Jornalista/Radialista
SENEGAL - As autoridades senegalesas anunciaram na 2ª feira (31.07) a suspensão do acesso à internet através de dados móveis devido à "difusão de mensagens "odiosas e subversivas" nas redes sociais e apelos a manifestações após a detenção do político da oposição Ousmane Sonko.
Ousmane Sonko, o maior opositor do Presidente Macky Sall e candidato declarado às eleições presidenciais de 2024, está a ser processado por apelo à insurreição e outros crimes e infrações, anunciou o Ministério Público no sábado.
"Devido à difusão de mensagens odiosas e subversivas nas redes sociais, no contexto de uma ameaça à ordem pública, a internet móvel de dados está temporariamente suspensa em determinadas faixas horárias a partir de segunda-feira, 31 de julho", anunciou o ministro das Telecomunicações e da Economia Digital através de um comunicado de imprensa.
Ousmane Sonko deverá ser interrogado por um juiz esta segunda-feira, disse um dos seus advogados à agência AFP. O juiz decidirá se mantém ou não as acusações contra ele.
Sonko inicia greve de fome
Sonko foi condenado a 1 de junho a dois anos de prisão, um veredito que o torna inelegível a eleições, de acordo com os seus advogados e peritos jurídicos.
A sua condenação, no início de junho, desencadeou a mais grave agitação dos últimos anos no Senegal, que causou 16 mortos, segundo as autoridades, e cerca de 30, segundo a oposição.
Segundo o procurador, a detenção de sexta-feira não teve "nada a ver" com o primeiro processo em que Sonko foi julgado à revelia.
O opositor anunciou no domingo nas redes sociais que tinha iniciado uma greve de fome. Apelou também à população para que "se mantenha de pé" e "resista".
Esta segunda-feira, a coligação da oposição Yewwi Askan Wi apelou ao "povo senegalês" para que "compareça em grande número" no tribunal principal de Dakar, onde Sonko irá enfrentar o juiz.
Ao início da manhã, os manifestantes tinham bloqueado a autoestrada com portagem, informou o seu departamento de comunicação nas redes sociais, acrescentando que a polícia estava a caminho.
Sete acusações
O Ministério Público do Senegal anunciou no domingo que imputou sete acusações contra Ousmane Sonko, depois de este ter sido detido por um incidente com um polícia.
"Ele vai ser processado por incitação à insurreição, associação criminosa, atentado contra a segurança do Estado, formação de quadrilha contra a autoridade do Estado, atos e manobras para comprometer a segurança pública e criar graves distúrbios políticos, associação criminosa e roubo de um telemóvel", informou Abdou Karim Diop, procurador de Dakar.
O anúncio das acusações contra Sonko surgiu depois de este ter sido detido, na sexta-feira, por alegadamente ter "roubado violentamente um telemóvel a um polícia cujo veículo avariou perto da sua casa", tendo de seguida feito um "apelo subversivo" à população nas redes sociais.
Segundo a versão de Sonko, divulgada nas suas redes sociais, o incidente ocorreu com agentes dos serviços de informações que ele alega estarem colocados à volta da sua casa 24 horas por dia.
Sonko explicou que os agentes começaram a gravar imagens, pelo que lhes retirou o telemóvel, pedindo "à pessoa que estava a gravar para o desbloquear e apagar as imagens que captou, o que ele se recusou a fazer".
Diop explicou que o alegado furto do telemóvel de um polícia "foi apenas um dos pretextos para a sua detenção, que era iminente".
por:content_author: Lusa
UCRÂNIA - A Rússia voltou a atacar cidades do sul da Ucrânia na segunda-feira (31/07), provocando a morte de pelo menos dez civis, incluindo uma criança de 10 anos. Entre os alvos estava a cidade natal do presidente ucraniano Volodimir Zelenski.
A maior parte das mortes foi registrado em Kryvyi Rih, no sul da Ucrânia, após um ataque com mísseis. Pelo menos seis pessoas morreram na localidade, incluindo uma menina de 10 anos e sua mãe, de 45 anos. Outro míssil atingiu um centro educacional.
Um vídeo postado por Zelenski mostrou fumaça saindo de um buraco aberto na lateral de um prédio residencial de nove andares, e outro prédio de quatro andares em ruínas após o ataque.
"Notícia trágica. Seis pessoas já morreram em Kryvyi Rih", escreveu o governador regional Serhiy Lysak, no aplicativo de mensagens Telegram. "Não haverá perdão!", disse.
As autoridades também apontaram que 75 pessoas ficaram feridas na cidade, incluindo seis crianças de quatro a 17 anos. Entre os 150 moradores do prédio, 30 tiveram que ser resgatados dos escombros por socorristas. Zelenski, que cresceu nessa cidade, um centro produtor de aço com uma população pré-guerra de mais de 600.000 habitantes, condenou o ataque.
