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Redação

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 Jornalista/Radialista

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ESPANHA - Destino de muitos brasileiros nas férias de julho, a Espanha está imersa em uma onda de calor. Na segunda-feira, 26, por exemplo, os termômetros ultrapassaram os 44ºC na região da Andaluzia, no sul do país. A Agência Meteorológica Estatal chegou a decretar alerta em várias regiões.

Na semana passada, teve início o verão no hemisfério norte. Outros países europeus e também da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá, podem ser atingidos por fortes ondas de calor e registrar recordes de temperatura máxima nos próximos meses, como aconteceu no ano passado.

No último dia 19, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o serviço de mudança climática europeu Copernicus publicaram relatório mostrando que a Europa apresenta um ritmo de aquecimento duas vezes mais rápido do que a média mundial desde a década de 1980, e que a temperatura no continente foi 2,3ºC superior em 2022 na comparação com a era pré-industrial (1850-1900).

“Tivemos duas ondas de calor na Índia e no México. Não é improvável termos alguma onda de calor na Europa também”, diz o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

De acordo Seluchi e outros especialistas ouvidos pelo Estadão, o retorno de um verão intenso na Europa pode ocorrer em razão de dois fatores principais: as mudanças climáticas provocadas pelo aumento do efeito estufa - e que podem tornar os eventos extremos, como ondas de calor, mais frequentes -, e a elevação das temperaturas ocasionadas pelo El Niño, fenômeno que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e o desencadeamento de alterações climáticas em todo o mundo. Em anos de El Niño, as temperaturas tendem a ser acima da média.

Professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Artaxo, que também é membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), destaca que a Europa já apresenta um aumento da temperatura entre 2,2ºC e 2,4ºC, enquanto a média mundial gira em torno de 1,2ºC. “Isso faz com que a frequência de eventos climáticos extremos naquela região, em particular, como ondas de calor, seja mais intensa por conta da questão do aumento das temperaturas e do aquecimento global.”

Em 2021, o ano mais recente com uma série completa de dados, a concentração dos três principais gases do efeito estufa (carbono, metano e óxido de nitrogênio) atingiu níveis recordes e continuou aumentando em 2022, apontou o relatório da ONU e do Copernicus.

Os efeitos já estão se manifestando. Tradicionalmente frios, os países escandinavos Dinamarca, Suécia e Finlândia começam a sofrer com as altas temperaturas e com uma seca incomum, que interfere negativamente na agricultura. Em Helsinque, na capital finlandesa, os termômetros bateram 30ºC antes mesmo do início do verão. E, segundo dados do Copernicus, 89,5% do território dinamarquês já se encontrava em situação de seca no final de maio.

 

Mudanças climáticas também estão interferindo na frequência e intensidade do El Niño

Marcelo Seluchi, do Cemaden, diz que, por causa do aumento das emissões de gases poluentes e o consequente aumento do efeito estufa, a temperatura do planeta já aumentou 1,1º C. “Parece pouco, mas é muito”, diz o meteorologista. “O aumento de um grau não significa que (a temperatura) aumente de forma uniforme, mas sim a variabilidade, ou seja, aumentam o frio extremo e o quente extremo.”

Seluchi diz ainda que pode haver uma relação do aquecimento do planeta e também da frequência do fenômeno do El Niño, responsável por uma série de mudanças climáticas no mundo, como alterações em regimes de chuvas, que elevam as temperaturas da Terra de forma geral. Segundo o especialista, o aquecimento do planeta, além de causar mais eventos extremos e em intervalos curtos de tempo, está diminuindo as distâncias da ocorrência de El Niños.

“O que se tem observado é que uma forma do planeta devolver esse calor para a atmosfera é a partir da água dos oceanos, como o Pacífico, que se aquece com El Niño”, explica. “E a frequência dos fenômenos do El Niño tem também aumentado nas últimas décadas. Não apenas em número, mas também na sua intensidade.”

Por isso, diz ainda o Coordenador do Cemaden, por 2023 ser um ano de El Niño, “diversas ondas” de calor, como as presenciadas na Índia e no México, são esperadas ao redor do mundo, inclusive na Europa. “Porém, não é possível prever e saber quando, onde e em qual intensidade elas vão acontecer”, afirma.

