Jornalista/Radialista
ALEMANHA - Uma das duas linhas do oleoduto Druzhba que liga a Rússia à Alemanha foi fechada depois que um vazamento foi detectado passando pelo centro da Polônia, anunciou a operadora polonesa PERN na quarta-feira (12).
"As causas do incidente são desconhecidas neste momento. O bombeamento na linha danificada foi paralisado. A linha 2 do oleoduto funciona normalmente", informou a PERN em comunicado, explicado que o vazamento foi detectado na terça à noite.
Druzhba é o principal oleoduto que transporta petróleo russo para a Alemanha.
"Esta parte do oleoduto transporta petróleo destinado a duas refinarias alemãs: PCK Raffinerie GmbH Schwedt e TOTAL Raffinerie Mitteldeutschland GmbH em Spergau", disse a porta-voz da PERN, Katarzyna Krasinska.
A refinaria de Schwedt, essencial para o abastecimento de combustível e gás de Berlim e sua região, processa apenas petróleo russo transportado por Druzhba.
Em meados de setembro, as subsidiárias da Rosneft na Alemanha, que respondem por 12% da capacidade de refino de petróleo daquele país, foram colocadas sob "tutela".
As subsidiárias da Rosneft Germany (RDG) e da RN Refining & Marketing (RNRM) possuem ações em três grandes refinarias no país, incluindo a Schwedt.
O Ministério da Energia alemão indicou na ocasião que esta tutela visava "responder aos riscos que pesam sobre a segurança do abastecimento" de energia no país, sobretudo antes da entrada em vigor do embargo europeu ao petróleo russo, previsto para 5 de dezembro.
"As ações de emergência estão em andamento. Todos os serviços estão funcionando", disse Krasinska, citada pela agência local PAP.
Segundo ela, os bombeiros estão bombeando o petróleo, "o que pode levar várias horas".
O vazamento ocorreu perto da cidade de Zurawice, 180 km a oeste de Varsóvia.
A construção do oleoduto Druzhba, cujo nome significa "amizade", começou na década de 1960. Possui uma rede de 5.500 quilômetros que transporta petróleo dos Urais para refinarias na Polônia e na Alemanha.
Outro ramo do oleoduto transporta petróleo russo para a Hungria, Eslováquia e República Tcheca.
EUA - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou suas projeções para o crescimento da demanda mundial para o produto. A perspectiva de um crescimento mais baixo que o esperado, tanto para este ano quanto para 2023, acabou derrubando as cotações do petróleo. O petróleo WTI fechou em baixa de 2,33%, a US$ 87,27 o barril, enquanto o óleo Brent recuou 1,95%, para US$ 92,45 o barril.
A Opep previa anteriormente que, em 2022, a demanda global por petróleo iria crescer em 3,1 milhões de barris diários. No relatório divulgado nesta quarta-feira, 12, no entanto, o cartel projeta crescimento de 2,6 milhões de barris/dia, o que elevaria o consumo para 99,7 milhões de barris diários. Para 2023, também houve um corte na projeção de aumento do consumo, de 2,7 milhões para 2,3 milhões de barris/dia.
“O crescimento econômico global entrou em um período de incerteza significativa e deterioração das condições macroeconômicas, em meio a desafios mais intensos, incluindo altos níveis de inflação, políticas monetárias mais rígidas dos principais bancos centrais, aumento das taxas de juros e problemas persistentes na cadeia de suprimentos”, disse a Opep, no relatório.
“Olhando para o futuro, e apesar do habitual aumento sazonal na procura por petróleo para aquecimento (no Hemisfério Norte), espera-se que os desafios apresentados pelos elevados níveis de incerteza, o abrandamento do crescimento econômico e um possível ressurgimento das restrições da covid na China e em outros países afetem a procura de petróleo em 2022 e 2023.”
