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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - Na manhã de terça-feira (30), os vereadores Ubirajara Teixeira – Bira (PSD) e Robertinho Mori Roda (PSL) e o assessor do vereador Bruno Zancheta (PL), Lucas Zangotti, se reuniram com representantes da Prefeitura Municipal e da CPFL Paulista para discutir sobre melhorias na iluminação pública de São Carlos.

Na ocasião os vereadores levaram diversas demandas que vem recebendo da população e buscaram entender quais seriam de responsabilidade da CPFL e quais a Prefeitura poderia resolver. “A gente está em contato direto com as pessoas pela cidade, ouvimos o que a população pede e sempre buscamos levar ao conhecimento da CPFL ou da Prefeitura sobre algum poste em que a luz esteja queimada, ou onde aconteceu algum curto circuito, para que se tenha uma solução”, comentaram os vereadores.

Outra demanda foi em relação às podas de árvores. “As pessoas também sempre solicitam podas de árvores ou a retirada dos galhos que foram cortados, então a ideia foi alinhar sobre o que pode ser feito, sabemos que onde existe a rede elétrica a CPFL que faz a manutenção nas árvores, onde não tem a Prefeitura, por isso um trabalho em equipe dos dois órgãos pode ajudar ainda mais a população”, disseram os vereadores.
Pela CPFL participaram da reunião o gerente regional, Julio Cesar de Oliveira e a consultora de Relacionamentos Especialista, Elidiane Bernardi e pela prefeitura o diretor de Serviços Urbanos, Anderson de Oliveira e o chefe de seção da Elétrica Geyson Gruber.

Tema será abordado no dia 3 de dezembro, às 10 horas, no sexto encontro da série de debates Ciência UFSCar

 

SÃO CARLOS/SP - Na sexta-feira (3/12), às 10 horas, o Instituto da Cultura Científica (ICC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza debate na série "Ciência UFSCar", com apresentação de dados de estudos sobre a Covid-19 em grávidas, puérperas e recém-nascidos. O evento, intitulado "Covid-19: Impacto em grávidas, mães e bebês no Brasil e no mundo", terá a participação das docentes do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar Carla Polido e Cristina Valete, que vieram estudando a temática ao longo da pandemia.
Carla Andreucci Polido, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia, integra o Grupo Brasileiro de Estudos de Covid-19 e Gestação, criado já em abril de 2020, com participação de pesquisadores e profissionais de atenção à saúde da mulher das cinco regiões do País. O grupo monitora - principalmente por meio de estudos observacionais, de análise de bases de dados e revisões sistemáticas da literatura - a ocorrência de desfechos maternos e perinatais desfavoráveis relacionados à Covid-19 no Brasil. As análises evidenciam, dentre outros resultados, número alto de mortes na comparação com outros países e, também, desigualdades no acesso ao atendimento em saúde.
Cristina Ortiz Sobrinho Valete, médica especialista em Pediatria e Neonatologia, realizou, no começo de 2020, revisão da literatura sobre Covid-19 em recém-nascidos. O estudo, intitulado "Manifestações clínicas e alteração radiológica na Covid-19 neonatal: uma revisão sistemática rápida", foi premiado recentemente, como melhor artigo de revisão dos 10 anos de história da revista "Residência Pediátrica", da Sociedade Brasileira de Pediatria. No artigo, assinado também por Maria Dolores Salgado Quintans, da Universidade Federal Fluminense, são listados os sintomas mais frequentes nessa população. Além disso, constata-se frequência elevada de alterações radiológicas, o que sugere possibilidade de comprometimento pulmonar mesmo na ausência de manifestações respiratórias.
O encontro terá a mediação da jornalista Mariana Pezzo, Diretora do ICC. Virtual, será transmitido nos canais UFSCar Oficial no Facebook e YouTube, com possibilidade de interação do público. Mais informações pelo e-mail culturacientíEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou no Twitter, em @ciencia_ufscar.

SÃO CARLOS/SP - Na manhã de terça-feira (30), o vereador Djalma Nery e, representando a vereadora Professora Neusa, a assessora parlamentar Mariana Ribeiro, participaram do Programa de Alfabetização Ambiental desenvolvido pela Escola Estadual Visconde da Cunha Bueno, localizada no distrito de Santa Eudóxia, em prestígio à ação de arborização dos professores e alunos do 2° ano.

 O programa faz parte de um projeto criado a partir da Secretaria Estadual de Educação, que existe desde o ano 2019 para promover temáticas socioambientais e sustentáveis nos processos de ensino e aprendizagem entre professores e alunos.

 Com o tema “Conservar para Preservar”, o programa no desempenho de alfabetização ambiental proporcionou às crianças, com idade aproximadamente de 7 a 8 anos, o plantio de cerca de 30 árvores, algo muito importante para a arborização do distrito, que passou por um período crítico com as queimadas.

 Neste dia, estiveram presentes acompanhando as atividades a dirigente regional de Ensino, Débora Gonzalez Costa Blanco; a diretora da escola, Rosimeire Coelho de Oliveira; a coordenadora pedagógica Sônia Regina Biason; o diretor de Áreas Verdes, Jurandir Ferrante; e o técnico agrícola Fábio Lolis.

