Jornalista/Radialista
Celebrando 20 anos do primeiro disco, Detonautas apresenta a Tour 20 anos - acústico no dia 02 de março
SÃO PAULO/SP - “Completamente atemporal”, “músicas que enchem a alma” e “patrimônio brasileiro” são algumas das afirmações feitas por fãs nos vídeos de Detonautas Acústico no YouTube. Ultrapassando 300 milhões de streams nas plataformas e reunindo novas versões de sucessos como “Você Me Faz Tão Bem”, “Olhos Certos” e “O Retorno de Saturno”, o álbum lançado em 2009 marca a primeira vez que o Detonautas mostrou para o público uma faceta mais intimista de suas canções. Em 2023, para comemorar as duas décadas de seu disco de estreia, a banda gravou o DVD 20 anos - acústico (2023), que reacendeu neles a vontade de levar este modelo desplugado para a estrada. Assim a Detonautas Tour 20 anos - acústico foi idealizada para 2024. Em uma sequência curta de shows, a banda vai apresentar o formato inédito nos palcos. No dia 2 de março, a banda se apresenta no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Os ingressos estão disponíveis (acesse aqui).
“Essa turnê é uma celebração”, resume Tico Santta Cruz (vocal), que forma o Detonautas ao lado de Renato Rocha (guitarra), Fábio Brasil (baterista), Phil Machado (guitarra) e André Macca (baixo). “O acústico é algo muito grandioso na nossa trajetória, é uma história que merece ser levada para a estrada”, complementa o vocalista. Ter as músicas gravadas dessa maneira trouxe uma outra percepção ao grupo, como explica Tico: “quando você coloca uma canção no violão e ela funciona, é porque realmente é uma composição muito poderosa”.
O repertório de Detonautas Tour 20 anos - acústico vai percorrer diferentes fases do conjunto, incluindo músicas menos conhecidas e outras que ainda não ganharam uma versão oficial acústica. “Queremos oferecer aos nossos fãs um momento único. Vai ser uma experiência atemporal, quase como uma máquina do tempo, no sentido de transportar as pessoas para os diferentes sentimentos e fases que viveram”, finaliza Tico.
A turnê ainda passará por Curitiba, em 22 de março, no Teatro Guaíra; pelo Rio de Janeiro, no Teatro Riachuelo, dia 30 de abril; em Juiz de Fora, no Cine Theatro Central, dia 3 de maio; e em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, dia 4 de maio. Demais datas serão anunciadas em breve.
SERVIÇO
Detonautas @São Paulo
Data: 2 de março (sábado)
Local: Tokio Marine Hall - Rua Bragança Paulista, 1.281 - Várzea de Baixo - São Paulo/SP
Horário: 22h
Link de vendas: https://www.eventim.
Valores:
Camarote: R$ 220 (inteira) | R$ 110 (meia-entrada)
Setor Vip: R$ 220 (inteira) | R$ 110 (meia-entrada)
Frisa: R$ 180 (inteira) | R$ 90 (meia-entrada)
Setor 01: R$ 180 (inteira) | R$ 90 (meia-entrada)
Setor 02: R$ 140 (inteira) | R$ 70 (meia-entrada)
Cadeira Alta: R$ 120 (inteira) | R$ 60 (meia-entrada)
Setor 03: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia-entrada)
EUA - O cantor Paul McCartney revelou, durante o podcast 'A Life in Lyrics', a origem de um verso da música "Yesterday", uma das canções mais conhecidas dos Beatles.
Ele disse que a inspiração por trás do verso "I said something wrong" (Eu disse algo errado) foi uma conversa que envergonhou sua mãe, uma pessoa que ele considerava chique.
"Estávamos no quintal e ela falava de forma elegante. Ela era de origem irlandesa e era enfermeira. Portanto, estava acima da média", disse o cantor. Durante a conversa, ele considerou pomposo o modo como ela pronunciou uma palavra. Por isso, a corrigiu repetindo o mesmo termo, só que de forma mais coloquial.
"E ela ficou um pouco envergonhada. Lembro-me de ter pensado mais tarde: 'Meu Deus, eu queria nunca ter dito isso.'" McCartney escreveu "Yesterday" quase uma década depois que sua mãe, Mary, morreu de câncer.
Está disponível desde o ano passado edições atualizadas das coletâneas "1962-66" e "1967-70", conhecidas respectivamente como os álbuns vermelho e azul.
