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Radio Sanca Web TV - Terça, 07 Novembro 2023

Homem era responsável por distribuir as drogas na região

 

SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP - Um homem de 46 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde de segunda-feira (6), na rua Felipe Berardi, em São Bernardo do Campo. Ele buscava as drogas embaladas e realizava a distribuição. Mais de 52 kg de cocaína foram apreendidos.

Policiais civis estavam em cumprimento de mandado de busca e apreensão contra um homem que produzia drogas para comercialização na região.

Ao chegarem no local, um salão comercial, os policiais ficaram em campana até o momento em que o suspeito deixou o ambiente, quando ele foi abordado com um mandado judicial.

O homem apontou onde estavam porções de cocaína já embaladas e prontas para a venda e algumas porções da substância a granel. Ainda foram localizadas duas máquinas embaladoras, misturadores e outros itens para a produção em grande escala da droga.

Ao todo, foram apreendidos 52,4 kg de cocaína.

Perguntado sobre a origem das drogas, o suspeito admitiu aos policiais a participação no narcotráfico, esclarecendo que sua função era buscar os entorpecentes já embalados para realizar a distribuição.

O caso foi registrado como tráfico de drogas na Dise de Santo André.

Publicado em Outras Cidades

EUA - A cantora Madonna se divertiu ao ser chamada de "gostosa" durante um show em Lisboa, Portugal, na noite de segunda-feira (6). Imagens que viralizaram nas redes sociais mostram que a artista pop fica surpresa ao ouvir o elogio em meio a uma conversa com a plateia.

"Obrigada pelo 'gostosa', eu entendo", disse Madonna, fazendo uma pausa, após ouvir o grito. "Deve ter sido um brasileiro."

Após dezenas de gritos e aplausos vindos do público, a rainha do pop seguiu com uma breve explicação e falou sobre o país. "E isso [ser chamada de 'gostosa'] é uma coisa boa, há muitos brasileiros lindos no mundo", encerrou ela, garantindo mais comemorações.

Na segunda, Madonna fez a primeira de duas apresentações previstas em Lisboa da "The Celebration Tour", turnê que comemora suas quatro décadas de carreira.

 

 

POR FOLHAPRESS

Publicado em Celebridades

CURITIBA/PR - O jornalista João Leite Neto, 80, morreu na terça-feira (7), em Curitiba (PR). O comunicador, conhecido por ter sido apresentador do Cidade Alerta na década de 1990, morreu após sofrer uma parada cardíaca. A informação foi confirmada pela família e por uma nota de pesar da Record.

De acordo com o comunicado, Neto estava internado na capital paranaense enfrentando o tratamento contra um câncer e estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última semana. "O corpo será velado e sepultado no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. A Record expressa suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e admiradores do trabalho deste grande profissional da história da televisão brasileira", diz um trecho do texto.

João Leite Neto comandou o Cidade Alerta entre 1997 e 1998, além do Boletim de Ocorrências, em 1990. Anteriormente, ele integrou a equipe do Aqui Agora, no SBT, entre 1991 e 1997, depois, retornou para a emissora de Silvio Santos como apresentador, em 2008. Na década de 1970, foi repórter do Grupo Globo. Nos últimos meses, ele se dedicava ao "Milk News TV", canal no YouTube para comentários jornalísticos.

O apresentador também teve carreira política e foi eleito deputado estadual por São Paulo, em 1978, e disputou as eleições para o Senado por duas vezes, em 1994 e 1998.

Nascido em Itaporanga (SP), João Leite Neto era casado com Valéria. Além dela, ele deixa dois filhos, Rafael e Andréa.

 

 

POR FOLHAPRESS

Publicado em Celebridades

CANADÁ - A semana nos arredores de Vancouver, no Canadá, começou com um mistério que intrigou moradores e virou assunto nas redes sociais. Na madrugada de segunda-feira (6), vários usuários compartilharam imagens de um céu cor-de-rosa, sem explicação aparente.

As teorias começaram a circular rapidamente, com alguns sugerindo que poderia ser uma aurora boreal, enquanto outros apostavam em uma visita alienígena.

"Ok, usuários do Twitter - quem consegue explicar este céu lindo cor-de-rosa?", escreveu uma das usuárias, Shannon S.

A resposta veio das autoridades da cidade de Delta, onde aconteceu a situação. "Quando explicarmos vão ficar desiludidos... Delta tem algumas estufas comerciais que produzem maconha. A luz 'púrpura' é utilizada nas estufas para ajudar no ciclo de crescimento. Elas são raramente usadas, mas quando são, existe poluição luminosa. Nada exótico", escreveu o Departamento da Polícia de Delta.

