Números mais recentes já refletem a preparação de ambos os setores para o fim do ano
SÃO PAULO/SP - Entre os meses de janeiro e outubro, os Serviços e o Comércio do Estado de São Paulo abriram cerca de 336 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada. Dados elaborados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, no primeiro caso, o saldo foi de 288,3 mil postos de trabalho. No segundo, esse número foi de 47,8 mil [tabelas 1 e 2].
Um aumento na geração de empregos nesta época do ano era esperado pela FecomercioSP, principalmente por causa da preparação dos estabelecimentos para uma demanda mais elevada, com a injeção do décimo terceiro salário na economia, nos últimos dois meses. Não à toa, em outubro, o comércio paulista registrou o melhor resultado do 2023, com 13,9 mil vagas criadas, mais que o dobro do apontado em setembro. Já o setor de Serviços obteve o segundo melhor número ao ano, criando 44,1 mil postos celetistas.
Segundo a Federação, os Serviços devem manter essa tendência para o próximo levantamento, de novembro, com exceção do segmento educacional, que, ao contrário, costuma apresentar resultados negativos em períodos próximos ao fim do ano letivo. Por outro lado, o aquecimento nas vendas deve fazer o Comércio experimentar o melhor mês, em especial na divisão varejista, uma vez que é nesse período que a renda familiar está mais fortalecida — e consequentemente, o consumo aumenta.
[TABELA 1]
SALDO E ESTOQUE DO EMPREGO CELETISTA NOS SERVIÇOS NO ESTADO DE SÃO PAULO
JANEIRO A OUTUBRO DE 2023
[TABELA 2]
SALDO E ESTOQUE DO EMPREGO CELETISTA NO COMÉRCIO DO ESTADO DE SÃO PAULO
JANEIRO A OUTUBRO DE 2023
SERVIÇOS
No acumulado do ano, o setor de Serviços registrou 3,3 milhões de admissões e pouco mais de 3 milhões de desligamentos, conformando um estoque de mais de 7 milhões de vínculos ativos hoje no Estado. Dos 14 grupos de atividades analisados, 13 apontam saldo positivo de janeiro a outubro. O destaque ficou por conta dos serviços administrativos e complementares, com 78,6 mil vagas, e os de transporte, armazenagem e correio, com 44,8 mil postos, em dez meses. Na contramão, empresas de informação e comunicação fecharam 3.749 empregos no período.
Na capital paulista, onde mais de 3 milhões de empregos celetistas estão ativos no setor, foram criados 93,4 mil novos postos de trabalho formais.
COMÉRCIO
Já o setor de Comércio registrou 1,25 milhão de admissões e 1,202 milhão de desligamentos, considerando um estoque de mais de 2,8 milhões vínculos ativos. Nesse caso, o destaque ficou por conta do atacado, que continua influenciando positivamente o setor: 21.438 novas vagas no acumulado do ano. O varejo, por sua vez, criou 15.686 empregos novos entre janeiro e outubro.
Na capital paulista, foram criadas 14.254 novas vagas no setor comercial no mês. A divisão atacadista continua impulsionando o setor, após atingir a marca de 7.572 postos de trabalho criados.
Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) passou por reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista do comércio e serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho – passando a se chamar PESP de Comércio e Serviços.
A corrida e caminhada de 10k e 6,1k que acontece no dia 25 de janeiro nos arredores do Parque Ibirapuera e vai comemorar os 470 da cidade, está com kits à venda nas plataformas Ativo, Minhas Inscrições e Ticket Sports
SÃO PAULO/SP - O XXVI Troféu Cidade de São Paulo Edmundo Vasconcelos, corrida e caminhada que acontece em 25 de janeiro (quinta-feira), a partir das 6h30, e abre as celebrações do aniversário da cidade está com inscrições abertas nas plataformas Ativo, Minhas Inscrições e Ticket Sports.
Com previsão de 10 mil participantes, o Troféu Cidade de São Paulo é uma realização da JJS Eventos, do bicampeão da São Silvestre, José João da Silva, e seu sócio Renato Elias e acontece nos arredores do Parque Ibirapuera, com largada e chegada no Obelisco.
Para esta edição, o valor da inscrição para a Corrida Especial é gratuito, para a Corrida e Caminhada de 6,1k e 10k é de R$ 130,00 (além das taxas online) e para acima dos 60 anos é de R$ 65,00 (além das taxas online). Para as equipes, técnicos, assessorias o valor é de R$ 115,00 e deverão entrar em contato com a Organização pelo telefone 11-5531-0200 / 11-5041-4598 (grupo no mínimo de 10 participantes. Inscrições deverão ser realizadas diretamente com a organização. Os kits incluem camiseta, número de peito com alfinetes e chip cronometragem (corrida) e camiseta e número de peito com alfinetes (caminhada).