O El Niño deverá se formar por completo nos próximos meses e aparecer, de forma mais evidente, entre os meses de setembro e outubro, segundo o climatologista Carlos Nobre, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), e especialista em estudos sobre o aquecimento global. Estatísticas indicam que há 80% de chances de a intensidade do fenômeno ser de moderada a alta e 56% de ser alta.

“Nos anos de 2015 e 2016, tivemos o El Niño mais forte em 120 anos. A temperatura do planeta chegou a subir 1,28ºC. Em 2022, foi é um ano La Niña (quando as temperaturas na Terra tendem a ser mais frias) e o mundo estava 1,15ºC grau mais quente. Isso já é um indicativo de que, neste ano, devemos ter um El Niño de moderado a forte”, explicou Nobre.

 

Calor extremo na Europa também foi sentido em 2022

Em 2022, países como Inglaterra, Itália, França, Alemanha, Holanda e Polônia registraram máximas extremamente altas. Portugal, Espanha e Grécia, por exemplo, sofreram com diversos incêndios florestais.

O Corpo do Bombeiros de Londres, que em julho do ano passado teve a maior temperatura registrada de sua história (40,2ºC), viveu um dia comparável ao da Segunda Guerra Mundial em termos de número de chamados e ocorrências. Ainda no Reino Unido, trens tiveram que ser suspensos porque o calor foi tão elevado que danificou os trilhos do sistema ferroviário.

Também em 2022, a França sofreu a pior seca já registrada no país desde 1976 entre janeiro e setembro, enquanto o Reino Unido teve o período mais seco entre janeiro e agosto do ano passado.

De acordo com uma base de dados da Organização Meteorológica Mundial, os fenômenos meteorológicos, hidrológicos e climáticos que atingiram a Europa em 2022 afetaram diretamente 156 mil pessoas e causaram 16.365 mortes, quase todas por conta das ondas de calor. A Espanha registrou mais de 4.600 mortes vinculadas ao calor extremo entre junho e agosto do ano passado.

 

Ondas de calor na Índia e México não estão relacionadas com El Niño, diz climatologista

Entre os dias 17 e 18 deste mês, a Índia registrou 96 mortes em decorrência das ondas de calor de até 44ºC que atingiram o país asiático. O México, por sua vez, somou oito óbitos causados pelas altas temperaturas.

De acordo com o climatologista Carlos Nobre, o calor intenso que vitimou mais de cem pessoas nos dois países “não está relacionado com o El Niño” porque o fenômeno ainda não está formado por completo. Ele diz que as altas temperaturas estão sendo provocadas por sistemas meteorológicos estacionários de alta pressão que pararam sobre os dois países, bloqueando a chegada de frentes frias.

“As altas pressões podem permanecer por três semanas no México e um pouco menos na Índia”, diz Nobre. “Essas ondas de calor só permanecerão nessas regiões enquanto os sistemas de alta pressão continuarem. Depois que ele desaparecer, os sistemas de baixa pressão, que são associados com frentes frias, podem atingir esses países - ainda que no verão isso aconteça com menos frequência”, acrescenta.

 

 

por Caio Possati / ESTADÃO

JAPÃO - O Japão anunciou na terça-feira, 27, a decisão de restabelecer a Coreia do Sul como nação preferencial com status de comércio acelerado a partir de 21 de julho, encerrando virtualmente uma disputa econômica de quatro anos que foi ainda mais tensa devido suas amargas disputas históricas. O ministro do Comércio, Yasutoshi Nishimura, disse a repórteres que o Japão e a Coreia do Sul também concordaram em estabelecer uma estrutura para revisar e acompanhar os sistemas conforme necessário.

O Japão e a Coreia do Sul têm consertado rapidamente seus laços à medida que aprofundam a cooperação de segurança de três vias com Washington em resposta às crescentes ameaças regionais da Coreia do Norte e da China. O restabelecimento do status preferencial da Coreia do Sul no próximo mês encerraria uma disputa que começou em julho de 2019, quando o Japão removeu a Coreia do Sul de sua “lista branca” de países que receberam aprovações rápidas no comércio, à medida que os laços se deterioravam devido à compensação pelas ações de guerra japonesas.

