BRUXELAS - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, recebeu na noite desta segunda-feira (17), em Bruxelas, a primeira-ministra Giorgia Meloni e agradeceu a Itália por seu apoio fundamental à aliança militar.
“Foi um grande prazer encontrar novamente a primeira-ministra Giorgia Meloni após a cúpula da Otan da semana passada. Agradeci à Itália por sua contribuição fundamental para a Otan e o apoio inabalável à Ucrânia”, escreveu Stoltenberg no Twitter.
Na publicação, o representante da Otan informou ainda que ele e a premiê italiana discutiram “a resposta da aliança militar aos desafios em todas as direções, incluindo terrorismo e instabilidade na frente sul”.
O encontro, que durou cerca de duas horas, ocorreu na residência de Stoltenberg, na capital da Bélgica, onde líderes de 60 países se reúnem para participar da cúpula entre a União Europeia (UE) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) até esta terça-feira (18). (ANSA).
UCRÂNIA - A Rússia prepara o que pode ser o maior ataque contra a Ucrânia desde as primeiras semanas da invasão promovida por Vladimir Putin em fevereiro de 2022. Segundo Kiev, mais de 100 mil soldados foram concentrados na região noroeste de Donetsk, no leste do país.
A informação foi dada a repórteres pelo porta-voz do Grupo Oriental das Forças Armadas da Ucrânia, Serhii Tcherevati. Ele afirmou que há cerca de 900 tanques, 555 sistemas de artilharia e 370 lançadores múltiplos de foguetes na direção de Liman-Kupiansk.
O alerta foi dado em um dia particularmente agitado no conflito, com o ataque à ponte que liga a Crimeia ocupada à Rússia e a saída de Putin do acordo que permite a exportação de grãos ucranianos pelo mar Negro sem oposição eventual de bloqueio militar.
Segundo a reportagem ouviu de analistas militares em Moscou, a provável ação visa romper as defesas de Kiev no momento em que a contraofensiva das forças de Volodimir Zelenski mostra sinais de dificuldades, com avanços apenas incrementais mais a sudeste de Donetsk e em Zaporíjia (sul do país).
A invasão do ano passado mobilizou cerca de 200 mil militares e provou-se insuficiente, por erros logísticos e táticos, para capturar Kiev. Mas a ação ocorreu em três grandes frentes do país, o que gerou críticas acerca do número de soldados nos esforços principais, e agora parece que a ofensiva será concentrada.
Se o cenário se confirmar, Kiev pode ter problemas. Sua contraofensiva, iniciada em 4 de junho, não rompeu as defesas de Moscou, apesar de haver batalhas com grande atrito e perdas de lado a lado --só que há menos soldados ucranianos, talvez 60 mil na ação, do que russos. Autoridades da Otan, a aliança militar ocidental que armou e treinou as forças de Zelenski para a ação, têm baixado as expectativas sobre resultados rápidos.
Mas ninguém contava, ao menos publicamente, com uma nova ofensiva russa. Ao contrário, o mantra de comentaristas ocidentais é o da exaustão das forças de Putin, que de quebra enfrentou um motim dos mercenários do Grupo Wagner no fim de junho, perdendo acesso a esses recursos -amplamente empregado nos meses mais estáticos da guerra.
Se a ofensiva ocorrer de fato, na direção aparente, pode cortar pela metade os 45% de Donetsk que ainda estão em mãos da Ucrânia, colocando linhas de suprimento para a capital provisória de Kramatorsk sob risco. É um cenário novo na guerra, com consequências imprevisíveis.
Das quatro regiões anexadas ilegalmente por Putin em setembro do ano passado, Donetsk é aquela em que ele tem menos controle territorial. Domina quase toda a vizinha Lugansk e boa parte de Zaporíjia e Kherson, que estabelecem a chamada ponte terrestre entre a Rússia e a Crimeia no sul ucraniano, às margens do mar de Azov.