As premiações serão:
Corrida Especial 10 Km: Troféu para o primeiro colocado masculino e feminino por modalidade (Cadeirantes, Deficiente Visual, Membro Inferior e Superior, Auditivo e Intelectual);
Corrida 10 Km: Troféu para os cinco primeiros colocados masculinos e femininos Corrida Geral 10 Km e Premiação bruta:
R$ 2.000,00 - Primeiro Lugar Masculino e Feminino
R$ 1.000,00- Segundo Lugar Masculino e Feminino
R$ 800,00 - Terceiro Lugar Masculino e Feminino
R$ 600,00 - Quarto Lugar Masculino e Feminino
R$ 400,00 - Quinto Lugar Masculino e Feminino
Corrida 6,1 Km: Troféu para primeiro colocado masculino e feminino Corrida 6,1 Km
A retirada do Kit Participação será somente em 24 de janeiro de 2024 (quarta-feira), das 9h às 20h, no estacionamento do Hospital Edmundo Vasconcelos (Endereço: R. Borges Lagoa, 1490 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 03266-000).
O XXVI Troféu Cidade de São Paulo Hospital Edmundo Vasconcelos é uma realização da JJS Eventos e conta com o patrocínio master da Hospital Edmundo Vasconcelos, apoio da Italac, Montevergine e Paraguaçu Participações, apoio de mídia da Rádio Transamérica e apoio oficial da Prefeitura de São Paulo e Federação Paulista de Atletismo.
Para mais informações e regulamento, acesse https://www.
Serviços:
XXVI Troféu Cidade de São Paulo
Data:25/01/2024 (Quinta-Feira-Feriado)
Horário: 6h30
Local: Parque Ibirapuera - Obelisco
Limitada a 10.000 participantes
Medalha alusiva ao Evento a todos que concluírem a Prova
Camiseta para todos os participantes na retirada do Kit Participação
Cronometragem por chip para a Corrida 10 Km, Especial 10 Km e Corrida 6,1 Km
Retirada do Kit Participação
Data: 24/01/2024 (Quarta-Feira)
Horário: 9h às 20 h
Local: Estacionamento do Hospital Edmundo Vasconcelos
Endereço: R. Borges Lagoa, 1490 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 03266-000
Mais informações: https://www.
O verão na região turística Costa Verde & Mar (SC), um dos destinos mais procurados do Brasil, vai além das praias e oferece uma variedade de experiências para todos os estilos de viajantes. Para que todos possam curtir novos ângulos, desafios e aventuras, selecionamos 10 atrações para aproveitar ao máximo o clima e as paisagens da estação mais quente do ano. Confira:
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ALEMANHA - Para especialistas, declínio nos índices de aprendizado tem a ver, principalmente, com a falta de professores nas escolas. Número de estudantes, por outro lado, continuará crescendo pelos próximos anos.
Professora há mais de trinta anos, Rebecca trabalha em um ginásio – tipo de escola secundária na Alemanha que prepara os alunos para o ingresso no ensino superior – perto de Hamburgo. Ela dá aulas de inglês e história, mas tem se ocupado cada vez mais do inglês, por falta de professores especializados. O ensino de língua estrangeira tem prioridade sobre a outra disciplina, que às vezes chega a ser cancelada por meses.
"A falta de pessoal é constante. Não há mais professores substitutos temporários no mercado", afirma Rebecca, que teve seu nome trocado pela reportagem para permanecer anônima. "A direção escolar não encontra funcionários para as vagas abertas, e frequentemente colegas saem de licença por semanas ou meses porque estão esgotados com a carga de trabalho."
O resultado: alunos chegam a ficar sem algumas disciplinas por um tempo, enquanto as primeiras escolas começam a adotar a semana letiva de quatro dias.
A falta de professores afeta principalmente as escolas primárias – justamente onde as crianças aprendem a ler, escrever e contar.
Para sindicato, Alemanha colhe o resultado da falta de professores
Na mais recente Pisa, pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avaliou e comparou o desempenho de estudantes de 15 anos em 81 países, os alemães registraram sua pior performance em matemática, ciências naturais e habilidades de leitura desde o início da série histórica.
"Os resultados são preocupantes", diz a secretária de Educação de Berlim e presidente da Conferência dos Secretários da Educação, Ciência e Cultura, Katharina Günther-Wünsch, do partido conservador CDU. Ela atribui o quadro principalmente às longas restrições impostas às escolas em razão da pandemia e à heterogeneidade crescente do corpo estudantil nos últimos anos, com o aumento significativo de alunos vindos de famílias vulneráveis.
Para os sindicatos de profissionais da educação, porém, o que realmente explica os resultados do Pisa é a falta de professores. "Agora estamos vendo o que significa escassez", diz Gerhard Brand, do sindicato Verband Bildung und Erziehung. "Suspender e substituir aulas têm consequências."
Diferenças regionais e cálculos contraditórios
Faltam dezenas de milhares de professores na Alemanha – quantos, ao certo, ninguém sabe. A educação é responsabilidade dos 16 estados federados, e por isso há diferenças regionais, inclusive nas horas-aula dos professores, o que torna os cálculos difíceis a nível nacional.
Um exemplo: em um ginásio na Baixa Saxônia, 23,5 horas-aula semanais equivalem a uma jornada de trabalho integral, enquanto em Schleswig-Holstein a jornada é de 25 horas-aula.
