Prisão foi realizada durante a Operação Impacto Sulmassp
PIRAPOZINHO/SP - Um homem de 53 anos foi preso em flagrante com quase meia tonelada de maconha dentro de um veículo furtado na terça-feira (7), em Pirapozinho. A prisão foi realizada durante a Operação Impacto Sulmassp, que começou ontem e reúne as polícias militares do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Uma equipe do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) patrulhava a rodovia SP-272 quando suspeitou da atitude de um motorista que tentava forçar uma ultrapassagem perigosa na via. O homem desobedeceu a ordem de parada e tentou fugir, mas foi abordado.
Dentro do veículo, que era furtado e tinha placas adulteradas, os policiais localizaram 519 tijolos de maconha, que pesaram 432,6 quilos. Também foram apreendidos um rastreador e um rádio transmissor.
O suspeito confessou que receberia dinheiro para levar a droga de Naviraí (MS) até o município de Araçatuba (SP).
O infrator foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Pirapozinho, onde o caso foi registrado como tráfico de drogas e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A cantora sertaneja não ganhou nenhum prêmio, enquanto a funkeira foi cortada do evento
Soltou o verbo
Na noite da última terça-feira (7), aconteceu o Prêmio Multishow, evento que causou diversas reclamações. Melody soltou o verbo e detonou as escolhas das premiações.
A cantora, de 16 anos, criticou o evento e revelou que ficou de fora dos indicados. Ela ainda lamentou a derrota de Ana Castela. Indicada para diversas categorias, a sertaneja não ganhou nenhum prêmio.
De acordo com Melody, ela teria sido cortada do evento poucos dias antes. “Só este ano, bombei quatro hits e me cortaram faltando dois dias da premiação”, revelou a cantora.
A funkeira ainda deu sua opinião sobre a derrota de Ana Castela. “Realmente, a Ana merecia levar no sertanejo, com certeza. Ela arrasou demais este ano. Esses prêmios são uma piada. Tudo armado”, disse.
Prêmio Multishow
A 30ª edição do Prêmio Multishow aconteceu na Barra da Tijuca. Sob a apresentação de Tadeu Schmidt e Tatá Werneck, o evento teve a transmissão da Rede Globo, ao vivo.
Ao todo, foram 23 categorias. Diversas personalidades foram premiadas. Iza recebeu o prêmio de artista do ano, desbancando Ana Castela, assim como Anitta, Jão, Ludmilla e Luísa Sonza.
Gustavo Mioto se mostrou bastante incomodado pela ausência de Ana Castela entre os premiados. Em uma publicação que reclamava da escolha de artista do ano, o cantor comentou uma risada.
por Lauren Berger / BOLAVIP BRASIL
SÃO PAULO/SP - Bruna Biancardi negou que ela e Neymar tenham feito um "acordo milionário" e voltou a se pronunciar a respeito do assalto à sua casa, em Cotia, na Grande São Paulo, ocorrido na madrugada de terça-feira (7). Segundo a delegada responsável pela investigação, os pais da influencer foram amarrados e a mãe chegou a ser ameaçada de ter óleo jogado em seus olhos.
Por outro lado, os criminosos que causaram um grande prejuízo a Bruna não tinham intenção de sequestrá-la, de acordo com a delegada Mônica Resende Gamboa. Vale lembrar que horas antes do assalto, a influencer, a filha, Mavie, e Neymar estavam no local para comemorar o primeiro mesversário da bebê. Um dos suspeitos preso é morador do mesmo condomínio que os pais de Bruna.
Assalto à casa de Bruna Biancardi: tentativa de sequestro é descartada
Em relação ao acordo, essa espécie de "contrato" prevê, segundo informações, que Bruna Biancardi não pode criticar Neymar, de quem estaria se separando após dois anos e de quem ela e a filha ganhariam uma pensão de R$ 200 mil, para incômodo da mãe e da irmã do atacante do Al-Hilal (Arábia Saudita).
Através de comunicado oficial, a influencer afirmou: "Bruna Biancardi vem, por meio de sua assessoria, agradecer todas as mensagens de carinho e informar que não existe nenhum 'acordo milionário' e esclarecer alguns pontos sobre o ocorrido no dia de ontem, evitando dessa forma a propagação de informações inverídicas.