Os discos, que reúnem os maiores sucessos da banda inglesa, ganharam novas faixas. Além disso, elas foram remixadas por Giles Martin, filho do lendário George Martin, produtor que ficou conhecido como o "quinto beatle".
POR FOLHAPRESS
SÃO PAULO/SP - A partir de março, o mutuário do Minha Casa, Minha Vida que trabalha com carteira assinada estará mais próximo de receber uma ajuda para comprar o imóvel próprio. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverá regulamentar o FGTS Futuro, modalidade que permite o uso de contribuições futuras do empregador ao fundo para comprovar renda maior e comprar imóveis mais caros ou reduzir o valor da prestação.
Inicialmente, a novidade funcionará em caráter experimental, para cerca de 60 mil famílias da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, com renda mensal de até dois salários mínimos. Caso a iniciativa seja bem sucedida, o governo federal poderá estender a iniciativa a todos os beneficiários do programa, que atende a famílias com renda de até R$ 8 mil mensais.
Instituído pela Lei 14.438/2022, no governo anterior, o FGTS Futuro nunca foi regulamentado. Na época, a legislação permitia o uso dos depósitos futuros no fundo para pagar parte da prestação.
No ano passado, a Lei 14.620, que recriou o Minha Casa, Minha Vida, autorizou o uso do FGTS Futuro também para amortizar o saldo devedor ou liquidar o contrato antecipadamente. No entanto, seja para diminuir a prestação ou nas outras situações, a utilização do mecanismo tem riscos, caso o trabalhador seja demitido e não consiga outro emprego com carteira assinada.
Todos os meses, o empregador deposita, no FGTS, 8% do salário do trabalhador com carteira assinada. Por meio do FGTS Futuro, o trabalhador usaria esse adicional de 8% para comprovar a renda. Com o Fundo de Garantia considerado dentro da renda mensal, o mutuário poderá financiar um imóvel mais caro ou comprar o imóvel inicialmente planejado e reduzir o valor da prestação.
Na prática, a Caixa Econômica Federal, agente operador do FGTS, repassará automaticamente os depósitos futuros do empregador no Fundo de Garantia para o banco que concedeu o financiamento habitacional. O trabalhador continuará a arcar com o valor restante da prestação.
O oferecimento da novidade ao trabalhador ainda levará tempo. Caso o Conselho Curador regulamente a medida em março, a Caixa Econômica Federal precisará definir uma série de normas operacionais. Elas explicarão como o banco transferirá os depósitos de 8% do salário ao agente financiador do Minha Casa, Minha Vida, assim que a contribuição do patrão ao FGTS cair na conta do trabalhador. Somente 90 dias após a edição das normas, as operações com o FGTS Futuro serão iniciadas.
O Ministério das Cidades forneceu uma simulação de uso do FGTS Futuro por uma família com renda de até R$ 2 mil que compra um imóvel no Minha Casa, Minha Vida. Nesse exemplo, a família pode comprometer até 25% da renda (R$ 500) com a prestação.
Com o depósito de R$ 160 do empregador na conta vinculada do FGTS, o trabalhador poderá financiar um imóvel de maior valor, pagando prestação de R$ 660. Em tese, também é possível comprar o imóvel inicialmente planejado e reduzir a prestação para R$ 340, mas esse ponto ainda depende de regulamentação do governo.
O mutuário precisará estar atento a riscos. O governo ainda discute o que acontecerá com o trabalhador que perder o emprego. A Caixa Econômica Federal estuda a suspensão das prestações por até seis meses, com o valor não pago sendo incorporado ao saldo devedor. Essa ajuda já é aplicada a financiamentos habitacionais concedidos com recursos do FGTS.
Mesmo que as prestações sejam suspensas, o trabalhador deverá estar ciente de que, caso perca o emprego, terá de arcar com o valor integral da prestação: o valor que pagava antes mais os 8% do salário anterior depositados pelo antigo empregador. Caso não consiga arcar mais com as prestações por mais de seis meses, o mutuário perderá o imóvel.
Por Welton Máximo - Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - O discurso de Jair Bolsonaro (PL) durante ato na avenida Paulista no domingo (25) provocou críticas de governistas e reforçou a linha de investigação de que houve uma trama de tentativa de golpe de Estado, na avaliação de integrantes da Polícia Federal.