Há diferenças também conforme o nível de ensino: nas escolas primárias, são necessárias muito mais horas-aula do que nas escolas secundárias, onde o trabalho antes e depois das atividades em sala de aula é maior.
Segundo a Conferência dos Secretários da Educação, Ciência e Cultura, atualmente há cerca de 14 mil vagas para professores em tempo integral não preenchidas. Outros 21 mil professores adicionais devem ser necessários a cada ano a partir de 2025 e até 2035.
Economistas, pesquisadores da área da educação e o Sindicato Educação e Ciência (GEW) consideram os cálculos oficiais muito otimistas. "A diferença entre a demanda por e a oferta de professores chegará até 2035 a cerca de 56 mil postos em tempo integral", afirma a sindicalista Anja Bensinger-Stolze.
Imigração aumentou número de crianças em idade escolar
Dados do Escritório Federal de Estatística da Alemanha apontam que, em 2023, 830 mil crianças foram matriculadas no primeiro ano – o maior número em 20 anos. A previsão é de que, nos próximos dez anos, o número de crianças e adolescentes matriculados em escolas aumente de 11 milhões para 12 milhões.
O crescimento se deve, em parte, a um aumento na taxa de natalidade, mas também à imigração.
No final de 2022, o número de crianças com idade entre 5 e 7 anos aumentou em 4% em relação ao ano anterior – enquanto a quantidade de alemães nessa faixa etária mal mudou, entre as crianças estrangeiras o salto foi superior a 20%.
A situação vai piorar porque, a partir de 2026, as crianças do ensino fundamental terão o direito legal à educação em tempo integral. Com isso, segundo a GEW, o total de vagas não preenchidas nas escolas poderia chegar a até meio milhão até 2035.
Estados têm formado menos professores, e profissão parece cada vez menos atraente
A formação de professores é uma responsabilidade dos estados. Eles bancam as vagas em instituições de ensino superior, mas os diplomas obtidos têm validade em todo o país. A sindicalista Bensinger-Stolze diz que isso abriu possibilidades de economia para os políticos, que têm formado menos professores do que o necessário, sempre na expectativa de atrair formandos de outras regiões.
Na falta de opção melhor, as escolas estão empregando cada vez mais gente de fora da área, que não cursou pedagogia ou uma licenciatura. Ao mesmo tempo, o número de estudantes de licenciatura diminui – por razões demográficas e porque a profissão parece cada vez menos atraente.
Esse déficit de professores pode ser agravado pelas propostas da Conferência dos Secretários da Educação, que quer combater a falta de profissionais aumentando a carga horária de trabalho, adiando a aposentadoria e eliminando o trabalho em meio período.
Atualmente, cerca de 40% dos professores reduziram sua carga horária e de ensino. É o caso de Rebecca, que por semana tem 23,5 horas-aulas em vez das usuais 25. "O ensino, a preparação e o acompanhamento das aulas, a correção de trabalhos e provas – somando isso, eu faço mais de 40 horas semanais", afirma. Há ainda as tarefas administrativas. "Quando estou preparando uma excursão, por exemplo, às vezes perco uma hora comprando passagens."
A imigração é um desafio
No geral, os relatos são de piora significativa nas condições de trabalho nos últimos anos, com turmas maiores e um ensino mais complexo. "Temos mais alunos com origens migratórias [pessoas que adquiriram a cidadania alemã depois de nascer ou que são filhas de pai ou mãe nesta situação], que precisam de mais apoio porque não têm tanto suporte em casa", diz Rebecca.
Segundo ela, administrar conflitos com jovens também requer muita energia. "Não me abalo quando alunos de origem muçulmana dizem que não vão me ouvir", explica. "Mas isso também vem dos pais! E colegas jovens, que acabaram de começar como professores, muitas vezes estão no limite."
De acordo com o sindicato, o número de professores que questionam sua escolha e abandonam a carreira está aumentando, e isso tem se manifestado também na busca por aconselhamento.
Como resolver o problema?
No que parece ser uma resposta às sugestões da Conferência dos Secretários da Educação, o sindicato apresentou um plano para tornar a carreira de professor mais atraente. Os pontos incluem redução da carga horária, classes menores, mais horas de descanso, melhor proteção da saúde e sistemas de alívio para os professores – equipes onde os profissionais podem trabalhar juntos com educadores, assistentes sociais e psicólogos, além de intérpretes e professores de línguas de origem, no caso de imigrantes.
"Há muito tempo pedimos uma melhoria e aceleração do reconhecimento de diplomas de professores adquiridos no exterior", diz Bensinger-Stolze ao ser indagada sobre os refugiados ucranianos, que até agora mal tiveram oportunidades em escolas alemãs. "Se os professores são formados em apenas uma disciplina – o que é comum no exterior –, isso não deve ser um critério de exclusão."
No geral, o sindicato não tem muita esperança de que a situação nas escolas possa ser mudada no curto prazo – os responsáveis na política simplesmente não levaram a situação a sério por muito tempo.
Autor: Sabine Kinkartz / DW.com
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