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Radio Sanca Web TV - Domingo, 23 Dezembro 2018

ARARAQUARA/SP - Um funcionário público municipal procurou o Plantão da Polícia Civil na manhã deste último domingo, dia 23, na cidade de Araraquara para registrar uma suposta ocorrência de furto de veículo.

Segundo informações dele, em Boletim de Ocorrência (BO), na noite de sábado deixou o carro na garagem de casa com as chaves e a carteira com documentos dentro. Ao acordar pela manhã, o VW/Gol branco havia sido levado por criminosos, que teriam entrado na residência sem arrombamento, pois o portão teria passado a noite destrancado.

Ainda segundo o servidor municipal, na manhã de hoje teria recebido uma ligação de um atendente de um motel informando que sua carteira havia sido deixada no local por um cliente, como garantia, por não ter dinheiro para pagar.

Mas, horas após deixar a delegacia, ele retornou ao Plantão Policial para revelar a verdadeira história. E disse que na verdade estava pelo Parque São Paulo na noite de sábado (22) quando encontrou um casal e combinaram de “curtir” em um motel.

Escolheram um quarto e usaram drogas. Mas, quando a droga acabou, o esposo da mulher pediu o carro emprestado para sair e comprar mais entorpecente. Mas o tempo de permanência no quarto acabou, o homem não retornou com a droga, sendo que ele precisou deixar o motel a pé com a esposa do desconhecido.

Momentos depois, acabou encontrando o homem com seu carro, mas o desconhecido não quis devolver o veículo. Por isso ele resolveu registrar o Boletim de Ocorrência de furto. O funcionário público pode responder na polícia por falsa comunicação de crime.

 

*Por: Chico Lourenço/PORTAL MORADA

Publicado em Arquivados
Segundo a FecomercioSP, setor encerrou o mês com leve queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2017

 

São Paulo/SP – O comércio varejista da região de Araraquara abriu 229 postos de trabalho em outubro, resultado de 2.754 admissões contra 2.525 desligamentos. Nos dez meses deste ano, o setor eliminou 835 vagas com carteira assinada e, no acumulado dos últimos 12 meses, 65 vínculos foram encerrados. Com isso, o varejo da região araraquarense finalizou o mês com estoque ativo de 66.979 vínculos formais, leve queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2017.
 
As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
 
Das nove atividades analisadas, cinco sofreram retração no estoque de trabalhadores formais no comparativo com outubro de 2017, com destaque para lojas de vestuário, tecidos e calçados (-3,6%). Por outro lado, os segmentos de lojas de móveis e decoração (4,2%); e supermercados (2,4%) apontaram as maiores altas na mesma base de comparação.
 
Desempenho estadual
Em outubro, o comércio varejista do Estado de São Paulo abriu novos postos de trabalho pelo terceiro mês consecutivo. No período, foram criados 6.609 empregos formais, resultado de 83.460 admissões e 76.851 desligamentos. Foi o segundo melhor saldo para outubro desde 2013. Com esse desempenho, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 2.074.330 vínculos empregatícios, leve alta de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o saldo também foi positivo (1.252 vagas).
 
No comparativo anual, quatro das nove atividades analisadas apontaram crescimento do estoque de empregados em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para os segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (2,1%); e farmácias e perfumarias (1,8%). Por outro lado, os setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2,1%); e materiais de construção (-1,1%) sofreram as maiores quedas na mesma base comparativa.
 
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o desempenho do varejo paulista em relação ao seu mercado de trabalho formal em outubro foi influenciado pela contratação de trabalho temporário.
 
Para a Entidade, o período alcançou bom resultado em virtude da injeção de parte do 13º salário, que torna o Natal a principal data para contratações e receitas do varejo. A Federação acrescenta que não são esperadas contratações em 2018 muito maiores do que as vistas em 2017 nestes meses.
 
Região de Araraquara
Américo Brasiliense, Analândia, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Borborema, Cândido Rodrigues, Corumbataí, Descalvado, Dobrada, Dourado, Fernando Prestes, Gavião Peixoto, Ibaté, Ibitinga, Ipeúna, Itápolis, Itirapina, Matão, Monte Alto, Motuca, Nova Europa, Pirangi, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Rincão, Rio Claro, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Ernestina, Santa Gertrudes, Santa Lúcia, Santa Rita do Passa Quatro, São Carlos, Tabatinga, Tambaú, Taquaritinga, Trabiju, Vista Alegre do Alto.
 
Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; materiais de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; supermercados; e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Publicado em Arquivados
Varejo da região deve eliminar 134 postos de trabalho formais no ano

 

São Paulo/SP – A Federação do Comércio de Bens, Serviços de Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que, em dezembro, mês do Natal, as vendas do comércio varejista na região de Araraquara sejam 6% superiores às do mesmo mês de 2017, chegando a R$ 1,9 bilhão. Esse resultado é R$ 107,3 milhões superior ao apurado em dezembro de 2017, que já foi 2% maior do que dezembro de 2016.
 
Para 2018, as vendas devem atingir um montante de R$ 19,3 bilhões, alta real de 6% em relação a 2017, quando o faturamento foi de R$ 18,3 bilhões, 7% superior ao ano anterior.
 
Dessa forma, a região de Araraquara terá a 13ª maior participação nas vendas do varejo paulista entre as 16 regiões avaliadas pela PCCV, concentrando 3% do faturamento anual total. 

Empregos formais
O varejo da região de Araraquara deve fechar 134 postos de trabalho celetistas em 2018, resultado de 29.167 admissões contra 29.301 desligamentos. Com isso, o estoque ativo do setor na região atingirá 67.680 vínculos, queda de 0,2% do que o registrado no fim de 2017.
 
A FecomercioSP estima que, entre as nove atividades analisadas, as de supermercados e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos perfumarias liderarão a criação de empregos formais, com aberturas 498 e 130 novas vagas formais, respectivamente. Em contrapartida, o destaque negativo ficará por conta dos segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados e de outras atividades, que perderão 264 e 254 postos de trabalho celetistas concomitantemente. 

Região de Araraquara
Américo Brasiliense, Analândia, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Borborema, Cândido Rodrigues, Corumbataí, Descalvado, Dobrada, Dourado, Fernando Prestes, Gavião Peixoto, Ibaté, Ibitinga, Ipeúna, Itápolis, Itirapina, Matão, Monte Alto, Motuca, Nova Europa, Pirangi, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Rincão, Rio Claro, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Ernestina, Santa Gertrudes, Santa Lúcia, Santa Rita do Passa Quatro, São Carlos, Tabatinga, Tambaú, Taquaritinga, Trabiju, Vista Alegre do Alto.
 
Nota Metodológica PCCV
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) utiliza dados da receita mensal informada pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.
 
Nota Metodológica PESP
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo) analisa o nível de emprego do comércio varejista em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; materiais de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; supermercados e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

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SÃO CARLOS/SP - Na noite deste último domingo (23), a Guarda Municipal deteve um indivíduo acusado de agredir sua esposa.

Segundo informações, a Gestante A.S.A, de 22 anos, solicitou socorro aos GMs Gomes e Aguinaldo, que passava pela Rua Iwagiro Toyama, dizendo que teria sido agredida a socos e chutes por seu amasio e disse que teria sido expulsa de casa.

Chegando a residência trouxas de roupas da mulher estavam na calçada, A.J.Jr, de 26 anos, ao ser questionado o mesmo alegou que teria apenas colocado os pertences da mulher ali, mas negou as agressões. Como a mulher aparentava lesões está foi encaminhada a Santa Casa de Misericórdia. Após ser atendida a vítima retornou com uma viatura de apoio a sua residência, e durante o caminho ela disse que seu amasio guardava drogas e as comercializava no local. Os GMs autorizados por ela adentraram na casa e mostrou para eles onde se encontrava os microtubos de eppendorfs cheios de um pó branco, uma porção de erva semelhante a maconha.

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O ator norte-americano Tom Hanks foi a uma loja da rede de lanchonetes In-N-Out Burger, nos Estados Unidos, e praticou um ato de generosidade. De acordo com informações da CBS Los Angeles, Hanks arcou com as despesas de almoço de todas as pessoas que estavam no local.

Saudado pelos presentes ao chegar para fazer uma refeição, o premiado ator tirou selfies com os clientes do restaurante e também com a equipe de funcionários. Não demorou para que as fotos viralizassem nas redes sociais, rendendo elogios à generosidade do astro de filmes como Forrest Gump e Apollo 13.

 

*Por: VEJA SP

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TAMBAÚ/SP - O Prefeito Roni Astorfo esteve na cidade de São Paulo em visita a Secretaria de Turismo protocolando as demandas do Departamento de Turismo de Tambaú para 2019.

Além dessas novas demandas, várias boas notícias estão por vir para a população tambauense, turistas e romeiros para os próximos anos! “Os investimentos para o desenvolvimento de nossa cidade serão aplicados em muitas áreas e acredito muito que Tambaú será ainda uma das cidades mais visitadas no futuro”, afirmou o Prefeito Roni Astorfo. “Por isso precisamos incentivar o empreendedorismo para aproveitar a oportunidade de novas gerações de emprego e renda para nossa população”, concluiu o Prefeito Roni.