O caso já está nas mãos das autoridades competentes e a Justiça será feita. Até o presente momento, a delegada responsável pela investigação constatou que: 'o que foi me apresentado, que eu tenho elementos de convicção, é que se tratou de um roubo a uma residência! Potencializado pelo êxito dos 'roubadores' em encontrar em objetos de valor'.
Não é uma situação fácil para ninguém, ainda mais para uma família que nunca teve a intenção de ter a vida exposta dessa maneira! Por fim, pedimos respeito e discrição nesse momento tão delicado! Agradecemos a compreensão".
por Guilherme Guidorizzi / PUREPEOPLE.br
BRASÍLIA/DF - O Banco do Brasil (BB) bateu recorde de lucro nos nove primeiros meses do ano. De janeiro a setembro, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 26,1 bilhões, crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em nota, o BB informou que a melhoria dos lucros decorreu do crescimento da margem financeira bruta (+30,1%), decorrente do bom desempenho da carteira de crédito e dos investimentos em títulos. O banco também cita a diversificação das receitas (principalmente de serviços) e o controle dos gastos.
Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 8,8 bilhões, resultado 4,5% acima do mesmo trimestre de 2022 e 12,8% acima do trimestre anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) chegou a 21,3%, o que, segundo o BB, representa um índice semelhante ao dos bancos privados.
De acordo com o BB, parte da melhoria decorre do crescimento do crédito. A carteira de crédito ampliada encerrou setembro em R$ 1,07 trilhão, 10% acima do registrado em setembro de 2022 e 2% acima do observado no fim do segundo trimestre.
O índice de inadimplência, que considera atrasos de mais de 90 dias, subiu de 2,73% em junho para 2,81% em setembro, refletindo a alta nos juros, mas, segundo o BB, está abaixo da média de 3,5% registrada no sistema financeiro nacional.
Segmentos
Na distribuição por segmentos de crédito, a carteira pessoa física ampliada cresceu 7,9% em relação a setembro do ano passado e 0,7% em relação a junho deste ano. O destaque foi o crédito consignado (+2% no trimestre e +8,9% em 12 meses).
Em relação ao crédito para empresas, a carteira pessoa jurídica ampliada expandiu-se 4,7% em 12 meses. O melhor desempenho foi registrado na carteira para micro, pequenas e médias empresas (+4,2% no trimestre e +14,2% em 12 meses).
O crédito para o agronegócio encerrou setembro com alta de 5,7% no trimestre e de 18,2% sobre setembro do ano passado. Somente na atual safra 2023/2024, foram emprestados R$ 68,8 bilhões, alta de 8,2% em relação à safra anterior. Os destaques no crédito para o agronegócio foram operações de custeio (+14,2% no trimestre e +18,9% em 12 meses), de investimento (+4,8% no trimestre e +37,1% em 12 meses) e comercialização (+8,7% no trimestre e +64,9% em 12 meses).
As operações de crédito sustentáveis, que respeitam parâmetros sociais e ambientais, atingiram R$ 338,8 bilhões no fim do terceiro trimestre, com alta de 5,5% em 12 meses. O crédito sustentável corresponde a 32% da carteira de crédito ampliada do banco.
Receitas e despesas
As receitas de prestação de serviços nos nove primeiros meses do ano cresceram 5% em 12 meses. As despesas administrativas subiram 8% na mesma comparação, segundo o BB por causa de investimentos em tecnologia.
Projeções
O Banco do Brasil manteve as projeções para 2023. A estimativa de lucro ajustado para o ano está entre R$ 33 bilhões e R$ 37 bilhões. A previsão de crescimento do volume de crédito neste ano está entre 9% e 13%. As receitas com serviços crescerão de 4% a 8%. A previsão para as despesas administrativas foi mantida, com alta de 7% a 11% neste ano.
Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O Senado aprovou na quarta-feira (8) o texto-base da reforma tributária sobre o consumo. Tanto no primeiro quanto no segundo turno o placar foi o mesmo: 53 a 24. A votação em primeiro turno foi concluída pouco depois das 19h, já o resultado do segundo turno foi conhecido duas horas depois. A aprovação da PEC exigia o voto de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Como a PEC passou por mudanças no Senado, terá de voltar à Câmara dos Deputados para uma nova votação. Os parlamentares esperam concluir a tramitação nas duas Casas até o final do ano. Por causa da complexidade da proposta, os senadores optaram por não fatiar o texto, promulgando a parte aprovada e deixando as alterações para os deputados votarem.