Corte
A avaliação, de certa forma, justifica a decisão do cartel, anunciada na semana passada, de reduzir a produção dos países membros em 2 milhões de barris/dia. O anúncio fez com que as cotações do produto subissem, por conta do temor de oferta mais escassa.
Por causa dessa decisão, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na noite da terça-feira, 11, que haverá “consequências” para a Arábia Saudita, a maior produtora global e uma espécie de líder da Opep. Em entrevista à CNN, Biden disse que procuraria consultar o Congresso sobre o caminho a seguir.
Assessores anunciaram que o governo está reavaliando seu relacionamento com o reino saudita. Funcionários da Casa Branca dizem que o corte pela Opep ajudará a Rússia a encher seus cofres, enquanto segue em seu oitavo mês de guerra na Ucrânia.
O senador democrata Richard Blumenthal e o deputado Ro Khanna propõem interromper a venda de armas dos EUA para a Arábia Saudita por um ano.
BRASÍLIA/DF – Os partidos que defendem punição aos institutos de pesquisas, com penas que chegam até 10 anos de prisão para os responsáveis, gastaram R$ 13,5 milhões para realizar esses levantamentos durante a campanha deste ano. Recursos públicos do fundo eleitoral foram utilizados por PL, PP, União Brasil, PSC e Podemos. O levantamento considera os gastos de partidos e candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
PL, PP, União Brasil e PSC apoiam um projeto de lei de criminalização dos erros dos institutos. Já o Podemos tenta criar no Senado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as empresas no Congresso. Todos os partidos usaram verbas para realizar pesquisas de intenção de voto e mapear os interesses dos eleitores.
O partido que mais desembolsou dinheiro com pesquisas foi o União Brasil, com R$ 5,6 milhões gastos durante a campanha. O candidato da legenda ao governo de Pernambuco, Miguel Coelho, derrotado na disputa, contratou o instituto Alfa Inteligência por R$ 840,9 mil para fazer pesquisas de opinião qualitativas, tipo de levantamento que capta a impressão dos eleitores sobre um determinado assunto ou político. O União assinou o requerimento de urgência para colocar o projeto em votação no plenário da Câmara.
O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, com R$ 4,6 milhões gastos para realizar pesquisas. O próprio presidente usou R$ 2,2 milhões do fundo partidário para contratar pesquisas eleitorais de dois institutos durante o primeiro turno da disputa. Bolsonaro foi o candidato que mais gastou recursos da campanha com esses levantamentos. A campanha contratou a Cota Pesquisas de Mercado e de Opinião Pública por R$ 1,7 milhão e o Ibespe Estudos & Marketing por R$ 500 mil para realizar e fornecer pesquisas eleitorais ao candidato.
Durante a campanha, quando aparecia atrás do petista Luiz Inácio Lula da Silva na preferência do eleitorado, o Bolsonaro declarava não acreditar em pesquisa. Na noite do primeiro turno, após o fechamento das urnas, no último dia 2, ele voltou a criticar os responsáveis pelos levantamentos diante do resultado. O presidente obteve 43% dos votos, um porcentual maior do que aparecia nas pesquisas dos institutos. “Desmoralizou de vez os institutos de pesquisa. Acho que não vão continuar fazendo”, disse Bolsonaro a um grupo de apoiadores no Palácio da Alvorada.
O presidente e ministros inclusive passaram a incentivar que os eleitores bolsonaristas não respondam às pesquisas. Institutos argumentaram que os erros se devem à alta abstenção entre segmentos mais favoráveis a Lula e a mudanças no comportamento do eleitor.
A base de Bolsonaro tenta aprovar um projeto de lei para punir os institutos de pesquisa. A proposta é defendida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O texto, de autoria do líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), estabelece punição para quem errar o resultado da eleição fora da margem de erro, com prisão de quatro a dez anos para o estatístico responsável.
Aliados do governo tentaram votar o projeto na terça-feira, 11, véspera de feriado, mas a iniciativa fracassou por falta de acordo. Não há data marcada para nova votação.
