Jornalista/Radialista
IBATÉ/SP - Após a assinatura do termo de adesão ao Programa Bolsa do Povo, a Prefeitura de Ibaté, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, convocou os 60 selecionados ao Programa Bolsa-Trabalho, conforme publicação em Diário Oficial do Estado.
Lançado no ano passado para promover assistência frente à crise causada pela pandemia de coronavírus, o Programa Bolsa Trabalho no ano de 2022 ofereceu em Ibaté 60 bolsas, tendo como prioridade as mulheres que são arrimos de família.
A iniciativa prevê bolsa-auxílio de R$ 540,00 às participantes, que irão desempenhar diversas atividades, como por exemplo, desde zeladoria até área administrativa nos diversos equipamentos públicos. Com carga horária de quatro horas diárias, durante cinco dias da semana, a permanência máxima no Bolsa Trabalho é de cinco meses. O início das atividades está previsto para a próxima segunda-feira (7).
As coordenadoras do Bolsa-Trabalho, Adriana Adegas Martinelli e Amanda Affonso Vieira, contam que as pessoas selecionadas, [após a assinatura do termo de adesão] foram convocadas a comparecer dia 3, no Centro de Convivência da Melhor Idade para uma integração, com o propósito de alinhar informações e últimos esclarecimentos antes do início da jornada de trabalho. "Orientamos à todas as selecionadas que compareceram sobre a realização de cursos de qualificação virtual, que será ministrado pela Universidade Virtual do Estado (Univesp), cursos de qualificação profissional presencial oferecido pelo município e também à aquelas que não concluíram seus estudos, a oportunidade de se matricular no EJA (Educação de Jovens e Adultos), com a opção de escolha no ato da inscrição" , explicaram.
Sobre o Bolsa Trabalho
Com a promulgação da Lei nº 17.372, de 26 de maio de 2021, o Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego passou a integrar o programa Bolsa do Povo denominado Bolsa Trabalho, que concentra a gestão dos benefícios, ações e projetos, com ou sem transferência de renda, instituídos para atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social no estado de SP.
O Estado ressaltou que o Bolsa Trabalho tem como objetivo gerar renda, ocupação, qualificação e empregabilidade para a população mais vulnerável, com apoio das prefeituras. Em 2021, em todo o Estado, o programa impactará cerca de 120 mil pessoas, sendo 30 mil bolsas para famílias com aproximadamente quatro membros.
SÃO PAULO/SP - As vendas de veículos tiveram queda de 22,8% em fevereiro no Brasil sobre o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados na quinta-feira, 3, pela Fenabrave, associação que representa as concessionárias do País. No total, foram emplacadas 129,3 mil unidades entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
Ainda que o número seja 2,2% maior do que o registrado em janeiro, o resultado foi um dos mais fracos para o mês das últimas décadas. A produção das montadoras continua comprometida pela falta de componentes eletrônicos, mas as vendas têm sido menores do que a oferta de carros. Os 255,8 mil veículos emplacados nos dois primeiros meses do ano ficaram 24,4% abaixo de 2021 e representam o pior primeiro bimestre em 17 anos.
Os números reforçam os sinais de fragilidade de demanda em meio à menor disponibilidade de renda dos consumidores, o aumento dos preços dos veículos e a elevação das taxas de juros, que prejudicam os financiamentos dos bancos.
“Segmentos, como o de automóveis, mostraram recuperação (sobre janeiro), mas vivemos, ainda, um momento complexo para o setor”, disse o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior. “Muitos têm enfrentado dificuldades para conseguir crédito, além de persistir a escassez de produtos em muitas categorias de veículos em função da falta de insumos e componentes. Isso freia o avanço das vendas”, afirmou.
O corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) promovido pelo governo na semana passada – de 18,5% no caso dos automóveis -- pode ajudar a tirar o setor do estado de letargia, ainda que seus efeitos possam ser atenuados por uma aguardada puxada da inflação global com a guerra na Ucrânia.
Estimativas de consultorias como Bright Consulting e Jato Dynamics apontam para vendas adicionais na faixa de 100 mil a 200 mil veículos durante o ano em razão do imposto mais baixo. Segundo a Bright, a redução do IPI permitirá ao mercado praticar descontos entre 1,7% e 1,8%, na média, nos preços dos carros.
A Fenabrave projeta um crescimento de 4,6% da comercialização de veículos zero quilômetro neste ano, mas diz que deve rever as previsões por causa da redução do IPI. As novas estimativas devem ser divulgadas daqui um mês.
O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, acredita em uma reação nas vendas neste mês de março por causa do corte do imposto. E afirma que a entidade está pleiteando à Receita Federal para que o IPI mais baixo também seja válido para os carros em estoque.
Vendas por segmento
O balanço da Fenabrave mostra que, somente no mercado de carros de passeio e comerciais leves, como picapes e vans, as vendas caíram 24% em relação a fevereiro de 2021, somando 120,2 mil unidades. Contra janeiro, houve alta de 3,1% no segmento.
