apreenderam dois veículos de luxo, relógios de alto valor, celulares, dispositivos eletrônicos e mais de R$ 1 milhão em dinheiro.
Segundo as investigações, o suspeito e os comparsas utilizavam plataformas digitais clandestinas para exploração ilegal de jogos de azar e ocultavam os lucros por meio de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e práticas de lavagem de dinheiro. A organização criminosa atuava com divisão de funções entre administradores das plataformas, operadores financeiros, programadores e responsáveis pela captação de usuários. O homem preso é apontado como um dos principais líderes do bando.
Ainda de acordo com a polícia, influenciadores digitais eram contratados para divulgar as plataformas de forma intensa nas redes sociais e ampliar o número de vítimas, com promessas de ganhos rápidos e retorno financeiro fácil. Há indícios de que alguns recebiam comissões sobre perdas de usuários e pagamentos elevados para atrair usuários aos sites investigados.
Os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia e devem auxiliar no avanço das investigações, que buscam identificar outros integrantes do esquema. A operação foi realizada simultaneamente nos Estados de São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Santa Catarina em vista a combater uma organização criminosa.
O suspeito permaneceu à disposição da Justiça, e o caso foi registrado como captura de procurado, localização e apreensão de veículo e cumprimento de mandado de busca e apreensão na 2ª Dise.
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