Ele havia sido estimado na semana passada por George Friedman, da consultoria americana Geopolitical Futures. Em texto para seus clientes, ele afirmou que havia a possibilidade de uma ofensiva russa tentar resolver em favor de Moscou a situação em Donetsk, o que poderá levar a um congelamento das fronteiras presumidas.
Friedman argumenta que o presidente americano Joe Biden não gostaria de entrar a campanha eleitoral de 2024 com uma situação indefinida na Ucrânia, e há fadiga entre os aliados ocidentais, como disse na semana passada o tcheco Petr Pavel na reunião de cúpula da Otan. Mas o presidente da República Tcheca contava mais com ganhos de Kiev do que com uma ofensiva russa, que colocará em xeque o esforço da Otan em preparar Zelenski para contra-atacar.
Por outro lado, se for em frente Putin estará arriscando o coração de suas forças, e uma derrota será desastrosa, obrigando talvez uma nova rodada de mobilização de reservistas. Estima-se que haja de 300 mil a 400 mil, dos cerca de 1 milhão de militares russos, em território ocupado na Ucrânia, então uma força de 100 mil homens é muito significativa.
No auge da ocupação soviética do Afeganistão, que durou de 1979 a 1989, havia 120 mil soldados de Moscou no país. Eles acabaram saindo humilhados pelos guerrilheiros islâmicos do país, uma derrota geracional que acompanhou o ocaso do império comunista --dissolvido logo depois, em 1991.
por IGOR GIELOW / FOLHA de S.PAULO
BERLIM - A expansão da fábrica da Tesla no Estado alemão de Brandemburgo pode torná-la a maior fábrica de automóveis da Alemanha. O objetivo é produzir até um milhão de carros elétricos por ano.
A fabricante aguarda a conclusão definitiva de um estudo de impacto ambiental que terá a colaboração dos cidadãos locais por meio de um aplicativo. Uma audiência pública pode ocorrer em outubro para discutir as questões levantadas.
A construção da fábrica da Tesla foi desacelerada devido a conflitos com grupos ambientalistas quanto ao potencial impacto da usina nas florestas e na vida selvagem, bem como a quantidade de água que a instalação drenaria de fontes locais.
A Tesla começou a produzir seu Modelo Y — SUV totalmente elétrico — no início do ano passado. Em março, a produção havia atingido 5 mil veículos por dia.
Embora ainda ofuscada pelas grandes marcas de automóveis da Alemanha em vendas gerais, os modelos Y e 3 foram os veículos totalmente elétricos mais vendidos na Europa no primeiro trimestre, ultrapassando o ID.3 e ID.4 da Volkswagen, segundo o Jato Dynamics, um grupo de pesquisa do consumidor.
O mercado europeu de veículos elétricos desacelerou, mas as vendas seguem crescendo. Durante os primeiros cinco meses deste ano, as vendas de veículos totalmente elétricos aumentaram 42,3%, para 730.137 veículos na União Europeia, Associação Europeia de Comércio Livre e Reino Unido, segundo dados da European Automobile Associação de Fabricantes.
Neste período, a Tesla vendeu 138.294 carros, aumentando sua participação nas vendas de veículos novos na região para 2,6%, deixando-a à frente de fabricantes estabelecidos, como Nissan e Volvo.
Com o crescimento da Tesla, o sindicato IG Metall da Alemanha saudou a perspectiva de empregos adicionais na fábrica da Tesla em Grünheide. No entanto, observou que a empresa demitiu cerca de 200 funcionários e trabalhadores terceirizados. / Dow Jones Newswires
PORTO ALEGRE/RS - Mano Menezes não é mais o técnico do Inter. O clube gaúcho anunciou a saída do comandante na noite desta segunda-feira após o empate em 0 a 0 com o Palmeiras no Beira-Rio. O clube e o treinador se manifestaram em nota oficial (veja abaixo).