"Esse terror não vai nos assustar ou nos quebrar. Estamos trabalhando e salvando nosso povo", disse ele no aplicativo Telegram.
Kryvyi Rig já havia sido bombardeada pelos russos em meados de junho. Na ocasião, pelo menos 12 pessoas morreram num ataque contra um prédio residencial de quatro andares e um armazém.
Também nesta segunda-feira, outros quatro civis foram mortos em um ataque russo à cidade de Kherson, que foi libertada da ocupação russa em outubro de 2022.
Entre os mortos estava um funcionário da prefeitura, de acordo com a autoridades militares ucranianas. Dois de seus colegas ficaram feridos. Um homem de 65 anos que dirigia seu carro ficou gravemente ferido em um segundo ataque e morreu após ser levado para um hospital, disse o governador regional Oleksandr Prokudin no Telegram. Outras 17 pessoas ficaram feridas na localidade. A maior parte da província de Kherson permanece ocupada pelas tropas invasoras da Rússia.
Ataques russos a instalações de exportação
Ainda na segunda-feira, a Ucrânia afirmou que ataques aéreos russos destruíram cerca de 180.000 toneladas métricas de cereais no espaço de nove dias neste mês. Os ataques russos danificaram partes significativas das instalações de exportação do porto de Odessa e da cidade de Chornomorsk.
Depois de se retirar do acordo de grãos do Mar Negro que permitia à Ucrânia exportar cereais, a Rússia realizou vários ataques aéreos contra a infraestrutura portuária ucraniana.
Em reposta aos ataques, o chefe de Inteligência da Ucrânia, Kirilo Budanov, mencionou nesta segunda-feira a possibilidade de as Forças Armadas do seu país oferecerem aos navios ucranianos exportadores de grãos uma escolta militar que lhes permita transitar pelo Mar Negro.
"A Ucrânia vai ter que fazer isso porque não podemos deixar o mundo morrer de fome", disse Budanov, sem dar mais detalhes sobre o assunto, após ser questionado se a Ucrânia planeja garantir militarmente o trânsito pelo Mar Negro de navios comerciais que se dirigem aos portos ucranianos.
A Rússia anunciou em 17 de julho sua retirada do acordo de grãos, pelo qual Moscou se comprometeu com as Nações Unidas e a Turquia a permitir um corredor através do Mar Negro até três portos ucranianos para navios que exportam grãos da Ucrânia.
A saída da Rússia do acordo um ano depois de sua assinatura bloqueia mais uma vez a navegação no Mar Negro e vem desestabilizando o mercado internacional de produtos agrícolas, do qual a Ucrânia é um dos principais produtores.
Ataques à Rússia
Também na segunda-feira, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que os ataques de Moscou contra infraestruturas militares ucranianas "aumentaram consideravelmente" em resposta aos ataques contra o território russo dos últimos dias.
A península ucraniana ocupada da Crimeia e alguns territórios russos foram atacados com drones nas últimas semanas. No domingo, um ataque danificou levemente dois prédios em um bairro comercial de Moscou.
Zelenski se mostrou satisfeito com esses ataques no domingo e afirmou que a guerra estava chegando "na Rússia".
"Progressivamente, a guerra chega ao território da Rússia, a um dos centros simbólicos e suas bases militares. É um processo inevitável, natural e absolutamente justo", declarou. "A Ucrânia está ficando mais forte", acrescentou o presidente ucraniano, alertando que seu país deve se preparar para novos ataques às infraestruturas energéticas no próximo inverno europeu.
As autoridades russas começaram a instalar barreiras flutuantes para proteger a ponte da Crimeia de ataques ucranianos. A barreira contra veículos flutuantes não tripulados será colocada no Mar de Azov, ao longo de toda a extensão da ponte, a maior da Europa com 18 quilômetros, e que já foi danificada em duas ocasiões desde o início da guerra.
jps/le (EFE, AFP, Reuters, DPA, Lusa)
por dw.com
BELÉM/PA - A CBF divulgou nesta segunda-feira a definição sobre o palco da estreia do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. O Mangueirão, em Belém do Pará, receberá o jogo contra a Bolívia, no dia 8 de setembro.
Em publicação oficial, a Confederação Brasileira de Futebol destacou a reforma no estádio, que tem capacidade para 50 mil pessoas, e pontuou que delegados da Conmebol aprovaram o local após inspeção.
- As decisões na atual gestão visam unicamente as melhores condições técnicas e de logística para a Seleção Brasileira. Vamos buscar ao longo dessa eliminatória questões que consideramos prioritárias, como deslocamento dos jogadores, desgaste da equipe, menor distância entre os locais das partidas, infraestrutura que traga conforto e segurança para toda a delegação. Além disso, não será analisado um jogo isoladamente, e sim a melhor composição do conjunto das partidas - disse o presidente Ednaldo Rodrigues.
