EUA - Divertida Mente é, sem sombra de dúvidas, uma das produções mais instigantes da indústria cinematográfica. De longe, o filme pode parecer simples, mas se trata de uma narrativa que utiliza o melhor de sua linguagem para se aprofundar em uma trama densa e universal em diversos níveis.
Para a alegria dos fãs, a sequência não foi apenas confirmada, como já tem data para chegar aos cinemas de todo o mundo. Com aproximadamente seis meses de distância até a sua estreia, novas informações sobre a continuação estão pipocando nos veículos internacionais.
Primeiramente, é válido citar que além das emoções já conhecidas - Alegria, Tristeza, Nojo, Medo e Raiva -, Divertida Mente 2 deve apresentar um novo grupo composto por Ansiedade, Tédio, Constrangimento e Inveja. Isso tem relação direta com o plot principal desta história: a puberdade de Riley.
“No final do primeiro filme, você viu todos esses lindos redemoinhos de memória, onde você consegue Alegria e Tristeza na mesma memória, ou Raiva e Nojo. Eles são uma ótima equipe, até a puberdade chegar", comentou o diretor Kelsey Mann em entrevista à Empire Magazine.
Apesar da conversa completa ser disponibilizada apenas em janeiro, a revista ainda soltou outros trechos do papo com o cineasta em que ele antecipa o que esperar da animação. “Estou especialmente entusiasmado com a ansiedade... Existem muitos tipos diferentes de ansiedade, mas estamos realmente inclinados para a ansiedade social, querendo nos encaixar e fazer parte de um grupo."
Ele continua: "As crianças têm uma linguagem muito mais profunda de suas emoções do que eu quando criança... Acho isso fantástico. Precisamos conversar mais sobre isso. Espero que com este filme possamos realmente abrir a conversa.", explica. "Meu pensamento original era apresentar três ideias... Quero ver aquela coisa [o botão da puberdade] disparar. Explorei outras ideias, mas continuei voltando a isso. Eventualmente, acabei de apresentar isso para Pete [Docter, diretor de Divertida Mente]."
Após um período crítico na história da Pixar, com o fracasso inicial de Elementos e seu sucesso espontâneo causado pelo boca-a-boca, o diretor parece estar otimista com a chegada da sequência. "Esta é uma mina de ouro para tudo o que amamos na Pixar... Tem coração. Tem emoção. Tem humor. A puberdade é hilária, mas também é um momento difícil em nossas vidas. Quero dizer algo significativo sobre nós mesmos como humanos, mas contada de uma forma imaginativa."
Divertida Mente 2 chega aos cinemas em 13 de junho de 2024.
por Diego Souza Carlos / ADOROCINEMA
ISRAEL - Dafna e Ela Elyakim, de 15 e 8 anos, respectivamente, ainda são jovens, mas viveram o suficiente para conhecer a maldade do mundo. Feitas reféns pelos terroristas Hamas e libertadas no último domingo (26), elas contaram a avó as atrocidades que ouviram durante os dias no cativeiro. As três se reencontraram no Centro Médico Infantil Schneider, pouco depois de serem libertadas do cativeiro e terem retornado a Israel.
"Os terroristas disseram a elas: 'Nós sabemos onde vocês moram e vamos matar vocês se contarem onde foram mantidas prisioneiras'", afirmou a avó das meninas à TV estatal israelense Kan 11. Ela acrescentou que as netas ainda estavam muito assustadas.
Dafna e ela voltaram de férias da Turquia em 6 de outubro, um dia antes do ataque terrorista que marcou a história de Israel. No dia seguinte, foram levadas pelo Hamas em um carro que pertencia ao pai delas, Naam, que também foi capturado pelos terroristas e continua em cativeiro.
A comida fornecida a Dafna e Ella era simples: principalmente arroz, macarrão e feijão. No início, a caçula se recusava a comer, mas a irmã mais velha aconselhava: "Se você não comer todos os dias, acabará morrendo de fome. Precisamos voltar para casa".