Após a aprovação em segundo turno, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a reforma tributária “se impôs porque o Brasil não podia mais conviver com o atraso”. Segundo ele, as mudanças na tributação sobre o consumo estimularão o desenvolvimento econômico, ao substituir o “carnaval tributário” existente até agora no Brasil, citando uma expressão do tributarista Augusto Becker, e unificar tributos.
“Ao consolidar inúmeros tributos em apenas três, o Imposto sobre Bens e Serviços, a Contribuição sobre Bens e Serviços e o Imposto Seletivo, o texto vai reduzir a complexidade burocrática, o que possibilitará às empresas concentrar recursos e esforços em seus negócios principais, fomentando a inovação e estimulando o crescimento econômico”, ressaltou Pacheco.
Durante as discussões em plenário, que começaram por volta das 15h, o relator da proposta de emenda à Constituição (PEC), senador Eduardo Braga (MDB-AM), acatou seis novas emendas que ampliam as exceções à alíquota padrão do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). Por sugestão da vice-líder do Governo no Senado, Daniella Ribeiro (PSD-PB), o setor de eventos foi incluído na alíquota reduzida em 60%.
O relator também acolheu emenda do senador Plínio Valério (PSDB-AM) para equiparar a remuneração dos servidores dos fiscos municipais e estaduais aos da Receita Federal. Segundo Valério, a integração do mesmo fato gerador entre a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), da União, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado pelos governos locais, fará os fiscos locais exercerem a mesma função da Receita.
Na votação desta quarta, a proposta enfrentou resistência de última hora de governadores do Sul e do Sudeste. Eles protestaram contra uma emenda acatada por Braga na CCJ que acrescentou três parágrafos ao Artigo 19 da PEC que prorroga, pela quarta vez, incentivos a montadoras de veículos do Nordeste e do Centro-Oeste. Essa prorrogação havia sido derrubada na Câmara, em julho, quando os deputados rejeitaram um destaque para prorrogar os benefícios para as duas regiões.
No início da tarde, os governadores do Sul e do Sudeste reuniram-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ameaçaram orientar as bancadas de seus estados a votar contra a reforma tributária caso não consigam retirar, na votação de destaques, emendas que consideram como “jabutis”, inclusões de pontos não relacionados à proposta principal. Segundo os governadores, as alterações de última hora ampliam a desigualdade de tratamento entre Norte, Nordeste e Centro-Oeste contra as outras duas regiões.
Na votação de ontem, na CCJ, Braga tinha acatado 247 emendas de um total de 777. Entre as mudanças aceitas, está a emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que estende ao gás de cozinha o cashback. A versão anterior do parecer tinha incluído a energia elétrica no mecanismo de ressarcimento de tributos às pessoas mais pobres.
Outra mudança está no tratamento diferenciado a clubes de futebol. Proposta pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), a emenda mantém o recolhimento unificado de tributos pelas sociedades anônimas do futebol. Segundo Braga, esse mecanismo jurídico tem ajudado a recuperar a saúde financeira dos clubes. O relatório já previa que as atividades esportivas pagariam alíquota reduzida em 60% da futura Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
O novo parecer incluiu benefícios para taxistas comprarem veículos. Braga acolheu emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que manterá a isenção na compra de automóveis por taxistas e por pessoas com deficiência ou consideradas dentro do espectro autista. O relatório anterior extinguiria o benefício, com a unificação de tributos.
Braga acatou ainda uma emenda do senador Marcelo Castro (MDB-PI) para restaurar a alíquota reduzida para atividades de restauração urbana de zonas históricas. O benefício estava no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, mas havia sido excluído na primeira versão do parecer do relator.