A liderança neste ano segue com a Fiat, marca de 21% do total vendido entre janeiro e fevereiro, seguida por General Motors (12,9%), Hyundai (11%) e Volkswagen (10,4%).
As vendas de caminhões, um total de 8 mil unidades, seguem na contramão, com alta de 3,2% frente a fevereiro de 2021. Na comparação com janeiro, no entanto, as vendas de caminhões caíram 6,5%.
As vendas de motos tiveram alta de 29% em fevereiro frente ao mesmo mês do ano passado, chegando a 74,1 mil unidades. Na comparação com janeiro, houve queda de 17,4% no mercado de motocicletas novas.
Com o resultado, o setor terminou o primeiro bimestre com 163,7 mil unidades comercializadas, 14,3% acima do volume registrado nos dois primeiros meses de 2021.
Líder com folga nesse mercado, a Honda respondeu por 74,5% de todas as motos vendidas no Brasil nos dois meses. Vice-líder, a Yamaha ficou com 18,8%.
Eduardo Laguna / ESTADÃO
BRASÍLIA/DF - Em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, que ameaça a oferta de grande parte dos fertilizantes importados pelo Brasil, o governo federal vai lançar este mês um plano nacional para ampliar a produção do insumo no país. A informação é da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. 

Os fertilizantes, especialmente nitrogênio, fósforo e potássio, são largamente utilizados pelo setor agrícola brasileiro, mas 80% deles são importados, e a Rússia e a Bielorússia são dois dos principais fornecedores do produto ao Brasil. No momento, no entanto, em decorrência das sanções econômicas aplicadas contra russos e bielorrussos, por causa da invasão à Ucrânia, o Brasil não tem conseguido trazer os fertilizantes destes países.
"O Brasil, no passado, não fez um programa nacional para a produção própria de fertilizantes. Fizemos uma opção errada, lá atrás, de ficarmos importando nitrogênio, fósforo e potássio", afirmou a ministra durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. No caso do fósforo, considerado um dos fertilizantes mais importantes, a dependência externa chega a 93%.
Segundo a ministra, uma cerimônia de entrega do plano será realizada no final de março, no Palácio do Planalto. Apesar de coincidir com uma crise de abastecimento do produto, o plano vinha sendo pensado há mais tempo.
"Esse plano está pronto, não foi por causa desta crise. Isso nós pensamos lá atrás, no seu governo, de que o Brasil, uma potência agro, não poderia ficar nessa dependência, do resto do mundo, de mais de 80% nos três produtos, de vários países”, disse a ministra durante a live com Bolsonaro.
Um grupo de trabalho chegou a ser formado há quase um ano e envolveu representantes de nove ministérios.
Segundo Teresa Cristina, o plano trará um diagnóstico sobre a oferta de fertilizantes no Brasil e poderá ter como resultado, por exemplo, propostas legislativas para facilitar a produção de fertilizantes no país, como regras de licenciamento ambiental para exploração de jazidas e até permissão para extração dos minerais em terras indígenas.
Na quarta-feira (2), durante coletiva de imprensa, a ministra da Agricultura afirmou que o estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. Ela garantiu que não há problemas com a safra neste momento, porém, a safra de verão, no final de setembro e outubro, ainda gera preocupação.
CHICAGO - Os contratos futuros de trigo em Chicago subiram até o limite diário de negociação de R$3,78 ontem (3), para o nível mais alto em 14 anos, com a invasão russa da Ucrânia cortando os embarques da região que fornece quase um terço das exportações globais.
A ameaça ao fornecimento de trigo pela invasão da Ucrânia pela Rússia foi exacerbada por reduzidos estoques globais em outros grandes exportadores, como Estados Unidos e União Europeia, minando sua eficácia da oferta desses países como um “colchão” em tempos de crise.
Na bolsa de Chicago, o trigo para maio fechou a R$57,23 o bushel. Essa foi a máxima para o contrato mais ativo desde março de 2008.
Os futuros de milho dos Estados Unidos registraram ganhos acentuados, com o contrato de referência atingindo um pico de nove anos, à medida que a invasão da Ucrânia pela Rússia corta a oferta do Mar Negro e estimula a demanda por embarques dos EUA.
O milho para maio avançou para o limite diário de negociação de R$1,76, tocando a máxima para o contrato mais ativo desde dezembro de 2012. O contrato de referência terminou em alta de R$1,11, a R$37,70 o bushel.
A soja para maio fechou em alta de R$0,20 a R$84,13 o bushel.
Traders continuam monitorando as condições das safras na América do Sul. As chuvas no cinturão agrícola da Argentina, atingida pela seca, nos últimos dias melhoraram as condições, disse a bolsa de grãos de Buenos Aires ontem (3).
REUTERS
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