Jornalista/Radialista
SÃO PAULOS/SP - O setor do turismo no país faturou R$ 55,4 bilhões nos três primeiros meses do ano, valor superior ao melhor resultado da série histórica, registrado em 2014, quando o setor faturou R$ 52,5 bilhões no primeiro trimestre do ano.
Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em comparação ao desempenho do setor nos três primeiros meses do ano passado, o setor do turismo em 2025 faturou 5,8% a mais, já corrigida a inflação. Em março, o setor registrou faturamento de R$ 18 bilhões, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo mês do ano passado – o melhor resultado para março desde 2012.
“O setor tem apresentado aceleração mesmo diante do aumento dos juros e da inflação. O turismo não é uma atividade de consumo contínuo, mas de planejamento, e o número crescente de pessoas empregadas formalmente no país está levando a um aumento nas despesas com as desejadas férias”, destacou a FecomercioSP, em nota.
Na análise regional, a Bahia obteve o melhor desempenho em março: o faturamento do turismo cresceu 20,4%, impulsionado pelo carnaval. Em seguida, Rio de Janeiro (16,8%) e Ceará (13,9%), também beneficiados pelo período festivo.
O estado de São Paulo, com o maior peso na análise, registrou alta de 4,8%, com faturamento de R$ 4,5 bilhões. Já Mato Grosso apresentou queda de 9,7%, seguido por Roraima (-7,1%) e Rio Grande do Sul (-6,3%).
por Agência Brasil
FRANÇA - Após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, na quinta-feira (5) em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a hospitalidade que, segundo ele, “somente um grande amigo pode oferecer” e pediu apoio do mandatário francês para um acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Em entrevista coletiva, Lula lembrou que o Brasil assume a presidência do bloco sul-americano no próximo semestre, para um mandato de seis meses.
“Quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia”, disse, ao se dirigir diretamente a Macron.
“Portanto, meu caro, abra o seu coração para a possibilidade de fazer esse acordo com o nosso querido Mercosul”, completou Lula. “Essa é a melhor resposta que nossas regiões podem dar diante do cenário de incertezas criado pelo retorno do unilateralismo e do protecionismo tarifário.”
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - A conta de Augusto Melo, presidente afastado, recebeu mais de R$ 152 mil em espécie, em movimentações consideradas incomuns, segundo investigação da Polícia Civil incorporada à manifestação do pedido de habeas corpus do ex-dirigente do Timão, que busca anular o indiciamento no inquérito do caso VaideBet.
Entre dezembro de 2023, pouco depois da eleição no Corinthians, e abril de 2024, antes de estourar publicamente o escândalo envolvendo a VaideBet, a conta de Augusto Melo em um banco recebeu R$ 152.070, totalizados em valores em espécie com depósitos de até R$ 2 mil.
De acordo com o relatório ao qual o ge teve acesso, a prática é suspeita de tentar “burlar os mecanismos de controle”, a fim de esconder a identificação dos responsáveis pelos depósitos em espécie.
Desde 2020, o Banco Central definiu que somente depósitos acima de R$ 2 mil necessitam de identificação.
A informação sobre o relatório da polícia e as movimentações consideradas incomuns na conta do presidente afastado do Timão foram publicadas pelo “UOL” e confirmadas pelo ge.
A reportagem confirmou que, somente no dia 1º de dezembro, uma semana após a eleição, Augusto Melo recebeu R$ 31.850,00, divididos em 16 depósitos não identificados de até R$ 2 mil.
O relatório, na visão da Polícia, referenda a suspeição por parte do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que havia identificado as movimentações.
Os extratos analisados pelas autoridades com a quebra dos sigilos bancários identificaram o período ocorrido dessas movimentações. No caso, entre dezembro de 2023 e abril de 2024.
Veja os depósitos identificados:
Ainda no relatório, a partir dos depósitos em espécie, Augusto Melo recebia transferências via PIX em valores irrisórios na sequência, como uma forma de identificação de quem transferia o dinheiro anterior.
Carlos Eduardo Melo Silva, o Kadu Melo, sobrinho do presidente afastado e conselheiro do clube, foi um dos nomes identificados com transferências de PIX de até R$ 100, na sequência de depósitos financeiros.
A Polícia Civil diz que a prática sequencial de depósitos em dinheiro vivo, ainda mais no limite de R$ 2 mil para esconder o remetente, levanta suspeita de fragmentação de recursos.