Outros benefícios incluídos no relatório são a alíquota zero para medicamentos e dispositivos médicos comprados pelo governo e por entidades de assistência social sem fins lucrativos, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Braga também acolheu emendas dos senadores Esperidião Amin (Progressistas-SC) e Izalci Lucas (PSDB-DF) para zerar a alíquota de IBS, tributo administrado pelos estados e municípios, para serviços prestados por instituições científicas, tecnológicas e de inovação sem fins lucrativos. Na versão anterior, apenas a CBS, tributo federal, teria a alíquota zerada.
As principais alterações da reforma tributária em relação à versão aprovada pela Câmara constam da primeira versão do relatório divulgada por Braga no fim de outubro. As principais mudanças são a criação de um teto para a carga tributária, a revisão a cada cinco anos dos regimes especiais de tributos e a ampliação do Fundo de Desenvovimento Regional (FDR), criado para incentivar o desenvolvimento de regiões de menor renda, de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões por ano a partir de 2043.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
EUA - A Disney divulgou na quarta-feira (8) lucros trimestrais melhores do que o esperado – ajudados pelo aumento da frequência aos parques temáticos, um plano agressivo de corte de custos e perdas reduzidas em seu negócio de streaming – enquanto o CEO Bob Iger tenta se defender dos desafios à sua liderança por parte de investidores ativistas.
Iger declarou que a ‘Mouse House’ está entrando numa nova fase de reconstrução após uma reestruturação massiva, colocando a empresa no caminho certo para alcançar cerca de 7,5 bilhões de dólares em cortes de custos – um aumento de 2 bilhões de dólares em relação aos 5,5 bilhões de dólares anunciados anteriormente no início do ano.
“Embora ainda tenhamos trabalho a fazer, estes esforços nos permitiram ultrapassar este período de fixação e começar a construir os nossos negócios novamente”, disse Iger numa teleconferência depois de a empresa ter divulgado os resultados do quarto trimestre.
“Temos uma base sólida de excelência criativa e inovação construída ao longo do século passado, que só foi reforçada pelo importante trabalho de reestruturação e eficiência de custos que realizamos este ano.”
As ações da Mouse House, que permaneceram perto dos mínimos de nove anos, subiram quase 4% nas negociações após o expediente de quarta-feira.
A gigante do entretenimento centenária está mais uma vez sob pressão do acionista ativista Nelson Peltz, cuja Trian Fund Management deverá buscar assentos no conselho. O bilionário e ex-executivo da Marvel Isaac “Ike” Perlmutter disse que confiou sua participação na Disney a Trian para esse esforço, dando ao fundo o controle sobre uma participação avaliada em mais de US$ 2,5 bilhões, informou o Wall Street Journal .
A Trian havia pressionado por um assento no conselho em janeiro, mas encerrou sua disputa por procuração um mês depois, depois que Iger apresentou planos de reestruturação com o objetivo de economizar US$ 5,5 bilhões.
No trimestre encerrado em 30 de setembro, o lucro líquido da Disney aumentou 63%, para US$ 264 milhões, ou 14 centavos, em comparação com o lucro do ano anterior de US$ 162 milhões, ou 9 centavos por ação. O lucro por ação ajustado totalizou 82 centavos, melhor do que a estimativa de lucro por ação da Wasll Street de 70 centavos.
A receita aumentou 5%, para US$ 21,24 bilhões, ficando aquém das expectativas de US$ 21,33 bilhões.
A queda na receita publicitária nas emissoras de TV da empresa, como a ABC, fez com que a Disney relatasse sua segunda perda consecutiva de receita.
Durante o verão, Iger disse que estava interessado em vender propriedades de TV da empresa, como National Geographic, FX, ABC e outras. Iger também pretende vender uma participação minoritária na rede esportiva ESPN.
A divisão de entretenimento da Disney, que inclui redes de TV e estúdios de cinema, gerou US$ 9,5 bilhões em receitas, com o direto ao consumidor representando mais de US$ 5 bilhões desse número. A receita totalizou US$ 236 milhões, com todos os lucros das redes lineares compensando as perdas em serviços de streaming como Disney+.
A Disney disse que seu negócio de streaming, que vem perdendo dinheiro desde o lançamento do Disney+ no final de 2019, está progredindo na redução de suas perdas. O negócio, que também inclui Hulu e ESPN+, perdeu US$ 387 milhões no trimestre, abaixo dos US$ 1,47 bilhão do ano anterior.