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SÃO PAULO/SP - O São Paulo anunciou, na noite deste domingo, a chegada do goleiro Tiago Volpi. O anuncio foi feito por meio do Twitter oficial da equipe paulista. Ele chega por empréstimo de uma temporada e, como contrapartida, renovou o seu contrato com o Querétaro até 2022.

De acordo com comunicado do clube mexicano, a transação foi feita, em parte, por causa do sonho do arqueiro em defender a Seleção Brasileira. A equipe ainda desejou sorte ao seu atleta nessa nova empreitada.

“É a realização de um sonho. O São Paulo é mundialmente reconhecido pela sua grandeza, e todo esse peso do clube me fez tomar essa decisão. Existiam outras possibilidades, tanto dentro do México, com altos valores financeiros, quanto no Brasil, mas quando recebi o convite do São Paulo não pensei duas vezes, por tudo o que o clube representa. O São Paulo apresentou um projeto com a ambição de conquistar grandes títulos, e isso foi o que mais me motivou”, afirmou Volpi.

“Uma Libertadores sem o São Paulo é uma competição incompleta, então vamos fazer de tudo para reconquistar o torneio. Agradeço por todo o esforço que a diretoria são-paulina fez para me trazer, e isso me dá ainda mais certeza de que o meu coração estava certo ao fazer essa escolha. Espero poder dar muitas alegrias ao torcedor tricolor”, completou.

Formado no São José-RS, o jogador de 28 anos estreou no profissional pela equipe gaúcha e se destacou no Figueirense antes de se transferir para Querétaro, onde chegou a atuar ao lado de Ronaldinho Gaúcho.

Em sua carreira, Tiago Volpi conquistou dois títulos: o Campeonato Catarinense de 2014 e a Copa do México de 2016, competição em que foi um dos heróis, já que tanto a semifinal como a final foram definidas na disputa de pênaltis.

 

*Por: GAZETA ESPORTIVA

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BRASÍLIA/DF - O dinheiro público destinado aos partidos políticos cresceu quase 500% desde 1996. O Fundo Partidário, que atingirá montante próximo a R$ 1 bilhão no próximo ano, foi engordado nas últimas décadas ao mesmo tempo em que o número de siglas no País se multiplicava. Em 2019,30 partidos ganharam nas urnas o direito de terem representação na Câmara dos Deputados, batendo mais um recorde. Há 23 anos eram 19 legendas com assento no Congresso.

Previsto em R$ 927,7 milhões para o próximo ano, o fundo foi criado em meados dos anos 1990 para financiar os custos administrativos das legendas. É abastecido com dotações orçamentárias – aprovadas pelos próprios deputados e senadores – e multas eleitorais aplicadas aos mesmos partidos.

O acesso a recursos públicos do Fundo Partidário é um dos elementos que impulsionou a criação de novas siglas no Brasil nos últimos anos. A fiscalização dos gastos pelo Tribunal Superior Eleitoral ocorre com bastante atraso e a análise das prestações de contas já mostrou que a reserva financia despesas que vão viagens de jatinho a até contas pessoais de dirigentes dos partidos.

Após o Congresso aprovar em 2017 a criação de um fundo eleitoral bilionário (R$ 1,7 bilhão), as siglas foram autorizadas este ano a utilizar recursos do Fundo Partidário nas eleições. Na prática, os fundos de dinheiro público compensaram a ausência dos recursos empresariais nas campanhas – proibidos em decisão do Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2015.

No ano que vem, as siglas que não superaram a chamada cláusula de barreira nas últimas eleições não terão direito a receber o dinheiro – o que pode significar a extinção destas legendas. Foi por isso que algumas já anunciaram que vão se fundir. É o caso do Patriota com o PRP, do PCdoB com o PPL e do Podemos, que superou a cláusula, com o PHS.

Em valores corrigidos, o ápice do gasto público com financiamento partidário ocorreu em 2015, no início do segundo mandato da petista Dilma Rousseff, quando passou por um aumento grande em relação ao ano anterior e atingiu o equivalente a R$ 1 bilhão nos dias de hoje. O mesmo fenômeno de crescimento considerável ocorreu em 2011, outro ano que sucedeu eleições gerais.

De 1996 para cá, o aumento tem sido constante ano a ano, com a exceção de poucos períodos — que normalmente vêm depois de anos com grandes acréscimos financeiros, como 2015. O valor caiu, por exemplo, em 2016 e 2017, até voltar a crescer neste ano e no próximo. No acumulado, cresceu cerca de 470%.

Esse acréscimo, porém, foi acompanhado por uma desconcentração dos recursos em razão da fragmentação partidária cada vez maior da Câmara. Em 1996, os cinco partidos com maior porcentual do fundo representavam 82,7% do montante. Hoje, equivalem à metade: 41%.