A violência no cativeiro não foi só psicológica, mas também física. A prima de Eitan Yahalomi, de 12 anos, outra criança feita refém pelos terroristas do Hamas, contou ao jornal israelense Yedioth Ahronoth que ele "sofreu horrores". Eles o teriam espancado e o forçado a assistir a vídeos do ataque de 7 de outubro, em que 1.200 israelenses foram brutalmente assassinados. As crianças não podiam chorar, caso contrário eram ameaçadas.
No Hospital Ichilov, onde Eitan foi tratado, a avó do menino, Esther Yahalomi, relatou que ele passou 16 dias sozinho em um quarto fechado. Depois, os terroristas o transferiram para um local com um grupo de pessoas de Nir Oz, um dos kibutzim atacados. Ele voltou "mais magro", "sem sorrir", mas aparentemente saudável.
"Apesar de tudo por que Eitan passou, ele mostrou sua maravilhosa personalidade no cativeiro — e essas são histórias de mães que estavam lá. Ele ajudou as crianças pequenas, desenhou com elas, as abraçou e se certificou de que estivessem bem", afirmou Esther.
Trauma
Thomas Hand, pai de Emily, de 9 anos, outra criança libertada nesta semana do cativeiro em Gaza, contou em entrevista à CNN que Emily perdeu muito peso e estava muito pálida. Este não foi, porém, o aspecto mais chocante percebido durante o reencontro.
O pai destacou a maneira como a filha se acostumou a falar o mais silenciosamente possível, conforme os terroristas a forçavam no cativeiro. Na primeira noite após ter sido solta, ela cobriu a cabeça e chorou silenciosamente, como se não pudesse extravasar.
"Ontem à noite, ela chorou até que seus olhos ficassem vermelhos, ela não conseguia parar. Ela não queria nenhum consolo; acho que ela esqueceu como ser consolada. Ela se enfiou debaixo do cobertor, cobriu a cabeça e chorou silenciosamente", afirmou Hand, que esperou até que Emily estivesse pronta para abraçá-la. "Ela é uma criança muito determinada, muito forte, eu sabia que seu espírito a levaria por isso."
Em um primeiro momento, Hand imaginava que Emily tinha morrido de forma rápida e indolor, depois que ela desapareceu durante o ataque-surpresa do Hamas e seu corpo não foi prontamente encontrado. Cerca de um mês depois, ele descobriu que, na realidade, a filha era uma das centenas de pessoas mantidas reféns pelo grupo terrorista palestino.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, Hand compartilhou os vários planos que tinha com Emily. Ele afirmou que, assim que a filha estivesse em casa, se certificaria de levá-la ao próximo show da Beyoncé e ao parque da Disney.
"Vou gastar todo o meu dinheiro, cada centavo que tenho para dar a ela diversão para compensar tudo o que ela perdeu e tudo o que ela está passando", disse o pai, lutando contra as lágrimas. "Vou dar o mundo a ela."
Do R7, com informações da AFP e Reuters
SÃO PAULO/SP - Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a primeira parcela paga até esta quinta-feira (30). A partir de 1º de dezembro, o empregado com carteira assinada começará a receber a segunda parcela, que deve ser paga até 20 de dezembro.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário extra injetará R$ 291 bilhões na economia neste ano. Em média, cada trabalhador deverá receber R$ 3.057.
Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 25 de maio e 8 de junho. A segunda foi depositada de 26 de junho a 7 de julho.
Segundo a Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Dessa forma, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês.
Trabalhadores em licença maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.
O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos 1 ano na mesma empresa. Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. O cálculo é feito da seguinte forma: a cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a 1/12 (um doze avos) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados.
A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência.
O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o décimo terceiro, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela.