Na sua unidade desportiva, a ESPN viu a sua receita aumentar ligeiramente para 3,8 bilhões de dólares, com o lucro operacional aumentando 16%, para 987 milhões de dólares.
Por último, nos parques temáticos e experiências, as receitas aumentaram 13%, para 8,2 bilhões de dólares, com o lucro operacional a aumentar 31%, para 1,8 bilhões de dólares. A maior frequência nos resorts Shanghai Disney, Hong Kong Disneyland e Disneyland e o crescimento dos negócios de cruzeiros ajudaram a compensar os resultados mais baixos no Walt Disney World, na Flórida.
Embora os lucros de quarta-feira tenham elevado o preço das ações da Disney, foi um ano difícil para a Mouse House, cujo preço das ações caiu abaixo de US$ 90 durante a maior parte do ano. Isso representa menos da metade do preço de suas ações apenas dois anos antes.
por diegof / ISTOÉ
EUA - A um ano das eleições presidenciais americanas, democratas e republicanos tiveram uma chance de testar suas estratégias nacionais na terça (7) em Ohio, Virgínia, Kentucky e Mississippi -e os resultados são uma boa notícia para o partido de Joe Biden.
No principal laboratório, em Ohio, os eleitores aprovaram a inclusão de uma emenda garantindo o direito ao aborto na Constituição estadual.
O texto proposto afirma o "direito individual ao seu próprio tratamento médico reprodutivo, incluindo mas não limitado ao aborto".
Na prática, a alteração garante também que médicos não sejam penalizados por realizar o procedimento, e delega a eles uma decisão caso a caso sobre até que momento ele pode ser realizado -definido como aquele de viabilidade do feto, em torno de 22 a 24 semanas de gestação.
Com quase 100% das urnas apuradas, o resultado é 56,1% favoráveis à emenda e 43,9% contrários.
Uma segunda votação em Ohio, sobre a liberação da maconha para uso recreativo, também foi aprovada pelos eleitores. Nesse caso, o placar até o momento é de 56,6% de apoio e 43,4% contrários.
Ambas as emendas entram em vigência 30 dias após a aprovação. Para serem aprovadas, elas precisam do apoio de 50% + 1 dos eleitores que compareceram às urnas.
A proposta de inclusão da previsão sobre aborto na Constituição do estado foi apresentada em fevereiro por um grupo da sociedade civil, que conseguiu obter 496 mil assinaturas válidas para levar a questão às urnas.
Republicanos chegaram a tentar dificultar a proposta e aprovação de emendas em um plebiscito realizado em agosto, mas foram derrotados.
O resultado mostra que o direito ao aborto continua impulsionando eleitores de viés democrata a irem às urnas, como aconteceu nas eleições de meio de mandato do ano passado. A vitória é especialmente significativa em Ohio, um estado que tem pendido para os republicanos -Trump venceu nele em 2020 com 53,3% dos votos.
"No voto mais explicitamente voltado para uma única questão desta noite, democratas conseguiram uma enorme vitória", disse a presidente do Comitê de Campanha Legislativo do partido, Heather Williams.
Segundo pesquisa de boca de urna encomendada pelo consórcio ABC News, CBS News, CNN e NBC News, 92% dos democratas votaram pela inclusão da emenda, 64% dos independentes e 18% dos republicanos. A medida também recebeu maior apoio proporcionalmente de mulheres, jovens, negros e pessoas com diploma universitário.
Para os republicanos, vindos de uma sequência de seis derrotas em plebiscitos estaduais sobre a interrupção da gravidez, a votação era um teste se uma modulação do discurso conservador poderia ser efetiva para estancar a sangria.
Historicamente, o debate sobre a interrupção da gravidez nos EUA é formulado em termos de defesa do direito da mulher, campo conhecido como "pro-choice" (pró-escolha), e os contrários ao procedimento, que se definem como "pro-life" (pró-vida).
No entanto, desde que a Suprema Corte mudou seu entendimento sobre o aborto, revogando na prática a garantia desse direito ao delegar aos estados legislarem sobre o tema, democratas aproveitaram para reformular os termos da discussão como uma defesa acima de tudo do direito à liberdade individual.
