Jornalista/Radialista
São Carlos/SP – As operações de alimentação, lazer, salão de beleza e barbearia do Iguatemi São Carlos retomam suas atividades presenciais neste sábado (24), das 11h às 19h, conforme as diretrizes da Fase de Transição apresentada pelo Governo do Estado de São Paulo. Lojas e quiosques também seguem abertos, no mesmo horário.
O público está restrito a 25% da capacidade total e o centro de compras mantém todos os protocolos de segurança e proteção recomendados pelas autoridades e órgãos competentes, como o uso obrigatório de máscaras.
Os serviços de drive thru, take away (retirada no balcão) e delivery continuam a ser disponibilizados normalmente. Mais informações no site do shopping (www.iguatemisaocarlos.com.br).
Serviço
Shopping Iguatemi São Carlos
Endereço: Passeio dos Flamboyants, 200, São Carlos
Informações: www.iguatemisaocarlos.com.br
SÃO CARLOS/SP - A Lei que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) completa 19 anos, hoje (24 de abril). No dia 24 de abril de 2002, a Lei nº 10.436 foi sancionada reconhecendo a Libras como meio legal de comunicação das comunidades surdas do país, e criada para promover a inclusão social dessas pessoas em todas as esferas da sociedade. Por meio da Libras, todos os cidadãos podem comunicar e expressar suas ideias, pensamentos e sentimentos livremente independentemente de suas limitações.
Para quem não entende, mais parece um combinado de gestos criados para facilitar a comunicação dos surdos. Ledo engano. A Língua Brasileira de Sinais, assim como o próprio nome diz, é uma língua, e é tão complexa como qualquer outra, considerando o seu status de língua por ser composta por diferentes níveis linguísticos, possuindo expressões e estruturas gramaticais próprias. Ao contrário do que muitos pensam, cada país possui a sua língua de sinais, assim como suas respectivas línguas orais. A Libras, por exemplo, é uma sigla que representa a língua de sinais falada no Brasil. Do mesmo modo, tem-se a língua americana de sinais, a língua de sinais britânica, mexicana, espanhola, holandesa, e assim por diante. No caso da Libras, esta tem origem na língua de sinais francesa, e com o passar do tempo, incorporou expressões e regionalismos próprios do Brasil.
Hoje, aprender Libras é fundamental para o desenvolvimento nos aspectos social e emocional, não apenas da pessoa surda, mas também de todos que fazem parte do seu convívio. Ainda assim, o ensino da língua de sinais é bastante precário no país. Muitos surdos aprendem a língua fora do seu ambiente familiar, e na maioria das vezes, esse aprendizado se dá na escola e/ou na própria comunidade surda, em espaços como as associações, por exemplo. Aprender a Língua Brasileira de Sinais é evoluir pessoal e profissionalmente, além de incluir e fazer com que a sociedade seja mais receptiva e dê mais acesso e oportunidades às pessoas surdas que se comunicam por meio dela.
Algumas paróquias e igrejas em São Carlos realizam cursos gratuitos, mas infelizmente a procura pelo aprendizado ainda é muito pequeno.
A Associação dos Surdos de São Carlos (ASSC), faz um lindo trabalho de inclusão, integração, promoção, visibilidade tanto da Libras quanto dos sujeitos que a utiliza para se comunicar. Conheça a Associação que fica localizada na Avenida Comendador Alfredo Maffei Nº1372, Centro de São Carlos e visite o site www.assc.org.br.
Este jornalista que vos escreve acha que necessita de investimento nos recursos humanos e materiais, principalmente quando se trata da inclusão pela língua de sinais, que, requer um grande investimento do poder público e privado tanto na área educacional, quanto na estrutural para que todos sejam inclusos nesse mundão de Deus. #InclusãoJá
SÃO CARLOS/SP - O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, é um transtorno do neurodesenvolvimento que inicia-se na infância e, geralmente, acompanha o indivíduo ao longo de sua vida, acarretando impactos de caráter social, acadêmico e profissional.
O Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade passou por diferentes modificações em suas nomenclaturas e conceitos, desde sua primeira descrição. Atualmente, o TDAH é descrito pelo DSM-V (APA, 2014), como transtorno do neurodesenvolvimento com sintomas que envolvem níveis de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade e impulsividade, com manifestação inicial na infância.

A desatenção e desorganização envolvem comportamentos consequentes de recorrentes perdas de seus pertences; aparência de que a criança não está ouvindo o que o outro está lhe dizendo; dificuldades em manter atenção e concluir uma tarefa. Já a hiperatividade e impulsividade são definidas como a agitação motora, dificuldades em permanecer sentado, incapacidade em aguardar a sua vez e se intrometer na atividade do outro.
Em relação à prevalência, dados da literatura demonstram maior prevalência do transtorno em meninos e a idade mais marcante para manifestação dos sintomas é a escolar, dos 6 aos 12 anos.