Além de Mano, o auxiliar Sidnei Lobo também deixa o clube gaúcho. O argentino Eduardo Coudet, com boa relação com o presidente Alessandro Barcellos, é o nome mais forte e deve assumir o cargo.
A pressão sobre o nome de Mano aumentou nos bastidores depois do jogo com o Verdão e as vaias da torcida colorada. Nos corredores do Beira-Rio já se falava em uma possibilidade de troca, mas que era aventada apenas após o caso de insucesso contra o River Plate, pelas oitavas da Libertadores.
Os números de Mano Menezes no Inter
Mano chegou ao Inter em abril do ano passado e levou o time ao vice-campeonato do Brasileirão. Mas também foi eliminado nas quartas da Copa Sul-Americana para o Melgar-PER.
Neste ano, foi eliminado na semifinal do Gauchão e na terceira fase da Copa do Brasil. Na Libertadores, conduziu o time na campanha do único time brasileiro invicto na fase de grupos. No Brasileirão, o Inter é 11º, com 22 pontos, e completou três jogos sem vitória.
O Inter agora procura um novo treinador. O sexto na gestão Barcellos, sem contar os interinos. O mandatário iniciou com Abel Braga, que deixou o clube após o término do Brasileirão de 2020, já no começo de 2021. Miguel Ángel Ramírez, Diego Aguirre, Alexander Medina e Mano vieram na sequência. Apenas o último permaneceu mais de um ano no posto.
Confira a nota oficial do Inter
"O Sport Club Internacional comunica a saída do técnico Mano Menezes. O auxiliar Sidnei Lobo também deixa o cargo.
Anunciado em abril do ano passado, Mano esteve no cargo por mais de um ano. Na temporada 2022, comandou o time em uma campanha sólida dentro do Campeonato Brasileiro, disputando o título da competição e terminando com a melhor campanha do Inter nos pontos corridos, com 73 pontos. Também com Mano, o Colorado passou 325 dias sem derrota no Beira-Rio, com 27 partidas e 20 vitórias. Série interrompida no mês de maio.
O clube agradece aos profissionais pela dedicação, empenho e trabalho realizado durante o período, desejando sorte e sucesso na sequência de suas carreiras".
Confira a nota oficial de Mano Menezes
"Quero confirmar aqui a decisão do Sport Club Internacional pelo desligamento da nossa equipe técnica. Foram 15 meses de trabalho, onde me empenhei ao máximo para conseguir ter os resultados e ultrapassar as dificuldades pelas quais o clube atravessa.
Agradeço aos jogadores, aos funcionários e a diretoria pela relação de confiança e de transparência.
Aos torcedores do Internacional e a todos que trabalham pelo clube, fica aqui o meu muito obrigado e desejo de boa sorte em sua jornada!"
Por Redação do ge
PARIS - O Brasil fechou a segunda-feira (17), último dia de Mundial de Atletismo Paralímpico, em Paris (França), com mais sete pódios, entre eles o tricampeonato de Petrúcio Ferreira nos 100 metros T47 (amputados de braço) e o segundo ouro de Jerusa Geber, desta vez nos 200m T11 (cegas) – ambos cravaram novos recordes internacionais. No total, a delegação nacional conquistou 47 medalhas, duas a mais que a líder China, consolidando a melhor campanha da história, desde a edição de Dubai (2019), quando o somou 39 medalhas. O país asiático terminou em primeiro lugar por ter conquistado mais dois ouros e três pratas que o Brasil.
O mais rápido do mundo! ?
— Comitê Paralímpico Brasileiro (@cpboficial) July 17, 2023
?? 2⃣0⃣1⃣7⃣ PETRÚCIO FERREIRA. ?
?? 2⃣0⃣1⃣9⃣ PETRÚCIO FERREIRA. ?
?? 2⃣0⃣2⃣3⃣ PETRÚCIO FERREIRA. ?
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Três vezes campeão do mundo!