A mesma usuária que pediu explicações ainda voltou a brincar com a situação, escrevendo: "Estou muito desiludida. Estava ocupada fazendo as malas para a chegada iminente da nave-mãe. Passo por essas estufas todos os dias e tenho de conter a respiração", apontou.

Após a explicação das autoridades, as imagens do céu cor-de-rosa continuaram a ser compartilhadas nas redes sociais, mas agora com um tom mais humorístico.

 

 

POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

Publicado em Meio Ambiente

ISRAEL - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que as forças de segurança de Israel destruíram bases do Hamas em Gaza.

Netanyahu disse que Israel está atacando o grupo extremista "onde nunca pensaram que faríamos". O primeiro-ministro concedeu uma entrevista coletiva em Tel Aviv na tarde de terça-feira (7), quando a guerra completa um mês.

Segundo o primeiro-ministro, as forças israelenses "destruíram a sede, os túneis e as bases do Hamas". Ainda segundo ele, "muitos terroristas" foram mortos: "Destruiremos completamente a capacidade do Hamas de liderar Gaza", garantiu.

"A cidade de Gaza está agora cercada e as Forças de Sedurança de Israel estão agindo dentro da cidade", revelou.

"O Hamas está agora a descobrir que estamos a chegar a lugares que nunca imaginaram que iríamos", disse Benjamin Netanyahu.

Netanyahu também voltou a negar uma possibilidade de cessar-fogo sem que o grupo extremista libere reféns. E acrescentou que "Israel não vai parar".

 

 

 

POR FOLHAPRESS

Publicado em Outras Notícias

ÍNDIA - Um adolescente que viu a mãe a matar o pai e cujo testemunho ajudou a condená-la a pena de morte, na Índia, disse em declarações ao Mail Online, que está "ansioso" pela execução da progenitora e que quer "ver com os próprios olhos" a justiça sendo feita.

Arjun Singh tinha apenas nove anos quando o crime aconteceu, em setembro de 2016. A família, que vivia no Reino Unido, estava de férias na Índia, de onde eram naturais, quando a mãe, Ramandeep Kaur Mann, sufocou o pai com uma almofada antes de o esfaquear.

Antes do homicídio, Ramandeep tinha servido ao marido e aos dois filhos uma refeição com sedativos. Mas Arjun não quis comer e acabou ouvindo o pai lutando pela vida na cama ao lado da sua.

Em tribunal, Arjun, que era apenas uma criança na época, contou que viu a mãe a matar o pai. A mulher acabou condenada à pena capital em outubro deste ano. Já o amante, que a ajudou a preparar o homicídio, foi condenado a pena de prisão perpétua.

Em declarações ao Mail Online, Arjun, hoje com 17 anos, disse que não tem pena da progenitora e está "ansioso" por assistir à sua execução que, na Índia, normalmente é por meio de enforcamento.

"Gostaria de estar lá quando acontecer. Não tenho medo. Na verdade, isso vai me dar muita satisfação e alívio. Estou ansioso por esse dia. Quero ver com os meus próprios olhos a justiça sendo feita pelo meu pai. Ela merece ser enforcada porque fez uma coisa muito má", disse, acrescentando que, para ele e para o irmão, Ramandeep deixou de ser "mãe no momento em que assassinou o pai".

"Acreditem, ela é má", disparou ainda na mesma entrevista.

As autoridades indianas acreditam que a mulher e o amante queriam ficar com a fortuna de Sukhjit, que incluía um seguro de vida no valor de 2 milhões de euros (mais de 10 milhões de reais), duas casas e mais de 100 mil euros em dinheiro.

 

 

POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

Publicado em Policial

EUA - Ao sobrevoar um asteroide situado entre as órbitas de Marte e Júpiter a espaçonave Lucy, da Nasa (a agência espacial norte-americana), descobriu que na verdade eram dois: um de 790 metros e outro de 220 metros em seus trechos mais largos. É o que se chama de par binário.

A missão espacial de Lucy é sobrevoar e colher informações sobre sete asteroides selecionados pela Nasa. O primeiro deles, chamado Dinkinesh, fica em um cinturão de asteroides situado entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Quando foi descoberto, em 1999, recebeu o nome provisório de 1999 VD57. Quando sua órbita foi determinada com precisão, ele recebeu o número 152830, mas continuou sem nome oficial. Em janeiro deste ano, quando a equipe da missão Lucy decidiu enviar a sonda homônima para visitar esta rocha espacial, propôs um nome para ela. Dinkinesh significa “maravilhoso” na língua da Etiópia.