Em 2019, a distribuição dos recursos vai marcar a saída do MDB da lista de legendas mais beneficiadas pelo fundo. Está na sexta colocação da lista, com R$ 52,8 milhões. Resultado diferente do PT e do PSDB, que, mesmo com resultados decepcionantes em comparação com o histórico que vinham registrando, se mantiveram nas três primeiras colocações.

“Ajustamos nossas despesas à nova realidade e enxugamos a estrutura. Temos um projeto de autofinanciamento para não dependermos exclusivamente do fundo”, disse o presidente do MDB, Romero Jucá. O projeto, segundo ele, será aplicado ano que vem nas esferas nacional, estaduais e municipais.

Entre as principais legendas do País, o Novo é o único que não utiliza o Fundo Partidário. Registrado em agosto de 2015, o Novo diz que arrecada cerca de R$ 800 mil mensais de aproximadamente 30 mil filiados. Num ano cheio, isso equivale R$ 9,6 milhões, valor inferior aos R$ 27,6 milhões a que a legenda teria direito a partir do ano que vem.

“As eleições mostraram que, mesmo sem o fundo, temos condições de participar do jogo. A ideia é manter essa estratégia e provocar uma mudança de cultura”, afirmou Moisés Jardim, presidente do Novo, descartando a possibilidade de o partido passar a aceitar o dinheiro público do fundo.

O PSL do presidente eleito, Jair Bolsonaro, será o maior beneficiário a partir de janeiro, com cerca de R$ 110 milhões ao longo do ano. Os partidos recebem valores calculados a partir da votação que obtiveram para a Câmara dos Deputados, incluindo votos nominais e em legenda, que compõem 95% do total distribuído. Os outros 5% são divididos igualmente entre as siglas que superaram cláusula de barreira nas eleições.

Apesar de ter feito a maior bancada para a próxima legislatura, com 56 eleitos, o PT perdeu para o PSL em número de votos para a Câmara, já que a eleição proporcional segue critérios mais complexos. Nesse contexto, o PSL receberá a maior fatia por ter vários ‘campeões’ de votos, como Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, os dois candidatos mais votados do País, ambos por São Paulo. O PT terá, ao longo do ano, R$ 96,6 milhões, quase R$ 15 milhões a menos que o partido de Bolsonaro.

Para o professor da FGV Marco Antônio Teixeira, o fundo é mal visto pela sociedade num contexto de crise de representação dos partidos e crise econômica. “Essa visão obviamente advém sobretudo do fato de a sociedade não ver um retorno dos partidos em prol do interesse público.”

Fragmentação diminui concentração de recursos

A distribuição do dinheiro do fundo passou a ser mais pulverizada ao longo dos anos, acompanhando a própria fragmentação partidária no Legislativo brasileiro. Em 1996, quando 19 partidos tinham cadeiras na Casa, os cinco com maior porcentual do fundo representavam 82,7% do montante, número hoje reduzido pela metade.

O MDB, por exemplo, recebia naquele ano mais de 22% do dinheiro, quase um quarto do total. Em 2019, a fatia não chegará a 6%, fruto da baixa votação que obteve para a Câmara. Para além da crise dos partidos tradicionais, a diminuição se explica pela mudança na correlação de forças no parlamento brasileiro. Mais fragmentado a cada eleição, o Congresso da nova legislatura diminuiu ainda mais o abismo antes existente entre os grandes e os pequenos.

Isso não se deu por meio de um mero fortalecimento de legendas menores que já existiam, e sim a partir do surgimento de novas siglas, especialmente na década de 2010. Partidos como o PSD, dissidência do DEM, o PROS e o Solidariedade já surgiram com bancadas robustas ao herdar parlamentares que aproveitaram uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, na teoria, apenas regulamentava condições para migração partidária. Na prática, porém, ela incentivou a criação de novas legendas, já que os parlamentares não seriam punidos se aderissem a novas siglas.

“Se esses 41% (de concentração nos cinco mais ricos) significassem que o sistema se democratizou mais, com partidos mais competitivos e mais debates de ideias, estaria tranquilo. Mas o que aconteceu foi que tivemos uma multiplicação de partidos”, disse Marco Antônio Teixeira, da FGV.

O grande fenômeno surgido com as eleições de 2018, porém, é a ascensão do PSL ao status de partido grande. Antes nanico e pouco conhecido do eleitorado, a legenda à qual Jair Bolsonaro se filiou para concorrer à Presidência terá dinheiro para se estruturar. A sigla foi, por anos, uma das que se enquadram na categoria de ‘partido negócio’, sem muitos holofotes. A partir de 2019, roubará o espaço – o dinheiro – que já foi de PT e MDB.

 

*Por:Caio Sartori/ESTADÃO

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