Jornalista/Radialista
O período preparatório para o exame é uma verdadeira maratona, mas pode ser cumprido sem estresse e com planejamento
SÃO CARLOS/SP - A edição de 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está marcada para os dias 21 e 28 de novembro, e a proximidade cada vez maior aumenta a expectativa de estudantes do ensino médio e de vestibulandos. O exame avalia temas variados, mas uma das etapas mais temidas da prova é a redação. No entanto, a escrita não precisa ser um tabu para os participantes, segundo Cinthia Tragante, docente da área de linguagens do Ensino Médio Técnico do Senac São Carlos.
“As melhores redações são aquelas em que os alunos conseguem relacionar diversos conhecimentos de maneira coerente e organizada, propondo intervenções com raciocínio lógico e análise crítica”, orienta.
A docente reforça ainda que, independentemente do tema, é importante que o estudante tenha um olhar amplo sobre os assuntos mais relevantes. “Não é só saber o que aconteceu, mas entender os impactos e as mudanças que diversos eventos trazem nas esferas econômica, cultural e social do nosso país e do mundo.”
Para reforçar o período de treinamento para o Enem, os alunos do Ensino Médio Técnico do Senac São Carlos participam de simulados baseados nos exames anteriores e que sugerem também possibilidades para a prova de agora, além de estarem inseridos em grupos de estudos que mesclam as diferentes áreas do conhecimento. Dessa forma, eles aprendem a se posicionar e argumentar sobre óticas distintas, porém, sempre respeitando as diferenças.
O grupo de estudos Lápis em Mãos, do Senac local, é um deles, capaz de despertar o aluno para discussões sobre temáticas atuais, permitindo o desenvolvimento de habilidades multidisciplinares. Marcela Dias Teodósio, docente da área de linguagens e do grupo de estudos da unidade, ressalta que o Enem é uma prova focada na interdisciplinaridade.
Segundo ela, o exame trabalha as áreas do conhecimento de maneira ampla, permitindo que o aluno exponha sua formação multidisciplinar nas questões e na redação. “E o grupo de estudos Lápis em Mãos auxilia os estudantes a desenvolverem um olhar crítico por meio da leitura e do debate de assuntos que poderão ser o diferencial para o sucesso na prova e na redação”, pontua.
Confira dicas para treinar a redação:
1. Saia da zona de conforto: leia vários tipos de textos, de diferentes fontes;
2. Absorva informações para utilizar nos textos;
3. Compreenda o que a banca examinadora está solicitando;
4. Saiba argumentar, se coloque no texto também, não em primeira pessoa, mas traga seus posicionamentos por meio de frases como "isso é um equívoco", "esse cenário é trágico", "infelizmente";
5. Na introdução, você precisa identificar os pontos que serão discutidos no desenvolvimento, ou seja, oriente o leitor sobre a ideia principal do seu texto, use as conjunções e mantenha o cuidado para evitar a repetição de palavras, a fim de não deixar a impressão de falta de leitura e vocabulário;
6. Escreva as redações em um rascunho antes de transcrever a versão final;
7. Evite citações prontas e encontradas na internet. Mostre repertório linguístico e cultural, seja simples, lembrando-se de que texto longo não é sinônimo de um material de qualidade;
8. Ao longo do período preparatório, reescreva as redações para corrigir os erros.
Sobre o Ensino Médio Técnico do Senac
Com duração de três anos, o curso propõe uma experiência educacional por meio de métodos, metodologias e estratégias que proporcionam o desenvolvimento de competências de maneira prática e reflexiva. Além disso, o modelo de ensino conta com um corpo de docentes preparados para atuar em um nível educacional interdisciplinar, incentivando os jovens a atuarem com protagonismo frente aos desafios que serão propostos.
Para saber mais sobre o Ensino Médio Técnico em Informática do Senac São Carlos, acesse o Portal: www.sp.senac.br/ensinomedio. As matriculas poderão ser realizadas a partir de 8 de setembro.
Serviço:
Senac São Carlos
Local: Rua Episcopal, 700, Centro, São Carlos - SP
Informações e inscrições: www.sp.senac.br/saocarlos
Pesquisa envolveu revisão sistemática e metanálise de 134 estudos, envolvendo 46.978 crianças
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa liderada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) acaba de gerar um dado inédito e preocupante: a prevalência de 33% de anemia ferropriva (por falta de ferro) em crianças brasileiras de zero a sete anos (ou seja, 1/3 das crianças do País). Este é o maior levantamento já publicado sobre anemia ferropriva em idade pediátrica no Brasil.
A análise, coordenada por Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida, docente do Departamento de Medicina (DMed) da Instituição, levou em consideração 134 estudos anteriores (publicações), envolvendo 46.978 crianças, divulgados de 2007 a 2020.
No Brasil, estima-se que 90% dos casos de anemia são por falta de ferro, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a doença como um indicador de pobreza de nutrição e de saúde, que compromete a qualidade de vida e contribui para a mortalidade infantil.