A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (28) que uma nova proposta para a desoneração da folha de pagamento deve ser discutida após a aprovação da reforma tributária no Congresso Nacional. Em reunião com representantes de diversas entidades do setor privado, Alckmin informou que, após a viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Emirados Árabes, a ideia é se debruçar sobre essa questão para apresentar uma proposta para os setores que estavam sendo beneficiados com a desoneração da folha.
Na semana passada, Lula vetou integralmente a proposta aprovada pelo Congresso Nacional que prorrogava até 2027 a medida que estabelece que a contribuição para a Previdência Social de 17 setores produtivos seja entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta, em vez da contribuição de 20% sobre a folha de pagamento. Sem a prorrogação, a medida vale só até o dia 31 de dezembro deste ano.
“O grande desafio do mundo vai ser emprego e renda, não só nosso, mas mundial. Então, a gente [deve] procurar, pós-reforma tributária, buscar caminhos, e nós podemos discutir isso, para a desoneração de folha que já existe hoje na área rural para pessoa física e não teve perda de receita, você só muda a fonte de contribuição”, disse Alckmin.
Em reunião de instalação do Fórum MDIC de Comércio e Serviço, Alckmin disse que, quando era deputado federal, foi relator da legislação que estabelece que pessoas físicas na área rural não paguem contribuição previdenciária sobre a folha, mas sim um percentual na venda do produto. “Para você estimular o emprego, estimular a formalização”, explicou o presidente em exercício.
O ministro Fernando Haddad também já declarou que vai aguardar a tramitação da reforma tributária para enviar uma nova proposta de desoneração da folha ao Congresso.
Na reunião, Alckmin também disse que o governo estuda uma nova versão do programa Desenrola, que possibilita a renegociação de dívidas, para beneficiar também as empresas.
“Estamos discutindo o Desenrola Empresas também, para ajudar as empresas que tiveram dificuldade a poderem sair”, disse, lembrando que o programa do governo já beneficiou quase 2 milhões de pessoas que deixaram de estar negativadas e voltam a ter crédito.
"Nós tivemos, especialmente meses atrás, taxas de juros muito elevadas e muitas empresas vindo ainda de problemas do tempo da pandemia tiveram dificuldade. Então, há necessidade de se ter uma discussão, da mesma forma que se buscou um Desenrola para as pessoas, ter um Desenrola para as empresas", completou.
O Fórum MDIC de Comércio e Serviço é formado pelas secretarias do Ministério e por 26 entidades representativas do setor privado, como Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm).
O objetivo do Fórum é a troca de informações entre os setores público e privado para identificar as políticas que afetam a competitividade e a produtividade do setor, bem como as necessidades e medidas de fortalecimento do comércio e serviços.
Por Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
HONG KONG/PEQUIM - O presidente do banco central da China disse na terça-feira que a política monetária permanecerá expansionista para dar suporte à economia, mas pediu reformas estruturais ao longo do tempo para reduzir a dependência da infraestrutura e do setor imobiliário para o crescimento.
Pan Gongsheng disse em uma conferência em Hong Kong que o impulso econômico dos últimos meses sugere que a China atingirá sua meta de crescimento para 2023 de cerca de 5%.
"Estou confiante de que a China terá um crescimento saudável e sustentável em 2024 e nos anos seguintes", acrescentou.
Pan disse que espera que a inflação ao consumidor aumente nos próximos meses, já que as quedas nos preços dos alimentos, especialmente da carne suína, não serão sustentadas.
Os preços ao consumidor da China caíram em outubro, com indicadores da demanda doméstica apontando para uma fraqueza não vista desde a pandemia, enquanto a deflação nos portões de fábrica se aprofundou.
O governo lançou uma série de medidas este ano para sustentar recuperação econômica pós-pandemia, afetada por uma desaceleração do setor imobiliário, riscos de dívidas de governos locais, crescimento global lento e tensões geopolíticas.
