Jornalista/Radialista
JAPÃO - A medida foi tomada pelo Governo japonês a um mês da abertura dos Jogos Olímpicos, que vão decorrer de 23 de julho a 08 de agosto no país.
Segundo a imprensa local, dez das 47 autarquias japonesas mais populosas do país estão abrangidas pelo estado de emergência declarado inicialmente em 25 de abril, incluindo a capital Tóquio e a cidade de Osaka.
A partir de segunda-feira, o estado de emergência continuará em vigor apenas em Okinawa. No entanto, sete províncias continuarão a ser afetadas por certas restrições pelo menos até 11 de julho, afetando principalmente a atividade comercial, como bares e restaurantes, de acordo com o anúncio realizado nesta quinta-feira (17) pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.824.885 mortos no mundo, resultantes de mais de 176,5 milhões de casos de infeção.
*Por: ISTOÉ DINHEIRO
BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel "deu showzinho" na CPI da Covid. Sem mostrar provas, o presidente insinuou que as falas de Witzel foram combinadas com o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) e o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a quem se referiu mais uma vez apenas como "senador saltitante", sem citar seu nome.
"Ele deu o show dele, foi lá para me criticar dizendo que eu abandonei, que eu boicotei. O dinheiro foi para ele. Se eu fosse boicotar não mandava dinheiro pra ninguém", disse o presidente em sua tradicional live nas redes sociais na noite de quinta-feira, 17. Bolsonaro ainda chamou o ex-governador fluminense de 'cara-de-pau' ao comentar a declaração de Witzel de que tinha sido procurado pelo presidente durante a campanha.
Wilson Witzel prestou depoimento à CPI da Pandemia nesta quarta e acusou Bolsonaro de ter boicotado as medidas de isolamento nos estados e de ter recusado o emprego dos hospitais federais no Rio para pacientes com Covid-19.
O ex-governador também afirmou que tinha um "fato gravíssimo" a revelar relacionado a possíveis intervenções do governo federal em sua administração. Ele deve voltar a falar com os membros da CPI, mas desta vez em uma sessão fechada e sigilosa.
O presidente voltou a citar, ainda que indiretamente, a chamada "imunidade de rebanho", que é contestada por especialistas em saúde pública e infectologistas. Segundo Jair Bolsonaro, para efeito de imunização contra a Covid-19, é mais eficaz contrair o vírus do que se vacinar. Essa estratégia, de acordo com especialistas, não funciona, já que muitas pessoas morreriam no processo. Além disso, quem já teve a doença pode ser reinfectado.
"Eu já me considero, eu não me considero não, eu estou vacinado, entre aspas. Todos que contraíram o vírus estão vacinados, até de forma mais eficaz que a própria vacina porque você pegou o vírus para valer. Então, quem contraiu o vírus, não se discute, esse está imunizado", afirmou Bolsonaro.
Bolsonaro disse também que está com negociações avançadas para se filiar a um novo partido. Na quarta, ele se reuniu com parlamentares aliados no Palácio do Alvorada para discutir o assunto.
"Eu vou ter que ter um partido, e eu já teria resolvido esse assunto, mas tem que ser muito bem conversado. A legislação partidária é complicada, os partidos geralmente têm donos. Mas está bastante avançada a ida minha para um partido, um partido pequeno", afirmou Bolsonaro.
A expectativa é que o presidente se filie ao Patriota, legenda que possui uma bancada de apenas seis deputados federais na atual legislatura. No Senado, o partido é representado por Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, filho do presidente e um dos articuladores da filiação do pai. Se esta mudança de partido se confirmar, no entanto, a bancada deve crescer significativamente, com a ida de dezenas de parlamentares, a maioria do PSL, que são aliados do presidente.
"Tenho certeza que muitos dos deputados irão, só que a gente só vai poder falar sobre isso, na verdade decidir sobre a mudança, primeiro depois que o presidente anunciar, e também na janela [partidária], que é só no ano que vem. Na janela, muitos certamente migrarão e a gente está ansioso por essa mudança do presidente", afirmou o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), ex-líder do governo na Câmara que também participou da live. A chamada janela partidária é o prazo para que candidatos mudem de partido sem risco de perder o mandato. Esse período ocorre sempre em ano eleitoral, a seis meses do pleito.
O Patriota marcou uma convenção nacional para o próximo dia 24, em Brasília, onde deve deliberar sobre alterações estatutárias e a possibilidade do partido ter candidato próprio à presidência.
Eleito em 2018 pelo Partido Social Liberal (PSL), Bolsonaro se desligou da agremiação em novembro de 2019. Na época, ele anunciou a criação de um novo partido, o Aliança pelo Brasil, que precisava recolher um número mínimo de 500 mil assinaturas em pelo menos 9 estados para ser formalizado na Justiça Eleitoral. O projeto, no entanto, acabou não tendo êxito e o presidente passou a articular a filiação em um partido já existente.