A estratégia tem sido bem-sucedida até agora. Propostas para banir ou limitar o procedimento na Constituição estadual foram derrotadas no Kansas, em Kentucky e em Montana, enquanto Califórnia, Michigan e Vermont aprovaram adendos garantindo o direito.
Em reação, republicanos recalibraram sua posição. Em Ohio, a campanha contra a emenda buscou vincular o aborto a um tema que vem ganhando projeção nacional: o controle dos pais sobre decisões relacionadas a gênero e sexualidade de seus filhos menores de idade, como tratamentos hormonais.
A ideia, em linhas gerais, é que a aprovação da emenda sobre o aborto permitira no limite que menores de idade passassem pelo procedimento sem conhecimento dos pais -o que o texto não estabelece.
Em mais uma tentativa de atrair o eleitor, os republicanos também têm moderado o discurso para a defesa de uma limitação do período em que o procedimento é permitido, em vez do banimento.
Na semana passada, o governador de Ohio, o republicano Mike DeWine, afirmou que poderia buscar uma proposta determinando um limite de autorização do aborto maior que seis semanas -que, segundo especialistas, na prática inviabiliza o procedimento.
Esse prazo é o estabelecido em uma lei estadual que entrou automaticamente em vigor quando a Suprema Corte alterou seu entendimento no ano passado. A limitação, no entanto, vigorou por pouco tempo, porque foi questionada na Justiça estadual. Atualmente, o prazo para o procedimento no estado é até a 22ª semana de gestação.
Um teste semelhante foi conduzido na Virgínia, onde o governador republicano Glenn Youngkin vem defendendo um limite de 15 semanas -atualmente, esse prazo é de 26 semanas, o que é criticado como extremo por conservadores.
O direito ao aborto em si não foi analisado como em Ohio, mas foi o pano de fundo da campanha para o Legislativo estadual vista como um termômetro para o pleito do ano que vem. E, mais uma vez, o resultado foi um alívio para os democratas: o partido conseguiu manter a maioria no Senado e voltar a dominar a Câmara.
Caso os republicanos conquistassem o Senado, a expectativa era que uma limitação do procedimento fosse aprovada, alinhando finalmente o estado ao que vem sendo a prática no sul americano. Youngkin investiu pesadamente na campanha, e sua derrota não só frustra a agenda conservadora no estado, como também suas ambições políticas de se lançar na corrida pela Presidência.
Em conjunto, as votações em Ohio e na Virgínia nesta terça são um alívio para os democratas, após uma semana de notícias ruins. No domingo, uma pesquisa encomendada pelo New York Times mostrou Donald Trump à frente de Joe Biden em estados-chave, gerando um clima de alarme no partido.
Em Kentucky e no Mississippi, ambos estados de eleitorado conservador, as atenções estavam voltadas para o cargo de governador. No primeiro, o democrata Andy Beshear conseguiu se reeleger, mantendo sua posição de estranho no ninho na região, enquanto no segundo, Brandon Presley, primo de segundo grau do astro do rock, tentou derrotar sem sucesso o republicano Tate Reeves.
A vitória de Beshear é dúbia para os democratas, porém. Buscando ganhar um eleitorado conservador, o democrata evitou se associar a Biden durante a campanha. Ao mesmo tempo, ele deixou clara suas posições contra as restrições ao aborto no estado.
POR FOLHAPRESS
EGITO - O grupo terrorista Hamas escondeu alguns de seus integrantes em ambulâncias que transportavam feridos da Faixa de Gaza para o posto de fronteira de Rafah, levando o Egito a fechar novamente a passagem inclusive para estrangeiros autorizados a usá-la.
Com isso, as 34 pessoas à espera de repatriação ao Brasil em Gaza encaram mais um possível adiamento. Elas já não haviam sido incluídas na sexta leva de permissões para deixar o território na manhã de quarta-feira (8), que tinha favorecidos da Ucrânia (228 cidadãos), Filipinas (107), Estados Unidos (100), Alemanha (75), Romênia (51) e Canadá (40).
O incidente, segundo pessoas com conhecimento do assunto em Tel Aviv e no Cairo, irritou ambos os governos. Eles vêm coordenando esforços para a retirada de feridos mais graves na campanha israelense contra o Hamas, que governa Gaza desde 2007 e iniciou uma guerra contra o Estado judeu há um mês.