Em outubro, a China revelou um plano para emitir 1 trilhão de iuanes (139,84 bilhões de dólares) em títulos soberanos até o final do ano, elevando a meta de déficit orçamentário de 2023 para 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), em relação aos 3% originais.
O banco central também implementou cortes modestos nas taxas de juros e injetou mais dinheiro na economia nos últimos meses, comprometendo-se a manter o suporte.
"No futuro, o Banco do Povo da China continuará a manter sua política monetária expansionista para dar suporte à economia", disse Pan.
Reportagem de Xie Yu e Selena Li em Hong Kong, Albee Zhang e Kevin Yao / REUTERS
EUA — O X, a empresa de mídia social anteriormente conhecida como Twitter, pode perder até US$ 75 milhões em receita de publicidade até o final do ano, já que dezenas de grandes marcas interromperam suas campanhas de marketing depois que seu proprietário, Elon Musk, endossou uma teoria da conspiração antissemita neste mês.
Documentos internos vistos pelo The New York Times nesta semana mostram que a empresa está em uma posição mais difícil do que se sabia anteriormente e que as preocupações com Musk e a plataforma se espalharam muito além de empresas como IBM, Apple e Disney, que pausaram suas campanhas publicitárias no X na semana passada. Os documentos listam mais de 200 unidades de anúncios de empresas como Airbnb, Amazon, Coca-Cola e Microsoft, muitas das quais suspenderam ou estão considerando suspender seus anúncios na rede social.
Os documentos vêm da equipe de vendas do X e têm o objetivo de rastrear o impacto de todos os lapsos de publicidade neste mês, incluindo os de empresas que já interromperam e outras que podem estar em risco de fazê-lo. Eles listam a quantidade de receita publicitária que os funcionários da X temem que a empresa possa perder até o final do ano se os anunciantes não retornarem.
Na sexta-feira, o X disse em comunicado que US$ 11 milhões em receita estavam em risco e que o valor exato flutuava à medida que alguns anunciantes retornavam à plataforma e outros aumentavam os gastos. A empresa disse que os números vistos pelo Times estavam desatualizados ou representavam um exercício interno para avaliar o risco total.
O congelamento da publicidade ocorre durante os últimos três meses do ano, que é tradicionalmente o trimestre mais forte da empresa de mídia social, já que as marcas fazem promoções de fim de ano para eventos como a Black Friday e a Cyber Monday. Nos últimos três meses de 2021 (o último ano em que a empresa divulgou os lucros do quarto trimestre antes de Musk assumir o comando), a empresa registrou US$ 1,57 bilhão em receita, dos quais quase 90% vieram de publicidade.
Esforço
Desde a aquisição do Twitter por Musk por US$ 44 bilhões no ano passado, algumas marcas têm hesitado em anunciar na plataforma, preocupadas com o comportamento de Musk e as decisões de moderação de conteúdo, que levaram a um aumento no conteúdo incendiário e odioso. A publicidade na plataforma nos EUA caiu quase 60% este ano, o que levou a empresa a tentar atrair de volta os anunciantes em um esforço que sua principal executiva, Linda Yaccarino, está liderando. O X também está realizando campanhas publicitárias durante o período de férias para tentar compensar as quedas de receita.
Os documentos, no entanto, revelam que isso não está ocorrendo conforme o planejado. Mais de 100 marcas são mostradas como tendo “pausado totalmente” seus anúncios, enquanto dezenas de outras são listadas como “em risco”. Muitas pausaram a partir de 15 de novembro, quando Musk escreveu em um post no X que a teoria da conspiração de que os judeus apoiavam a imigração de minorias para substituir as populações brancas era “a verdade real”.
Leesha Anderson, vice-presidente de marketing digital e mídia social da agência de publicidade Outcast, disse que seus clientes pararam de gastar com o X depois que Musk assumiu o controle e encontraram alternativas em plataformas como LinkedIn e TikTok.