O asteroide foi o primeiro visitado pela sonda Lucy durante essa missão, e o principal objetivo da aproximação era testar os sistemas da espaçonave antes de ela iniciar sua atividade científica principal: estudar os misteriosos asteroides troianos de Júpiter, considerados “fósseis” do sistema solar. Mas, acabou havendo uma surpresa.

Semanas antes da chegada da sonda a Dinkinesh, os cientistas da Nasa levantaram a hipótese de o asteroide ser um sistema binário, dada a forma como os instrumentos de Lucy registravam o brilho do asteroide mudando com o tempo. As primeiras imagens do encontro na quarta-feira, 1º, tiraram a dúvida: Dinkinesh é um binário.

“É uma série incrível de imagens. Eles indicam que o sistema de rastreamento funcionou como pretendido, mesmo quando o universo nos apresentou um alvo mais difícil do que esperávamos”, disse Tom Kennedy, engenheiro de orientação e navegação e um dos responsáveis por acompanhar a missão. “Uma coisa é simular, testar e praticar. Outra coisa é ver isso realmente acontecer.”

Embora a aproximação tenha sido inicialmente um teste de engenharia, os cientistas estão entusiasmados para analisar os dados e obter mais informações sobre a natureza dos pequenos asteroides.

“Sabíamos que este seria o menor asteroide do cinturão principal já visto de perto”, disse Keith Noll, cientista do projeto Lucy do Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, nos EUA. “O fato de serem dois torna tudo ainda mais emocionante. Em alguns aspectos, estes asteroides parecem semelhantes aos asteroides binários Didymos e Dimorphos próximos da Terra, mas existem algumas diferenças realmente interessantes que iremos investigar.”

O próximo asteroide a ser analisado é Donaldjohanson, ao qual a sonda Lucy chegará só em 2025. Depois ela vai analisar os asteroides de Júpiter, em 2027.

 

 

por Fabio Grellet / ESTADÃO

Publicado em Ciência & Tecnologia

AUSTRÁLIA - Desde meados de 2018, a União Europeia (UE) e a Austrália negociavam um acordo para facilitar e aumentar o comércio entre eles. O fim repentino das negociações, no fim de outubro, pegou a UE de surpresa.

Um funcionário da UE descreveu a situação como "estado de choque", em declarações ao diário alemão Handelsblatt. O ministro alemão das Finanças, Christian Lindner, reclamou: "É preocupante quando não conseguimos avançar nem com a Austrália, uma democracia ancorada no Ocidente global".

Os europeus tinham depositado grandes esperanças num acordo com a Austrália. Num mundo cada vez mais marcado por conflitos, distanciamento e protecionismo, um acordo de livre comércio é sempre um sinal de que as coisas podem ser diferentes.

Claro que também havia objetivos mais palpáveis: a UE está interessada nas matérias-primas da Austrália, como terras raras (para reduzir a dependência da China), mas também hidrogênio verde, como combustível.

Além disso, as montadoras europeias esperavam vender mais carros no mercado australiano.

A Austrália esperava da UE sobretudo acesso ao mercado europeu para seus produtos agrícolas. O país é um grande exportador de cereais e carne bovina.

A UE é, depois da China e do Japão, o terceiro maior parceiro comercial da Austrália. Já, para a UE, a Austrália desempenha um papel menor, sendo apenas a 18ª na lista de parceiros comerciais. O comércio entre os dois parceiros chega a 56 bilhões de euros em produtos e 26 bilhões de euros em serviços, com um superávit para a UE em ambos os casos.

 

Divergências nos produtos agrícolas

O que levou ao fracasso das negociações foi sobretudo o setor agrícola. A última oferta da UE à Austrália foi de um volume anual de exportações agrícolas de cerca de 600 milhões de euros. Os australianos consideraram isso muito pouco. E com razão, diz o especialista em comércio exterior Holger Görg, do instituto econômico alemão IfW.

"Em 2022, a UE importou produtos agrícolas no valor total de cerca de 200 bilhões de euros – a oferta feita à Austrália corresponde a 0,3% do total dessas importações", observa. Equivale também apenas à metade do percentual de todas as importações da Austrália, de 0,6% no total na UE.

Outro ponto de divergência foram as indicações de origem para produtos alimentícios, como presunto de parma, champagne ou prosecco. Na UE essas designações são protegidas, já na Austrália a legislação é menos rigorosa, e há muitos produtos australianos alternativos com nomes semelhantes aos europeus.