"No nível populacional, uma prevalência de anemia maior que 4,9% é considerada uma importante questão de saúde pública; quando há prevalência superior a 40%, é classificada como grave problema de saúde pública", informa Nogueira-de-Almeida.
Os dados por regiões brasileiras também não mostram diferenças significativas entre elas. "A diferença entre as regiões foi menor do que esperávamos; mesmo nas regiões mais ricas do País - Sul e Sudeste -, a prevalência é alta. Estamos diante de um quadro preocupante, tendo em vista que o Brasil é um país em desenvolvimento, mas não de extrema miséria", analisa Nogueira-de-Almeida.
Além disso, os resultados não sugerem uma tendência temporal da doença (maior ou menor prevalência com o passar dos anos). O pesquisador da UFSCar explica que o dado é importante ao considerarmos que o Brasil vem adotando ações para prevenir e controlar a anemia, como a criação, em 2015, da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes (vitaminas e minerais) - NutriSUS.
"As curvas dos gráficos obtidos na pesquisa comprovam que a prevalência da anemia se mantém estável de 2007 para cá, sem aumentar ou diminuir. Isso significa que as iniciativas para controle da doença parecem não ter tido impacto, o que também nos causa preocupação", registra.
Causas, desafios e ações
A partir dos resultados obtidos, Nogueira-de-Almeida lista diversas hipóteses que podem explicar o fato de a prevalência de anemia ferropriva no Brasil ser tão alta: elevado índice de mães com anemia, o que acarreta passagem de quantidade insuficiente de ferro para a placenta e, depois, ao amamentar, que o leite seja mais pobre; baixo índice de aleitamento materno, algo que faria a criança já ter reserva de ferro; e recebimento de fórmula infantil e, posteriormente, alimentação inadequadas.
"Muitas vezes, as crianças que não recebem leite materno acabam consumindo leite de vaca antes de um ano, idade imprópria para isso. Além de não ter ferro, este leite ajuda a perdê-lo do organismo, já que provoca pequenas hemorragias na mucosa intestinal e o seu cálcio também acaba levando o ferro para as fezes", esclarece o docente.
A alimentação complementar, introduzida a partir dos seis meses, pode também ocasionar anemia. "Não temos hábito de usar cereais fortificados, por exemplo. Muitas famílias utilizam uma alimentação com base na farinha de fubá e outros ingredientes caseiros, que não contêm ferro."
Além disso, quando a criança cresce, o ideal é consumir ferro de origem animal, proveniente das carnes, algo que também não ocorre com frequência. "As carnes no Brasil possuem altos custos e o seu consumo é baixo. O ferro na alimentação da criança brasileira acaba vindo muito dos vegetais, do feijão. É importante, mas é um ferro que o corpo humano não aproveita tão bem quanto o da carne", analisa.
Segundo o pesquisador, uma criança com baixos índices de ferro e considerada anêmica pode ter muitos prejuízos, como falta de disposição para brincar e isolamento; déficit de aprendizado e prejuízos para o desenvolvimento intelectual; além de prejuízo imunológico. "Crianças com anemia têm maior probabilidade de desenvolver outras doenças na forma mais grave; uma pneumonia em criança não anêmica, por exemplo, costuma ser muito mais branda do que em uma anêmica."
Por isso, os dados alarmantes são essenciais para se pensar em políticas públicas nacionais, que consigam diminuir esses índices de prevalência. "A anemia não se resolve com estratégias individuais. Algumas ações urgentes consistem na criação e no fortalecimento de políticas públicas - de distribuição de renda, para se obter recursos para compra de alimentos fortificados em ferro; e de educação nutricional, para fomentar uma conscientização sobre a importância dos alimentos, seus nutrientes e vitaminas, que muitas famílias não têm", sintetiza o pesquisador.
Além disso, são imprescindíveis ações de saúde, como, por exemplo, disponibilizar pré-natal gratuito e de boa qualidade às mães sem condições financeiras e estimular o aleitamento materno sempre que possível, por meio de campanhas de conscientização e disseminação de conhecimento.
"As crianças brasileiras passam por riscos de danos à saúde física e psicossocial. Há uma urgente necessidade de o governo brasileiro entender essa urgência e implementar estratégias que sejam realmente adequadas de saúde pública", finaliza o docente da UFSCar.
Metodologias
O pesquisador explica que o diferencial do estudo para a obtenção dos resultados inéditos foi a combinação de duas metodologias: a revisão sistemática e a metanálise, essenciais para a confiabilidade do dado final.
Na revisão sistemática, foi feita a análise de publicações científicas de qualidade. "Nesta etapa, revisamos mais de mil publicações científicas, que tentaram medir a prevalência de anemia ferropriva em crianças em âmbito local. A metodologia permitiu que selecionássemos apenas trabalhos considerados de excelente qualidade, de acordo com parâmetros científicos pré-existentes - como serem de instituições consideradas confiáveis, com estatísticas validadas, dentre outros fatores", exemplifica o docente.
Ao chegar na seleção de 134 estudos, a pesquisa partiu para o segundo passo, a metanálise, metodologia estatística de extrema complexidade, que realiza ponderações de acordo com os dados obtidos.