Em fala aos milhares de apoiadores que compareceram à manifestação, Bolsonaro se defendeu da acusação, mas indicou saber da existência de minutas de texto que buscavam anular a eleição do presidente Lula (PT).
"O que é golpe? É tanque na rua, é arma, conspiração. Nada disso foi feito no Brasil", disse. "Agora o golpe é porque tem uma minuta do decreto de estado de defesa. Golpe usando a Constituição? Tenha paciência", afirmou o ex-presidente diante de seus apoiadores.
Para investigadores da PF, é possível deduzir das declarações do ex-presidente que ele sabia da existência das minutas e estava ciente de tratativas para tentar impedir a posse de Lula. O ato entrará no contexto de toda a investigação sobre a trama.
Aliados de Bolsonaro avaliam que o presidente não admitiu ter relação com a elaboração de minutas, apenas disse que eventuais textos que existiam eram inexequíveis. Na semana passada, Bolsonaro ficou em silêncio em depoimento à PF.
Para os investigadores, o ex-presidente não só participou da elaboração como chegou a fazer alterações em uma minuta para legitimar um golpe de estado.
Neste domingo, além de tentar se defender das acusações da PF, Bolsonaro diminuiu o tom da agressividade contra o STF (Supremo Tribunal Federal), disse buscar a pacificação do país e pediu anistia aos presos pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023.
Ministros do STF minimizaram o ato e disseram, em conversas reservadas, não haver surpresa com o teor do protesto.
Já petistas criticaram o que chamaram de tentativa de Bolsonaro de normalizar a trama para um golpe e rechaçaram a hipótese de dar anistia a condenados pelo Supremo por participação nos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
A presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nas redes sociais que Bolsonaro "continua sendo e sempre será uma ameaça à democracia".
"O que Bolsonaro fez foi terceirizar para [o pastor Silas] Malafaia os ataques que sempre fez à Justiça, às instituições e à verdade", escreveu a deputada no X, antigo Twitter.
Gleisi também disse que Bolsonaro deveria ter apresentado a sua versão sobre a tentativa de golpe à Polícia Federal. "Seria confrontado com as provas da conspiração, que previa tropas na rua e prisão de ministros e adversários", declarou ela.
Para a deputada, o ex-presidente mirou a "própria impunidade" ao pedir anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse à Folha que Bolsonaro tentou "naturalizar" os ataques às sedes dos Três Poderes para aliviar as investigações sobre suposta mobilização golpista do antigo governo.
"Não pode ter anistia. Não vamos dar anistia para quem cometeu crime contra a democracia", disse Guimarães.
O deputado também afirmou que os governadores que participaram do ato na Avenida Paulista são "cúmplices de uma tentativa de golpe e reedição da democracia". Além do governador paulista, Tarcísio de Freitas, participaram do ato Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Ronaldo Caiado (Goiás).
O ex-ministro José Dirceu afirmou que Bolsonaro "amarelou" no ato deste domingo. Ele avaliou ainda que o ex-presidente atuará em duas frentes. "Uma mobilização para pedir anistia. Outra, a golpista, que não deixará, haja visto as mudanças na Polícia Militar de São Paulo, que pode virar uma milícia bolsonarista", afirmou Dirceu.
"O tempo dirá qual prevalecerá. De nossa parte, nada de anistia e sim a Constituição e as leis", disse ainda o ex-ministro.
Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), ironizou o protesto. Ele publicou nas redes sociais as fotos de Lula e Bolsonaro com a legenda "eleito" e "não eleito". "A imagem que nocauteia qualquer manifestação golpista em 36 segundos", afirmou Randolfe.
Também nas redes sociais, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que "quem pede anistia é que já sabe que será condenado".
A investigação da Polícia Federal que mira Bolsonaro tem como uma de suas bases mensagens e delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro na Presidência da República.
Outros elementos ainda em fase de investigação são a reunião de teor golpista na qual, em julho de 2022, o então presidente sugere formas para atacar o sistema eleitoral e, já após a eleição, o papel dele na elaboração de uma suposta minuta de decreto na qual seria fundamentado o golpe de Estado.
No ato deste domingo, poucos aliados de Bolsonaro discursaram e aqueles que falaram tentaram adotar tom ameno. Quem destoou foi o pastor Silas Malafaia, organizador do protesto, que disparou críticas ao STF.
Aliados viram o discurso dele como excessivo e buscaram desprender a imagem de Bolsonaro da do evangélico.
POR FOLHAPRESS
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