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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Aulas da pós-graduação começam no dia 1º de junho

 

SÃO CARLOS/SP - O avanço de uma proposta de aprendizagem inclusiva e a ampliação do número de pessoas com deficiência dentro da escola comum nas últimas décadas aumentou a necessidade de formação de professores para surdos, que sejam fluentes na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e tenham conhecimento cultural relacionado a área, assim como por profissionais intérpretes educacionais. Para atender essa demanda, estão abertas as inscrições na seleção para o Curso de Especialização a Distância (EaD) de Educação de Surdos em Abordagem Bilíngue (Libras/Língua Portuguesa), ofertado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 
Apesar de ter sido definido em 2005 que Libras estivesse nas escolas, só em agosto de 2021, uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases garantiu a educação bilíngue como uma modalidade de ensino, de forma transversal, desde o ensino infantil até o nível superior. "Libras deve estar no currículo e nas práticas de ensino. Isso faz com que a gente, de fato, tenha que adequar a realidade escolar ao currículo bilíngue. Na própria Lei Brasileira de Inclusão, há indicativos da necessidade de promover acessibilidade comunicacional, com urgência, nos mais variados espaços sociais e em especial na esfera educacional", diz a professora Vanessa de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia e coordenadora da especialização 
Para a especialista, o maior problema na educação dos surdos é justamente a falta de profissionais qualificados para orientar as escolas quanto ao direcionamento dos estudantes. "Muitos surdos adultos lembram com tristeza da escola, pois passaram por ela sem aprender, provavelmente porque o professor não foi capacitado com os métodos necessários. Uma criança surda precisa adquirir o aprendizado em Libras e depois ser letrada em Língua Portuguesa para poder correlacionar. As escolas devem se adaptar e isso passa, principalmente, pela formação dos educadores. Os docentes têm que conhecer muito bem a estrutura de Libras. Existe a necessidade de uma formação continuada e a especialização atende essa demanda que é e urgente", ressalta a professora. 
A pós-graduação da UFSCar conta com duas ênfases, em "Docência bilíngue na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental" e em "Tradução e Interpretação na Educação Básica". No primeiro ano do curso, é abordado o conteúdo básico relacionado a Libras, com disciplinas que compõem o eixo de teorias educacionais e de pesquisa. Já no segundo ano, ocorre a divisão das turmas por ênfase, com matérias específicas de acordo com a área de formação. Para optar pela ênfase 1 é preciso ser licenciado em Pedagogia ou Educação Especial. Já para a ênfase 2 é necessário licenciatura ou bacharelado em qualquer área e alguma prática comprovada como tradutor e intérprete de Libras em qualquer contexto de atuação. "A ênfase 2 forma intérpretes para produzir material didático, trazendo o conteúdo em Libras, que é a primeira língua da comunidade surda. O profissional precisa estar capacitado para a alfabetização de um surdo, o que demanda o preparo e materiais didáticos específicos. Queremos formar bons professores e bons intérpretes", destaca a docente. 
O Curso de Especialização a Distância (EaD) de Educação de Surdos em Abordagem Bilíngue (Libras/Língua Portuguesa) da UFSCar aborda legislação, a história da educação dos surdos, o papel da escola, além dos desafios educacionais. A educação e o currículo bilíngue, a produção de instrumentos de avaliação e a expressão facial e corporal também são tratadas. A grade curricular ainda traz os prejuízos da aquisição tardia da linguagem, o papel da cultura nos processos de aquisição e desenvolvimento da linguagem e pensamento, assim como conteúdos relacionados a como usar equipamentos eletrônicos e mídias para a construção de materiais acessíveis. "Existem surdos, que são filhos de surdos, surdos filhos de ouvintes, ouvintes filhos de surdos e a especialização também ensina a lidar com essas diferentes situações", relata a professora Vanessa. 
As aulas começam no dia 1º de junho. A formação pedagógica é voltada para todas as áreas e não oferece um conteúdo específico em Libras. Sendo assim, é preciso ter conhecimento introdutório na língua para o ingresso. O formulário de inscrição, as formas de pagamento e mais informações estão disponíveis em www.educasurdos.faiufscar.com.

Dirigir em condições de baixa visibilidade requer uma série de cuidados para que a viagem transcorra em segurança; veja algumas dicas

 

RIO CLARO/SP - Com a chegada da época mais fria do ano, torna-se mais comum a formação de neblina, principalmente durante as manhãs. E pegar a estrada nessas condições exige dos motoristas muita cautela. Isso porque a névoa que se forma reduz bastante a visibilidade, o que aumenta o risco de acidentes. O perigo é ainda maior em rodovias de pista simples.