100m em 10s35: o mais rápido de todo o campeonato mundial.#MundialDeAtletismo#Paris2023 pic.twitter.com/cpeKtyy9LL
Aos 26 anos, o bicampeão paralímpico Petrúcio Ferreira faturou hoje sua quinta medalha em mundiais. O paraibano de 26 anos cruzou a linha de chegada dos 100m T47 em 10s37, cravando o novo recorde da competição
"Cada conquista para mim é como se fosse a primeira. Eu sempre lembro de onde eu vim. Essa conquista vale muito para mim. Quem é atleta sabe qual é a nossa dedicação do dia a dia, os momentos difíceis que a gente passa. É tudo por um sonho. Agradeço à minha família, ao meu treinador Pedrinho, à torcida e à minha esposa, que passou vários momentos complicados ao meu lado. Não larguei tão bem, errei na mina terceira passada. Poderia ter acertado mais, mas saio feliz com meu terceiro mundial", comemorou Petrúcio em depoimento à Confederação Paralímpica Brasileira.
E teve dobradinha brasileira na prova dos 100m T47, com a prata do paranaense José Alexandre Martins (10s73), estreante do país na competição, que já conquistara bronze nos 400m nesta edição do Mundial. O bronze ficou com o britânico Kevin Santos (10s85).
Quem também festejou muito foi a acreana Jerusa Geber, que venceu nos 200m T11 (cegas) com o tempo de 24s63, o novo recorde da competição. Foi o segundo ouro da velocista: o primeiro foi nos 100m classe T11 (atletas cegas)., na última quinta (13).
"A nossa prova preferida é a dos 100m. Não esperávamos fazer isso tudo nos 200m e conseguir o ouro. Quando a China está na prova, é sempre com muita emoção. Mas sair da competição com dois ouros, com dois recordes da competição, e como a atleta com mais medalhas em Mundiais é maravilhoso. Só tenho a agradecer", disse Jerusa
E pela oitava vez nesta edição teve pódio duplo brasileiro. Assim como nos 100m T11, a potiguar Thalita Símplicio (24s88) chegou em terceiro lugar e garantiu o bronze. A prata ficou com a chinesa Cuiqing Liu (24s79).
Vice-campeão paralímpico, o paranaense Vinícius Rodrigues amealhou a prata nos 100m classe T63 (para amputados de membros inferiores com prótese) nos últimos metros da prova, quando ultrapassou o alemão Leon Schaefer, finalizando a corrida dois centésimos antes, em 12s16. Schaefer (12s18) ficou com o bronze e o vencedor da prova foi o holandês Joel de Jong (12s09).
"Em Dubai, fui bronze. Agora, consegui a prata. Estava contando com esse ouro, mas infelizmente não veio. A minha corrida foi muito boa, foi o meu melhor tempo na temporada. Agora é analisar com meu treinador o que errei e onde posso melhorar", afirmou Vinícius, que foi submetido a uma amputação da perna esquerda acima do joelho devido a um acidente de moto.
Emocionante também foi a conquista do bronze pela maranhense Rayane Soares, atual campeã mundial, nos 400m T13 (deficiência visual). Embora não tenha largado bem, a velocista de 26 anos se recuperou a tempo de garantir o terceiro lugar com o tempo de 57s90, apenas quatro centésimos amenos que a francesa Nantenin Keita, quarta colocada. A medalha de ouro foi para Lamiya Valiyeva (55s34), do Azerbaijão, e a prata para a portuguesa Carolina Duarte (55s68).
Outro brasileiro a brilhar no último dia de disputas foi o catarinense Edenilson Floriani, estreante na competição. Ele faturou o bronze no arremesso de peso F42 (deficiência dos membros inferiores), ao atingir a marca de 14,06m. O ouro ficou com britânico Aled Davies, que fez 16,16m, e a prata foi para o iraniano Sajad Mohammadian, com 14,38m.
Por Agência Brasil
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