Parceria entre UFSCar e Universidade do Minho analisou distribuição dos subtipos B e C no Brasil

 

SÃO CARLOS/SP - Artigo científico publicado na segunda-feira (29/11) no periódico Scientific Reports, do grupo Nature (acessível em www.nature.com/articles/s41598-021-02428-3), apresenta novas explicações para as diferenças geográficas na distribuição das linhagens - ou subtipos - que causam mais infecções por HIV no mundo. O trabalho, em conjunto com investigações anteriores, indica que não podemos encarar a pandemia de HIV como igual em todo o mundo e nos diferentes contextos socioeconômicos, recomendando pesquisas e práticas de prevenção e tratamento que considerem especificidades locais e regionais.
A pesquisa foi realizada em uma parceria entre o Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho). O grupo estudou os subtipos B e C, mais disseminados em todo o mundo, sendo o B mais prevalente na Europa e na América do Norte e o C na África do Sul, Etiópia e Índia. No Brasil, a região Sul do País é dominada pelo subtipo C, com as demais regiões apresentando maior prevalência do subtipo B. 
Foram analisadas, por meio de diferentes ferramentas de Bioinformática, informações de mais de 2.500 pessoas com HIV no Brasil, com dados clínicos e sequências virais coletados antes do início do tratamento. Nuno Osório, coordenador do estudo na UMinho, destaca a particularidade do contexto brasileiro, que permitiu a comparação e, assim, a identificação de diferenças importantes entre os subtipos B e C. "O Brasil conjuga regiões que são fronteiriças e têm prevalências diferentes desses subtipos. Isso, junto com o bom nível de informação que é possível recolher no nível nacional, permitiu a oportunidade de criar este trabalho, e condições deste gênero não existem em muitos locais do mundo", afirma. "A maior parte da investigação científica é focada no subtipo B - por ser o mais prevalente na Europa e América do Norte -, mas os resultados não serão sempre necessariamente aplicáveis ao subtipo C, o mais comum no mundo em desenvolvimento", complementa.
A análise mostrou que ambos os subtipos são capazes de atingir cargas virais elevadas nas pessoas infectadas sem tratamento, mas o subtipo B causa mais rapidamente deficiência imune que o C. Com isso, os pesquisadores sugerem que o subtipo C pode se beneficiar de períodos assintomáticos mais longos para maximizar a sua transmissão.
As diferenças não ficam por aqui. O subtipo C é também mais frequente em mulheres e pessoas jovens, podendo estar mais adaptado a esses hospedeiros ou a vias de transmissão envolvendo homens e mulheres ou mulheres e crianças, o que justifica a construção de políticas públicas de prevenção específicas, para que possam ser mais eficazes. Os pesquisadores apontam que não só as características do vírus, mas também aspectos culturais e socioeconômicos devem ser considerados no desenho dessas políticas.
"Compreender questões culturais e sociais, sua relação com o modo de transmissão do HIV e o quanto esse modo de transmissão pode influenciar na prevalência de cada subtipo tem implicações importantes para as políticas públicas", registra Bernardino Geraldo Alves Souto, da UFSCar, destacando sobretudo assimetrias de gênero como possível explicação para a prevalência do tipo C no Sul do Brasil. O pesquisador, que atuou como médico nessa região, afirma que uma cultura de submissão da mulher e de naturalização de relacionamentos extraconjugais do homem pode favorecer a transmissão do subtipo mais adaptado à via de transmissão entre homem e mulher - e, consequentemente, da mulher para o bebê -, enquanto em regiões com maior tolerância aos relacionamentos sexuais entre homens, por exemplo, o subtipo prevalente é o B, como é o caso da região Sudeste.
Outro fator a se considerar é a ocorrência, especialmente em regiões menos urbanizadas, da prática do aleitamento cruzado, que aumenta os riscos de transmissão materno-infantil especialmente em áreas onde a prevalência de infecções pelo subtipo C envolvendo mulheres é proporcionalmente mais elevada.
Assim, a partir dos resultados apresentados, os pesquisadores apontam a importância de políticas públicas que busquem ainda mais a proteção das mulheres nos cenários dominados pelo subtipo C, com campanhas de prevenção, políticas de diagnóstico e tratamento precoces e, também, cuidado especial com o ciclo gravidez-puerpério. "As diferenças que apontamos podem ajudar a focar as prioridades das políticas que já existem, mas podem ser aprimoradas com base nesse conhecimento", afirma Osório.
Souto, da UFSCar, destaca que o conhecimento do grupo português em diferentes vertentes da Bioinformática foi essencial à possibilidade de realização do trabalho. Na mesma direção, Osório valoriza a possibilidade de acesso aos bancos de dados brasileiros e, sobretudo, a relevância do conhecimento sobre a realidade local na possibilidade de interpretação dos resultados encontrados. "A colaboração foi fundamental para que o trabalho pudesse ser feito. Nenhum dos grupos poderia ter feito isso sozinho, é uma complementaridade muito boa de conhecimentos, técnicas e experiências", conclui Osório.

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