Em nota enviada à reportagem, Augusto Melo se defendeu sobre as novas acusações e assegurou que todas as movimentações são legais, devidamente registradas.
Veja a posição do presidente afastado do Corinthians:
Todas as minhas transações bancárias foram entregues à Polícia para investigação por minha vontade. Os valores que ali constam todos em minha declaração de Imposto de Renda, feita anualmente.
Sou dono de comércio e de um estacionamento, muitas vezes o dinheiro que entra é em espécie e o meu pró-labore e de meus sócios são retirados em dinheiro vivo, para isso, eu preciso que seja depositado em minha conta.
Minhas contas e vida são limpas e estou sempre à disposição para esclarecimentos, seja do torcedor, da imprensa ou das autoridades responsáveis por quaisquer investigações.
Por José Edgar de Matos - ge
SANTA CRUZ DO SUL/RS - Há cerca de 250 milhões de anos, o planeta viveu provavelmente o maior evento de extinção de formas de vida, apelidado de A Grande Morte. Estima-se que mais de 95% das espécies marinhas e 70% das linhagens de vertebrados terrestres tenham desaparecido, nesse período, que marca o fim da era Paleozóica e início da Mesozóica.
Acredita-se que, alguns milhões de anos depois evento extremo, tenham surgido e se diversificado os dinossauros.
Um fóssil descoberto há décadas em Santa Cruz do Sul (RS) e guardado, desde então, na coleção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), lança nova luz sobre esse momento da evolução dos dinossauros.
A descrição do fóssil, que pertenceria a uma nova espécie, batizada de Itaguyra oculta, foi feita por paleontólogos brasileiros e argentinos, com base em dois ossos fossilizados, que integravam a cintura pélvica do animal, um ílio e um ísquio.
O estudo foi publicado nesta sexta-feira (30), na publicação Scientific Reports (um dos periódicos da revista Nature).
Os pesquisadores analisaram a morfologia dos ossos e constataram que se tratava de um integrante do grupo dos silessauros (pertencente ao clado dos répteis) e não um cinodonte (clado ao qual pertencem os mamíferos).
Os silessaurídeos são considerados dinossauromorfos, um grupo mais amplo que inclui os dinossauros e outras linhagens, mas há controvérsias sobre se eles são dinossauros ou apenas um grupo-irmão desses répteis mais famosos.
O estudo mostra que o fóssil tem cerca de 237 milhões, um período pouco documentado para os silessauros, e indica que este grupo de animais teve uma presença contínua no território da atual América do Sul durante o Triássico.
A partir das conclusões do estudo, os pesquisadores sustentam que os silessauros são dinossauros, mais precisamente integrantes da linhagem dos ornitísquios, e não apenas seus parentes próximos.
Segundo o pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) Voltaire Paes Neto, autor principal do estudo, “a descoberta preenche um hiato temporal crítico e sustenta a ideia de que os silessauros não apenas são próximos dos dinossauros, mas podem ser os primeiros representantes dos ornitísquios”.
“Se essa hipótese for confirmada, Itaguyra Occulta passa a figurar entre os dinossauros mais antigos do mundo”, afirma o paleontólogo.
O diretor do Museu Nacional e coautor do estudo, Alexandre Kellner, explica que “toda a diversidade de dinossauros que conhecemos se divide em duas grandes linhagens: os saurísquios e os ornitísquios, grupos reconhecidos há mais de um século e meio pela ciência. Contudo, como se deu a origem dessas linhagens ainda é um enigma”.
O silessauros incluem animais de pequeno porte, geralmente quadrúpedes e onívoros ou herbívoros, que viveram no final do Triássico e deixaram registros fósseis em diversas regiões da antiga Pangeia, incluindo a atual América do Sul.
“A presença contínua de silessauros no Brasil reforça o papel do sul do país como um território-chave para entender a origem e diversificação dos dinossauros”, destaca o paleontólogo Flávio A. Pretto, pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e coautor do estudo.
O nome da nova espécie remete à origem do achado. "Itaguyra" combina palavras da língua tupi para "pedra" (ita) e "ave" (guyra). Já "occulta" é uma referência ao fato de os restos terem permanecido “escondidos” entre outros materiais por décadas
Além da UFSM e do Museu Nacional, participaram do estudo pesquisadores da UFRGS, da Universidade Federal do Pampa (Unimpa) e do Museo Argentino de Ciencias Naturales, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do projeto INCT-Paleovert.
AGÊNCIA BRASIL
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