A Austrália não quis mudar isso. Os produtores australianos consideram injusta a posição da UE sobre designações como feta e prosecco. "Na Austrália, o uso desses nomes é visto mais como um sinal da contínua popularidade de produtos que foram introduzidos por agricultores oriundos da Europa", diz o professor de relações internacionais Evgeny Postnikov, da Universidade de Melbourne.

Ao contrário do que ocorre na UE, os produtores agrícolas australianos recebem poucos subsídios estatais. Eles são considerados competitivos internacionalmente e vendem seus produtos também em grandes mercados, como a China. "Para eles, um acordo com a UE seria um bônus, mas não vital", observa Postnikov. A Austrália está, portanto, numa posição confortável para negociar.

 

Pressão do setor agrícola

Num ponto, porém, os agricultores europeus e australianos são semelhantes: a forte influência sobre governos e legisladores. "Os lobbies agrícolas na Austrália e na UE são poderosos e não queriam ceder", diz o especialista em direito econômico Markus Wagner, da Universidade de Wollongong, na Austrália.

"O lobby dos combustíveis verdes não teve força suficiente para quebrar essa resistência, mesmo que isso teria sido de grande valor estratégico", afirma Wagner.

A tudo isso somaram-se ainda ponderações eleitorais, tanto em Canberra como em Bruxelas. O governo australiano vinha de uma derrota num referendo proposto por ele – e isso também por causa do setor rural. "O governo do Partido Trabalhista não quer nem pode continuar batendo de frente com esse eleitorado, pois em 2025 haverá eleições", diz Wagner.

E em Bruxelas e nas demais capitais europeias, está bem claro que partidos nacionalistas podem se aproveitar da insatisfação com grandes concessões em questões de comércio internacional.

 

Mau sinal para o livre comércio

A UE conseguiu concluir, em 2023, um acordo de livre comércio com a Nova Zelândia. O fracasso das negociações com a Austrália é um retrocesso para o livre comércio regulamentado, que tanto UE como Austrália pretendiam fomentar, argumenta Postnikov.

"Se essas duas potências comerciais não conseguem chegar a um acordo, então isso é um sinal para o mundo de que talvez já tenhamos alcançado o ápice da liberalização comercial", diz. Outros países acompanham esses desenvolvimentos com atenção.

É pouco provável que as negociações sejam retomadas antes de 2025, disse o ministro australiano da Agricultura, Murray Watt. Até lá vai o mandato do Partido Trabalhista.

 

Repensar as prioridades

O setor agrícola também desempenha um papel decisivo no planejado acordo de livre comércio entre a EU e o Mercosul. As negociações se arrastam há décadas, e a atual meta é chegar a um acordo até o fim deste ano.

Claro que a agricultura e a segurança alimentar são fatores importantes em todas as economias do mundo, observa Görg. Mas, na atual situação de mudanças no comércio para diminuir a dependência de certas matérias-primas, as prioridades em acordos de livre comércio também deveriam mudar, acrescenta.

Na União Europeia, o setor agrícola corresponde a apenas 1% ou 2% da economia. "Deveríamos considerar se esse setor não deveria ser mais liberalizado para, em troca, obter vantagens em outros setores, especialmente na importação de matérias-primas."

Wagner concorda, de olho nas negociações com o Mercosul. Para ele, diante de uma situação geopolítica complicada, a UE deveria estar em condições de olhar além dos interesses puramente econômicos de alguns setores.

 

 

Autor: Andreas Becker / DW BRASIL

Publicado em Economia

ALEMANHA - A Alemanha tem intensificado as suas ações no que toca à imigração ilegal. Mais de 12.000 nigerianos, que vivem no país ilegalmente, estão na mira da deportação e acompanham atentamente o aceso debate sobre a migração, que tem sido uma questão em destaque na política alemã.

O presidente nigeriano, Bola Tinubu, mostrou-se solidário com o retorno dos migrantes à Nigéria. Tinubu afirmou que já existem planos para expandir os centros de migração no país.

Enquanto Berlim parece determinado em adotar uma posição estrita, especialmente no que diz respeito à deportação de migrantes cujo pedido de asilo foi rejeitado, muitos nigerianos ainda têm esperança de deixar o seu país.

Em Abuja, capital da Nigéria, as políticas de migração alemã surgem comumente nas conversas do dia a dia. A DW falou com alguns nigerianos no país, questionando se deixar o país ainda é uma opção.