Autor do projeto que pune os responsáveis das empresas com prisão, o líder do governo também usou o dinheiro da eleição para contratar pesquisas. Ricardo Barros gastou R$ 45 mil para realizar pesquisas quantitativas com o instituto Data Vox Brasil durante sua campanha à reeleição. Barros foi eleito para mais um mandato na Câmara pelo Paraná e trabalha pela reeleição de Bolsonaro.
Além da punição pela alteração na lei, a base governista pressiona o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os institutos de pesquisa na Casa. Um requerimento com assinaturas suficientes já foi apresentado. Pacheco prometeu avaliar a instalação, mas já avisou que nenhuma CPI vai funcionar durante o período eleitoral.
Na terça-feira, 11, Pacheco se posicionou contra o projeto patrocinado pelo governo na Câmara. “É um texto, especialmente na parte penal, que eu vi, absolutamente inadequado porque pune muito severamente um erro”, disse o presidente do Senado, ao citar que a pena prevista na proposta supera a prisão determinada para os crimes de peculato e corrupção.
O líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), declarou que assinou o requerimento de urgência para o projeto de Ricardo Barros, mas que vai trabalhar para alterar o texto na busca de um acordo que permita a iniciativa ser aprovada. Questionado sobre as pesquisas contratadas pelo União, o deputado evitou dizer se elas erraram, mas defendeu uma apuração de todos os institutos de pesquisa. “Temos que investigar para não ser leviano”, afirmou.
Procurado, o Podemos disse que não ia comentar. PL, PP, PSC e o deputado Ricardo Barros não responderam à reportagem.
Daniel Weterman e Lauriberto Pompeu / ESTADÃO
ÍNDIA - Duas mulheres foram mortas no sul da Índia num alegado sacrifício humano realizado por um grupo de pessoas que tentava resolver problemas financeiros através de um ritual de contornos macabros, informaram esta quarta-feira fontes policiais.
Pelo menos três pessoas foram detidas por causa deste caso ocorrido em Elanthur, no estado de Kerala, onde a polícia recuperou os restos mortais desmembrados das duas mulheres, presumivelmente assassinadas com poucos meses de diferença entre si.
A investigação procura agora saber se os suspeitos comeram partes dos corpos das mulheres, quando terminaram os rituais de morte.
"Existe a possibilidade dos acusados terem comido partes dos corpos, depois de matarem as vítimas. A hipótese está a ser investigada, mas ainda não foi confirmada", disse C.H. Nagaraju, comissário de polícia da cidade de Kochi, em Kerala.
Os rituais terão sido realizados entre junho e final de setembro por um casal e um homem encarregado de conduzir as sessões.
Na terça-feira, as autoridades encontraram os corpos das mulheres cortados em pedaços e enterrados no quintal da casa do casal – onde geria um negócio de massagens terapêuticas - quando investigavam o alegado desaparecimento de uma delas.
O principal acusado do assassínio das duas mulheres, Muhammad Shafi, entrou em contacto com as vítimas através das redes sociais e atraiu-as para casa dele, com a promessa de oferecer ajuda financeira.
No interior da casa do suspeito, as vítimas foram amarradas, torturadas e estranguladas até a morte, de acordo com os inquéritos policiais iniciais.
O caso está a chocar o país de 1,4 mil milhões de pessoas, devido à brutalidade dos acontecimentos num estado como Kerala, considerado um dos mais progressistas da Índia.
"Fiquei chocado e triste ao saber do caso de sacrifício humano de Elanthur (...). Tal brutalidade em nome de um ritual é impensável, numa sociedade moderna e civilizada", disse o governador de Kerala, Arif Mohammad Khan, na rede social Twitter.
Sacrifícios humanos, bem como linchamentos de mulheres acusadas de praticar magia negra ou feitiçaria, não são raros em algumas áreas tribais da Índia, apesar de vários governos regionais terem lançado campanhas de consciencialização contra tais práticas.
Lusa
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