Jornalista/Radialista
Dirigir em condições de baixa visibilidade requer uma série de cuidados para que a viagem transcorra em segurança; veja algumas dicas
RIO CLARO/SP - Com a chegada da época mais fria do ano, torna-se mais comum a formação de neblina, principalmente durante as manhãs. E pegar a estrada nessas condições exige dos motoristas muita cautela. Isso porque a névoa que se forma reduz bastante a visibilidade, o que aumenta o risco de acidentes. O perigo é ainda maior em rodovias de pista simples.
Dirigir na neblina requer uma série de cuidados. Os procedimentos dependem da intensidade do nevoeiro. Em caso de neblina muito densa, a melhor decisão é parar o veículo em local seguro e esperar até que a visibilidade melhore. E local seguro, de acordo com o gerente de Operações da Eixo SP, Paulo Balbino, são os postos de combustíveis, bases da Polícia Rodoviária, bases de atendimento ao usuário (SAU), mas jamais o acostamento. Segundo ele, os motoristas devem seguir viagem em baixa velocidade até encontrar alguma dessas opções seguras.
Porém, se a intensidade da neblina permite dirigir com relativa segurança, a primeira grande dica ao motorista é não usar farol alto, pois ele prejudica ainda mais a visibilidade. O correto, segundo Paulo Balbino, é utilizar farol baixo ou farol de neblina, que lançam luz mais próximo do asfalto, onde a camada do nevoeiro é menos densa.
Outra recomendação importante é não ligar o pisca-alerta com o veículo em movimento. De acordo com Balbino, essa decisão pode provocar sérios acidentes porque o motorista que segue atrás poderá pensar que o veículo com o pisca-alerta ligado está parado e vai frear bruscamente, podendo ocasionar colisão traseira.
Evite ultrapassagens
Reduzir consideravelmente a velocidade do veículo no trecho com neblina também é medida de segurança que deve ser adotada nessas ocasiões. “Isso é importante porque, caso haja necessidade de usar os freios, a frenagem será mais segura”, afirma Paulo Balbino. Se a orientação é reduzir a velocidade, consequentemente, as ultrapassagens devem ser evitadas ao máximo. O motorista precisa estar preparado para frear a qualquer instante. Veículos, pessoas ou animais podem aparecer de repente.
Outra dica é o usuário, antes de sair de casa, buscar informações sobre as condições da rodovia, ligando para o serviço 0800 das concessionárias, no caso da Eixo SP o número é 0800 17 8998. Se as condições climáticas não forem favoráveis, o melhor a fazer é não pegar a estrada naquele momento.
Para aqueles que estão em viagem, a Eixo SP utiliza os painéis de mensagens variáveis (PMV), instalados ao longo do trecho sob concessão, para informar as condições do tráfego. Câmeras de monitoramento e viaturas operacionais paradas alertando os motoristas também são empregadas pela Concessionária para servir de apoio e orientação.
Paulo Balbino ressalta que praticar a direção defensiva é importante em qualquer momento, mas em situações que exigem maior atenção dos motoristas, como dirigir em meio à neblina, ela é fundamental. “A prudência na condução dos veículos salva vidas. Não importa se o motorista é experiente ou novato, é sempre importante dirigir com cautela”, orienta.
Sobre a Eixo SP
A Eixo SP Concessionária de Rodovias administra mais de 1.221 km de estradas que passam por 62 municípios da região de Rio Claro, no centro do Estado, até Panorama, no extremo oeste, na divisa com o Mato Grosso do Sul. O maior contrato sob supervisão da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) terá investimentos na ordem de R$ 14 bilhões em obras de ampliação, conservação, além da modernização de serviços ao usuário. Para mais informações acesse: www.eixosp.com.br.
ARARAQUARA/SP - Na manhã desta sexta-feira (20), uma distribuidora de gás sofreu uma tentativa de assalto, na rua José Alves de Souza Góes, na Vila Biagioni, na cidade de Araraquara.
Um homem invadiu o estabelecimento e anunciou o assalto. Após a ação, os presentes no local reagiram e entraram em luta corporal com o assaltante. Diante da situação, o homem deu coronhadas na cabeça das vítimas.
Dois irmãos, uma mulher de 34 anos e um rapaz de 29 anos, sofreram ferimentos graves na cabeça, foram socorridos pela USA (Unidade de Suporte Avançado) e encaminhados à UPA Central.
Segundo informações, a arma estava apta e em condições de realizar disparos, que só não foram efetuados pois o tambor do revólver estava travado.
A Polícia Militar deteve o assaltante no local do crime onde foi preso em flagrante.
SÃO CARLOS/SP - "Após dois anos do início da pandemia da COVID-19, período em que foram necessários aplicação de medidas sanitárias, distanciamento e isolamento social, ocorreu uma diminuição das notificações de casos de violência contra crianças e adolescentes e ao mesmo tempo um aumento da exposição à violência intrafamiliar". Foi dessa maneira que a Conselheira Tutelar Larissa Camargo iniciou a sua palestra durante a formação para o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente realizada no Paço Municipal dentro da programação da Campanha “Não Pode”.