"Eu adorava ir para lá se vir melhores oportunidades. O mau comportamento de alguns não significa que todos faremos o mesmo", afirmou um cidadão em Abuja.

Os entrevistados explicam que são muitos os desafios ao viver na Nigéria e dizem que se tiverem "a oportunidade de ir legalmente para um lugar melhor, é preferível".

Mas também há quem pense que a solução não está na saída, mas em "construir a Nigéria".

"Algumas pessoas viajam sem sentido. Tens de ter uma razão. Eu não quereria deixar a Nigéria. Se todos os nigerianos saírem, quem é que vai sobrar para se chamar de nigeriano? Nós precisamos de construir a Nigéria em vez de só sair", explica outro habitante de Abuja.

As opiniões dos nigerianos quanto à emigração divergem e são várias as razões que levam os nigerianos a deixar o seu país rumo à Alemanha.

Jubith Ibi, advogada nigeriana, diz que grande parte procura melhores oportunidades de emprego, melhores salários e melhores condições de vida.

"Eu culpo o governo da Nigéria por não cumprir as suas funções. O capítulo 2 da Constituição da República Federal da Nigéria prevê medidas sociais que facilitem a vida dos seus cidadãos. A falha do governo em fornecer essas comodidades é um problema significativo", afirma a advogada.

Por sua vez, Celestine Odogu, sociólogo na Universidade de Abuja, apoia fortemente a decisão alemã de repatriar os nigerianos e afirma que "os imigrantes ilegais causam incómodos nas comunidades".

"É infeliz a situação dos nigerianos na Alemanha. Contudo, o governo alemão está apenas a proteger a sua economia e o seu Estado, o que é normal", acrescenta Odogu.

Face a cortes orçamentais significativos, o Governo alemão propôs ainda reduzir o financiamento aos governos locais para cuidar de refugiados e migrantes.

O Executivo do chanceler Olaf Scholz está sob intensa pressão dos partidos da oposição, que o acusam de não conseguir controlar e impedir a imigração ilegal. No entanto, o chanceler insiste que a imigração de trabalhadores nigerianos qualificados deve ser incentivada.

 

 

por:content_author: Ben Shemang / DW BRASIL

Publicado em Política

SÃO PAULO/SP - O preço da cesta básica de alimentos caiu em 12 capitais do país no mês de outubro em comparação a setembro. As maiores quedas ocorreram em Natal (-2,82%), Recife (-2,30%) e Brasília (-2,18%). Os maiores aumentos foram registrados em Fortaleza (1,32%), Campo Grande (1,08%) e Goiânia (0,81%). Os dados foram divulgados na terça-feira (7) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa mensalmente o preço da cesta de alimentos em 17 capitais.

Porto Alegre foi a capital que apresentou o mais caro conjunto de alimentos básicos, R$ 739,21, seguida de Florianópolis (R$ 738,77), São Paulo (R$ 738,13) e Rio de Janeiro (R$ 721,17). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 521,96), João Pessoa (R$ 551,88) e Recife (R$ 557,10).

Comparando o preço da cesta básica de outubro de 2023 com o do mesmo mês de 2022, houve queda em 12 capitais, com destaque para Brasília (-7,34%), Campo Grande (-6,9%), e Goiânia (-5,8%). Cinco capitais tiveram aumento de preço, com destaque para os percentuais de Salvador (0,09%), Aracaju (1,25%) e Natal (1,52%).

No acumulado dos dez primeiros meses do ano (de janeiro a outubro), o custo da cesta básica caiu em 16 das 17 capitais pesquisadas, com percentuais entre -11,1%, em Brasília, e -0,3%, em Natal. A única alta ocorreu em Aracaju (0,17%).

Com base na cesta mais cara que, em outubro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas da família de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o valor necessário, no nono mês do ano, deveria ter sido R$ 6.210,11 ou 4,6 vezes o mínimo atual, que é de R$ 1.320.

 

Produtos

Em outubro, o preço do leite integral caiu em 15 capitais; o do feijão carioquinha, em todos os locais onde é pesquisado (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Belo Horizonte e São Paulo); e o do tomate, em 12; enquanto o da batata aumentou em todas as dez cidades onde é pesquisado no Centro-Sul.

O preço do feijão tipo preto caiu em três das cinco capitais onde é pesquisado (Região Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo), e o do arroz agulhinha aumentou em todas as capitais pesquisadas, assim como o do pão francês, que subiu em 13 localidades, e o do açúcar, em 11.

 

 

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Publicado em Economia

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