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Radio Sanca Web TV - Quinta, 27 Outubro 2022

RÚSSIA - A Rússia acusou na quinta-feira (27) a Ucrânia de se retirar das negociações de paz, em março, "obedecendo às ordens" dos Estados Unidos, após "um equilíbrio difícil ter sido alcançado" entre Kiev e Moscou, lamentou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, nesta quinta-feira (27).

"Na verdade, o texto estava pronto e então, de repente, o lado ucraniano desapareceu do radar, disse que não queria mais continuar as negociações", disse Peskov. Ele também declarou que o presidente Vladimir Putin considerou "óbvio" que "a rejeição de acordos já estabelecidos ocorreu claramente por ordem de Washington"."É totalmente óbvio", insistiu.

A imprensa pediu a Peskov que explicasse as declarações feitas no dia anterior, após um encontro entre Putin e o presidente de Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo. O líder africano disse que o chefe de Estado russo estava disposto a negociar com Kiev.

O porta-voz afirmou que a Rússia está "pronta para garantir seus interesses na mesa de negociações", mas acusou os ucranianos de dificultarem o diálogo. "Queremos um acordo, mas neste caso específico, estamos falando de uma total relutância por parte da Ucrânia", disse o porta-voz.

O presidente ucraniano Volodimir Zelensky descartou rapidamente a possibilidade de negociar com Moscou e denunciou uma "retórica preparada" com antecedência por Putin. No final de setembro, ele foi mais categórico e disse que não negociaria com a Rússia enquanto Putin for o presidente do país. As negociações entre Kiev e Moscou estão paralisadas desde março e ambas as partes se acusam pela impossibilidade de obter um acordo.

 

Drone ataca central na Crimeia

As autoridades designadas pela Rússia para a Crimeia, anexada por Moscou em 2014, afirmaram nesta quinta-feira que um drone atacou durante a noite uma central de energia elétrica na península, mas sem provocar danos significativos.

"Durante a noite houve um ataque com um VANT (veículo aéreo não tripulado) contra a central térmica de Balaklava", afirmou o governador de Sebastopol designado por Moscou, Mikhail Razvozhayev. "O transformador foi levemente danificado. Não há vítimas", acrescentou. O governador disse que não há ameaça para o fornecimento de energia e que "o incidente não afeta o abastecimento de Sebastopol, nem da península".

Razvozhayev explicou que o transformador que pegou fogo durante o suposto ataque "estava em manutenção e fora de operação". "Os trabalhadores da central conseguiram controlar o fogo", afirmou. O suposto ataque aconteceu em meio a uma contraofensiva das tropas ucranianas no sul do país. A Rússia respondeu nas últimas semanas com ataques contra a infraestrutura de energia elétrica da Ucrânia.

 

Controle nos celulares

As autoridades de ocupação russas de Zaporíjia também anunciaram, nesta quinta-feira (27),"controles aleatórios" nos telefones celulares dos moradores desta região do sul da Ucrânia, que Moscou afirma ter anexado e onde decretou lei marcial. O anúncio foi feito no Telegram por uma das autoridades de ocupação, Vladimir Rogov. O funcionário destacou que a polícia verificará, entre outras questões, se os habitantes leem "a propaganda do regime terrorista de Kiev", em referência ao governo ucraniano.

 

 

(Com informações da AFP)

RFI

Publicado em Guerra na Ucrânia

ALEMANHA - A União Europeia (UE) assinou na quinta-feira (27) a sentença de morte para novos veículos com motor a combustão em 2035: os eurodeputados e os Estados-membros fecharam "um acordo histórico" sobre essa normativa, crucial para as metas climáticas europeias.

"Decisão histórica da UE para o clima, que confirma definitivamente o objetivo de 100% de veículos zero emissões em 2035, com etapas intermediárias em 2025 e 2030", tuitou o eurodeputado francês Pascal Canfin, presidente da Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que se tratava de uma "etapa-chave" para as ambições climáticas do bloco, que "irá estimular a inovação e a liderança industrial e tecnológica”.

As negociações apoiam a transição da UE para um futuro sem emissões de carbono, uma das promessas-chave da presidência de Ursula. Os automóveis são responsáveis por 12% de todas as emissões de CO2 no território da UE, e o transporte em seu conjunto soma um quarto do total.