O Japão reforçou os controles de exportação dos principais produtos químicos usados por empresas sul-coreanas para fabricar semicondutores e monitores, levando a Coreia do Sul a registrar uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e remover o Japão de sua própria lista de países com status comercial preferencial.

Seus laços melhoraram rapidamente desde março em uma iniciativa do governo do presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol para resolver disputas decorrentes de compensação para trabalhadores forçados coreanos durante a guerra. Yoon também viajou a Tóquio para conversar com o primeiro-ministro Fumio Kishida e concordou em reconstruir a segurança e os laços econômicos dos países. Após as negociações, a Coreia do Sul retirou sua reclamação na OMC.

O Japão confirmou simultaneamente a remoção dos principais controles de exportação de produtos químicos. A Coreia do Sul também restabeleceu o status comercial preferencial do Japão. Fonte: Associated Press

 

 

ISTOÉ DINHEIRO

EUA - A tecnologia de carregamento de veículos elétricos da Tesla está sendo acelerada para se tornar um padrão dos Estados Unidos, disse o grupo de engenheiros da indústria automotiva que revisa os padrões na terça-feira.

A tecnologia de carregamento da Tesla vem ganhando força há semanas. A Volvo se juntou na terça-feira à General Motors, à Ford e à Rivian ao adotar o design de carregamento da Tesla, evitando iniciativas anteriores do governo Biden para tornar o Sistema de Carregamento Combinado (CCS) o padrão de carregamento dominante nos Estados Unidos.

A Tesla chama sua tecnologia de "Padrão norte-americano de Carregamento (NACS, na sigla em inglês)", mas ela ainda não foi aprovada como padrão nos EUA.

As ações da Tesla subiram 2,3% na terça-feira.

“O novo padrão de conector SAE NACS será desenvolvido em um prazo acelerado e é uma das várias iniciativas importantes para fortalecer a infraestrutura de carregamento de veículos elétricos da América do Norte”, disse a SAE International, uma organização de desenvolvimento de padrões para engenheiros, em comunicado nesta terça-feira.

Os Estados Unidos estão a caminho de instalar uma rede de 1,2 milhão de carregadores públicos de veículos elétricos, incluindo 1 milhão de carregadores de Nível 2, até 2030, de acordo com um estudo do Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL), um centro de pesquisa financiado pelo governo federal. O estudo não forneceu nenhuma análise de NACS e outros tipos de conectores.

Essa projeção supera a meta do governo Biden de implantar 500.000 carregadores públicos até 2030.

A construção da rede de recarga pública exigirá entre 33 e 55 bilhões de dólares em investimento cumulativo de capital público e privado, de acordo com o estudo do NREL.

 

 

Reportagem de Hyunjoo Jin em San Francisco e Trevor Hunnicutt / REUTERS

INGLATERRA - A brasileira Beatriz Haddad estreou na terça-feira (27) com vitória de virada no WTA 500 de Eastbourne (Inglaterra) e avançou às oitavas de final. O torneio serve de preparação para o Grand Slam de Wimbledon, que começa na próxima segunda (3). Atual número 12 do mundo, Bia superou a tcheca Marie Bouzkova (32ª) por 2 sets a 1 (parciais de  3/6, 6/3 e 7/6 (7-3), após 2h38 de partida.

A próxima adversária da paulistana de será a croata Petra Martić (30ª) nesta quarta-feira (28), em horário ainda a ser definido pelos organizadores.

Na partida de ontem, após perder a primeira parcial, Bia retomou o controle da partida no terceiro game do set seguinte, ao emplacar duas quebras de saque seguidas, ficando em vantagem de 4/2.  A partida seguiu acirrada: a rival theca  ainda chegou ao empate, mas a confiança de Bia foi maior e a brasileira fechou o set em 6/3, igualando o placar.

A terceira e última parcial foi a mais equilibrada, sem nenhuma quebra de saque. Na definição no tie-break, Bia abriu vantagem de 4/1, vencendo sem sustos por 7/3.

No início deste mês, Bia fez história no Torneio de Roland Garros, ao se tornar a segunda brasileira a chegar às semifinais de um Grand Slam – a pioneira foi a multicampeã Maria Eshter Bueno, em 1968, no US Open (1968). 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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