Jornalista/Radialista
EUA - Com os carros ficando cada vez mais sofisticados e exigindo mais e mais poder de computação, a escassez de chips para equipamentos eletrônicos (também chamados de semicondutores) incomodou as montadoras e interrompeu a produção de veículos no mundo todo.
A Ford agiu na quinta-feira, 18, para enfrentar esse desafio e anunciou uma colaboração que pode dar à empresa mais controle sobre o fornecimento e o desenvolvimento de seus processadores - os cérebros necessários para controlar motores, transmissões, freios, sistemas de infoentretenimento e muito mais.
A montadora afirmou que assinou um acordo com a fornecedora de semicondutores norte-americana GlobalFoundries para colaborar no desenvolvimento de chips para veículos da Ford, e que as empresas vão estudar como expandir a fabricação de chips nos Estados Unidos.
Chuck Gray, vice-presidente da Ford para a área de software e controles incorporados em veículos, disse que mesmo com a nova parceria, a montadora espera que o fornecimento de chips continue desigual por algum tempo. “Ainda achamos que haverá problemas no ano que vem”, disse ele.
Mas o executivo acrescentou que trabalhar com a GlobalFoundries deve permitir que a Ford comece a desenvolver alguns de seus próprios chips de computador.
Indústria em transformação
Até recentemente, muitos componentes automotivos podiam ser facilmente controlados por chips de computador genéricos. Mas isso não é mais o caso, pois os fabricantes adicionam recursos cada vez mais complexos, como o monitoramento de bateria, sistemas avançados de assistência ao motorista e serviços de rede.
“O poder da computação é a nova medida de potência (do carro)”, disse Gray. “A demanda por poder de computação agora é tão alta, e precisamos dos chips certos para fazer as coisas certas.”
Nos últimos anos, as montadoras americanas contrataram milhares de desenvolvedores e programadores de software. Gray disse que a Ford agora está procurando trazer também designers de chips. “Em um futuro próximo, estaremos construindo isso (a capacidade de desenvolver processadores)”, disse ele.
A concorrente General Motors (GM), dona da marca Chevrolet, também está tomando medidas para controlar melhor o desenvolvimento e a disponibilidade de chips. O presidente da GM, Mark Reuss, disse na quinta-feira que a empresa espera que o número de semicondutores usados em veículos dobre nos próximos anos. Como resultado, segundo ele, a GM está trabalhando com fabricantes de chips para desenvolver três tipos de microprocessadores para lidar com quase todas as suas necessidades de computação.
Os movimentos são parte de uma estratégia para reduzir o número de variedades de chips em 95 por cento e devem ajudar a aumentar o fornecimento de chips e ao mesmo tempo cortar custos significativamente, disse Reuss em uma conferência de tecnologia automotiva realizada pelo Barclays, o banco de investimento. “Vamos liderar a indústria com isso”, disse ele. “E isso vai gerar qualidade e previsibilidade.”
Para garantir o fornecimento de novos chips feitos com um material de eficiência superior chamado carboneto de silício, a GM chegou a um acordo no mês passado com a Wolfspeed, uma empresa anteriormente chamada Cree que está construindo uma fábrica no estado de Nova York.
Reuss afirmou que a GM conversa com muitos fornecedores importantes para garantir chips suficientes para manter suas fábricas funcionando. A escassez de processadores e as paralisações na produção de laminados nas fábricas de automóveis deixaram as concessionárias com estoques baixos de veículos novos.
A Ford e a GM relataram que as vendas de veículos novos caíram cerca de um terço nos Estados Unidos no período de três meses encerrado em setembro, afetando seus ganhos.
Futuro dos carros
Mike Hogan, vice-presidente sênior da GlobalFoundries encarregado de seus negócios automotivos, disse que as discussões com a Ford inicialmente se concentraram em garantir chips essenciais para a produção atual de automóveis. Mas as negociações se ampliaram para outras áreas, incluindo a permissão para a Ford obter informações antecipadas sobre os processos de produção de chips que poderiam moldar as características dos carros, como a distância que um veículo elétrico pode percorrer.