“No mercado dinâmico de hoje, as marcas têm uma infinidade de opções de plataformas à sua disposição para uma segmentação precisa do público”, disse ela. “Portanto, é imperativo que os administradores e proprietários de plataformas sociais exerçam discrição deliberada em todos os aspectos, sejam suas crenças pessoais ou posições políticas, pois essas escolhas serão inevitavelmente submetidas ao escrutínio público.”
As organizações que pausaram seus anúncios no X variam de campanhas políticas a cadeias de fast-food e gigantes da tecnologia, de acordo com os documentos. O Airbnb, por exemplo, suspendeu mais de US$ 1 milhão em publicidade, enquanto o Uber cortou anúncios no valor de mais de US$ 800 mil, suspendendo campanhas nos mercados americano e internacional. Ambas as empresas de tecnologia não quiseram comentar.
Outras grandes marcas, incluindo Jack in the Box, Coca-Cola e Netflix, suspenderam algumas de suas campanhas. Os anúncios suspensos da Netflix valiam quase US$ 3 milhões, de acordo com estimativas do X. A Jack in the Box, a Coca-Cola e a Netflix não responderam aos pedidos de comentários.
Várias subsidiárias da Microsoft também interromperam a publicidade - levando a uma perda potencial de mais de US$ 4 milhões em receita para o quarto trimestre da X, com base nos documentos - assim como as unidades da Amazon para livros e música e uma subsidiária do Google. O gigante das buscas e algumas outras marcas que interromperam os gastos, incluindo a NBC Universal, continuaram a publicar conteúdo na plataforma sem pagar à X para garantir que ele atinja um público amplo.
O Google e a Microsoft não quiseram comentar. A Amazon não retornou os pedidos de comentários.
Repercussão negativa
No programa da NBC “Meet the Press” no último domingo, o candidato presidencial republicano Chris Christie chamou o comentário de Musk de parte de uma recente manifestação de um “tipo ultrajante de ódio”.
“Seja Elon Musk, seja professores em nossos campi universitários ou estudantes que estão enganando, seja indivíduos que estão falando de forma antissemita nas ruas de nossas cidades”, disse ele.
Dois dias antes da apresentação de Christie, um super comitê político que o apoiava, chamado Tell It Like It Is, retirou sua publicidade da X, de acordo com os documentos. Um representante do grupo de arrecadação de fundos políticos não respondeu a um pedido de comentário.
Em uma reunião interna com os funcionários do X nesta semana, Linda Yaccarino demonstrou um humor desafiador. Ela não mencionou o endosso de Musk ao post antissemita e atribuiu os problemas da empresa a um relatório do grupo de vigilância de mídia de esquerda Media Matters, que mostrou que anúncios no X de empresas como IBM e Apple apareciam ao lado de posts que promoviam conteúdo nacionalista branco e nazista.
Na segunda-feira, depois que Musk chamou a Media Matters de “uma organização maligna”, a X processou o grupo e argumentou que seu relatório, publicado após a declaração de Musk, “manipulou os algoritmos que regem a experiência do usuário na X para contornar as proteções e criar imagens das postagens pagas dos maiores anunciantes da X ao lado de conteúdo racista e incendiário”. Linda culpou o relatório da Media Matters pela queda nas vendas de anúncios do X.
“Ceder a críticas ou pressões externas simplesmente não é a forma como a X irá operar”, escreveu ela em um e-mail para os funcionários da X na quarta-feira e que foi visto pelo The New York Times. “As pessoas da X são defensoras da liberdade de expressão. Somos solidários com aqueles que acreditam nesse direito fundamental e nos controles e equilíbrios críticos de uma democracia próspera.”
No início desta semana, Musk comemorou as empresas que continuaram a anunciar no X, incluindo a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês). Usando um emoji de coração, o bilionário proprietário do X disse que amava a NFL. (O New York Times parou de fazer marketing na plataforma no início de 2023, embora a publicação esportiva da empresa, The Athletic, tenha continuado a comprar anúncios, de acordo com um porta-voz).