"Cada estudo traz a sua especificidade: alguns analisaram 100 crianças; outros, 2.000. Em alguns casos, foram crianças de São Paulo; em outros, de Sergipe, que tem uma população infinitamente menor. Além disso, cada trabalho analisou uma determinada faixa etária específica de crianças. Ou seja, foi preciso levar em consideração cada umas dessas variáveis, e não simplesmente fazer uma média dos números. Com a metanálise, trabalhamos os dados em uma ferramenta complexa e informatizada de estatística, conseguindo dados extremamente confiáveis de prevalência da doença em âmbito nacional", detalha o pesquisador.
Os resultados do estudo - intitulado "Prevalence of childhood anemia in Brazil: still a serious health problem. A systematic review and meta-analysis" - foram publicados em julho de 2021, na revista Public Health Nutrition, da Cambridge University Press, e pode ser acessado em https://bit.ly/3jkQjfG.
Assinam o artigo, além de Nogueira-de-Almeida, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e profissionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) - Fábio da Veiga Ued, Luiz Antonio Del Ciampo, Edson Zangiacomi Martinez, Ivan Savioli Ferraz, Andrea Aparecida Contini, Franciele Carolina Soares da Cruz, Raquel Farias Barreto Silva, Maria Eduarda Nogueira-de-Almeida e Joel Alves Lamounier.
BRASÍLIA/DF - O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) enviou notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra supostos atos de violência marcados para acontecer nas manifestações do 7 de Setembro.
No documento, o político diz que o deputado federal Nelson Barbudo (PSL-MT) está organizando um protesto que tem como mote a “intervenção” no Supremo, a retirada de ministros da Corte e a “propagação de violência desmedida”.
As ações, segundo Frota, também estariam sendo organizadas por Rafael Klas Dal Bo, assessor de Nelson Barbudo, pelo ativista e caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, e “demais defensores do governo”.
“Como denunciado o Sr. Rafael Klas Dal Bo, vem utilizando meios e materiais públicos da Câmara dos Deputados para fazer a divulgação e, mais ainda, a organização desta manifestação antidemocrática, convocando pessoas a comparecerem armadas”, diz.
Grupos de ex-militares, ex-policiais e militares da ativa também estariam sendo convocados para participar das manifestações violentas supostamente capitaneadas por Nelson Barbudo.
“A presente denúncia tem o caráter preventivo, ou seja, busca alertar todas as instituições estabelecidas para que tomem providências no sentido de evitar um confronto maior com as forças de segurança que tem por obrigação defender a Constituição Federal e todas as instituições democráticas que sustentam o Estado Democrático de Direito”, prossegue Frota.
Zé Trovão, citado pelo deputado, é investigado pela PGR (Procuradoria Geral da República) por organizar atos antidemocráticos em favor de Bolsonaro. Ao Poder360, Frota disse que decidiu acionar o Supremo por ver risco de que os atos do 7 de Setembro descambem para a violência generalizada.
“A partir do momento que se convoca militares e grupos paramilitares, tudo pode acontecer. Qualquer coisa que venha a acontecer será de responsabilidade dessas pessoas que estão liderando as manifestações. Qualquer ato de vandalismo, violência, ameaça, morte e quebra-quebra, essas pessoas devem ser punidas. Nada mais justo do que preparar essas denúncias caso alguma coisa ocorra”, disse.
O Poder360 entrou em contato com o gabinete de Nelson Barbudo para pedir um posicionamento dele e de seu assessor, mas não obteve resposta. A reportagem não conseguiu falar com o ativista Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. O espaço segue aberto para manifestações.
*Por: Poder360
ITACARÉ/BA - Com a expectativa de que boa parte da população brasileira esteja totalmente imunizada contra a covid-19 até dezembro de 2021, muitos destinos ao redor do País já começaram a planejar grandes festas de final de ano. O Réveillon em Itacaré, no sul da Bahia, por exemplo, será palco de uma comemoração com quatro festas e mais de 20 atrações musicais divididas em dois palcos.
O evento, chamado Réveillon N°1, está programado para os dias 27, 28, 29 e 31 de dezembro. Ele será realizado na Praia de Itacarezinho, uma das mais lindas da região.
As atrações musicais confirmadas incluem grandes nomes do cenário musical brasileiro, como Anitta, Barões da Pisadinha, Dennis DJ e Vintage Culture. Banda Eva, a festa Santo Forte e os DJs Chemical Surf, Fancy Inc, Bruno Be e Ona Beat também integram o line up.
Em Itacaré, além das festas do evento, os visitantes podem curtir programações para todos os públicos, como os esportes ao ar livre, a gastronomia excepcional da cidade, as praias, os rios e as cachoeiras da famosa Costa do Cacau.
Os ingressos para o Réveillon N°1 estão disponíveis pela Ingresse. Há também pacotes de viagem que incluem as festas e são vendidos pela InjoyTravel & Experience.
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*Por: Rota de Férias
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