“Historicamente, sempre houve muitas empresas intermediárias entre nós e uma companhia como a Ford”, disse Hogan. O movimento da montadora para se envolver mais na modelagem da tecnologia de chips "é um ótimo exemplo dos tipos de mudanças que serão vistas", disse ele.
A outra questão é onde as peças futuras serão feitas. A maioria dos chips com tecnologia de ponta é produzida pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que é de longe o maior fabricante de chips por encomenda. Mas as interrupções na logística de fornecimento da Ásia por causa da pandemia fizeram os políticos se preocuparem com a dependência de fábricas em Taiwan, especialmente em vista das reivindicações territoriais da China sobre a ilha.
Portanto, o Senado americano aprovou com maioria esmagadora um pacote de subsídios de US$ 52 bilhões com o objetivo de incentivar a construção de mais fábricas de chips nos Estados Unidos, embora esse financiamento tenha sido objeto de disputas partidárias na Câmara.
A GlobalFoundries foi formada em parte por meio de aquisições de fábricas que antes pertenciam à fabricante de chips Advanced Micro Devices (AMD) e à IBM, ambas dos EUA. Ela fez uma oferta pública inicial de ações em outubro e está investindo pesado para expandir sua produção.
Embora 89% da propriedade da empresa seja do governo de Abu Dhabi, a GlobalFoundries fabrica chips confidenciais para o Pentágono em fábricas em Vermont e no interior do estado de Nova York. Ela tem uma fábrica de alto volume perto de Albany, também no estado de Nova York, e espera dobrar a capacidade de produção com a ajuda do pacote de financiamento do Congresso, se ele for aprovado, disse Hogan, o vice-presidente da empresa. Produzir chips nos Estados Unidos, disse ele, definitivamente faz parte do acordo com a Ford.
BRASÍLIA/DF - A Caixa Econômica Federal informa que ainda tem disponível R$ 23,4 bilhões para saque do Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). O saldo é destinado a 10,6 milhões de beneficiários.
O PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa Econômica Federal. Já o Pasep é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil. Neste ano, já foram sacados mais de R$ 331,5 milhões por 232,3 mil trabalhadores/herdeiros.
De acordo com a Caixa, caso o trabalhador não tenha realizado o saque e a migração dos valores tenha sido feita ao Fundo de Garantia, será possível realizar a retirada do valor pelo aplicativo do FGTS. Nele também é possível consultar o saldo da conta.
O PIS/Pasep corresponde aos valores de cotas destinadas aos trabalhadores que possuíam carteira assinada no período de 1971 a 04/10/1988. O saldo pode ser sacado pelo titular da conta independente de sua idade. E, na hipótese de morte do titular, o saldo da conta será disponibilizado aos seus dependentes.
Confira os documentos necessários para o saque por dependentes:
▪ Certidão de óbito e certidão ou declaração de dependentes (beneficiários) habilitados à Pensão por Morte emitida pelo INSS; ou
▪ Certidão de óbito e certidão ou declaração de dependentes (beneficiários) habilitados à Pensão por Morte emitida pela entidade empregadora; ou
▪ Alvará judicial designando os beneficiários do saque, caso o alvará não faça menção ao falecimento do participante deve ser apresentado a certidão de óbito; ou
▪ Escritura pública de inventário, podendo ser apresentado formal de partilha dos autos de processo judicial de inventário/ arrolamento ou escritura pública de partilha extrajudicial lavrada pelo tabelião do cartório de notas; ou
▪ Na situação de ausência de dependentes habilitados à pensão por morte do participante falecido, deverá ser apresentada autorização de saque subscrita por todos os sucessores.