Musk também observou que a empresa doaria “toda a receita de publicidade e assinaturas associadas à guerra em Gaza para hospitais em Israel e para a Cruz Vermelha/Crescente em Gaza”. O financiamento incluirá a receita de anúncios comprados por grupos de caridade, organizações de notícias e outros grupos que anunciaram conteúdo relacionado ao conflito.
Seguindo seu chefe, Linda Yaccarino acrescentou à publicação original do Sr. Musk um apelo. “Participe e ajude”, escreveu ela no X.
por Ryan Mac e Kate Conger / ESTADÃO
ESPANHA - Dois homens foram detidos, na quarta-feira, por serem suspeitos de terem roubado mais de 700 peças de porco ibérico na cidade de Villanueva de Córdoba, na Espanha. O valor dos produtos ultrapassa os 200 mil euros (cerca de 1 milhão de reais).
As detenções ocorreram depois de a Guardia Civil ter sido alertada para o roubo de dois veículos numa oficina automóvel da região, além do furto dos produtos ibéricos, na mesma madrugada.
Com o início da investigação, as autoridades apuraram que os roubos estavam relacionados, conforme adiantaram em comunicado.
No total, foram roubados e, entretanto, recuperados 296 presuntos e paletas e 448 lombos ibéricos, cujo valor chega aos 200 mil euros (cerca de 1 milhão de reais).
Os veículos foram localizados num parque industrial da cidade madrilena de Getafe, onde se encontravam os produtos roubados.
O processo e os detidos foram colocados à disposição da autoridade judiciária.
UCRÂNIA - O número de mortos devido à forte tempestade que atinge a Rússia e zonas ocupadas da Ucrânia aumentou para quatro, revelou o Ministério da Energia russo, citado pela agência France Presse.
Com fortes rajadas de vento e ondas gigantes, a "tempestade do século" ou "mega tempestade", como tem chamado a imprensa russa, castigou especialmente a Crimeia, península ucraniana anexada em 2014 por Moscou, o sul da Rússia e as regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, na Ucrânia.
O corpo de um homem foi encontrado no balneário turístico de Sochi, segundo as autoridades regionais, que recomendaram que os habitantes não se aproximem da água.
Na Crimeia, outro homem morreu ao "ver as ondas", informou Oleg Kriuchkov, conselheiro do governador da Crimeia, à televisão estatal.
Outra pessoa morreu a bordo de um barco no estreito de Kerch, que une Crimeia e Rússia, e um corpo foi encontrado em Novorossisk, na região de Krasnodar, segundo as agências russas.
O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu relatórios sobre estes "desastres meteorológicos" e determinou que o governo tome medidas para ajudar as regiões afetadas, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Na costa russa do Mar Negro, vídeos das redes sociais, mostraram ondas gigantes atingindo regiões do litoral, quando a velocidade do vento atingia mais de 140 quilômetros por hora.
Na Ucrânia, mais de 2.000 localidades ficaram mergulhadas na escuridão devido a uma violenta tempestade de neve que varreu o país, cujo sistema elétrico já está sob pressão dos bombardeamentos russos.
A Ucrânia teme uma nova onda de ataques russos contra as infraestruturas essenciais no inverno, tal como em 2022, quando esses ataques mergulharam milhões de pessoas no frio e na escuridão.
"No total, 2.019 localidades em 16 regiões estão sem eletricidade", revelou o Ministério do Interior ucraniano.
A tempestade causou estragos nas estradas, com 1.370 caminhões forçados a parar temporariamente e 840 veículos a terem de ser rebocados, acrescentou.
Na cidade de Odessa, no Sul, que é regularmente alvo de ataques russos, as autoridades afirmaram ter ajudado 1.624 pessoas que ficaram presas na neve.