No sábado (4), o Egito já havia suspendido a passagem após Israel alvejar uma ambulância sob a alegação de que ela transportava terroristas. O Hamas nega, e diz que 15 civis morreram na ação. Seja como for, costurou-se um novo acordo e, a partir da segunda (6), as ambulâncias passaram a ser acompanhadas pelo Crescente Vermelho/Cruz Vermelha na região.
Na terça (7), as listas com autorizações para estrangeiros voltaram a ser emitidas. Ainda não está claro o momento em que foi notada a presença de infiltrados do Hamas entre os feridos nesta quarta, mas o clima azedou novamente naquilo que o Departamento de Estado dos EUA chamou de "incidente de segurança".
O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, divulgou uma nota aludindo à questão na tarde desta quarta, sem citar detalhes do episódio. "O Hamas está fazendo uso cínico da população civil estrangeira no meio da guerra e impediu estrangeiros de saírem", afirmou.
O comunicado visava responder a críticas da esquerda de que as ações do Estado judeu seriam retaliações ao Brasil por sua conduta à frente do Conselho de Segurança da ONU em outubro. No período, Brasília buscou soluções de consenso que desagradaram Israel.
"O Estado de Israel está empregando esforços para evacuar todos os estrangeiros de 20 países diferentes e aumentar a cota de forma a compensar o atraso causado pelo Hamas", afirmou. Seu relato bate com outros feitos por pessoas na região.
Tudo indica que a suspensão pode cair já nesta quinta (9). Mesmo assim, o anúncio de que o Brasil estava fora da lista foi particularmente dolorido para o grupo sob proteção do Itamaraty, como o comerciante de São Paulo Hasan Rabee, 30, que na véspera havia postado no Instagram uma mensagem otimista, prevendo sua saída para esta quarta.
Ele aparentemente se baseava na promessa feita pelo chanceler israelense, Eli Cohen, a seu colega brasileiro, Mauro Vieira, na sexta (3). O problema, contudo, foi o fechamento da fronteira no sábado.
Ao todo, contando o anúncio desta quarta, cerca de 4.100 pessoas já receberam os passes para sair por Rafah, mas não os brasileiros.
O fato é que as autorizações são complexas, passando por quatro países com voz final do Egito, e o Brasil não é exatamente um ator regional importante. Considerando o prazo dado por Cohen, é possível especular que a solução para a situação dos brasileiros seja encontrada no fim desta semana, caso o contexto volte ao normal.
Os refugiados brasileiros estão em dois grupos, um de 18 em Rafah e outro, de 16, em Khan Yunis, a 10 km de lá. Eles relatam dificuldades diárias para viver, e os bombardeios de Israel seguem constantes em ambas as cidades.
Enquanto isso, a Embaixada do Brasil no Cairo prepara a recepção aos refugiados, que receberão atenção médica antes de embarcar no voo de volta em um VC-2, a versão de transporte presidencial do Embraer-190. O avião está no Cairo.
Até esta semana, foram repatriados na crise 1.410 brasileiros e 3 bolivianos de Israel, além de 32 brasileiros da Cisjordânia -a outra metade do Estado palestino que nunca veio à luz de forma plena após os acordos de Oslo, em 1993. Em 2007, o Hamas tomou Gaza para si, cristalizando a divisão entre os palestinos da região.
IGOR GIELOW (FOLHAPRESS)
EUA - Além dos recordes do tricampeão Max Verstappen, a temporada 2023 da F1 entrará para os livros devido às três corridas nos Estados Unidos: Miami, Austin (Texas) e Las Vegas. Desde 2016, quando assumiu a categoria, a Liberty Media busca aumentar o espetáculo em torno das provas. Essa iniciativa do conglomerado foi criticada pelo piloto da RBR, por Lando Norris e Fernando Alonso após o GP de São Paulo, em Interlagos. O GP de Las Vegas ocorre entre 17 e 19 de novembro. Das séries de streaming às ações nas redes sociais, o trio destacou que as preferências seguem fiéis às atividades de pista.
- Eu provavelmente sou mais velha guarda que isso. Queria que as mídias sociais não existissem. Liberdade de expressão, certo? (...) Você pilota para sobreviver (referência à série de streaming da F1)? Eu piloto para me divertir - disse Max Verstappen.