CUBA - Cuba desenvolveu na sexta-feira (19) a segunda jornada de seus tradicionais exercícios militares "estratégicos", dedicados este ano a avaliar a capacidade de resposta à "guerra não convencional" dos Estados Unidos, que Havana aponta como responsável pelos protestos na ilha.
Os Exercícios Estratégicos Moncada-2021, que começaram na quinta-feira e terminam no sábado, o Dia Nacional da Defesa, têm "como objetivo fundamental estudar as ações para prevenir e enfrentar situações de risco, ameaças e agressões à segurança do país, em um cenário de guerra não convencional imposto pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba", assinalou a emissora de televisão estatal.
Os exercícios incluem práticas para treinar a população, as Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e efetivos do Ministério do Interior, segundo a emissora.
A repentina declaração oficial de 20 de novembro como Dia Nacional da Defesa obrigou o grupo opositor Archipiélago a antecipar para 15 de novembro a marcha cívica que tinha convocado para essa data em Havana e em outras seis cidades do país, com dois meses de antecipação.
A manifestação convocada pelo grupo, que conta com 38.000 membros dentro e fora de Cuba, foi proibida pelo governo e acabou sendo frustrada depois que as forças de segurança mobilizaram um enorme dispositivo policial e detiveram diversos líderes da oposição.
Para Havana, essa marcha frustrada, as manifestações de 11 de julho, e o protesto de novembro do ano passado, quando 300 jovens artistas se plantaram em frente ao Ministério da Cultura para exigir liberdade de expressão, formam parte de um plano desenhado e financiado em Washington para promover uma mudança de regime em Cuba.
EUA - Um júri dos Estados Unidos absolveu o adolescente norte-americano Kyle Rittenhouse, na sexta-feira (19), da acusação de homicídio pela morte a tiros de dois homens, em um julgamento que destacou divisões sobre direitos de armas e provocou um debate feroz sobre os limites da autodefesa no país.
O júri considerou Rittenhouse, de 18 anos, inocente de todas as acusações: duas acusações de homicídio, uma de tentativa de homicídio de um terceiro homem e duas de colocar em risco a segurança durante protestos por justiça racial que foram marcados por atos de vandalismo em 25 de agosto de 2020, em Kenosha, no Wisconsin.
Rittenhouse chorou após o veredicto e desabou no chão antes de ser ajudado a voltar para sua cadeira.
Em meio a uma pesada presença de forças da segurança, várias dezenas de manifestantes ocuparam as escadas do lado de fora do tribunal após a leitura do veredicto, alguns carregando cartazes em apoio ao Rittenhouse e outros expressando desapontamento.
"Estamos todos tão felizes que Kyle pode viver sua vida como um homem livre e inocente, mas em toda esta situação não há vencedores, há duas pessoas que perderam suas vidas e isso não será esquecido", disse David Hancock, porta-voz da família Rittenhouse, à Reuters.
Rittenhouse atirou e matou Joseph Rosenbaum, de 36 anos, e Anthony Huber, de 26 anos, e disparou outra bala que arrancou um pedaço do braço de Gaige Grosskreutz, de 28 anos. Rittenhouse alegou autodefesa.
O veredicto foi celebrado pelos defensores dos direitos a armas, mas criticado por muitos do campo político de esquerda.
"É sem sentido que nosso sistema de Justiça permita que um vigilante armado saia livre", disse a bancada negra do Congresso em um comunicado.
Para chegar ao veredicto após mais de três dias de deliberações, o júri ouviu narrativas conflitantes da defesa e da acusação, que ofereceram retratos muito diferentes das ações do adolescente na noite das mortes.
A defesa argumentou que Rittenhouse tinha sido repetidamente atacado e atirou com medo de perder sua própria vida. Advogados disseram que ele é um adolescente de espírito cívico que estava em Kenosha para proteger a propriedade privada, após várias noites de agitação na cidade depois que a polícia atirou em um homem negro chamado Jacob Blake, que ficou paralisado da cintura para baixo.
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