As temperaturas desceram abaixo de zero e registaram-se fortes rajadas de vento, segundo a mesma fonte.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando uma guerra com pesadas baixas civis e militares para os dois lados, bem como a destruição de muitas infraestruturas ucranianas.
RÚSSIA - Países no centro das duas principais guerras em curso no mundo, na Ucrânia e em Israel, Rússia e Irã finalizaram um antecipado acordo militar segundo o qual Moscou irá fornecer caças e helicópteros de ataque modernos para Teerã.
É a primeira vez que a República Islâmica faz uma aquisição do tipo desde que encomendou 35 caças MiG-29, que já estavam entrando em obsolescência, da União Soviética em 1990.
Segundo o ministro-adjunto da Defesa do país persa, Mehdi Farahi, disse nesta terça (28) à agência de notícias Tasnim, "os planos foram finalizados para caças Sukhoi Su-35, helicópteros de ataque Mil Mi-28 e treinadores a jato Iak-130 para integrar as unidades de combate do Exército do Irã".
O acordo vinha sendo costurado há anos, e há especulações de que parte dos caças já esteja nas mãos iranianas, dado que havia um lote de 24 Su-35 em padrão de exportação pronto para ser entregue ao Egito, que abandonou o negócio após a invasão russa da Ucrânia, em 2022.
Não foi o único país a fazer isso, temendo represálias indiretas vindas das sanções ocidentais devido à guerra. A Indonésia, tradicional comprador de armas russas, também desistiu do mesmo caça em favor de modelos ocidentais. O Egito já opera o francês Rafale e negocia a aquisição da versão mais recente do americano F-15.
A compra iraniana é a primeira de material de ponta desde que o país adquiriu 80 caças F-14 dos Estados Unidos, em 1976, quando ainda era regido pelo xá. Até a Revolução Islâmica, que cortou laços entre Teerã e Washington, 79 deles foram entregues -e 41 seguem voando, segundo o IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres).
Eles formam o centro da aviação de combate do país, que tem 312 aeronaves, incluindo aí os MiG-29 e uma coleção de modelos americanos ainda mais velhos: 74 F-5 e 62 Phantom-2, além de 12 Mirage F-1 confiscados do vizinho Iraque na guerra entre os países (1980-88).
É uma frota obsoleta, com alguns melhoramentos domésticos. O Irã se destaca, contudo, em outros campos, particularmente o arsenal sofisticado de mísseis balísticos. Com 610 mil militares, tem a maior força do Oriente Médio e acaba de lançar um novo destróier.
Essa posição e a rede de aliados regionais fez com que os EUA ameaçassem diretamente o país a não se envolver na guerra entre Israel e o Hamas, grupo palestino apoiado por Teerã assim como o Hezbollah libanês e a milícia houthi do Iêmen, que têm atacado o Estado judeu de forma lateral desde o início do conflito ora pausado.
Não se sabe valores nem números exatos de equipamento envolvido na negociação entre Putin e os aiatolás. O Su-35 é considerado um avião sofisticado, apesar de não ter um radar comparável ao de modelos ocidentais, mas 24 unidades não mudarão o balanço militar da região. Mas é um salto de qualidade notável após 47 anos com os F-14.
Em 2022, o Irã administrou o 10º orçamento militar do mundo, segundo o IISS -US$ 44 bilhões, num ranking liderado com folga pelos EUA, seguidos por China e Rússia. O Brasil está em 15º, com US$ 23 bilhões nas contas britânicas.
O país vive sob sanções por parte dos EUA, que deixaram em 2018 o acordo que aliviava a pressão sobre a economia local em troca de Teerã não desenvolver a bomba atômica. Há negociações visando reabrir o arranjo, e hoje especialistas creem que os iranianos estão tecnologicamente aptos a montar um artefato nuclear.
RÚSSIA BUSCA MERCADOS
Putin é aliado do Irã e dos outros membros do chamado Eixo da Resistência contra a normalização da existência de Israel entre seus vizinhos árabes, mas mantinha até a guerra boa relação com Tel Aviv. O russo, contudo, tem outros problemas para lidar na sua outrora pujante indústria de exportação bélica.