A partida marcará a estreia de Fernando Diniz no comando da seleção brasileira. O atual técnico do Fluminense acumulará as funções até o meio de 2024, quando a CBF aguarda Carlo Ancelotti, do Real Madrid, para a disputa da Copa América nos Estados Unidos.
Para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, as eliminatórias sul-americanas classificarão seis seleções de forma direta, com a sétima colocada indo para a repescagem. São 10 países na disputa.
12 anos depois
A última partida do Brasil no Mangueirão aconteceu no dia 28 de setembro de 2011, pelo Superclássico das Américas. Comandada por Mano Menezes, a Seleção venceu a Argentina por 2 a 0, gols de Lucas Moura e Neymar.
Redação do ge
O Brasil subiu ao pódio cinco vezes na segunda-feira (31), primeiro dia do Campeonato Mundial de natação paralímpica, em Manchester (Inglaterra). A pernambucana Carol Santiago faturou o primeiro ouro para ao país ao vencer a prova dos 100 metros costas, na classe S12 (baixa visão). A brasileira deixou para trás a australiana Jenna Jones, prata (1min12s27), e pela espanhola Maria Delgado (1min12s65).
First?for Brazil ???
— #ParaSwimming #Manchester2023 (@Para_swimming) July 31, 2023
?Maria Carolina Santiago swims the women’s 100m backstroke S12 in 1:08.89 and is world champion at #Manchester2023!
?Jenna Jones ??
?Maria Nadal ??
? LIVE: https://t.co/w24SWkJyae
? Schedule & results: https://t.co/fh5rQnRqsV#ThePlaceForGreatness pic.twitter.com/MvGDpwELqo
“Estou muito emocionada. Nem sei muito o que pensar. Estava na expectativa para nadar logo, mas as provas estavam atrasadas. Ainda bem que deu tudo certo. A gente só começou a competição. O programa é grande. Amanhã tem mais. Agora, eu preciso me organizar e baixar a euforia para nadar novamente”, comemorou Carol, em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Os quatro bronzes foram conquistados por Cecília Araújo, classe S8 (limitação físico-motora) nos 400m livre; Samuel Oliveira, classe S5 (comprometimento físico-motor), nos 50m livre; Douglas Matera, classe S12, nos 100m costas; e Phelipe Rodrigues, classe S10 (limitação físico-motora), nos 50m livre.
A edição deste ano vai até o próximo domingo (6 de agosto), com transmissão ao vivo na conta do Comitê Olímpico Internacional (Paralympic Games) no YouTube. As provas no Mundial ocorrem em dois períodos: as eliminatórias são disputadas de madrugada (no horário de Brasília), e as finais no turno da tarde.
Se tem pódio, tem dança! ??
— Comitê Paralímpico Brasileiro (@cpboficial) July 31, 2023
AQUI É BRASIIIIIL! ??
Parabéns, Samuka! É só o começo de uma trajetória incrível! Voa, mlk! ?#MundialDeNatação#Manchester2023 pic.twitter.com/1Ul9ZHX3YJ
A competição começou ontem (31) com 538 atletas de 67 países, entre esses estão 29 nadadores brasileiros (15 mulheres e 14 homens). A maioria da delegação nacional - 19 nadadores - têm comprometimentos físico-motores, cinco atletas têm deficiência visual, e os outros cinco se enquadram nas classes de deficiência intelectual.
100m livre S4 – 13h56 – final direta
Lídia Cruz
50m costas S5 masculino – 5h06 ou 5h08 – eliminatórias
Samuel de Oliveira
50m costas S5 feminino – 5h11 ou 5h14 – eliminatórias
Esthefany Rodrigues
150m medley SM3 – 14h56 – final direta
Susana Schnarndorf
100m livre S6 masculino – 5h33 ou 5h36 – eliminatórias
Daniel Mendes
Gabriel Melone
Talisson Glock
100m livre S6 feminino – 5h40 ou 5h43 – eliminatórias
Laila Suzigan
200m medley SM9 – 5h47 ou 5h51 – eliminatórias
Ruan Souza
100m borboleta S12 masculino – 6h15 ou 6h18 – eliminatórias
Douglas Matera
100m borboleta S12 feminino – 15h43 – final direta
Carol Santiago
Lucilene Sousa
100m costas S14 masculino – 6h22 ou 6h25 – eliminatórias
Gabriel Bandeira
100m costas S14 feminino – 6h29 ou 6h32 – eliminatórias
Ana Karolina Soares
100m peito SB13 – 6h36 ou 6h39 – eliminatórias
Guilherme Batista
Revezamento misto 4×50 – 20 pontos – 16h30 - final direta
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