Durante a live, Bolsonaro afirmou que, se for candidato à reeleição no ano que vem, vai dar prioridade para a eleição de aliados no Senado, onde ele gostaria de ter uma base mais sólida. "Há um interesse meu, se for participar das eleições, crescer a bancada de senadores. São 27 cadeiras que podem sofrer alterações no ano que vem."
O presidente minimizou o fato de se transferir para um partido pequeno, com poucos recursos do fundo partidário e com tempo de televisão de apenas 25 segundos, segundo disse.
"Cada ano que passa, o horário eleitoral gratuito perde sua força por ocasião das eleições. Cada vez mais, a população se orienta através das mídias sociais e não pelo horário eleitoral gratuito", enfatizou.
O presidente também voltou a defender a implantação do voto impresso nas eleições de 2022. Segundo ele, caso não exista o chamado "voto auditável" nas urnas, um lado poderia não aceitar os resultados da eleição e "criar uma convulsão no Brasil".
"Vamos respeitar o Parlamento. Caso contrário, teremos dúvidas nas eleições e podemos ter um problema seríssimo no Brasil. Pode um lado ou outro não aceitar e criar uma convulsão no Brasil", disse o presidente.
O tema está em tramitação no Congresso Nacional por meio da Proposta de Emenda Constitucional 135/2019, apresentada pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e sob a relatoria do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). A medida torna obrigatória a impressão do voto para auditagem e a expectativa é que o voto do relator seja apresentado ainda este mês na Câmara.
Jair Bolsonaro disse ainda que pretende propor um projeto para estender o prazo de recadastramento de armas não regularizadas no Brasil. De acordo com o chefe do Planalto, "todas as ditaduras são precedidas por campanhas de desarmamento". E completou: "Nosso governo não quer saber de campanha de desarmamento".
O presidente voltou a criticar integrantes do poder Judiciário, que se opõe à flexibilização das regras para porte e posse de arma. "Não abrem mão de segurança particular", afirmou.
Já o deputado Vitor Hugo (PSL-GO), presente na transmissão ao lado de Bolsonaro, defendeu proposta de flexibilização do porte de armas que eliminaria a necessidade de comprovar "efetiva necessidade" de se ter armas.
Com Agência Brasil
NOVA YORK - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, toma posse nesta sexta-feira (18) para novo mandato, em sessão plenária da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. “Construtor de pontes” e “intermediário honesto” é como se apresenta o ex-primeiro-ministro português.
Em março deste ano, Guterres apresentou a visão para o segundo mandato de cinco anos no cargo. No início de maio, durante diálogo informal na Assembleia-Geral das Nações Unidas, respondeu às questões dos países-membros e da sociedade civil. Descreveu-se então como “construtor de pontes”.
António Guterres, que inicia o novo mandato ainda em contexto de pandemia, propõe-se a trabalhar como um “intermediário honesto” e a prosseguir em missões como a resposta a “riscos existenciais”: além da covid-19, a crise do clima, o meio ambiente, as desigualdades em escala internacional, os ataques aos direitos humanos, a segurança digital e a proliferação de armas nucleares.
A recomendação do Conselho de Segurança para a recondução de António Guterres foi aprovada no dia 8 de junho por unanimidade.
Recentemente, na antecâmara da última cúpula do G7, na Grã-Bretanha, o secretário considerou insuficiente o número de 1 bilhão de doses de vacinas contra a covid-19, prometidas pelos países mais ricos para impulsionar as campanhas de vacinação nas nações desfavorecidas.
Em Londres, há precisamente uma semana, antes de se deslocar a Carbis Bay para a cúpula, Guterres defendeu a adoção de uma perspectiva de economia de guerra: “Precisamos reconhecer que estamos em guerra com um vírus”.
*Por RTP
ESPANHA - Rafael Nadal anunciou na quinta-feira (17) que desistiu de disputar o torneio de Wimbledon e os Jogos Olímpicos de Tóquio, dizendo que tomou a decisão após consultas com sua equipe em uma tentativa de prolongar sua carreira.
O espanhol de 35 anos disse que a diferença de duas semanas entre o torneio de Roland Garros e o de Wimbledon (que começa em 28 de junho) não é tempo suficiente para que ele se recuperasse de uma temporada exigente na quadra de saibro, onde disputou cinco torneios.
“Decidi não participar do campeonato deste ano em Wimbledon e dos Jogos Olímpicos de Tóquio”, disse o duas vezes campeão de Wimbledon no Twitter.
Hola a todos. Quiero comunicaros que he decidido no participar en la próxima edición de Wimbledon que se disputará del 28 de junio al 11 de julio. Tampoco jugaré los Juegos Olímpicos previstos finalmente del 24 al 30 de julio.
— Rafa Nadal (@RafaelNadal) June 17, 2021
“Nunca é uma decisão fácil de tomar, mas depois de ouvir o meu corpo e discutir com a minha equipe, entendo que é a decisão certa”.
Nadal, 20 vezes vencedor de torneios de Grand Slam, jogou no Masters de Monte Carlo, Barcelona, Madri e Roma antes do Grand Slam no saibro francês de Roland Garros.
*Por Simon Jennings e Rohith Nair / REUTERS
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