Dirigir na neblina requer uma série de cuidados. Os procedimentos dependem da intensidade do nevoeiro. Em caso de neblina muito densa, a melhor decisão é parar o veículo em local seguro e esperar até que a visibilidade melhore. E local seguro, de acordo com o gerente de Operações da Eixo SP, Paulo Balbino, são os postos de combustíveis, bases da Polícia Rodoviária, bases de atendimento ao usuário (SAU), mas jamais o acostamento. Segundo ele, os motoristas devem seguir viagem em baixa velocidade até encontrar alguma dessas opções seguras.

Porém, se a intensidade da neblina permite dirigir com relativa segurança, a primeira grande dica ao motorista é não usar farol alto, pois ele prejudica ainda mais a visibilidade. O correto, segundo Paulo Balbino, é utilizar farol baixo ou farol de neblina, que lançam luz mais próximo do asfalto, onde a camada do nevoeiro é menos densa.

Outra recomendação importante é não ligar o pisca-alerta com o veículo em movimento. De acordo com Balbino, essa decisão pode provocar sérios acidentes porque o motorista que segue atrás poderá pensar que o veículo com o pisca-alerta ligado está parado e vai frear bruscamente, podendo ocasionar colisão traseira.

Evite ultrapassagens

Reduzir consideravelmente a velocidade do veículo no trecho com neblina também é medida de segurança que deve ser adotada nessas ocasiões. “Isso é importante porque, caso haja necessidade de usar os freios, a frenagem será mais segura”, afirma Paulo Balbino. Se a orientação é reduzir a velocidade, consequentemente, as ultrapassagens devem ser evitadas ao máximo. O motorista precisa estar preparado para frear a qualquer instante. Veículos, pessoas ou animais podem aparecer de repente.

Outra dica é o usuário, antes de sair de casa, buscar informações sobre as condições da rodovia, ligando para o serviço 0800 das concessionárias, no caso da Eixo SP o número é 0800 17 8998. Se as condições climáticas não forem favoráveis, o melhor a fazer é não pegar a estrada naquele momento.

Para aqueles que estão em viagem, a Eixo SP utiliza os painéis de mensagens variáveis (PMV), instalados ao longo do trecho sob concessão, para informar as condições do tráfego. Câmeras de monitoramento e viaturas operacionais paradas alertando os motoristas também são empregadas pela Concessionária para servir de apoio e orientação.

Paulo Balbino ressalta que praticar a direção defensiva é importante em qualquer momento, mas em situações que exigem maior atenção dos motoristas, como dirigir em meio à neblina, ela é fundamental. “A prudência na condução dos veículos salva vidas. Não importa se o motorista é experiente ou novato, é sempre importante dirigir com cautela”, orienta.

Sobre a Eixo SP

A Eixo SP Concessionária de Rodovias administra mais de 1.221 km de estradas que passam por 62 municípios da região de Rio Claro, no centro do Estado, até Panorama, no extremo oeste, na divisa com o Mato Grosso do Sul. O maior contrato sob supervisão da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) terá investimentos na ordem de R$ 14 bilhões em obras de ampliação, conservação, além da modernização de serviços ao usuário. Para mais informações acesse: www.eixosp.com.br.

ARARAQUARA/SP - Na manhã desta sexta-feira (20), uma distribuidora de gás sofreu uma tentativa de assalto, na rua José Alves de Souza Góes, na Vila Biagioni, na cidade de Araraquara.

Um homem invadiu o estabelecimento e anunciou o assalto. Após a ação, os presentes no local reagiram e entraram em luta corporal com o assaltante. Diante da situação, o homem deu coronhadas na cabeça das vítimas.

Dois irmãos, uma mulher de 34 anos e um rapaz de 29 anos, sofreram ferimentos graves na cabeça, foram socorridos pela USA (Unidade de Suporte Avançado) e encaminhados à UPA Central.

Segundo informações, a arma estava apta e em condições de realizar disparos, que só não foram efetuados pois o tambor do revólver estava travado.

A Polícia Militar deteve o assaltante no local do crime onde foi preso em flagrante.

 

 

PORTAL MORADA

SÃO CARLOS/SP - "Após dois anos do início da pandemia da COVID-19, período em que foram necessários aplicação de medidas sanitárias, distanciamento e isolamento social, ocorreu uma diminuição das notificações de casos de violência contra crianças e adolescentes e ao mesmo tempo um aumento da exposição à violência intrafamiliar". Foi dessa maneira que a Conselheira Tutelar Larissa Camargo iniciou a sua palestra durante a formação para o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente realizada no Paço Municipal dentro da programação da Campanha “Não Pode”.