Alonso, por sua vez, apontou o crescimento das atividades além das pistas em meio à expansão do calendário. No próximo ano, a F1 terá a maior temporada da história da categoria: serão 24 etapas, número limite previsto no Pacto de Concórdia, entre o fim de fevereiro e o início de dezembro.
- Às vezes até as voltas do desfile (de pilotos) não são a nossa preparação dos sonhos antes da corrida. Então tentamos equilibrar. Sabemos que (o espetáculo) é importante para o esporte, mas acho que para pilotos, equipes e até vocês da imprensa, é uma temporada muito longa, com muitas viagens. (Correr) é o que amamos, mas às vezes o pacote externo é um pouco além da conta. Mas nós entendemos - opinou Alonso.
O GP de Las Vegas já marcou presença no calendário da F1 em 1981 e 1982. A primeira edição marcou, inclusive, o primeiro dos três títulos mundiais do brasileiro Nelson Piquet. Agora, remodelada para ser uma corrida noturna, a prova será disputada nos arredores da Las Vegas Strip, avenida que comporta as principais atrações turísticas da cidade.
O circuito terá 6,12 km de extensão, 17 curvas, duas zonas de ativação de DRS, duas chicanes e mais três retas - a maior delas entre as curvas 10 e 11. Serão 50 voltas pelo traçado, totalizando 310,05 km de corrida.
- Eu só quero pilotar, e é por isso que estou aqui. Não estou aqui para dar entrevistas e gostar de todas essas coisas. Amo a F1 porque amo pilotar e competir contra esses caras, correr e fazer tudo isso. Desde que comecei, o aspecto midiático cresceu muito, mas no mundo empresarial provavelmente faz sentido, porque há mais dinheiro. E normalmente é assim que funciona. Mas enquanto pilotos, não é algo que nós gostemos muito, mas algumas das vantagens, eu acho - completou Lando Norris.
As corridas sprint, que hoje somam apenas pontos extras para o Mundial, também surgiram como forma de aumentar o dinamismo das etapas. A prova curta surgiu em 2021, após acordo entre a F1 e equipes, para garantir maior atratividade do público; à época, a prova curta definia o grid do GP tradicional, no domingo.
A F1 2023 retorna entre os dias 17 e 19 de novembro para o inaugural GP de Las Vegas, que marca a penúltima etapa da temporada. Max Verstappen e RBR já são campeões de pilotos e equipes, respectivamente.
Redação do ge
RIO DE JANEIRO/RJ - Contando com o brilho do atacante Pedro, que marcou duas vezes, o Flamengo derrotou o Palmeiras por 3 a 0, na noite desta quarta-feira (8) no estádio do Maracanã, para chegar aos 56 pontos e continuar sonhando com o título do Campeonato Brasileiro.
Após o triunfo sobre o Verdão, o Rubro-Negro subiu para a 5ª posição da classificação, apenas três pontos atrás do líder Botafogo, que mede forças com Grêmio, a partir das 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (9) no estádio de São Januário. Já o Verdão permanece na vice-liderança da competição com os mesmos 59 pontos da equipe de General Severiano.
?❤️?
— Flamengo (@Flamengo) November 9, 2023
?: Gilvan de Souza/CRF pic.twitter.com/SgMQRkFGQ8
Jogando em casa o Flamengo começou melhor e não demorou para abrir o placar. Aos 17 minutos do primeiro tempo Gerson encontrou Pulgar, que deu passe em profundidade para Pedro, que tocou por cobertura na saída do goleiro Weverton. O Rubro-Negro ampliou 10 minutos depois, quando Everton Cebolinha cruzou na área e o uruguaio Arrascaeta desviou de cabeça para colocar no fundo do gol do Palmeiras.
Logo aos 2 minutos da etapa final a missão da equipe da Gávea ficou mais fácil, quando o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez acabou expulso após dar uma gravata em Arrascaeta. Com um a mais o Flamengo chegou ao terceiro na partida. Após boa trama coletiva, Ayrton Lucas levantou a bola e Gerson escorou para o meio da área. Pedro então teve apenas o trabalho de desviar para dar números finais ao placar.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.