Na infância, o TDAH representa um dos transtornos psiquiátricos mais comuns no Brasil, sendo assim um dos transtornos mais recorrentes à consulta com neuropediatras e o país ocupando o segundo maior índice de consumidor mundial de Metilfenidato, o medicamento mais indicado para o controle dos sintomas de desatenção/hiperatividade.
Mas qual a causa do TDAH? A origem do transtorno pode ser considerada multifatorial e complexa, possui a contribuição de fatores genéticos e ambientais tendo bases neurobiológicas com anormalidades no sistema nervoso central. Contudo, ainda há lacunas no conhecimento dos mecanismos específicos que conectam genótipo, processos neurais e sintomas cognitivos e comportamentais.
No que tange os fatores ambientais, o uso de tabaco e álcool e a presença de chumbo no ambiente durante a gestação leva a complicações na gestação, no parto ou ao recém-nascido. Prematuridade, baixo peso, situações ambientais extremas na infância, adversidades psicossociais e inconsistência na função parental são fatores de risco relacionado ao transtorno.
Apesar de muito avanço no que diz respeito à compreensão do TDAH ao longo dos anos e aos avanços científicos ligados à genética e exames de neuroimagem, seu diagnóstico é, essencialmente clínico.
Para auxiliar nessa avaliação clinica e estruturar intervenções adequadas deve ser realizado a avaliação neuropsicológica que utiliza métodos clínico-experimentais de observação e de mensuração do comportamento humano por meio da avaliação com instrumentos padronizados.
É muito importante que no caso de dúvidas com relação à dificuldade de atenção a família procure ajuda profissional e faça a avaliação, sabemos hoje que 70% das crianças com TDAH têm pelo menos um transtorno psiquiátrico com comorbidade, entre essas, a taxa de comorbidade de transtorno de aprendizagem se apresenta em média de 45%, sendo o baixo desempenho escolar um dos prejuízos funcionais mais frequentes no TDAH.
*Texto Escrito Por: Thaise Fernanda Mendes Soares CRP: 06/128703
Programa Confortável Mente
Instagram: @confortavelmente_psi
Facebook: Confortável Mente
Projeto convida profissionais para responderem questionário eletrônico
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa desenvolvida no curso de graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende fazer um levantamento a respeito da assistência fisioterapêutica dentro das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) - específicas para pacientes adultos - do Brasil. A proposta é compreender como se dá a escolha dos diversos recursos e técnicas utilizados por fisioterapeutas que trabalham nesses ambientes, se essas escolhas são baseadas em evidências científicas e se há protocolos de assistência estabelecidos. O estudo é realizado por Ana Luiza Camargo, graduanda do último ano do curso de Fisioterapia, sob orientação de Adriana Sanches Garcia de Araújo, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar.
A pesquisadora explica que a ação do fisioterapeuta em uma UTI-Adulto é essencial e capaz de melhorar os resultados dos tratamentos, reduzir os riscos associados aos cuidados intensivos e minimizar os custos gerados por esse tipo de internação, desde que seja bem prescrita. "O fisioterapeuta que trabalha em uma UTI-Adulto atua na prevenção e diminuição da fraqueza muscular adquirida, minimizando efeitos que podem levar à queda da qualidade de vida e ao aumento da mortalidade. Além disso, é responsável por executar terapias diretamente relacionadas a disfunções respiratórias, tais como expansão pulmonar e de higiene brônquica, e auxílio na condução da ventilação mecânica", enumera Camargo.
No entanto, de acordo com ela, ainda há poucos estudos - e os que existem são antigos - que demonstrem as práticas dos fisioterapeutas nas UTIs do País. "Esse levantamento é necessário pois, com o avanço das pesquisas de qualidade e o surgimento de novas intervenções com evidências científicas, entende-se que há a necessidade de atualização profissional e de adoção de tais práticas nas unidades assistenciais. Sendo assim, elaborar um estudo que contemple o levantamento de dados atuais, que mostrem como são estabelecidas as práticas dos profissionais fisioterapeutas de UTIs brasileiras, é interessante para identificar os pontos fortes e fracos dessa atuação", destaca a graduanda. Além disso, Camargo alerta que a falta de embasamento científico leva à realização de condutas e terapias sem qualidade comprovada e, possivelmente, sem efeitos benéficos a curto, médio e longo prazos, podendo até causar malefícios aos pacientes.
De acordo com ela, as informações obtidas poderão, futuramente, contribuir no estabelecimento de rotinas e protocolos assistenciais, permitindo um processo de tomada de decisão assistencial de qualidade, além de fornecer subsídios para a oferta de capacitações aos profissionais atuantes em UTIs.
Para realizar a pesquisa, estão sendo convidados fisioterapeutas atuantes em UTIs-Adulto de qualquer região do Brasil (sistemas público ou privado de saúde). Os voluntários devem responder este questionário eletrônico (https://bit.ly/32kGwwG), com cerca de 15 minutos de duração, até o mês de setembro. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.