Somente neste primeiro semestre de 2022 já foram atendidas pelos Conselhos Tutelares de São Carlos (Regiões I e II) 95 crianças e adolescentes, sendo 15% desse total com confirmação para violência sexual. Em 2021, durante o ano todo, foram atendidos 141 crianças e adolescentes, sendo 34 casos confirmados de violência sexual; em 2020 foram 79 notificações, com 12 casos confirmados para violência sexual e em 2019, antes da pandemia, foram atendidos 90 crianças e adolescentes, com 18 casos de confirmação de violência sexual.

“Nós tivemos um aumento nos números após dois anos de pandemia. Nós sabíamos que isso iria acontecer pela falta de notificação, principalmente em 2020. O que percebemos é que a maioria das crianças que atendemos são de famílias vulneráveis. Dificilmente uma criança chega somente com a situação de violência sexual, mas também de conflito familiar, envolvendo drogadição e alcoolismo dos pais ou responsáveis. Sempre é uma criança exposta a várias violações”, afirmou Larissa Camargo.

Já os casos de exploração sexual confirmados são menores. Em 2021 foram confirmados 2, em 2020, 1 caso, e em 2019 também foram 2 casos. “A exploração sexual é mais difícil de ser comprovada e admitida pelas famílias das vítimas, uma vez que ocorre um sistema de troca. Quem explora paga alimentação, uma conta de água ou de luz para a família, fornece roupas e calçados, o que torna mais difícil a denúncia e confirmação”, revela a conselheira.

Larissa Camargo também falou sobre a diferença entre violência sexual e estupro de vulnerável. “Quando a vítima tem menos de 14 anos é considerado estupro de vulnerável, mesmo que haja consentimento no ato sexual ou demais atividades”.

A pediatra do Hospital Universitário (HU) Mariana Bueno da Silva San Felice, responsável pelo ambulatório multidisciplinar “Adolescer”, foi a segunda palestrante da manhã e falou sobre os atendimentos realizados pelo Hospital Universitário (HU) de vítimas de violência. “Temos dois ambulatórios, o Acolher e o Adolecer que atendem casos referenciados pelas unidades de saúde, Conselhos Tutelares e Centros de Referência de Assistência Social. Realizamos o atendimento, ouvimos a vítima e a família, solicitamos exames e acompanhamos mensalmente essa criança. Os adolescentes passam pelo mesmo processo, porém também pedimos exames de sorologia e no caso das meninas, de gravidez e acompanhamos caso a caso. A maioria dos casos é de violência sexual, porém recebemos todos os tipos de violência”, finaliza a pediatra.

A secretária de Infância e Juventude, Ana Beatriz Sodelli, garantiu que a escuta especializada será implantada para minimizar a revitimização da criança ou adolescente e contribuir para a fidedignidade do depoimento. “O prefeito Airton Garcia já autorizou e estamos abrindo um processo licitatório para a contratação da escuta especializada, um investimento de R$ 490 mil para que o município tenha esse mecanismo”, revelou a secretária.

A escuta deve ser realizada por órgãos da rede de proteção nos campos da educação, da saúde, da assistência social, da segurança pública e dos direitos humanos, com o objetivo de assegurar o acompanhamento da vítima ou da testemunha de violência, para a superação das consequências da violação de direitos.

Participaram da palestra a secretária de Cidadania e Assistência Social, Vanessa Soriano, representantes das áreas da saúde, educação e de entidades.

CONFIRA OS NÚMEROS DOS CONSELHOS TUTELARES (UNIDADES I E II):
NÚMERO DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES ATENDIDAS COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL:

2019 – 90 
2020 – 79 
2021 – 141 
2022 – 95 

VIOLÊNCIA SEXUAL CONFIRMADA:
2019 – 18
2020 – 12
2021 – 34
2022 – 14

EXPLORAÇÃO SEXUAL CONFIRMADA:
2019 – 2
2020 – 1
2021 – 2

NÚMERO DE MEDIDAS PREVENTIVAS APLICADAS PELOS CONSELHOS TUTELARES:
2019 – 151
2020 – 131
2021 – 323

NÚMERO DE MEDIDAS PROTETIVAS APLICADAS PELOS CONSELHOS TUTELARES:
2019 – 151
2020 – 131
2021 – 323

PORCENTAGEM DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES DO SEXO FEMININO COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL:
2019 – 88%
2020 – 74%
2021 – 83%

PORCENTAGEM DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES DO SEXO MASCULINO COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL:
2019 – 12%
2020 – 26%
2021 – 17%

MÉDIA MENSAL DAS VIOLÊNCIAS:
Psicológica

2019 – 1
2020 – 2
2021 – 9
Física 
2019 – 6
2020 – 6
2021 – 14
Sexual
2019 – 11
2020 – 15
2021 – 27

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