Moscou segue tendo na Índia, que mantém uma posição de independência no conflito ucraniano, seu maior mercado militar, ao lado da aliada China. Mas o fechamento global de portas a seu material levou a procurar países considerados párias no Ocidente.
Além do Irã, de quem recebe drones de ataque usados quase diariamente contra a Ucrânia, a Rússia estreitou laços com a opaca Coreia do Norte, ditadura comunista mais fechada do mundo.
O anunciado lançamento de um satélite espião, que segundo o ditador Kim Jong-un lhe permitiu ver a Casa Branca e instalações navais americanas, se realmente foi bem-sucedido teve a mão russa: no encontro que teve com Putin em setembro, foi discutida cooperação espacial.
Em troca, embora ninguém confirme, especula-se que Pyongyang tenha fornecido munição para artilharia russa de seus estoques. O Pentágono disse na segunda (27) que até mil contêineres com armamentos foram enviados desde então para Moscou.
POR FOLHAPRESS
EUA - A PFL não terá novas categorias de peso na temporada 2024. Com isso, após adquirir o Bellator e reunir duas das maiores organizações de MMA do mundo, a Professional Fighters League prometeu duelo entre campeões dos dois lados, mas hoje não tem um torneio original no peso-galo (até 61,2kg) e peso-médio (até 83,9kg), duas das melhores divisões do Bellator. Donn Davis, fundador da PFL, diz que a promoção não planeja adicionar essas classes de peso ao formato de liga no próximo ano.
Patchy Mix se tornou campeão neste mês no peso-galo, enquanto Johnny Eblen é o campeão dominante dos médios. A PFL deve construir melhor essas categorias no próximo ano para em 2025 ter torneios.
- Existem duas grandes divisões, 185 e 135 (libras), onde o Bellator tem provavelmente os dois melhores lutadores do mundo. Patchy Mix poderia vencer "Sugar" (Sean O'Malley). Não tem o cabelo, mas luta melhor. E acho que a maioria das pessoas acha que é uma boa luta ou que Patchy é favorito. Mas é uma luta muito boa. O mesmo com Johnny (Eblen) - disse Donn Davis na coletiva após o card das finais da última sexta-feira.
- Portanto, essas são duas divisões que podem ser a número 1 do mundo. Não queríamos lançar essas divisões este ano porque isso não serviria para esses caras. Provavelmente lançaremos essas divisões em 2025. Portanto, precisamos de um ano inteiro para construir divisões fortes o suficiente para que façam sentido em uma temporada da liga.
Ainda que não tenha uma temporada oficial com cinturão e prêmio milionário ao final do ano, isso não quer dizer que Eblen, Patchy e o restante dos lutadores dessas categorias não terão oportunidades de lutar em 2024. Davis sugere que enquanto a PFL continua a construir um elenco capaz de ter temporadas de peso-galo e peso-médio, os campeões e lutadores do Bellator serão parte integrante da próxima série de “superlutas”, com oito eventos no ano.
- O que faz sentido este ano? Faça lutas fantásticas nesses oito grandes eventos de que falamos. Pense nos oito eventos como grandes eventos por si só. Quando você vê o UFC, todos nós vemos quais são os oito ou dez melhores eventos que eles têm entre os 30 (no ano). Queremos tornar esses eventos quase tão grandes. Dois cinturões de campeonato em jogo para todos os co-principais (quatro lutadores). Coloque-os nas grandes cidades do mundo, pelo menos quatro na Europa, dois no Médio Oriente, dois no Extremo Oriente, talvez um na América Latina. Faça com que cada um desses eventos seja de sustentação e valha a pena um Johnny (lutar), um Patchy (lutar), as pessoas que não estão na temporada contra os melhores adversários que fariam sentido.
Por Combate.com
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