A indústria automobilística europeia disse que está "pronta para encarar o desafio", após essa "decisão sem precedentes", mas pediu à UE que crie "as condições necessárias" para o cumprimento desses objetivos, principalmente a criação de uma rede de pontos de recarga elétrica.

 

- 'Metas alcançáveis' –

"Este acordo abre caminho para uma indústria automobilística moderna e competitiva na UE", comemorou o ministro da Indústria tcheco, Jozef Sikela, cujo país ocupa a presidência rotativa do Conselho da UE. Ele considerou que "os prazos previstos tornam as metas alcançáveis para as fabricantes".

Esse foi o primeiro acordo sobre um texto do pacote climático ("Fit for 55") destinado a reduzir até 2030 pelo menos 55% das emissões de gases do efeito estufa da UE em 1990.

Os deputados conservadores e alemães haviam se mostrado reticentes quanto à aprovação de algumas metas do acordo fechado hoje, temendo a carga que isso representará para as montadoras europeias, que competem com rivais mundiais que têm objetivos mais flexíveis.

Já a China, maior mercado automobilístico do mundo, deseja que pelo menos metade de todos os veículos novos sejam elétricos, híbridos ou movidos a hidrogênio até esse ano.

Para atender às fabricantes preocupadas com a demanda insuficiente dos consumidores de veículos 100% elétricos, a Comissão recomenda estações de recarga "a cada 60 km".

Também existe a preocupação de que os usuários não consigam assumir o aumento de preço dos veículos elétricos frente aos de motor a combustão. "Não vejo a classe média capaz de comprar carros elétricos de 30 mil euros", comentou Carlos Tavares, diretor-gerente do grupo Stellantis, nascido da fusão entre PSA e Fiat-Chrysler.

 

 

AFP

Publicado em Economia

CATAR - O Catar vai deixar de exigir testes de covid para seus visitantes antes da Copa do Mundo, anunciou nesta quarta-feira o Ministério da Saúde do emirado, após indicar que os um milhão de turistas esperados já não precisam estar vacinados.

Este relaxamento nas medidas anticovid será aplicado a partir de 1 de novembro, 19 dias antes do início do primeiro Mundial no Oriente Médio.

O torneio vai trazer o maior fluxo de visitantes da história do país, que tem 2,9 milhões de habitantes.

"Os visitantes já não serão obrigados a apresentar testes PCR negativos ou resultados de testes de antígeno antes de viajarem ao Catar", informou o ministério em um comunicado.

Os cidadãos cataris e os residentes tampouco precisarão fazer testes de covid 24 horas antes de retornarem do exterior, acrescentou a pasta.

A Copa do Mundo, que acontecerá de 20 de novembro a 18 de dezembro, é o primeiro grande evento esportivo aberto para o público desde o início da pandemia, em 2020.

Os organizadores cataris e a Fifa querem que o torneio seja um sinal de que o mundo está superando a covid. Mas o Ministério da Saúde advertiu que implantará medidas especiais "se a situação da pandemia no país se agravar".

As novas medidas beneficiarão os visitantes que chegarem ao Catar a partir de 1 de novembro. Depois desse dia, o país fechará o acesso de a qualquer pessoa (exceto seus cidadãos e residentes) que não possuir um cartão Hayya, o documento entregue a todos que tiverem ingressos para os estádios, seus convidados, jogadores, jornalistas, funcionários da organização do torneio e autoridades.

 

 

AFP

Publicado em Esportes

SÃO PAULO/SP - O São Paulo arrancou uma vitória de 2 a 1 sobre o Atlético-GO, na noite desta quinta-feira (27) no estádio do Morumbi pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, e se aproximou da zona de classificação à Copa Libertadores.

Com esta vitória o Tricolor alcançou os 50 pontos, na 8ª posição da classificação. Já para o Dragão o revés representou a permanência na zona do rebaixamento da competição, com 33 pontos na 17ª posição.

Contando com o faro de gol de Calleri, o São Paulo abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo, quando Patrick avançou pela esquerda e cruzou para o argentino chegar batendo de primeira.

O Atlético-GO chegou a empatar aos 26 minutos da etapa final, com um golaço de Baralhas, mas o Tricolor garantiu o triunfo final já nos acréscimos do confronto com um chute da entrada da área do volante Luan.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

 

Publicado em Esportes

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