Somente neste primeiro semestre de 2022 já foram atendidas pelos Conselhos Tutelares de São Carlos (Regiões I e II) 95 crianças e adolescentes, sendo 15% desse total com confirmação para violência sexual. Em 2021, durante o ano todo, foram atendidos 141 crianças e adolescentes, sendo 34 casos confirmados de violência sexual; em 2020 foram 79 notificações, com 12 casos confirmados para violência sexual e em 2019, antes da pandemia, foram atendidos 90 crianças e adolescentes, com 18 casos de confirmação de violência sexual.
“Nós tivemos um aumento nos números após dois anos de pandemia. Nós sabíamos que isso iria acontecer pela falta de notificação, principalmente em 2020. O que percebemos é que a maioria das crianças que atendemos são de famílias vulneráveis. Dificilmente uma criança chega somente com a situação de violência sexual, mas também de conflito familiar, envolvendo drogadição e alcoolismo dos pais ou responsáveis. Sempre é uma criança exposta a várias violações”, afirmou Larissa Camargo.
Já os casos de exploração sexual confirmados são menores. Em 2021 foram confirmados 2, em 2020, 1 caso, e em 2019 também foram 2 casos. “A exploração sexual é mais difícil de ser comprovada e admitida pelas famílias das vítimas, uma vez que ocorre um sistema de troca. Quem explora paga alimentação, uma conta de água ou de luz para a família, fornece roupas e calçados, o que torna mais difícil a denúncia e confirmação”, revela a conselheira.
Larissa Camargo também falou sobre a diferença entre violência sexual e estupro de vulnerável. “Quando a vítima tem menos de 14 anos é considerado estupro de vulnerável, mesmo que haja consentimento no ato sexual ou demais atividades”.
A pediatra do Hospital Universitário (HU) Mariana Bueno da Silva San Felice, responsável pelo ambulatório multidisciplinar “Adolescer”, foi a segunda palestrante da manhã e falou sobre os atendimentos realizados pelo Hospital Universitário (HU) de vítimas de violência. “Temos dois ambulatórios, o Acolher e o Adolecer que atendem casos referenciados pelas unidades de saúde, Conselhos Tutelares e Centros de Referência de Assistência Social. Realizamos o atendimento, ouvimos a vítima e a família, solicitamos exames e acompanhamos mensalmente essa criança. Os adolescentes passam pelo mesmo processo, porém também pedimos exames de sorologia e no caso das meninas, de gravidez e acompanhamos caso a caso. A maioria dos casos é de violência sexual, porém recebemos todos os tipos de violência”, finaliza a pediatra.
A secretária de Infância e Juventude, Ana Beatriz Sodelli, garantiu que a escuta especializada será implantada para minimizar a revitimização da criança ou adolescente e contribuir para a fidedignidade do depoimento. “O prefeito Airton Garcia já autorizou e estamos abrindo um processo licitatório para a contratação da escuta especializada, um investimento de R$ 490 mil para que o município tenha esse mecanismo”, revelou a secretária.
A escuta deve ser realizada por órgãos da rede de proteção nos campos da educação, da saúde, da assistência social, da segurança pública e dos direitos humanos, com o objetivo de assegurar o acompanhamento da vítima ou da testemunha de violência, para a superação das consequências da violação de direitos.
Participaram da palestra a secretária de Cidadania e Assistência Social, Vanessa Soriano, representantes das áreas da saúde, educação e de entidades.
CONFIRA OS NÚMEROS DOS CONSELHOS TUTELARES (UNIDADES I E II):
NÚMERO DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES ATENDIDAS COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL:
2019 – 90
2020 – 79
2021 – 141
2022 – 95
VIOLÊNCIA SEXUAL CONFIRMADA:
2019 – 18
2020 – 12
2021 – 34
2022 – 14
EXPLORAÇÃO SEXUAL CONFIRMADA:
2019 – 2
2020 – 1
2021 – 2
NÚMERO DE MEDIDAS PREVENTIVAS APLICADAS PELOS CONSELHOS TUTELARES:
2019 – 151
2020 – 131
2021 – 323
NÚMERO DE MEDIDAS PROTETIVAS APLICADAS PELOS CONSELHOS TUTELARES:
2019 – 151
2020 – 131
2021 – 323
PORCENTAGEM DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES DO SEXO FEMININO COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL:
2019 – 88%
2020 – 74%
2021 – 83%
PORCENTAGEM DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES DO SEXO MASCULINO COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL:
2019 – 12%
2020 – 26%
2021 – 17%
MÉDIA MENSAL DAS VIOLÊNCIAS:
Psicológica
2019 – 1
2020 – 2
2021 – 9
Física
2019 – 6
2020 – 6
2021 – 14
Sexual
2019 – 11
2020 – 15
2021 – 27
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